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Museu do Automóvel de Turim: a história sobre quatro rodas

A semana de 19 a 25 de junho de 2017 é dedicada a festejar os museus pelo mundo afora. É a Museum Week, um evento que tem o objetivo de…

A semana de 19 a 25 de junho de 2017 é dedicada a festejar os museus pelo mundo afora. É a Museum Week, um evento que tem o objetivo de celebrar os acervos das instituições culturais e promover diálogos com a sociedade. A iniciativa é construída nas redes sociais por meio de hashtags específicas que, em 2016, estiveram em 664 mil tweets com 294 milhões de visualizações.

No Brasil, a Museum Week tem a participação massiva dos blogueiros de turismo. Os membros da RBBV (Rede Brasileira de Blogs de Viagem) estão promovendo uma blogagem coletiva sobre museus: os favoritos de cada um, os mais legais visitados recentemente, etc. São dicas que podem ajudar você a incluir mais um item ao seu roteiro de viagem ou, quem sabe, descobrir uma atração na sua cidade.

O carro como obra de arte

Escolhi escrever sobre um museu fascinante que conheci na viagem de férias de fevereiro de 2017: o Museu do Automóvel de Turim, na Itália. Nem todo mundo vê semelhanças entre automóveis e obras de arte, mas uma coisa é fato: um carro pode ser o espelho de uma sociedade. Ele é um indicativo do grau de tecnologia da indústria, de demandas de consumo, da importância dada a preocupações ambientais e muito mais. Portanto, nada mais natural que exista um museu dedicado a ele.

Turim não costuma estar na rota turística da Europa, mas tem uma razão especial para abrigar este museu. A cidade é o berço da Fiat, tanto que o T da sigla da montadora significa Turim (Fabbrica Italiana Automobili Torino). Um dos fundadores da Fiat, Roberto Biscaretti di Ruffia, também é um dos idealizadores do museu. A criação data de 1932 e, nesses mais de 80 anos de história, o acervo foi crescendo e se tornando único no mundo. Hoje, a coleção tem mais de 200 modelos do mais alto valor histórico e de diversas origens: França, Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos e muito mais.

Foto: Leonardo Aquino

A atual sede do Museu do Automóvel de Turim é moderníssima e foi inaugurada em 2011. Projetada pelo arquiteto Cino Zucchi, ela tem três níveis principais. O térreo, também chamado de Piazza, é uma espécie de salão charmoso e futurista. Ele costuma receber eventos como premiações, exposições temporárias, concertos e desfiles de moda, entre outros. Os outros dois andares recebem o acervo permanente do museu.

Segundo andar

A visita começa no segundo andar, onde está a coleção “O Carro e o Século 20”. São 21 salas em uma área de 3600 metros quadrados. Elas contam as origens do automóvel desde seus precursores, como as carruagens puxadas por cavalos. A partir daí, é possível acompanhar a linha evolutiva dos carros. As mudanças no desenvolvimento dos motores, na aerodinâmica e os toques dados pelas grandes potências da indústria (Itália, França e Estados Unidos).

Foto: Leonardo Aquino

Foto: Leonardo Aquino

Entre as relíquias da coleção está o 4HP, o primeiro modelo desenvolvido pela Fiat em 1899. Com um motor de 657 cilindradas, ele tinha velocidade máxima de 35 km/h. O modelo exposto no Museu do Automóvel de Turim é um dos dois únicos sobreviventes depois de mais de 100 anos.

O 4HP, relíquia da Fiat no Museu do Automóvel. Foto: Leonardo Aquino

Há também salas repletas de curiosidades, como a dedicada à produção automobilística da extinta Alemanha Oriental. Do lado oeste do Muro de Berlim, as inovações do mundo capitalista não rodavam. Carros com design antiquado, como os utilitários Trabant e Syrena, eram os mais populares.

Primeiro andar

Descendo para o primeiro andar do museu, o visitante chega à área “O Homem e o Carro”. Ela possui oito salas em 3800 metros quadrados e começa contando a relação íntima entre Turim e a indústria automobilística. Uma obra chamada “Autorino” consiste em um mapa da cidade impresso no chão com a localização das mais de 70 montadoras que surgiram ali no início do século 20. O número é impressionante! Até hoje, Turim é considerada uma das capitais do automóvel, com a presença de centros de excelência em projetos e design.

A sala/obra “Autorino”. Foto: Leonardo Aquino

Há outras salas que mostram o que há por dentro do automóvel: motores, sistemas e tudo o que forma uma espécie de orquestra mecânica. Ainda neste andar, há uma ala dedicada à publicidade (imperdível!!!) e outra dedicada à magia do automobilismo. Modelos originais de carros de corrida de diversas categorias estão lá. A italianíssima Ferrari obviamente é o destaque, com vários modelos que contam diante de seus olhos a história da equipe de Fórmula 1.

Foto: Leonardo Aquino

Térreo do museu

De volta ao andar térreo, na última parte do percurso, o visitante conhece a área dedicada ao design. Uma única sala de 1200 metros quadrado mostra o trabalho dos projetistas em busca da excelência em vários aspectos: segurança, conforto, mobilidade, velocidade e estilo.

Foto: Leonardo Aquino

Para quem quer uma experiência ainda mais profunda, o Museu do Automóvel de Turim guarda um tesouro ainda mais valioso. A Garagem, que abriga os carros que não fazem parte da coleção permanente e também uma escola de formação de restauradores. As visitas à Garagem precisam ser pré-agendadas, mas valem cada minuto para colecionadores e curiosos.

Dicas para economizar

Há algumas situações em que o visitante tem direito a tarifa reduzida na entrada do museu. São as seguintes:

– idosos a partir de 65 anos
– crianças e adolescentes de 6 a 14 anos
– grupos acima de 15 pessoas
– estudantes universitários identificados com carteirinha
– passageiros de voos da Alitalia com cartão de embarque de até 10 dias antes da entrada no museu

 

Museo Dell’Automobile di Torino

Endereço: Corso Unità d’Italia 40
Para chegar de transporte público: estação Lingotto do metrô ou paradas 2256, 2258 e 2259 de ônibus.
Horários de abertura: segunda-feira das 10h às 14h. Terça das 14h às 19h. Quartas, quintas e domingos das 10h às 19h. Sextas e sábados das 10h às 21h. Última entrada uma hora antes do fechamento.
Ingressos: € 12 (adultos), € 8 (tarifa reduzida) e € 2,50 (escolas). Crianças de até 6 anos e jornalistas com carteira profissional têm direito a gratuidade.
Sitehttp://www.museoauto.it

 

 Sobre a Museum Week

A Museum Week é um evento que tem a chancela da Unesco e movimenta as redes sociais para promover os acervos e as instituições. De 19 a 25 de junho, museus de todo o planeta vão compartilhar conteúdo e histórias com a hashtag #MuseumWeek.

Além disso, a edição 2017 está propondo o engajamento de outras 7 hashtags específicas, uma para cada dia da semana:

– 19/06: #FoodMW, para conteúdo que relacione museus e gastronomia
– 20/06: #SportsMW, museus e esportes
– 21/06: #MusicMW, museus e música
– 22/06: #StoriesMW, museus e estórias
– 23/06: #BooksMW, museus e livros
– 24/06: #TravelsMW, museus e viagens
– 25/06: #HeritageMW, museus e patrimônio

Além disso, a Museum Week 2017 está comprometida com o tema da igualdade de gênero e é dedicada às mulheres ao redor do mundo. Os museus estão sendo estimulados a compartilhar conteúdo com a tag #WomenMW.

Outros museus

Tá a fim de conhecer outros museus pelos relatos dos blogueiros da RBBV? Veja aí todos os links da nossa blogagem coletiva!

Brasil

Destino Compartilhado: Museu Lasar Segall;
Sonhando em Viajar: Catetinho, em Brasília, Brasil;

América Latina

Gastando Sola Mundo Afora: Museo de Arte Precolombino de Cuzco;

Estados Unidos

Itinerário de Viagem: MET Museum em Nova Iorque;

Europa

Ásia

Vários

Vamos Por Aí: Meus Museus Favoritos;
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Vistas panorâmicas inesquecíveis em cinco grandes cidades

Quem resiste à ideia de tirar por conta própria uma foto digna de cartão postal? Daquelas que conseguem enquadrar grande parte de uma região? Ver alguns pontos turísticos lá do…

Quem resiste à ideia de tirar por conta própria uma foto digna de cartão postal? Daquelas que conseguem enquadrar grande parte de uma região? Ver alguns pontos turísticos lá do alto também é sedutor, assim como simplesmente admirar as luzes noturnas de uma cidade. Tudo isso só é possível graças aos lugares que proporcionam vistas panorâmicas.

Podem ser gigantes de concreto ou monumentos lendários. Se a intenção é estar algumas dezenas (ou centenas) de metros a cima do chão, ambos podem contemplar e cada um tem suas vantagens. Os monumentos são cheios de história e significados. Os arranhas-céus compensam com tecnologia e conforto para proporcionar a melhor experiência possível.

Nas viagens que fiz nos últimos anos, sempre procurei pontos com vistas panorâmicas. E encontrei exemplares que correspondem a esses dois perfis. Listo aqui os cinco mais interessantes que conheci, seja pela imponência de seus edifícios ou pela simbologia que eles carregam. Quando você for aos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha ou Itália, anote essas dicas!

 

Top Of The Rock (Nova York) – 260 metros de altura

Empire State Building visto a partir do Top Of The Rock. Foto: Leonardo Aquino

Quem vai a Nova York procurando um arranha-céu para subir tem pelo menos duas opções icônicas. O Empire State Building é um clássico, eternizado por imagens como a cena do gorila escalando o prédio no filme “King Kong”. O Rockefeller Center foi imortalizado na foto “Lunch Atop A Skyscraper” (creditada a Charles C. Ebbets), que entrou no imaginário pop e em peças de decoração que vão de quadros a ímãs de geladeira.

Quem não conhece essa imagem? Foto: Charlie C. Ebbets

Quando estive por lá, em setembro de 2013, escolhi visitar o Rockefeller Center e seu deck de observação chamado Top Of The Rock. Para mim, o critério de desempate foi a loja oficial da NBC, situada no térreo do edifício. Lá pode se comprar merchandising de vários programas da emissora, de “Saturday Night Live” a “The Voice”, passando por seriados como “The Office” e “Friends”.

Mas voltemos ao arranha-céu. As atrações do Top Of The Rock começam antes mesmo da subida. A obra “Joie Chandelier” foi criada pela grife Swarovski para o edifício e tem 14 mil cristais. O mezanino tem uma exposição permanente dedicada à construção do Rockefeller Center e ao magnata John D. Rockefeller. E uma trucagem de chroma-key faz com que você possa reproduzir a clássica foto dos operários, estando na pele deles.

Foto: Leonardo Aquino

A subida é em elevadores ultrarrápidos, chamados de Sky Shuttle. Os 260 metros de altura são alcançados em menos de um minuto. O deck de observação tem três andares. No 67º e no 69º andar, a vista é cercada por vidros temperados. No 70º andar, não há obstrução nenhuma. É o melhor lugar para fotos. Entre os cliques preferidos dos visitantes, está o que emoldura o topo do Empire State, situado a pouco mais de 1 km de distância.

Foto: Leonardo Aquino

Dicas práticas

Assim como a maioria dos arranha-céus com vista panorâmica, o Top Of The Rock oferece a opção de ingresso com hora marcada. É uma forma de zerar o risco de pegar filas. Basta comprar online e escolher o horário certo. Há também o ingresso VIP, que tem elevador privativo e horários flexíveis, e o “Sun And Stars”, que permite duas entradas com o intervalo de 24 horas.

Top Of The Rock Observation Deck

Aberto todos os dias, das 8h à meia-noite
Última subida às 23h15
Ingressos: US$ 34 (adulto), US$ 32 (idosos a partir de 62 anos) e US$ 28 (crianças de 6 a 12 anos). Para o acesso VIP, o preço é US$ 65. Para o “Sun And Stars”, o preço é de US$ 15 adicionados ao valor do ingresso escolhido.
Para chegar de metrô: estação 47-50 Streets / Rockefeller Center (linhas B, D, F e M)
Site: https://www.topoftherocknyc.com/

 

The Skydeck (Chicago) – 443 metros de altura

Foto: Leonardo Aquino

O Skydeck fica no 103º andar da Willis Tower (que já foi chamada de Sears Tower), o segundo edifício mais alto do hemisfério ocidental. Assim como os arranha-céus de Nova York, já teve seu grande momento na cultura pop. No filme “Curtindo a Vida Adoidado”, Ferris Bueller e seus amigos fazem um grande tour por Chicago e, em determinado momento, chegam ao Skydeck e observam a cidade lá do alto. Reviver a cena do filme foi um dos motivos que me levou a ir até lá em setembro de 2013.

Nenhum outro deck de observação nos Estados Unidos é tão alto quando o Skydeck. Além disso, a visibilidade é impressionante. Ela chega a 80 quilômetros e, num dia claro, permite que o visitante consiga enxergar quatro estados americanos: Illinois, Indiana, Wisconsin e Michigan.

A incrível visibilidade do Skydeck. Foto: Leonardo Aquino

O mais legal da visita ao Skydeck são as caixas de vidro que deixam Chicago inteira aos pés do visitante. Não indico essa parte do deck de observação a quem tem labirintite. A visão é realmente impressionante.

Cuidado com a vertigem! Foto: Leonardo Aquino

Dicas práticas

Uma dica imperdível: programe sua visita para o horário do pôr do sol. Você vai ver a cidade com três luminosidades diferentes: dia, anoitecer e noite. Se o tempo favorecer, você vai tirar algumas das fotos mais incríveis da sua viagem a Chicago. O próprio site do Skydeck aconselha o visitante a averiguar o calendário do pôr do sol antes de ir. Dá pra checar neste site: http://www.sunrisesunset.com/USA/Illinois.asp

O Skydeck fica na famosa Willis Tower. Foto: Leonardo Aquino

O Skydeck não trabalha com ingressos com horários fechados. Mas tem a modalidade Day/Night, que permite duas entradas no mesmo dia. Há também os bilhetes VIP que dão acesso direto aos elevadores, sem filas.

A Willis Tower soberana no céu de Chicago. Foto: Leonardo Aquino

The Skydeck

Aberto todos os dias do ano. De março a setembro, das 9 às 22h. De outubro a fevereiro, das 10 às 20h.
Última subida 30 minutos antes do horário de fechamento.
Ingressos: US$ 23 (adultos) e US$ 15 (crianças até 12 anos). O ingresso Day/Night custa US$ 33. O Fastpass (acesso VIP) custa US$ 49
Para chegar de metrô: estação Quincy (linhas Pink, Brown, Orange e Purple)
Site: http://theskydeck.com

 

The View From The Shard (Londres) – 244 metros de altura

Tower Bridge vista do alto do Shard. De tirar o fôlego! Foto: Leonardo Aquino

Quem vai a Londres costuma escolher a London Eye como o programa para ter uma vista panorâmica da cidade. No entanto, as grandes filas e o tempo limitado do passeio acabam fazendo com que a experiência não seja a ideal. Por isso, o melhor a se fazer para uma contemplação sem pressa do skyline da capital inglesa é o View From The Shard, um mirante no 72º andar do edifício mais alto entre os países da União Europeia. Estive lá em junho de 2015.

Além de proporcionar uma visibilidade espetacular (de 64 km em 360 graus), o View From The Shard tem sido palco de vários eventos: de aulas de ioga a festas privê, sempre com uma vista panorâmica inigualável. Já imaginou? Além disso, o local tem sido um habituê para pedidos de casamento. Não estranhe se você testemunhar um quando visitar o mirante.

Foto: Leonardo Aquino

É possível ver alguns dos principais pontos de Londres a partir do View From The Shard. O Big Ben, a London Eye, os estádios Olímpico e de Wembley e a Tower Bridge, da qual costumam sair algumas das fotos mais bonitas tiradas lá do alto. Num dia bom, tudo está ao alcance dos olhos, seja com a ajuda do zoom da câmera ou dos telescópios digitais que identificam e dão informação sobre os prédios enquadrados.

Foto: Leonardo Aquino

Nos três andares do mirante, há um bar e uma lojinha de souvenirs onde você pode comprar fotos oficiais e lembranças como um Banco Imobiliário temático do Shard. Além disso, uma modalidade de ingresso (mais cara, obviamente) inclui uma taça de champagne para brindar com Londres inteira sob a vista de quem bebe.

Foto: Leonardo Aquino

Dicas práticas

Assim como nos outros arranha-céus, o ideal é você programar sua visita para pouco antes do pôr do sol. No View From The Shard, é preciso marcar o horário no momento da compra do ingresso. O mirante também oferece o ingresso “Day And Night” para duas entradas no mesmo dia. Dica importante: comprando antecipadamente pela internet, você economiza 5 libras por ingresso.

The View From The Shard

Aberto todos os dias. No verão (do final de março até o final de outubro), funciona de 10 às 22h, com a última entrada às 21h. No inverno, de 10 às 19h (de domingo a quarta) e de 10 às 22h (de quinta a sábado).
Ingressos: £25,95 (inteira a partir de 16 anos), £20,95 (estudantes identificados), £19,95 (crianças de 4 a 15 anos). Preços válidos para compra antecipada pela internet.
Para chegar de metrô: estação London Bridge (linhas Jubilee e Northern)
Site: https://www.theviewfromtheshard.com

 

Siegessäule (Berlim) – 67 metros de altura

Foto: Leonardo Aquino

Vistas panorâmicas não se limitam aos arranhas-céus e gigantes de concreto. Podem estar também em monumentos emblemáticos de algumas cidades. É o exemplo da Siegessäule, a Coluna da Vitória em Berlim.

Foto: Leonardo Aquino

Conhecer a Siegessäule sempre foi um sonho para mim. Quando visitei Berlim em junho de 2015, este monumento foi minha primeira parada. Sempre o achei lindo e impressionante desde quando o vi nos filmes “Asas do Desejo” e “Tão Longe, Tão Perto” e no clipe de “Stay”, do U2. Quando você desce do metrô e caminha em direção ao centro do Tiergarten, vai vendo aquele anjo dourado no topo da coluna crescer aos poucos. É de tirar o fôlego.

A Siegessäule foi construída entre 1864 e 1873 e celebra vitórias da Prússia e da Alemanha em guerras no período. Além disso, sobreviveu incólume à Segunda Guerra Mundial. No topo da coluna, a escultura de bronze com 8,3 metros de altura representa a deusa da vitória (Victoria na mitologia romana e Nike na mitologia grega).

Foto: Leonardo Aquino

Para subir até o mirante, é preciso estar disposto e não ter limitações nos movimentos. A subida é feita numa escada caracol, com 285 degraus. Se você não perdeu o fôlego com a beleza do monumento, perderá nesse exercício vertical. Ou ainda com a visão panorâmica de Berlim lá do alto.

Foto: Leonardo Aquino

Uma coisa que me surpreendeu na vista da Siegessäule foi a quantidade de verde que há em Berlim. Ainda que o monumento esteja no meio de um parque, a arborização da cidade é impressionante. Pena que a contemplação lá do alto não é muito confortável. O espaço é bem pequeno e apertado.

Berlim vista do mirante da Siegessäule. Foto: Leonardo Aquino

Siegessäule

Aberta todos os dias do ano. De abril a outubro, das 9h30 às 18h30 (segunda a sexta) e das 9h30 às 19h (sábados e domingos). De novembro a março, das 10 às 17h (segunda a sexta) e das 10 às 17h30 (sábados e domingos).
Ingressos: € 3
Como chegar de metrô: estações Tiergarten ou Bellevue (S-Bahn, linhas S5 e S7) e estação Hansaplatz (U-Bahn, linha U9)
Site: http://www.visitberlin.de/en/spot/siegessaeule

 

Mole Antonelliana (Turim) – 85 metros de altura

Foto: Leonardo Aquino

A Mole Antonelliana é um dos símbolos arquitetônicos da cidade de Turim. Você vai encontrá-la em camisetas, ímãs de geladeira, canecas e todos os tipos de souvenir que imaginar. Ela vale a visita tanto pela história que carrega quanto pela visão panorâmica da cidade italiana.

A construção da Mole começou em 1863 e tinha o objetivo de abrigar uma sinagoga. Mas o prédio foi comprado pela Municipalidade de Turim em 1878. A ideia era transformar a torre num monumento à unidade nacional. Depois da mudança de planos, o prédio foi inaugurado em 1889. Nos mais de 100 anos de história, a Mole sobreviveu a terremotos e tornados. Hoje está retratada na moeda de dois centavos de euro.

O elevador panorâmico é uma das atrações da torre. Ele leva os visitantes até a cúpula que fica a 85 metros do chão. Lá do alto, é possível ver grande parte da cidade de Turim, inclusive a colina onde fica a Basílica de Superga, um pouco afastada do centro.

Vista noturna de Turim do alto da Mole Antonelliana. Foto: Leonardo Aquino

Dicas práticas

Quando visitamos a Mole, em fevereiro de 2017, fizemos a subida à noite. Assim, não deu pra ter a experiência das luminosidades diferentes. Enfrentamos uma fila um pouco demorada para subir. A torre tem apenas um elevador com capacidade para 11 pessoas. Além disso, o espaço no mirante não é muito grande. Portanto, num dia movimentado, a espera pode ser ainda maior.

Além da cúpula e do elevador panorâmico, a Mole Antonelliana também abriga o Museo Nazionale del Cinema, do qual já falamos neste post.

Mole Antonelliana

Domingos, segundas, quartas quintas e sextas, das 9 às 20h. Sábados, das 9 às 23h. Fechada às terças. Última entrada uma hora antes do horário de encerramento.
Ingresso: € 7 (adultos) e € 5 (crianças e adolescentes de 6 a 18 anos). Grátis para crianças de até 5 anos e portadores de necessidades especiais.
Para chegar de bonde: parada Mole Antonelliana (linha 16 CS) ou parada Palazzo Nuovo (linhas 16 CS e 16 CD)
Site: http://www.museocinema.it/mole.php?l=en

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Quatro museus para os fãs de cinema na Europa

Quem acompanha o Mochileza sabe que este blog é um grande fã de cinema. Já recomendamos uma lista de filmes para inspirar viagens e sempre procuramos referências cinematográficas nos nossos…

Quem acompanha o Mochileza sabe que este blog é um grande fã de cinema. Já recomendamos uma lista de filmes para inspirar viagens e sempre procuramos referências cinematográficas nos nossos roteiros (como a de “Abraços Partidos”, de Almodóvar, em Lanzarote, na Espanha). Dessa vez, resolvemos fazer uma compilação de destinos para quem quer se aprofundar ainda mais: museus dedicados ao cinema.

A Europa foi berço de vários movimentos cinematográficos em diversas épocas. O expressionismo alemão nos anos 1920. A nouvelle vague francesa nos anos 1960. O Dogma 95 na Dinamarca no fim do século 20. Não à toa, grande parte das coleções representativas para a história do cinema estão no velho continente. E, para a sorte dos amantes da sétima arte, muitos desses acervos estão abertos ao público.

Na viagem que fizemos à Europa em fevereiro de 2017, tivemos a oportunidade de conhecer quatro destes museus. Três na França (um em Paris e dois em Lyon) e um na Itália (em Turim). Cada um tem atrativos e perfis diferentes. Mas quem vibra com um bom filme vai se sentir contemplado por todos. Esperamos que você se inspire com nossas dicas!

Cinémathèque Française (Paris)

Foto: Divulgação

Paris é uma cidade intimamente ligada ao cinema. Foi o berço de cineastas lendários, de movimentos cinematográficos e cenário de filmes ao longo de várias décadas. Não é à toa que uma das coleções mais importantes da sétima arte em todo o mundo esteja na cidade. A Cinemateca Francesa merece uma série de visitas, tanto para apreciar o acervo quanto para acompanhar a movimentada programação.

O carro-chefe da Cinemateca é a biblioteca. São 23.500 trabalhos, 12 mil filmes em DVD, blu-ray e VHS, 23 mil cartazes e 14.500 desenhos. Isso sem falar nas fotografias, artigos de jornais, resenhas e materiais publicitários. Todo o acervo pode ser consultado online (basta acessar a ferramenta Ciné Ressources).

Foto: Divulgação

A coleção do museu não é tão extensa, mas é apaixonante. São 600 objetos expostos, entre peças de figurino, cenografia, esboços e máquinas da pré-história do cinema. Lanternas mágicas e outros avôs do cinematógrafo originais dos anos 1700 dividem espaço com itens mais recentes. Lá estão réplicas do robô do filme “Metrópolis”, de Fritz Lang, e desenhos do mestre russo Sergei Eisenstein. Isso sem falar nas exposições temporárias. Quando visitamos o museu, em fevereiro de 2017, estava em cartaz uma exposição sobre o cinema japonês.

Foto: Leonardo Aquino

Além disso, as salas da Cinemateca sempre recebem mostras temáticas. Retrospectivas de atores e diretores, filmes de um determinado país ou de uma determinada época estão entre as atrações. A programação está sempre disponível online ou em livretos distribuídos gratuitamente na recepção (que servem como ótimos souvenirs).

Para terminar, a Cinemateca ainda tem uma lojinha incrível. São centenas de filmes (alguns bem raros), livros e itens colecionáveis. Apenas tome cuidado para não levar DVDs ou blu-rays que não rodem na região do seu aparelho.

Serviço

A Cinemateca abre a semana inteira, mas é fechada às terças-feiras. Os ingressos custam 3,50 euros (biblioteca), 5 euros (museu) e 6,50 euros (cinema). Para aqueles que vão passar um longo tempo em Paris e pretendem fazer várias visitas, há passes mensais. Informações completas no site: http://www.cinematheque.fr

 

Institute Lumière (Lyon)

Foto: Leonardo Aquino

O cinema como o conhecemos hoje surgiu em Lyon. Foi lá que nasceram os irmãos Auguste e Louis Lumière, inventores do cinematógrafo e responsáveis pela primeira exibição pública de filmes com ingressos pagos, em 1895. A casa onde eles passaram grande parte da vida recebe hoje o Institut Lumière, que fomenta a sétima arte e coloca em exibição objetos que ajudam a contar o início da história do cinema.

O local onde o instituto está situado se chama “Rua do Primeiro Filme”, em homenagem à invenção dos irmãos. A casa, muito bem conservada, tem na sua coleção permanente inúmeros objetos. Protótipos de cinematógrafos, lanternas mágicas e muitas outras máquinas que ajudaram a desenvolver o cinema enquanto arte.

Foto: Leonardo Aquino

O acervo também mostra que os Lumière, além de artistas, tinham um tino comercial. Durante muito tempo, eles patentearam e venderam equipamentos como câmeras e filmes. Além disso, os irmãos treinavam operadores de câmera para viajar pelo mundo e registrar imagens que hoje se tornaram históricas. África, Ásia e América eram alguns dos destinos dos cinegrafistas em épocas que viagens entre continentes só podiam ser feitas de navio.

O Institut Lumière também possui várias salas de cinema em Lyon. Elas exibem mostras temáticas, retrospectivas e filmes fora do circuito comercial. Na sede do instituto, há uma loja onde é possível comprar souvenirs dessas mostras (como cartazes e livros).

Um souvenir obrigatório

Quem quer estudar o cinema mais a fundo pode encontrar lá um item precioso. O filme “Lumière! L’Aventure Commence” reúne pela primeira vez em DVD e blu-ray os primeiros filmes realizados pelos irmãos. Antes do cinema se estabelecer como arte, os Lumière filmavam cenas do cotidiano como a saída de um trem da estação e pessoas andando pelo centro de uma cidade. Os filmes foram restaurados e têm a opção de áudio com comentários.

Além do museu e da loja, o Instituto também tem uma biblioteca com uma coleção de livros, periódicos, trabalhos e filmes.

Fora do Instituto, o Muro dos Cineastas relembra os homenageados pela instituição ao longo dos anos. Foto: Leonardo Aquino

Serviço

O museu do Institut Lumière funciona de terça a domingo, das 10h às 18h30. Os ingressos para adultos custam 7 euros. A biblioteca abre de terça a sexta, das 14h às 18h30 e tem ingressos a 3 euros. Para informações sobre a programação dos cinemas e de outras realizações do Instituto, acesse o site: http://www.institut-lumiere.org

 

Musée des Miniatures et du Cinéma (Lyon)

Foto: Leonardo Aquino

Este museu é uma programação imperdível para quem viaja com crianças. Ele fica num casarão antigo em pleno Vieux Lyon, bairro histórico da cidade que é considerado Patrimônio Mundial pela Unesco. Um dos atrativos é a coleção dedicada aos efeitos especiais do cinema. Outro é o acervo de cenas recriadas em miniatura, muitas delas criadas pelo próprio idealizador do museu, o artista Dan Ohlmann.

A primeira parte da visita começa com a reprodução de um set de filmagem. O casarão que hoje abriga o museu já recebeu a locação do filme “Perfume: A História de um Assassino” (2006). Alguns dos cenários e figurinos originais estão impecavelmente preservados.

Em seguida, o museu mostra uma coleção única na Europa de 400 itens como maquetes, fantasias, máscaras e objetos de cena. Todos eles ilustram a magia dos efeitos especiais. O domo do Capitólio dos Estados Unidos, que explode em “Independence Day”, está lá. Assim como a máscara usada por Robin Williams em “Uma Babá Quase Perfeita”, fantasias de filmes como “X-Men” e “O Quarteto Fantástico” e armas futuristas e realistas.

Mrs. Doubtfire, quem esquece? Foto: Leonardo Aquino

A visita termina com a coleção de miniaturas. São 100 peças hiperrealistas que reproduzem cenas do cotidiano numa escala de 1/12. Restaurantes finos, um pavilhão de penitenciária, museus, teatros, bibliotecas e salas de aula estão entre os ambientes reproduzidos. A maioria é obra de Ohlmann, o criador do museu (que eventualmente está por lá batendo papo com os visitantes). Mas há algumas miniaturas elaboradas por artistas convidados.

Foto: Leonardo Aquino

Um aviso: esteja preparado para subir várias escadas, já que o museu tem cinco andares e fica num casarão antigo. O elevador está disponível apenas para portadores de necessidades especiais.

Serviço

O museu está aberto o ano inteiro, exceto 25 de dezembro e 1º de janeiro. De segunda a sexta, das 10h às 18h30. Sábados e domingos, das 10h às 19h. O ingresso inteiro para adultos custa 9 euros. Outras informações no site – http://www.museeminiatureetcinema.fr

 

Museo Nazionale del Cinema (Turim)

Foto: Giulio Lapone

Turim não é apenas a cidade-sede da Juventus, um dos clubes gigantes do futebol italiano. É também uma espécie de capital do cinema no país. E tem no Museu Nacional do Cinema uma atração imperdível. Primeiro, obviamente, pela coleção e pela raridade de alguns itens expostos. Por último, mas não menos importante, pela localização. O Museu fica dentro da Mole Antonelliana, uma torre que fica no centro de Turim e é o principal cartão-postal da cidade.

Mole Antonelliana: você vai vê-la muito se for a Turim. Foto: Leonardo Aquino

A coleção começou a ser formada nos anos 1940 e já esteve exposta em vários endereços. A Mole virou a casa do museu em 2000, depois de uma grande revitalização arquitetônica. São quatro andares de exposições. Entre os objetos mais raros, estão um roteiro de “Psicose” doado pelo próprio Alfred Hitchcock, um dos figurinos usados por Peter O’Toole em “Lawrence da Arábia” e storyboards de “O Império Contra-Ataca”, da saga “Star Wars”.

Passo a passo no museu

Como a Itália tem um papel fundamental na história da sétima arte, o cinema local também está bem representado. No segundo andar, várias salas são dedicadas a gêneros como animação, musicais e ficção científica, entre outros. Mas duas delas prestigiam o orgulho nacional. Uma é dedicada a “Cabíria”, uma obra-prima dos filmes mudos italianos e outra à importância da cidade de Turim no cinema do país.

Foto: Divulgação

Nos andares seguintes, os visitantes podem conferir alas sobre diversos pontos da cadeia produtiva do cinema: roteiro, figurino, direção e produção, entre outros. Há também um tributo a uma famosa produtora italiana de cinema, a Titanus. O último andar é dedicado a uma galeria de pôsteres. É possível subir ainda mais, já que a Mole Antonelliana tem um elevador até a cúpula, de onde se tem uma vista panorâmica de grande parte de Turim. É possível comprar ingressos só para o museu ou só para o elevador. Mas comprando os dois juntos, tem desconto.

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Além das exibições permanentes e temporárias, o Museo Nazionale del Cinema de Turim realiza festivais. O mais famoso deles é o Torino Film Festival, que em 2017 terá a 35ª edição. Em épocas regulares, o museu exibe filmes num multiplex de rua bem próximo da Mole Antonelliana: o Cine Massimo.

O site do museu tem uma espécie de visita virtual que pode servir como aperitivo: http://www.museocinema.it/vertical_dreams_en/index.php

Serviço:

O museu fecha apenas às terças-feiras. De domingo a sexta, ele funciona das 9h às 20h. Aos sábados, das 9h às 23h. O horário é o mesmo para o elevador panorâmico. O ingresso para o museu custa 10 euros (adultos). Para o elevador, o preço é 7 euros (adultos). Comprando os dois juntos, a casadinha sai por 14 euros (adultos). Outras informações no site: http://www.museocinema.it

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