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Carnaval de Olinda e Recife: um guia de sobrevivência

Eis que você comprou sua passagem para passar uma semana de fevereiro em Pernambuco. Juntou aquela turma esperta para curtir o carnaval nas ladeiras de Olinda, no Recife Antigo e…

Eis que você comprou sua passagem para passar uma semana de fevereiro em Pernambuco. Juntou aquela turma esperta para curtir o carnaval nas ladeiras de Olinda, no Recife Antigo e onde mais estiver tocando uma orquestra de frevo. Está com a viagem marcada, mas ainda não sabe exatamente o que fazer depois que desembarcar no Aeroporto dos Guararapes.

Pois bem: seus problemas acabaram!

Moro no Recife desde 2011 e, apesar de não ser um folião inveterado, conheço muita gente que conta os dias para a chegada do carnaval. São amigos que me ajudaram com muitas dicas para aproveitar melhor os dias de folia.

De cara, lhe digo: por mais que você não curta carnaval (como eu), você vai se divertir à beça em Pernambuco. O astral em Olinda é incomparável. Os palcos no Recife costumam ter shows imperdíveis. E, caso você canse da muvuca, praias como Porto de Galinhas ficam a poucos quilômetros de viagem.

As ladeiras de Olinda. Foto: Vinícius Rodrigues/Pref. de Olinda/Divulgação

Mas, antes de tudo, é preciso chegar com algum conhecimento do terreno. Saber o que esperar é fundamental para evitar perrengues e roubadas. Portanto, resolvi escrever um breve guia de sobrevivência para o carnaval baseado no que aprendi com os meus amigos carnavalescos. Alguns deles são ninjas que acumulam jornadas dobradas no trabalho ao longo do ano para poder folgar na semana do carnaval. Então, vai por mim: os caras entendem do riscado.

Vamos às dicas!

 

1. Prévias: o carnaval em Pernambuco começa cedo

Foto: André Nery/Prefeitura do Recife/Divulgação

Em Pernambuco, o sinal verde para a farra não é dado no sábado de carnaval (que, aliás, é chamado de Sábado de Zé Pereira por aqui). Já se festeja em janeiro, quando os blocos começam a fazer ensaios e prévias. Esses aperitivos contemplam todos os perfis de folião (e de orçamentos também).

As prévias costumam ser realizadas aos sábados e domingos. Em Olinda, os principais blocos fazem ensaios abertos pelas ruas do Sítio Histórico. Não se paga nada para acompanhar as orquestras de frevo e os maracatus. E você ainda curte o charme das ladeiras sem o aperto dos dias em que o calendário diz que é oficialmente carnaval.  Pitombeira dos Quatro Cantos (a melhor orquestra) e Patusco são alguns dos nomes a se procurar nesses ensaios de janeiro.

Prévias pagas

Há também uma boa quantidade de prévias pagas, como se costuma chamar aqui. São bailes fechados organizados por blocos de rua em vários bairros da região metropolitana. Às vezes essas prévias têm shows de artistas de fora e os preços dos ingressos são diretamente proporcionais ao nível de badalação das atrações.

Algumas das prévias mais tradicionais são as seguintes: Hoje a Mangueira Entra, Enquanto Isso Na Sala de Justiça, Acorda Pra Tomar Gagau e Siri Na Lata. Um baile que tem se tornado bem badalado nos últimos anos é o I Love Cafusú, que tem uma temática brega + axé e pagode 90´s.

Se o seu esquema é mais “top vip badalado celebrities”, as suas prévias são: Bloco do Seu Antônio e Carvalheira Fantasy. A primeira é organizada por um bar com o perfil jovem classe A que está sempre entupido de gente. A segunda, por uma produtora de eventos conhecida pelo alto padrão de suas festas.

Para acompanhar a agenda das prévias, acesse a página PE no Carnaval: http://www.penocarnaval.com.br/programacao. Inclusive ela tem links para as vendas de ingressos das prévias pagas.

 

2. Onde se hospedar

 

O local da sua hospedagem vai depender muito do seu nível de sangue nos olhos. Mais até que do seu orçamento. Isso porque, independentemente do padrão da acomodação, os valores sobem muito durante o carnaval. Tanto os hotéis quanto os albergues costumam fazer pacotes para o feriado inteiro, mesmo se você vai chegar depois ou sair antes da quarta-feira de cinzas. A mesma coisa vale para casas e apartamentos perto do epicentro da folia.

Olinda

Se você é daqueles que querem vir para 24 horas por dia de folia e acham que sono é desperdício, se hospede numa casa no Sítio Histórico de Olinda. É só acordar, botar o pé fora da porta e eis um carnaval inteiro passando pela sua rua. As casas costumam ser grandes (convém juntar uma turma para este investimento) e algumas delas têm até um sistema “all inclusive”. Cozinheira, faxineira e segurança à disposição, além de um freezer repleto de cerveja e água.

Essa pode ser a sua vizinhança no carnaval inteiro… Foto: Vinícius Rodrigues/Prefeitura de Olinda/Divulgação

A desvantagem desta opção é o fato de que você ficará preso a Olinda até quando se abusar do carnaval de lá. Sair do Sítio Histórico nos dias de folia é uma missão quase hercúlea. As ruas estão tomadas por multidões e o trânsito está interditado em um raio muito grande. A não ser que você realmente esteja no espírito, eu não recomendaria.

Recife

Uma peculiaridade da indústria hoteleira no Recife é que os hotéis e albergues estão muito concentrados no bairro de Boa Viagem, magnetizados pela praia. Isso tem vantagens óbvias e oceânicas. Você dificilmente terá problemas para se deslocar rumo aos polos do carnaval. Só estará um pouco longe de Olinda. E ainda estará muito cercado de armadilhas turísticas, como bares e restaurantes inflacionados.

Se a praia não é uma prioridade para você ou se você quiser uma experiência mais local, recomendo se hospedar em bairros da Zona Norte: Casa Forte, Parnamirim, Jaqueira, Aflitos, Graças e Espinheiro são alguns deles. Todos são bem servidos de tudo: comércio, gastronomia, vida noturna e transporte. Eles não costumam ter hotéis, mas a oferta de apartamentos e quartos no Airbnb é bem grande.

Se você quiser economizar, procure apartamentos nos seguintes bairros: Pina, Torre, Casa Amarela ou Boa Vista. Costumam ter preços mais baratos e têm fácil acesso tanto para Olinda quanto para o Recife Antigo.

 

3. Como se deslocar

A folia já começa no busão. Foto: Diego Gaiba/Prefeitura de Olinda/Divulgação

Existe um esquema bem montado para que os foliões possam se locomover de transporte público. Isso inclui ônibus especiais e trânsito interditado, com liberação apenas para táxis e moradores. Portanto, nem sonhe em alugar um carro.

Ônibus

Para ir até o Recife Antigo, existe o Expresso da Folia. Trata-se de um sistema de ônibus que liga alguns dos shoppings da capital até o principal polo do carnaval, sem paradas intermediárias. Em 2016, os coletivos saíram dos shoppings Riomar, Recife, Plaza, Tacaruna e Boa Vista e tinham as passagens custando 7 reais, ida e volta. Para quem está hospedado em Olinda, o Tacaruna é o shopping mais próximo. Quem fica em Boa Viagem deve ir ao Recife ou ao Riomar. O esquema do Expresso da Folia começa no sábado, dia do desfile do Galo da Madrugada.

Em 2016, também houve sete linhas especiais de ônibus para facilitar a vida dos foliões: Circular do Galo, Shopping Tacaruna/Olinda, Olinda/Estacionamento Legal, Shopping Recife/Olinda, Riomar/Olinda, Circular Olinda e Circular do Frevo. As passagens custavam de R$ 2,80 a R$ 20. Confira nesta reportagem do G1 Pernambuco os itinerários das linhas especiais em 2016.

Táxis

Você pode perguntar: e os táxis? Por mais que as prefeituras da região metropolitana façam um acordo de livre circulação dos veículos entre as cidades, eles sempre faltam no carnaval. Sair de um bairro para um polo geralmente é tranquilo. Voltar é que são elas. Em Olinda, por exemplo, dependendo da hora em que você decide ir embora, pegar um táxi exige uma longa caminhada. No ponto mais próximo do Sítio Histórico em que os carros podem chegar, os táxis costumam vir com passageiros. Guarde um pouco de energia e paciência para este momento.

Foto: Diego Gaiba/Prefeitura de Olinda/Divulgação

Uma coisa que me intriga para 2017 é que este será o primeiro carnaval do Uber. O aplicativo não está legalizado no Recife, apesar de ser bastante utilizado pela população. Confesso que estou curioso para saber de que forma a novidade vai contribuir com a mobilidade.

 

4. Sobrevivência in loco

A fantasia é criativa, mas não deve ser termicamente confortável… Foto: Luiz Fabiano/Prefeitura de Olinda/Divulgação

Calor

Em Olinda e no Galo da Madrugada, prepare-se para sentir calor. Muito calor. Além do sol na moleira, você vai encarar a quentura da multidão. Portanto, leve tudo isso em consideração antes de sair de casa. Não economize no protetor solar e não descuide da hidratação: beber água nunca é demais.

Roupas

Pense na estufa humana também ao bolar o seu look, seja ele uma fantasia ou não. Escolha roupas leves e, sobretudo, confortáveis. Use também um tênis velho, daqueles já ultra amaciados, que não vão apertar seus pés e nem vão te deixar neurado por voltarem imundos.

Segurança

Apesar do astral super positivo, tanto Olinda quanto o Galo da Madrugada estão cheios de descuidistas. Pequenos furtos acontecem o tempo inteiro. A melhor saída é levar dinheiro vivo, um documento vencido, a carteirinha do plano de saúde e só. Em vez de colocar tudo em algum bolso, use uma doleira, daquelas com um elástico na cintura e que ficam coladas ao corpo. Caso você precise se comunicar com alguém ao chegar, tente arrumar um celular velho, aquele “do ladrão”.

Alimentação

Outro detalhe importante é a alimentação. É preciso se cuidar para não se meter no furdunço de barriga vazia. Em Olinda, antes de subir as ladeiras, há várias barracas de comida ao redor da Praça do Carmo. No cardápio, elas geralmente têm macaxeira com charque, espetinhos e sanduíches. À medida que você vai alcançando o epicentro do carnaval no Sítio Histórico, a quantidade de barracas diminui e os preços aumentam. Há algumas lojas de souvenirs que vendem iguarias como bolo de rolo e biscoitinhos regionais.

O padrão da alimentação no carnaval olindense. Foto: Diego Gaiba/Prefeitura de Olinda/Divulgação

Uma dica ninja para a sobrevivência alimentar é levar barras de cereal no bolso (ou na doleira, caso você tenha escolhido usar uma). Assim você economiza um pouco e ainda tem a forra para o estômago disponível a qualquer momento. Se você for para algum camarote open bar, certamente não vai precisar se preocupar tanto com isso, já que eles costumam incluir buffets. Mas convenhamos que área VIP não é carnaval de verdade, né?

Banheiros

Agora vamos falar de saneamento básico. Numa festa em que se bebe o tempo todo (seja álcool ou água), os rins e bexigas vão trabalhar bastante. Nos principais polos do carnaval, há alguns banheiros químicos. Mas, junto com eles, costumam vir grandes filas. Em Olinda, algumas casas e bares abrem seus banheiros para os foliões, mas não existe xixi grátis. Os moradores cobram de 1 a 2 reais pelo uso, o que nem sempre garante limpeza. Avalie a possibilidade de levar um pouco de papel higiênico no bolso.

No Recife Antigo, um lugar que tem um banheiro sempre limpo é a Praça do Arsenal. Ela fica a poucos metros do Marco Zero (onde é montado o palco principal) e também abriga um palco alternativo de shows. Nos dias do carnaval, o banheiro funciona até as 22 horas e fica ao lado do posto de informações turísticas. A Praça do Arsenal também tem uma praça de alimentação e várias lojas de roupas, CDs e artesanato.

 

5. Como se curte o carnaval?

Foto: Marcelo Lacerda/Prefeitura do Recife/Divulgação

Se for para explicar de forma resumida, se atendo apenas às atrações principais, a coisa funciona da seguinte maneira:

– Olinda: blocos de rua, orquestras de frevo, fantasias
– Recife: Galo da Madrugada + shows em palcos espalhados por vários bairros da cidade

Recife

O carnaval do Recife é mais fácil de se programar. As atrações costumam ser divulgadas cerca de um mês antes. E a grade completa de shows, com horários, sai na semana anterior. Se você vem pela primeira vez, não deve ter noção. Mas a programação é ENORME. Além disso, ela é abrangente. No ano passado, por exemplo, foram mais de 2 mil apresentações. Além das orquestras de frevo e artistas ligados intimamente ao carnaval, houve também shows de nomes como Jorge Aragão, Emicida, O Rappa e Jota Quest. Tudo de graça.

Show de Lenine no Marco Zero no Carnaval 2016. Foto: Wagner Ramos/Prefeitura do Recife/Divulgação

O palco principal, como já falamos, é o do Marco Zero. Mas há dezenas de outros palcos pela cidade e as grandes atrações nacionais podem tocar em algum desses polos descentralizados.  Eles sempre são mais tranquilos para chegar, sair, comprar bebida, ir ao banheiro e tudo mais.

Tranquilidade no palco do Pátio de São Pedro. Foto: Léo Motta/Prefeitura do Recife/Divulgação

Olinda

Em Olinda, os blocos têm uma agenda tradicional. Os foliões mais veteranos já sabem o dia, a hora e o local de concentração dos principais blocos. Mas, ao chegar pela primeira vez, você pode se perder um pouco. O design labiríntico do Centro Histórico de Olinda e a multidão podem te atrapalhar nesse sentido.

Por isso, os ninjas do carnaval recomendam que você adote um bloco e o siga do começo ao fim do desfile. Como eles já têm um itinerário planejado previamente, você evita dar voltas desnecessárias nas ladeiras e não pega aperto no contrafluxo da multidão.

Foto: Diego Gaiba/Prefeitura de Olinda/Divulgação

Mas, caso você decida trocar de bloco no meio da farra, vá em frente. Faz parte da diversão do carnaval de Olinda.

 

6. Uma breve curadoria dos blocos

Foto: Vinícius Rodrigues/Prefeitura de Olinda/Divulgação

As dicas são do meu amigo Elton de Castro, um dos maiores ninjas do carnaval que conheço:

A cada ano surgem novos blocos em Olinda e Recife, na mesma velocidade que outros desistem de desfilar nas apertadas ruas do sítio histórico e bairro do Recife. No entanto, algumas agremiações são tradicionais e conhecê-las é quase que “obrigatório” quando se decide brincar pelas ladeiras ou no Recife. Para facilitar a vida de quem não conhece e evitar surpresas, é bom ter ideia de onde se está pisando. Então, segue um mini roteiro, por dia, dos blocos.

Sábado

Galo da Madrugada (Recife) – Considerado o maior bloco do mundo, o Galo assusta quem não o conhece. Muita gente, APERTO e trios elétricos fazem parte do cenário. Porém, se ficar na avenida Dantas Barreto você consegue tranquilidade para acompanhar o bloco sem ser arrastado.
Eu Acho é Pouco (Olinda) – O dia do Galo, para muitos, é o melhor dia de Olinda. Motivo: a cidade fica menos entupida de gente. Nesse dia, sai um dos blocos mais tradicionais do carnaval: Eu Acho é Pouco, que geralmente sai às 16h. Queridinho dos jornalistas/publicitários/artistas e por aí vai, o bloco chama a atenção pelo teor contestador e engajado. Sem duvidas, um dos mais divertidos.
Homem da meia-noite (Olinda). Como o nome sugere, ele sai às 0h do sábado para o domingo. No entanto, se você não gosta de tumulto, bate-bate e ruas intransitáveis, só olhe a saída dele. De preferência, das escadarias da igreja que fica em frente à sede do bloco.

Domingo

Mucha Lucha (Olinda) – Um dos poucos blocos que não saem do canto, a agremiação junta pessoas que se vestem de praticantes de Luta Livre. Sai às 8h. Logo na cola, tem o Enquanto Isso na Sala da Justiça, que nada mais é do que um desfile de heróis. Sejam eles conhecidos do público ou inventados. Ambos saem da praça da Sé (aconselho subir pela ladeira da misericórdia). É íngrime pra cacete, mas vale a experiência.

Foto: Diego Gaiba/Prefeitura de Olinda/Divulgação

Segunda-feira

Amantes de Glória (Recife) – O desfile geralmente inicia às 17h e sai no Recife Antigo.inicialmente, era o bloco predominantemente acompanhado por profissionais de comunicação. Atualmente, arrasta todo mundo que está pelo bairro do Recife.
Pitombeiras dos Quatro Cantos (Olinda) – Uma das melhores orquestras do carnaval sai às 10h da segunda-feira. Diferentemente do que o nome sugere, o bloco não sai dos Quatro Cantos. A sede do clube fica ao lado da praça do carmo. Quem acompanha, não se arrepende. O bloco tem uma energia sensacional.

Terça-feira

Encontro de Bonecos (Olinda) – Às 10h (não seja rígido com horários) Todos os bonecos gigantes do carnaval se encontram nas ladeiras de Olinda. Um ponto legal para ver isso é nos quatro cantos (esquina com a ladeira da misericórdia). É uma cena linda, mas tenha cuidado com os braços dos bonecos. Se vacilar, vai levar uma tapa (que dói bem).
Ceroula (Olinda) – À tarde, tem um dos blocos mais tradicionais do carnaval: o Ceroula. A orquestra é sensacional e não há quem não note a passagem. Antes era preferencialmente acompanho por homens, mas agora todo mundo se mistura.
Eu Acho é Pouco (Olinda) – Quase no mesmo horário do Ceroula (17h), o bloco do Dragão faz seu segundo desfile. Dessa vez, ele contorna a cidade alta e não entra tanto nas ladeiras. Também é o dia mais legal (para mim) do bloco. Geralmente seguido por uma quantidade menor e mais animada de pessoas.
Aqui vale um alerta, em Olinda há um simpático bloco chamado “Segura o Cu”. Não sei ao certo o dia do desfile, mas se você avistar um estandarte com um dedo médio em riste ou perceber que boa parte das pessoas agacharam do nada, faça o mesmo imediatamente. Caso contrário, você receberá alguns exames de toque sem aviso prévio. E não adianta ficar chateado, tradição é tradição.

 

7. Paço Alfândega: o seu ponto de apoio no Recife Antigo

Foto: Paço Alfândega/Divulgação

Muita gente que vem de fora para Pernambuco pela primeira vez não sabe que o Recife Antigo tem um ponto de apoio espetacular para o carnaval. É o shopping Paço Alfândega, que fica muito perto do Marco Zero. Durante os dias da folia, ele funciona até as 23 horas e tem praça de alimentação e banheiros. Além disso, funciona como ótimo ponto de encontro e lugar de descanso. De bônus, ainda tem um terraço com uma das melhores vistas da cidade.

O Paço Alfândega também costuma organizar uma programação própria de carnaval na praça central do shopping, com recreação infantil, blocos e orquestras de frevo. Também recebe vários stands para venda e customização de fantasias.

Ah, e se você for teimoso e quiser ir de carro para o Recife Antigo, o estacionamento do Paço funciona 24 horas por dia durante o carnaval.

 

8. E se você se abusar do carnaval?

Piscinas naturais de Porto de Galinhas. Foto: Turismo Pernambuco/Divulgação

Pode acontecer de, após três ou quatro dias, você não aguentar mais ouvir o frevo “Vassourinhas” ou o “Hino do Elefante de Olinda”. Ou que você fique abusado do aperto nas ladeiras ou no palco do Marco Zero. O mais legal do carnaval de Recife e Olinda é que são grandes as possibilidades de você espairecer nesses casos.

Um destino óbvio é a praia de Boa Viagem, a principal da capital. Nos dias de carnaval, ela fica bem mais vazia e tranquila. Dependendo de onde você estiver hospedado, ela pode estar a uma curta caminhada. Uma referência de bom lugar para ficar nela são as redondezas do segundo jardim. Menos gente e menos barulho.

A vida noturna do Recife morre durante o carnaval. É impossível encontrar uma balada não-carnavalesca nessa época e há até alguns bares que fecham no período. Mas a capital pernambucana cidade interessantíssima e repleta de lugares legais para comer e beber. O Mochileza inclusive listou alguns deles neste post sobre dicas para curtir Recife como um morador.

Fora da cidade

Para uma experiência de fuga um pouco maior, pegue a estrada. Praias como Porto de Galinhas, Serrambi, Tamandaré e Carneiros estão a menos de duas horas de carro saindo do Recife. Para chegar a elas, o melhor é alugar um carro e seguir o GPS do seu celular.

Se não quiser dirigir, você pode fazer um passeio fretado. Você pode reserva-los em agências de turismo receptivo ou em vans que ficam ao redor da Praça de Boa Viagem.

Para uma viagem de orçamento apertado, a sugestão é o ônibus para Porto de Galinhas. Há duas linhas que fazem o trajeto saindo do aeroporto: a 191 (ônibus comum) e a 195 (com ar condicionado). As passagens custam R$ 9,40 (comum) e R$ 13,70 (com ar). Clique neste link para ver os horários no site do consórcio de transporte Grande Recife.

 

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Dica de passagem barata: Recife-Belém por R$ 600 ida e volta

Já expliquei em alguns posts que nasci em Belém e moro no Recife há cinco anos. Por isso, procurar passagens nesta rota é uma das coisas que mais faço desde…

Já expliquei em alguns posts que nasci em Belém e moro no Recife há cinco anos. Por isso, procurar passagens nesta rota é uma das coisas que mais faço desde então. Numa dessas buscas, encontrei uma oferta que pode ser a grande dica de passagem barata para as suas festas de fim de ano ou férias de janeiro. Ela custa R$ 600 reais ida e volta entre Recife e Belém + as taxas!

Pelo que pude entender, a Gol criou um voo direto entre as duas capitais para os meses de dezembro e janeiro. É algo comum entre as companhias aéreas. Fazer trechos específicos durante um determinado período do ano para atender alguma grande demanda. É por isso, por exemplo, que praticamente só há voos diretos do Brasil a Bariloche em julho.

Pois bem… O voo direto entre Recife e Belém dura duas horas e meia. Ele sai do Recife às 22h e chega em Belém à 0h30. Na volta, ele sai de Belém à 1h e chega no Recife às 3h30. Um voo razoavelmente curto entre duas cidades bem legais!

 

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A rota Recife-Belém é atendida por apenas um voo direto ao longo do ano inteiro: o da Azul. Ele foi inaugurado quando a companhia decidiu criar um hub na capital pernambucana. Quando esse voo foi lançado, a Azul tinha preços bem competitivos: R$ 500, ida e volta. Mas, hoje em dia, é praticamente impossível encontrar passagem barata. Cada trecho sai por pelo menos R$ 500 na promoção. Ainda mais em meses de alta temporada.

Por isso, a oferta “quietinha” da Gol é bem interessante para quem mora numa dessas cidades e quer conhecer a outra. É possível encontrar este valor de R$ 600 ida e volta até mesmo para o Natal e o Ano Novo. Quem for a Belém, pode aproveitar as dicas do Mochileza e também conhecer a Ilha de Marajó. Quem for ao Recife, além das sugestões que já demos aqui, pode curtir as belas praias do litoral sul pernambucano, como Porto de Galinhas, Tamandaré, Carneiros e Serrambi.

Anote aí as datas em que encontrei a passagem barata de R$ 300 o trecho:

Recife-Belém

Dezembro – 14, 17, 18, 19, 20, 21, 25, 26, 27, 28 e 29

Janeiro – 01, 04, 05, 09, 10, 11, 12, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 21, 22, 23, 25, 26, 28, 29, 30

Belém-Recife

Dezembro – 15, 16, 18, 22, 26, 28, 29 e 30

Janeiro – 02, 03, 04, 05, 06, 08, 09, 10, 11, 12, 13, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 22, 23, 24, 26, 27, 29, 30 e 31

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Com as taxas de embarque, o preço final da passagem fica R$ 655,36

Veja a diferença de preços entre Gol e Azul no Natal: quase 100%

Veja a diferença de preços entre Gol e Azul no Natal: quase 100%

No Ano Novo, é a mesma coisa: a Gol tá cobrando quase a metade da Azul

No Ano Novo, é a mesma coisa: a Gol tá cobrando quase a metade da Azul

Para quem nunca foi a nenhuma das duas cidades, uma estadia de quatro a cinco dias é suficiente para ver bastante coisa. Caso você pense em emendar o passeio ao Marajó ou ao litoral sul pernambucano, coloque pelo menos mais três dias.

Boa sorte na compra da passagem e boa viagem! 😀

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Recife: dicas para curtir a cidade como um morador

Se tem uma coisa que cai por terra assim que você conhece bem o Recife é o mau e velho estereótipo. Basta um pouco de esforço e bons contatos ao…

Se tem uma coisa que cai por terra assim que você conhece bem o Recife é o mau e velho estereótipo. Basta um pouco de esforço e bons contatos ao viajante. Bem rapidinho, todas aquelas ideias pré-concebidas sobre uma cidade desaparecem.

Assim como quase todas as capitais do Nordeste, a de Pernambuco tem praia. Mas possui uma vida intensa e interessantíssima fora dela. O carnaval é um dos mais animados do Brasil. Mas quem quiser curtir a cidade fora de fevereiro vai gamar do mesmo jeito que um folião no Marco Zero. Talvez a única coisa que não vá lhe surpreender no Recife é o bairrismo de sua gente. Ai de você se não concordar que o Sport é o maior clube do Nordeste ou que a Caxangá é a maior avenida do mundo em linha reta…

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Ou seja, o Recife tem pratos cheios para os visitantes que não se limitam às indicações dos guias tradicionais. A água de coco na beira da praia está lá, mas os inferninhos alternativos também. A foto com a sombrinha de frevo no Recife Antigo sempre é uma possibilidade, mas por que não conhecer museus que muitos moradores nunca visitaram? E, em vez de comer naquele restaurante de franquia que tem em toda capital, por que não ir atrás de algum mais autêntico?

 

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Moro no Recife desde 2011, tempo suficiente para abandonar as dicas campeãs da mesmice e mapear a cidade do jeito que eu curto: um lado B que mistura lugares pouco badalados, tradições que valem a pena e boas novidades. Separei aqui algumas indicações que vão servir tanto para quem visita a cidade pela primeira vez quanto para os moradores. Espero que curtam!

Para comer caranguejo – CANECA FINA 

Caranguejo pernambucano é caranguejo COM VERDURA

Caranguejo pernambucano é caranguejo COM VERDURA

O movimento manguebeat trouxe o caranguejo para o imaginário de quem não conhece o Recife. Então é inevitável que os apreciadores do crustáceo sintam suspiros na cidade. Esses aí precisam conhecer o Caneca Fina, um restaurante que fica no bairro da Madalena, na Zona Norte da cidade, e funciona de domingo a domingo.

O ambiente é bem simples e não tem ar condicionado. Mas quem precisa de climatização quando se tem caranguejo? No Caneca, a unidade sai a partir de R$ 4,90, sem acompanhamentos. O restante do cardápio é dominado pela comida regional: tem desde arrumadinho de charque até tripinha frita, de dobradinha a sarapatel. Para acompanhar, a cerveja de lá está sempre geladíssima e com alguma promoção, tipo Devassa Puro Malte a R$ 6 ou Original a R$ 8.

Endereço: Av Visconde de Albuquerque, 807, Madalena
Telefone: (81) 3877.9001
Facebook: facebook.com/canecafina
Horário de funcionamento: segunda a quinta, das 11h30 às 23h45; sexta das 11h30 às 2h; sábado das 11h à 1h; domingo das 11h às 22h.

 

Para tomar cerveja sem medo de olhar a conta – BEERDOCK 

Foto: Facebook/Beerdock

Foto: Facebook/Beerdock

As cervejas artesanais estão na moda e toda grande cidade tem pelo menos um lugar dedicado a elas. Alguns são metidos a besta. Outros, mais simples. A maioria não entrega o que promete. E o Beerdock não se enquadra em nenhuma dessas descrições.

O bar foi inaugurado em 2015 e, mesmo com as portas recém-abertas, já se tornou o melhor lugar para tomar cervejas ~diferenciadas~ no Recife. O principal chamariz é a quantidade de torneiras: 15, um recorde na região Nordeste. Elas estão sempre abastecidas de chopes importados, nacionais e até locais (como Ekaut, Debron e Duvália). O ótimo atendimento também conta muito. O staff é extremamente atencioso e bem treinado para ajudar você a escolher entre as centenas de opções.

Os pontos negativos são dois. O primeiro é o preço. Tomar cerveja boa não é barato e, no Beerdock, se você se empolgar, gasta 100 reais estalando os dedos. O segundo é a lotação. Faz um bocado de tempo que não consigo ir lá à noite sem que o bar esteja cheio. À tarde ou no happy hour é mais fácil de conseguir um lugar sossegado.

Endereço: Rua Desembargador Luiz Salazar, 98, Madalena (fica a poucos metros do Caneca Fina)
Telefone: (81) 3236.2423
Facebook: facebook.com/beerdockrecife
Site: http://www.beerdockrecife.com.br (a lista de cervejas nas torneiras está sempre atualizada lá)
Horário de funcionamento: terça a quinta, das 17h à 0h; sexta das 17h à 1h; sábado das 12h à 1h; domingo das 12h às 19h; fechado segunda.

 

Para curtir o clima de albergue sem se hospedar em um – RAMÓN HOSTEL BAR 

Foto: Divulgação / Ramón Hostel Bar

Foto: Divulgação / Ramón Hostel Bar

Quem já se hospedou num albergue sabe que, muitas vezes, nem é preciso sair dele para se divertir. Sempre tem gente de várias partes do mundo circulando pelo mesmo lobby, com a mente e sociabilidade abertas. Se houver um bar no meio, melhor ainda.

Mas e que tal você sentir essa atmosfera sem ser necessariamente um hóspede? Essa é a proposta do Ramón, que tem os dormitórios para os turistas e o bar aberto ao público. A decoração dá a dica: trata-se de um lugar internacional, criado por argentinos e visitado por outras tantas nacionalidades. Não é difícil ouvir um sotaque estrangeiro na mesa ao lado.

Há algumas especialidades argentinas no menu, como empanadas e choripán. Mas se tem uma coisa imperdível para comer lá são as pizzas, crocantes e deliciosas. A carta de drinks também é bem variada, com coquetéis clássicos e alguns autorais.

Endereço: Rua Olavo Bilac, 20, Boa Viagem
Telefone: (81) 3036.6930
Facebook: facebook.com/ramonhostelbar
Site: http://www.ramonhostelbar.com.br/
Horário de funcionamento: segundo a página no FB, o Ramón está “sempre aberto”. Mas, pelo que sei, o bar abre às 17h

 

Para a boemia de mercado – O BRAGANTINO 

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Beber no mercado é um hábito bastante apreciado pelos recifenses. Entre os mercados mais visitados pelos boêmios da cidade, estão o da Madalena, o da Boa Vista e o da Encruzilhada, onde fica o Bragantino. É um boteco português, como as bandeiras no salão denunciam. Lá você pode encontrar de tudo, inclusive comida portuguesa.

O Bragantino abre diariamente às 7h para o café da manhã. A essa hora do dia, o bar serve o desjejum dos nordestinos campeões: tem inhame, macaxeira, cuscuz (acompanhados de guisado, galinha ou bife), carne de sol, cabrito e rabada. No almoço, além dos pratos regionais (como galinha cabidela e chambaril), há opções especiais a cada dia. Terças e sábados tem bacalhau frito, afinal estamos falando de um boteco português.

E para não deixar as raízes lusitanas pouco cobertas, experimente o bolinho de bacalhau (que é pequeno porém muito bem recheado), a salada de bacalhau ou o pastel de nata, ora pois!

Endereço: Mercado da Encruzilhada
Telefone: (81) 99421.0926
Facebook: https://www.facebook.com/O-Bragantino-235756603131264/
Horário de funcionamento: diariamente a partir das 7h. Domingo até 13h, segunda a quinta até 16h, sexta e sábado até 17h.

 

Para conhecer um lugar que muitos moradores nem conhecem – MUSEU DO TREM 

Fachada da Estação Central Capiba. Foto: Costa Neto / Cultura PE

Fachada da Estação Central Capiba. Foto: Costa Neto / Cultura PE

Quem anda pelo centro do Recife muitas vezes passa batido por alguns lugares de rara beleza escondidos no meio da pressa. Encravado entre a Casa de Cultura e a Estação Central do Metrô, está um deles: o Museu do Trem de Pernambuco.

O equipamento está localizado onde antes havia a estação da Estrada Ferroviária Central de Pernambuco. Funcionou como museu entre 1972 e 1983 e passou mais de trinta anos fechado até ser reaberto em 2014 com o nome de Estação Central Capiba (em homenagem ao lendário compositor de frevos) e Museu do Trem de Pernambuco. A estação passou por uma grande reforma, que valorizou a belíssima arquitetura e o riquíssimo acervo.

As peças expostas reconstroem a memória das ferrovias no Estado. O visitante encontra desde apitos, bilheterias e relógios até locomotivas e vagões. Além disso, há recursos multimídia para complementar o mergulho na história. E o melhor de tudo: a entrada é gratuita.

Endereço: Rua Floriano Peixoto, s/n, São José
Telefone: (81) 3184.3197
Horário de funcionamento: terça a sexta, das 9h às 17h; sábado das 10h às 17h; domingo das 10h às 14h; fechado segunda.
Site: http://www.cultura.pe.gov.br/pagina/espacosculturais/museudotrem/

 

Para sandubas com nomes de mulheres incríveis – QUEEN´S

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A partir de 2014, o Recife mergulhou fundo na moda dos food trucks, como as principais capitais brasileiras. Mas entre vários carrinhos e trailers com mais do mesmo, o Queen´s se destaca. Primeiro pelas receitas fora do comum (e que o próprio truck define como “cozinha extravagante”). Segundo pelos nomes dos sanduíches e petiscos, que homenageiam mulheres marcantes na cultura pop. Ou seja, um food truck feminista! Deve ter quem diga que um desses só poderia surgir no Recife…

Entre as homenageadas, estão personagens do cinema, divas pop e ícones da cultura transgênero. E são baita homenagens. Veja o exemplo do sanduba Rihanna no Carnaval em Barbados: pão baguete com pernil de porco desfiado, marinado em especiarias e suco cítrico, abacaxi, queijo manteiga e cebolas chapeadas. Ou ainda o Nina Hagen, Excuse Me: um sanduíche de schnitzel (lombo de porco esmurrado e empanado) com queijo gouda, abacaxi caramelizado e maionese da casa.

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Há também receitas com falafel, filé de salmão grelhado e harumakis. E entre as outras musas que batizam os pratos, estão Kate Bush, Ellen Ripley e Furiosa (a protagonista de Mad Max: Estrada da Fúria). Dá vontade de ter mais de um estômago para pedir todo o cardápio de uma vez só.

Endereço: Estrada do Arraial, 2541 (Galeria Casa Grande), Parnamirim
Telefone: (81) 99592. 0266
Facebook: facebook.com/queens.cozinha.extravagante
Horário de funcionamento: terça a quinta, das 18h às 23h; sexta e sábado, das 18h às 23h45; domingo das 17h às 22h30; fechado segunda.

 

Para uma noite num inferninho – IRAQ

Foto: Bernardo Dantas

Foto: Bernardo Dantas

O lugar se chama Iraq e fica na Rua do Sossego. Só essa gostosa ironia já valeria a visita, mas tem muito mais história envolvendo esta casa no bairro da Boa Vista. O Iraq é um reduto clássico do underground recifense. Sempre foi um ponto de convergência de artistas e gente alternativa em geral. Já funcionou muitos anos como bar durante toda a semana. Hoje abre as portas apenas para festinhas nos fins de semana.

O clima é de inferninho. Luz baixa, intervenções artísticas nas paredes, espaço que lota fácil. Não espere a infraestrutura ou a alma asséptica de um bar da moda. Mas pode contar com bons sons (se você gosta de indie rock e música alternativa), seja com DJs ou bandas autorais. Às vezes as festas precisam de uma senha para entrar (algo como “cidade roubada”, por exemplo). Nada que uma boa rede de contatos ou uma pesquisa no Facebook não resolva.

Endereço: Rua do Sossego, 179, Boa Vista
Telefone: (81) 98536.5235
Facebook: não tem página oficial
Horário de funcionamento: impossível prever…

 

Para experimentar um sushi verdadeiro – ROBATA SUSHI WADAMON

O tirashi de salmão do Wadamon

O tirashi de salmão do Wadamon

Se você é daqueles que acha que sushi frito e cream cheese na culinária japonesa são heresias, saiba que no Recife tem um lugar que vai lhe acolher com carinho. O Robatta Sushi Wadamon (ou simplesmente Wadamon) é quase um templo da tradição da cozinha oriental.

O dono e sushiman é Miyuki Wada (conhecido pelos frequentadores como “Seu Wada”), um japonês que tem restaurantes na cidade há mais de 30 anos. Ele gosta de conversar com os clientes e, se você gostar do papo, vai ser doutrinado com os protocolos da degustação de sushi. Uma das principais lições se resume na frase: “peixe no shoyu, shoyu na língua”. E ah, segundo Seu Wada, sushi se come com as mãos. Nada de pauzinhos.

Só no Wadamon, encontra-se pratos como o tirashi, que é uma tigela com arroz oriental coberta com cebolinha e peixe levemente selado. Além disso, o restaurante tem o sunomono mais gostoso que já experimentei na vida. Mas se você não quiser experimentar algo tão roots, Seu Wada também prepara os sushis fritos para os “queijudinhos” (algo como “meninos leite com pêra” em pernambuquês). Ah, e um detalhe legal: o cardápio é bilíngue, português-japonês.

O cardápio bilíngue

O cardápio bilíngue

Endereço: Rua Oliveira Góes, 250 – Poço da Panela
Telefone: (81) 3033-3301
Facebook: não tem
Horário de funcionamento: de quinta a terça, das 12h às 15h e das 18h às 23h; fechado quarta.

 

Para conhecer um bairro especial – POÇO DA PANELA

Foto: turismonorecife.com.br / Prefeitura do Recife

Foto: turismonorecife.com.br / Prefeitura do Recife

Quando me mudei para o Recife e ouvi o nome Poço da Panela pela primeira vez, pensei que fosse o nome de um bloco de carnaval ou algo do gênero. Passa longe de ser, ainda que exista uma relação entre a vizinhança e a folia. Pelas ruas do Poço, costumam passar alguns blocos nas prévias e durante o carnaval em si. O mais conhecido se chama Os Barba.

O Poço é um bairro que fica na zona norte do Recife. Ele tem um clima meio de condomínio, meio de cidade do interior. Ele tem ruas de paralelepípedos, praças e é repleto de lindas casas. Talvez seja o único bairro residencial em áreas nobres da cidade que não foi dominado pela verticalização. É o resquício da cidade do século 19. Nessa época, o bairro era o point das casas de veraneio de muitas famílias abastadas, já que fica perto das margens do rio Capibaribe.

Mas o Poço não é legal só para quem mora nele. Há muitos lugares interessantes para conhecer, comer e se divertir. Um deles é o Fuê, um gastrobar com loja de vinhos e cervejas especiais que recebe shows de jazz e música instrumental ao ar livre (mais informações na página do Fuê no Facebook). Outro é a Chá com Chita, uma loja de produtos de design que também tem um café. Não deixe de experimentar o bolo de laranja, que é sensacional (conheça mais da Chá com Chita na página do Facebook). Tem também a tradicional Bodega do Seu Vital, point da boemia do Poço e palco de festinhas de forró.

4 comentários em Recife: dicas para curtir a cidade como um morador

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