Quem resiste à ideia de tirar por conta própria uma foto digna de cartão postal? Daquelas que conseguem enquadrar grande parte de uma região? Ver alguns pontos turísticos lá do alto também é sedutor, assim como simplesmente admirar as luzes noturnas de uma cidade. Tudo isso só é possível graças aos lugares que proporcionam vistas panorâmicas.

Podem ser gigantes de concreto ou monumentos lendários. Se a intenção é estar algumas dezenas (ou centenas) de metros a cima do chão, ambos podem contemplar e cada um tem suas vantagens. Os monumentos são cheios de história e significados. Os arranhas-céus compensam com tecnologia e conforto para proporcionar a melhor experiência possível.

Nas viagens que fiz nos últimos anos, sempre procurei pontos com vistas panorâmicas. E encontrei exemplares que correspondem a esses dois perfis. Listo aqui os cinco mais interessantes que conheci, seja pela imponência de seus edifícios ou pela simbologia que eles carregam. Quando você for aos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha ou Itália, anote essas dicas!

 

Top Of The Rock (Nova York) – 260 metros de altura

Empire State Building visto a partir do Top Of The Rock. Foto: Leonardo Aquino

Quem vai a Nova York procurando um arranha-céu para subir tem pelo menos duas opções icônicas. O Empire State Building é um clássico, eternizado por imagens como a cena do gorila escalando o prédio no filme “King Kong”. O Rockefeller Center foi imortalizado na foto “Lunch Atop A Skyscraper” (creditada a Charles C. Ebbets), que entrou no imaginário pop e em peças de decoração que vão de quadros a ímãs de geladeira.

Quem não conhece essa imagem? Foto: Charlie C. Ebbets

Quando estive por lá, em setembro de 2013, escolhi visitar o Rockefeller Center e seu deck de observação chamado Top Of The Rock. Para mim, o critério de desempate foi a loja oficial da NBC, situada no térreo do edifício. Lá pode se comprar merchandising de vários programas da emissora, de “Saturday Night Live” a “The Voice”, passando por seriados como “The Office” e “Friends”.

Mas voltemos ao arranha-céu. As atrações do Top Of The Rock começam antes mesmo da subida. A obra “Joie Chandelier” foi criada pela grife Swarovski para o edifício e tem 14 mil cristais. O mezanino tem uma exposição permanente dedicada à construção do Rockefeller Center e ao magnata John D. Rockefeller. E uma trucagem de chroma-key faz com que você possa reproduzir a clássica foto dos operários, estando na pele deles.

Foto: Leonardo Aquino

A subida é em elevadores ultrarrápidos, chamados de Sky Shuttle. Os 260 metros de altura são alcançados em menos de um minuto. O deck de observação tem três andares. No 67º e no 69º andar, a vista é cercada por vidros temperados. No 70º andar, não há obstrução nenhuma. É o melhor lugar para fotos. Entre os cliques preferidos dos visitantes, está o que emoldura o topo do Empire State, situado a pouco mais de 1 km de distância.

Foto: Leonardo Aquino

Dicas práticas

Assim como a maioria dos arranha-céus com vista panorâmica, o Top Of The Rock oferece a opção de ingresso com hora marcada. É uma forma de zerar o risco de pegar filas. Basta comprar online e escolher o horário certo. Há também o ingresso VIP, que tem elevador privativo e horários flexíveis, e o “Sun And Stars”, que permite duas entradas com o intervalo de 24 horas.

Top Of The Rock Observation Deck

Aberto todos os dias, das 8h à meia-noite
Última subida às 23h15
Ingressos: US$ 34 (adulto), US$ 32 (idosos a partir de 62 anos) e US$ 28 (crianças de 6 a 12 anos). Para o acesso VIP, o preço é US$ 65. Para o “Sun And Stars”, o preço é de US$ 15 adicionados ao valor do ingresso escolhido.
Para chegar de metrô: estação 47-50 Streets / Rockefeller Center (linhas B, D, F e M)
Site: https://www.topoftherocknyc.com/

 

The Skydeck (Chicago) – 443 metros de altura

Foto: Leonardo Aquino

O Skydeck fica no 103º andar da Willis Tower (que já foi chamada de Sears Tower), o segundo edifício mais alto do hemisfério ocidental. Assim como os arranha-céus de Nova York, já teve seu grande momento na cultura pop. No filme “Curtindo a Vida Adoidado”, Ferris Bueller e seus amigos fazem um grande tour por Chicago e, em determinado momento, chegam ao Skydeck e observam a cidade lá do alto. Reviver a cena do filme foi um dos motivos que me levou a ir até lá em setembro de 2013.

Nenhum outro deck de observação nos Estados Unidos é tão alto quando o Skydeck. Além disso, a visibilidade é impressionante. Ela chega a 80 quilômetros e, num dia claro, permite que o visitante consiga enxergar quatro estados americanos: Illinois, Indiana, Wisconsin e Michigan.

A incrível visibilidade do Skydeck. Foto: Leonardo Aquino

O mais legal da visita ao Skydeck são as caixas de vidro que deixam Chicago inteira aos pés do visitante. Não indico essa parte do deck de observação a quem tem labirintite. A visão é realmente impressionante.

Cuidado com a vertigem! Foto: Leonardo Aquino

Dicas práticas

Uma dica imperdível: programe sua visita para o horário do pôr do sol. Você vai ver a cidade com três luminosidades diferentes: dia, anoitecer e noite. Se o tempo favorecer, você vai tirar algumas das fotos mais incríveis da sua viagem a Chicago. O próprio site do Skydeck aconselha o visitante a averiguar o calendário do pôr do sol antes de ir. Dá pra checar neste site: http://www.sunrisesunset.com/USA/Illinois.asp

O Skydeck fica na famosa Willis Tower. Foto: Leonardo Aquino

O Skydeck não trabalha com ingressos com horários fechados. Mas tem a modalidade Day/Night, que permite duas entradas no mesmo dia. Há também os bilhetes VIP que dão acesso direto aos elevadores, sem filas.

A Willis Tower soberana no céu de Chicago. Foto: Leonardo Aquino

The Skydeck

Aberto todos os dias do ano. De março a setembro, das 9 às 22h. De outubro a fevereiro, das 10 às 20h.
Última subida 30 minutos antes do horário de fechamento.
Ingressos: US$ 23 (adultos) e US$ 15 (crianças até 12 anos). O ingresso Day/Night custa US$ 33. O Fastpass (acesso VIP) custa US$ 49
Para chegar de metrô: estação Quincy (linhas Pink, Brown, Orange e Purple)
Site: http://theskydeck.com

 

The View From The Shard (Londres) – 244 metros de altura

Tower Bridge vista do alto do Shard. De tirar o fôlego! Foto: Leonardo Aquino

Quem vai a Londres costuma escolher a London Eye como o programa para ter uma vista panorâmica da cidade. No entanto, as grandes filas e o tempo limitado do passeio acabam fazendo com que a experiência não seja a ideal. Por isso, o melhor a se fazer para uma contemplação sem pressa do skyline da capital inglesa é o View From The Shard, um mirante no 72º andar do edifício mais alto entre os países da União Europeia. Estive lá em junho de 2015.

Além de proporcionar uma visibilidade espetacular (de 64 km em 360 graus), o View From The Shard tem sido palco de vários eventos: de aulas de ioga a festas privê, sempre com uma vista panorâmica inigualável. Já imaginou? Além disso, o local tem sido um habituê para pedidos de casamento. Não estranhe se você testemunhar um quando visitar o mirante.

Foto: Leonardo Aquino

É possível ver alguns dos principais pontos de Londres a partir do View From The Shard. O Big Ben, a London Eye, os estádios Olímpico e de Wembley e a Tower Bridge, da qual costumam sair algumas das fotos mais bonitas tiradas lá do alto. Num dia bom, tudo está ao alcance dos olhos, seja com a ajuda do zoom da câmera ou dos telescópios digitais que identificam e dão informação sobre os prédios enquadrados.

Foto: Leonardo Aquino

Nos três andares do mirante, há um bar e uma lojinha de souvenirs onde você pode comprar fotos oficiais e lembranças como um Banco Imobiliário temático do Shard. Além disso, uma modalidade de ingresso (mais cara, obviamente) inclui uma taça de champagne para brindar com Londres inteira sob a vista de quem bebe.

Foto: Leonardo Aquino

Dicas práticas

Assim como nos outros arranha-céus, o ideal é você programar sua visita para pouco antes do pôr do sol. No View From The Shard, é preciso marcar o horário no momento da compra do ingresso. O mirante também oferece o ingresso “Day And Night” para duas entradas no mesmo dia. Dica importante: comprando antecipadamente pela internet, você economiza 5 libras por ingresso.

The View From The Shard

Aberto todos os dias. No verão (do final de março até o final de outubro), funciona de 10 às 22h, com a última entrada às 21h. No inverno, de 10 às 19h (de domingo a quarta) e de 10 às 22h (de quinta a sábado).
Ingressos: £25,95 (inteira a partir de 16 anos), £20,95 (estudantes identificados), £19,95 (crianças de 4 a 15 anos). Preços válidos para compra antecipada pela internet.
Para chegar de metrô: estação London Bridge (linhas Jubilee e Northern)
Site: https://www.theviewfromtheshard.com

 

Siegessäule (Berlim) – 67 metros de altura

Foto: Leonardo Aquino

Vistas panorâmicas não se limitam aos arranhas-céus e gigantes de concreto. Podem estar também em monumentos emblemáticos de algumas cidades. É o exemplo da Siegessäule, a Coluna da Vitória em Berlim.

Foto: Leonardo Aquino

Conhecer a Siegessäule sempre foi um sonho para mim. Quando visitei Berlim em junho de 2015, este monumento foi minha primeira parada. Sempre o achei lindo e impressionante desde quando o vi nos filmes “Asas do Desejo” e “Tão Longe, Tão Perto” e no clipe de “Stay”, do U2. Quando você desce do metrô e caminha em direção ao centro do Tiergarten, vai vendo aquele anjo dourado no topo da coluna crescer aos poucos. É de tirar o fôlego.

A Siegessäule foi construída entre 1864 e 1873 e celebra vitórias da Prússia e da Alemanha em guerras no período. Além disso, sobreviveu incólume à Segunda Guerra Mundial. No topo da coluna, a escultura de bronze com 8,3 metros de altura representa a deusa da vitória (Victoria na mitologia romana e Nike na mitologia grega).

Foto: Leonardo Aquino

Para subir até o mirante, é preciso estar disposto e não ter limitações nos movimentos. A subida é feita numa escada caracol, com 285 degraus. Se você não perdeu o fôlego com a beleza do monumento, perderá nesse exercício vertical. Ou ainda com a visão panorâmica de Berlim lá do alto.

Foto: Leonardo Aquino

Uma coisa que me surpreendeu na vista da Siegessäule foi a quantidade de verde que há em Berlim. Ainda que o monumento esteja no meio de um parque, a arborização da cidade é impressionante. Pena que a contemplação lá do alto não é muito confortável. O espaço é bem pequeno e apertado.

Berlim vista do mirante da Siegessäule. Foto: Leonardo Aquino

Siegessäule

Aberta todos os dias do ano. De abril a outubro, das 9h30 às 18h30 (segunda a sexta) e das 9h30 às 19h (sábados e domingos). De novembro a março, das 10 às 17h (segunda a sexta) e das 10 às 17h30 (sábados e domingos).
Ingressos: € 3
Como chegar de metrô: estações Tiergarten ou Bellevue (S-Bahn, linhas S5 e S7) e estação Hansaplatz (U-Bahn, linha U9)
Site: http://www.visitberlin.de/en/spot/siegessaeule

 

Mole Antonelliana (Turim) – 85 metros de altura

Foto: Leonardo Aquino

A Mole Antonelliana é um dos símbolos arquitetônicos da cidade de Turim. Você vai encontrá-la em camisetas, ímãs de geladeira, canecas e todos os tipos de souvenir que imaginar. Ela vale a visita tanto pela história que carrega quanto pela visão panorâmica da cidade italiana.

A construção da Mole começou em 1863 e tinha o objetivo de abrigar uma sinagoga. Mas o prédio foi comprado pela Municipalidade de Turim em 1878. A ideia era transformar a torre num monumento à unidade nacional. Depois da mudança de planos, o prédio foi inaugurado em 1889. Nos mais de 100 anos de história, a Mole sobreviveu a terremotos e tornados. Hoje está retratada na moeda de dois centavos de euro.

O elevador panorâmico é uma das atrações da torre. Ele leva os visitantes até a cúpula que fica a 85 metros do chão. Lá do alto, é possível ver grande parte da cidade de Turim, inclusive a colina onde fica a Basílica de Superga, um pouco afastada do centro.

Vista noturna de Turim do alto da Mole Antonelliana. Foto: Leonardo Aquino

Dicas práticas

Quando visitamos a Mole, em fevereiro de 2017, fizemos a subida à noite. Assim, não deu pra ter a experiência das luminosidades diferentes. Enfrentamos uma fila um pouco demorada para subir. A torre tem apenas um elevador com capacidade para 11 pessoas. Além disso, o espaço no mirante não é muito grande. Portanto, num dia movimentado, a espera pode ser ainda maior.

Além da cúpula e do elevador panorâmico, a Mole Antonelliana também abriga o Museo Nazionale del Cinema, do qual já falamos neste post.

Mole Antonelliana

Domingos, segundas, quartas quintas e sextas, das 9 às 20h. Sábados, das 9 às 23h. Fechada às terças. Última entrada uma hora antes do horário de encerramento.
Ingresso: € 7 (adultos) e € 5 (crianças e adolescentes de 6 a 18 anos). Grátis para crianças de até 5 anos e portadores de necessidades especiais.
Para chegar de bonde: parada Mole Antonelliana (linha 16 CS) ou parada Palazzo Nuovo (linhas 16 CS e 16 CD)
Site: http://www.museocinema.it/mole.php?l=en