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Praia de Pipa: um guia para planejar sua viagem

A Praia de Pipa talvez seja a grande prova da generosidade que a natureza teve com o litoral do Rio Grande do Norte. Ela não tem só o branco da…

A Praia de Pipa talvez seja a grande prova da generosidade que a natureza teve com o litoral do Rio Grande do Norte. Ela não tem só o branco da areia das dunas e o azul esverdeado do mar (ou verde azulado, dependendo do ponto de vista). A paisagem dela é marcada por outra cor: o laranja vivo das falésias que formam paredões perto da orla. É como se fosse possível juntar uma ilha do Caribe com uma chapada do interior do Brasil. E aí é preciso procurar outro adjetivo. “Paradisíaco” não é suficiente para descrever.

Praia do Amor - Praia da Pipa

Praia do Amor, em Pipa. Foto: Leonardo Aquino

 

Mas o pacote não fica só nisso. Pipa tem a presença ilustre dos golfinhos (que dão nome a uma baía na região) e de um bom pedaço de mata atlântica preservada. Tem uma lagoa que oferece banho de água doce, tem picos de surfe e trilhas para caminhada. É santuário ecológico, point de verão e destino de aventura ao mesmo tempo.

Como se não fosse bom o suficiente, ainda há a gastronomia. Até os anos 80, a Praia de Pipa era meio colônia de pescadores, meio acampamento hippie. Os dias de acesso difícil ficaram no passado. Assim, os visitantes passaram a vir de cada vez mais longe e alguns se instalaram de vez. Acabaram trazendo para a pequena vila no nordeste brasileiro uma enorme diversidade de estilos nas suas cozinhas. Ir a Pipa não é só pegar sol e tomar banho de mar, mas também comer muito bem.

Gastronomia, Praia da Pipa

Carpaccio de polvo no Terra Nostra, um dos bons restaurantes de Pipa. Foto: Leonardo Aquino

 

Por essas e outras, Pipa se tornou meu destino preferido para feriados prolongados e viagens de fim de semana. Mais do que isso: povoa também meus sonhos de aposentadoria. Quem não adoraria passar o resto da vida num lugar como este?

Este post vai ajudar você a planejar sua primeira viagem à Praia de Pipa. Como chegar, onde ficar, o que fazer, onde comer e muito mais. Vamos nessa?

Ponta do Pirambu, Tibau do Sul, Praia da Pipa

Praia do Giz, em Tibau do Sul. Foto: Leonardo Aquino

Como chegar à Praia de Pipa

Pipa pertence ao município de Tibau do Sul, a 85 quilômetros de Natal. São pouco mais de 11 mil habitantes, que vivem quase totalmente do turismo. Uma caminhada pelas ruas da vila pode dar a impressão de que há mais pousadas e restaurantes do que residências.

A forma de chegar à Praia de Pipa vai depender muito da sua origem e do seu meio de transporte.

Um clique que é a cara de Pipa: praia + falésias no Mirante de Cacimbinhas. Foto: Leonardo Aquino

De carro

A partir de Natal, a viagem é pela BR-101 no sentido sul até a cidade de Goianinha, onde você deve entrar na RN-003. A BR é duplicada neste trecho. A RN não. Dependendo de onde você estiver hospedado em Natal, a distância fica abaixo de 80 quilômetros.

A partir de João Pessoa ou Recife, a viagem também é pela BR-101, mas indo no sentido norte. A pista é toda duplicada no trajeto até Goianinha. Saindo de João Pessoa, a distância é de 152 quilômetros. Do Recife, são 256 quilômetros.

De táxi

A partir do aeroporto de Natal, a corrida sai por volta de 200 reais. Do aeroporto de João Pessoa, ela fica um pouco mais cara: em torno de 300.

De ônibus

Saindo da rodoviária de Natal, há ônibus saindo rumo a Pipa a partir das 6 da manhã. De segunda a sexta, são dez saídas diárias com no máximo 2h10 de intervalo entre uma e outra. A última saída é às 18h10. Aos sábados são oito saídas. Aos domingos e feriados, três. Portanto, se você quiser ir de ônibus num fim de semana, programe-se para não ficar sem passagem.

Existe também uma linha alternativa de ônibus saindo de um ponto em frente ao Natal Shopping. São três saídas diárias tanto em dias úteis quanto em fins de semana.

Para pesquisar mais detalhadamente os horários dos ônibus, acesse http://busca.pipa.tur.br

Vans

Uma oferta mais frequente de transporte é a de vans saindo de Goianinha rumo a Pipa. Elas costumam circular das 5 da manhã à 0h30, com intervalos de aproximadamente 10 minutos. Mas tenha essa opção em vista apenas em caso de emergência, já que você precisaria pegar um ônibus de Natal a Goianinha antes.

Transfers

Para quem chega de avião e não quer dirigir, esta é a melhor opção. Há várias empresas que prestam este serviço, como a VIP Pipa Transfer, a Pipa Aventura e a Pipa Locadora. O preço fica em torno de 80 reais por pessoa o trecho. Hotéis e pousadas também oferecem transfers. Alguns deles sem custo para o hóspede. Vale perguntar na hora de fazer a reserva.

A pergunta que você pode fazer agora: vale a pena alugar carro?

Para conhecer praias como a do Madeiro, é melhor estar de carro. Foto: Leonardo Aquino

 

A resposta vai depender do que você pretende fazer na viagem. Caso fique apenas na vila de Pipa e esteja hospedado perto da praia, você dificilmente vai precisar tirar o carro da garagem. Nesse caso, não vale a pena. Mas se você pensa em circular pelas outras praias da região, o carro vai lhe dar mais liberdade e flexibilidade. Só não deixe de tomar o cuidado que você tomaria numa grande cidade: se beber, não dirija. Fiscalizações de trânsito são comuns, especialmente em alta temporada.

No entanto, o carro não é fundamental para circular. Pipa é bem servida de táxis que podem lhe levar às outras praias mais distantes da vila. Além disso, há muitas agências que promovem excursões pela região.

Quando ir à Praia de Pipa?

Praia da Pipa

Mesmo sem sol aberto, dá pra relaxar em Pipa. Foto: Leonardo Aquino

 

Não se iluda achando que o Nordeste é uma região de um tempo só, ensolarado o ano inteiro. São cerca de 300 dias de sol por ano, mas há um período chuvoso: entre abril e junho. Nestes três meses, são grandes as chances de São Pedro melar a sua praia. Por outro lado, as hospedagens costumam ficar mais baratas neste intervalo. Portanto, leve tudo isso em consideração ao planejar uma ida à Praia da Pipa em feriados como Semana Santa, Corpus Christi e Dia do Trabalhador.

Para ir sem erro, meteorologicamente falando, vá no verão: de dezembro a março. Mas saiba que é a alta temporada na região e isso pode refletir em preços mais altos. O mesmo vale para julho, por causa das férias escolares. De agosto a novembro, é uma espécie de temporada intermediária ideal. Sem a muvuca dos meses mais concorridos e com sol. A famosa situação ganha-ganha.

Outro fator importante para levar em consideração: alguns feriados prolongados costumam ter grandes shows. Isso significa vila lotada, barulho e praia suja. Se você não gosta da badalação, procure saber se há alguma programação desse tipo antes de fazer a sua reserva.

 

Onde ficar em Pipa?

Para tomar essa decisão, é preciso saber de antemão alguma coisa sobre a região.

O epicentro da vida em Pipa está na avenida Baía dos Golfinhos, que também é chamada de Vila. É a rua que concentra o comércio, os serviços, a gastronomia e a vida noturna de Pipa. Há vários hotéis, pousadas e flats na avenida. Alguns deles com acesso direto à praia. Ficar aqui vai lhe facilitar a vida, especialmente nos passeios noturnos. Mas, em alta temporada, a poluição sonora é alta e pode incomodar um bocado.

O relevo de Pipa é bastante acidentado. Há muitas ladeiras perto da orla. Portanto, você encontrará algumas ofertas de hospedagem localizadas no centro de Pipa, mas com uma subida de brinde na volta do seu passeio. Se você vai viajar com pessoas com dificuldade de locomoção, é melhor evitar.

Indo para o norte, existe a possibilidade de ficar entre Pipa e Tibau do Sul, inclusive hotéis requintados como o Pipa Privilege e o Madeiro Beach. São opções mais caras e que vão lhe deixar distante da vida noturna. Se você pode pagar um pouco mais caro e pretende passar o dia descansando, pode ser a sua escolha.

O mesmo vale para os hotéis e pousadas na região do Chapadão, rumando ao sul. Alguns deles oferecem acesso direto à praia, têm estrutura robusta e serviços de spa. É para quem quer pagar para não se incomodar.

Um bom custo-benefício é a hospedagem em Tibau do Sul. A cidade tem hotéis confortáveis e mais baratos que os do centro ou os grandes resorts.

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Pipa para pessoas com necessidades especiais

Praia de Pipa, Praia do Madeiro

Acesso à Praia do Madeiro, em Pipa. Vai encarar? Foto: Leonardo Aquino

A geografia de Pipa não é muito amigável para idosos, cadeirantes, pessoas com crianças de colo ou dificuldades de locomoção. Além das ladeiras que estão no caminho de muitos hotéis, os acessos às praias também são difíceis. Para chegar à praia do Amor, por exemplo, é preciso descer no meio de uma falésia. O acesso à praia do Madeiro é por uma escadaria íngreme e escorregadia. E por aí vai.

As praias mais acessíveis são as de Tibau do Sul e a do Centro. A primeira tem um acesso totalmente plano a partir de um estacionamento perto da Lagoa Guaraíras. A segunda, de descidas suaves na avenida Baía dos Golfinhos ou de alguns hotéis e restaurantes. Portanto, se você viaja com alguém que tenha necessidades especiais, são os lugares mais indicados para ficar e curtir.

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7 dicas para aproveitar melhor as suas milhas aéreas

Para quem viaja com frequência, as milhas aéreas funcionam como uma espécie de moeda paralela. A cada trecho voado, a cada fatura paga do cartão de crédito ou a cada…

Para quem viaja com frequência, as milhas aéreas funcionam como uma espécie de moeda paralela. A cada trecho voado, a cada fatura paga do cartão de crédito ou a cada mensalidade do clube de fidelidade, a poupança aumenta. Mas, hoje em dia, há tantas formas de acumular e gastar as milhas que é natural que a gente se sinta baratinado.

Assim, a pergunta que sempre surge é: como usar melhor as milhas aéreas?

Não há uma resposta-padrão que sirva para todos os viajantes. É preciso identificar perfis e objetivos e, a partir daí, encontrar um caminho ideal para não deixar as milhas expirarem nem gastá-las mal. Se você tiver uma viagem dos sonhos para fazer com milhas, não vai seguir a mesma receita de quem pretende aproveitá-las em promoções de voos curtos.

Este post não tem o objetivo de ser um manual imperativo de regras. A ideia é clarear algumas informações que às vezes parecem soterradas por ofertas irrecusáveis, promoções imperdíveis e letras miúdas.

Dica # 1 – tenha um objetivo muito bem definido

Você já viu o filme “Amor Sem Escalas”? Um dos protagonistas desta comédia romântica é Ryan Bingham, personagem de George Clooney. Ryan viajava muito a trabalho e tinha um sonho secreto: acumular 10 milhões de milhas aéreas. Foi a sétima pessoa no mundo a conseguir a marca, segundo a história do filme.

Não é preciso ter uma meta tão grandiosa quanto a do personagem do cinema, mas o ideal é que você tenha um objetivo. Aqui vão algumas sugestões:

– fazer uma grande viagem internacional;

– proporcionar uma viagem em família;

– fazer uma poupança de milhas para aproveitar promoções e feriados prolongados;

– comprar algum sonho de consumo (sim, milhas aéreas não servem só para voar)

Em alguns casos, você talvez possa precisar de um prazo para conseguir as milhas. Um ano? Dois? Três? Seu sonho e sua capacidade de acumular pontos vão ditar o ritmo. Mas saber o que fazer com as milhas é o primeiro grande passo.

 

Dica # 2 – conheça os programas de fidelidade para escolher o mais conveniente para você

Os principais programas de fidelidade das companhias aéreas do Brasil são:

Multiplus, da Latam

Smiles, da Gol

Amigo, da Avianca

Tudo Azul, da Azul

O primeiro ponto para ajudar na decisão é estudar a malha aérea das companhias. Por qual empresa você voa mais? Isso pode lhe ajudar a acumular mais pontos com voos. Qual empresa tem mais voos a partir da sua cidade? Isso pode aumentar a quantidade de opções na hora de escolher o seu destino.

Em termos de regras para pontos de voos, os programas são muito parecidos. Trabalham com fatores multiplicadores proporcionais ao perfil da tarifa e à categoria do cliente no programa de fidelidade. Esse fator é multiplicado pelo valor da passagem para calcular os pontos de um trecho. Ou seja, quanto mais cara é a passagem e mais alta é a sua categoria, mais milhas você acumula. A Avianca é a única que não leva o preço do bilhete em consideração.

Outro fator importante: as parcerias. Todo programa de fidelidade oferece a possibilidade de acumular ou usar milhas aéreas em companhias parceiras. A Avianca é a que tem a maior quantidade de parcerias: 27, por ser membra da aliança Star Alliance. A Gol tem 14 parcerias com companhias como KLM, Air France e Emirates. A Latam faz parte da aliança One World, que reúne 13 empresas (British Airways, Iberia e JAL estão entre elas). A Azul tem apenas duas parceiras: TAP e United.

Pesquise também o preço médio de uma passagem emitida por milhas, tanto em períodos promocionais quanto fora deles. Mas não deixe de levar em consideração os fatores anteriores. Afinal de contas, não adianta nada uma companhia oferecer bilhetes por 3 mil milhas em rotas em que você não vai voar.

 

Dica # 3 – o cartão de crédito pode ser seu melhor amigo – ou inimigo

 

Os cartões de crédito costumam ser as principais fontes de acúmulos de milhas aéreas. Por isso, muita gente acaba concentrando gastos do cotidiano no cartão para acelerar a poupança de milhas. No entanto, é preciso ter uma série de cuidados. Desde a escolha do cartão até o uso dele no dia-a-dia.

Os principais bancos e operadoras financeiras oferecem programas de fidelidade para acúmulo de pontos no cartão de crédito que podem virar milhas aéreas. O formato padrão é de um número X de milhas acumuladas para cada dólar gasto no cartão. Esse X vai de 1 a 2,2 milhas, dependendo do tipo de cartão. Quanto mais pontos ele acumula, maior é o preço que ele cobra: anuidade mais cara e renda mínima maior. Portanto, procure um cartão que ofereça um meio termo entre vantagens e adequação à sua renda.

Outro ponto que merece sua atenção: nem todos os cartões acumulam pontos direto no programa da companhia aérea, e sim num programa próprio. Exemplos: Livelo (para cartões Bradesco e BB) e Sempre Presente (Itaú). Esses pontos podem ser transferidos para as companhias aéreas, mas também para outros benefícios parceiros.

Os cartões cujos pontos se transformam diretamente em milhas aéreas oferecem alguns benefícios. Em geral, são descontos em passagens e pontuação diferenciada na compra de bilhetes. Eles costumam ter o nome do programa de milhagem estampado.

Para ajudá-lo a escolher, uma boa fonte é o ranking dos cartões de crédito feito pelo site Melhores Destinos. A lista é atualizada anualmente com as novidades do mercado.

Mas a dica mais importante relacionada a cartão e milhas é: não dê o passo maior que a perna nos gastos. Não comprometa o seu orçamento mensal na ânsia de juntar milhas nem escolha um cartão com uma anuidade que não caiba na sua renda.

 

Dica # 4 – olho nas promoções de transferência de pontos

Essa dica vale para quem não escolheu um cartão de companhia aérea. Os programas de milhagem costumam fazer promoções para transferência de pontos do cartão de crédito. Num dia normal, a transferência de pontos é no sistema 1 ponto = 1 milha. Nas promoções, são oferecidos bônus de 40 até 120%. Ou seja, 1000 pontos acumulados no cartão de crédito podem virar 2200 milhas aéreas!

Às vezes essas promoções têm letras miúdas. Por exemplo, pode ser que o maior bônus seja para quem está numa categoria superior do programa de milhagem ou é assinante dos clubes de milhas (falaremos deles logo mais). Pode ser também que as promoções exijam um número mínimo de pontos para transferências. Seja como for, é sempre muito mais vantagem transferir numa promoção do que fora dela. Portanto, se você não precisa tirar uma passagem para agora, espere as promoções para transferir os seus pontos.

Para saber de uma promoção, a melhor dica é assinar o mailing do seu programa de milhagem ou da sua companhia aérea preferida.

 

Dica # 5 – conheça as formas alternativas de acumular milhas aéreas

milhas aéreas compras

Não é só de voos ou de gastos no cartão de crédito que vive um acumulador de milhas. Todos os programas oferecem parcerias para ganhar pontos com outros serviços. Gastos relacionados a viagens (como hospedagens em hotéis e aluguel de carros) podem virar milhas. Compras em grandes lojas de varejo também, assim como assinaturas de revistas, estacionamentos, postos de combustível e muito mais. Neste caso, vale um conselho semelhante ao do cartão de crédito: não faça gastos que você não faria só para acumular milhas.

Confira as listas de empresas parceiras:

– Gol/Smiles – https://www.smiles.com.br/empresas-parceiras

– Azul/Tudo Azul – https://tudoazul.voeazul.com.br/web/azul/parcerias

– Avianca/Amigo – https://www.pontosamigo.com.br/parceiros-nao-aereos

– Latam/Multiplus – https://www.pontosmultiplus.com.br/junte/

 

Dica # 6 – entrar para um clube de milhas pode ser uma boa ideia

Se você está disposto a pagar um pouco a mais para acelerar a realização do seu plano, cogite a inscrição num clube de milhas. Os clubes funcionam da seguinte forma: você paga uma mensalidade e ganha a cada 30 dias uma certa quantidade de milhas, proporcional ao valor pago. Os planos disponíveis no mercado vão de 500 a 10 mil milhas por mês e custam de R$ 26,90 a R$ 299 por mês.

Uma coisa é fato: as milhas adquiridas nos clubes custam menos que as compradas de forma avulsa. O preço médio de uma milha aérea é R$ 0,07. Nos clubes, elas podem sair por menos de R$ 0,03.

Outro detalhe importante é a diferença no valor que se gasta para acumular um determinado número de pontos. Para juntar 1000 milhas por mês, por exemplo, os clubes cobram entre R$ 35 e R$ 42,90. Se você fosse juntar essas mesmas 1000 milhas com gastos no cartão de crédito, seria necessária uma fatura de cerca de R$ 3500. Isso se for um cartão em que 1 dólar = 1 milha.

Além das milhas todo mês, os clubes oferecem outras vantagens. Entre elas, estão descontos na emissão de passagens com pontos, maior bônus em transferências e acesso antecipado a promoções.

Entre as companhias que operam no Brasil, apenas a Avianca não tem clube de milhas. Conheça aqui os clubes do Multiplus, do Smiles e do Tudo Azul. Outro clube que você pode levar em consideração é o do Livelo, programa vinculado a cartões do Bradesco e do Banco do Brasil. Você pode acumular milhas nele e depois ganhar ainda mais nas transferências com bônus para os programas das companhias aéreas.

 

Dica # 7 – comprar milhas? Só em caso extraordinário

Além de todas as formas de acúmulos (voos, compras, gastos no cartão), você ainda tem a possibilidade de comprar as milhas diretamente. Geralmente, elas são vendidas em lotes de mil e com um limite anual para a compra.

Os programas de fidelidade que vendem milhas têm um valor “tabelado” para as milhas: R$ 0,07 a unidade. Ou seja: R$ 70 para cada lote de mil. Parece barato. Mas se você fizer as contas, vai ver que está longe de ser uma opção econômica.

Para fazer o exemplo, pesquisei uma passagem pela Gol: do Recife a Congonhas, com ida no dia 11 de abril e volta no dia 18. Para tirar o bilhete pelo Smiles, ele custa 24 mil milhas ida e volta + taxas (o que está dentro da média para esta rota). Comprar 24 mil milhas a R$ 0,07 cada dá um total de R$ 1680. No entanto, a passagem pela Gol sem pontos custa R$ 577, cerca de um terço.

Ou seja, em circunstâncias normais, comprar milhas não é bem um bom negócio. Mas há algumas situações em que ela pode ser útil e vantajosa:

– para completar as milhas que faltam para a emissão de uma passagem. Exemplo: sua viagem dos sonhos custa 100 mil milhas e você conseguiu juntar 97 mil.

– quando você tem um voucher promocional. As companhias frequentemente dão esses vouchers para os clientes de seus programas de fidelidade. Eles podem ser de bônus (você paga o valor cheio das milhas, mas ganha até 120% a mais) ou de descontos (que costumam ser de até 50%).

Na hora em que pensar na possibilidade de comprar milhas, não deixe de levar em conta o seu objetivo (do qual falamos no item 1). Também não dê um passo maior que a perna, financeiramente falando.

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E você? Tem alguma dica para acrescentar? Conte a sua experiência com as milhas aí nos comentários!

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Munique: novo voo direto aproxima Alemanha e Brasil

A Oktoberfest original está mais perto dos brasileiros! Assim como a Allianz Arena, os jogos do multicampeão Bayern, o Castelo de Neuschwanstein e outros passeios na região da Baviera, na…

A Oktoberfest original está mais perto dos brasileiros! Assim como a Allianz Arena, os jogos do multicampeão Bayern, o Castelo de Neuschwanstein e outros passeios na região da Baviera, na Alemanha. Isso porque a cidade de Munique é o destino de uma rota sem escalas saindo do Brasil. A partir de 7 de novembro de 2017, a Condor opera um voo direto entre Recife e Munique. É apenas um voo semanal, sempre às terças-feiras. Mas já é o suficiente para facilitar a chegada a um dos principais destinos turísticos alemães.

O voo partindo do Recife passa a ser o único voo direto para Munique saindo do Brasil. Até outubro de 2016, havia um voo a partir de São Paulo, feito pela Lufthansa. Mas a companhia suspendeu a rota, alegando a crise econômica brasileira como motivo. As ligações entre Brasil e Alemanha acabaram se restringindo a Frankfurt, que tem um dos principais aeroportos da Europa. Latam e Lufthansa faziam essa rota saindo de São Paulo e Rio de Janeiro. A Condor chegou depois e incluiu o Nordeste na parada, com voos a partir do Recife, Salvador e Fortaleza.

A rota Recife-Munique é feita em aeronaves Boeing 767/300, com três classes: business, comfort e econômica. O voo tem um horário bom para quem consegue dormir na viagem. Sai às 18h50 do Recife e chega às 8h50 locais em Munique no dia seguinte, totalizando 10 horas de voo.

Voei de Condor em duas oportunidades, sempre na rota Recife-Frankfurt. Em 2015, os aviões eram iguais a estes que fazem o novo voo para Munique. Confortáveis, com bom serviço de bordo, mas muita coisa paga por fora. Desde a reserva do assento até uma versão premium do sistema de entretenimento, tudo tem seu preço. Já em 2017, o avião era menor. O espaço entre as poltronas era mais apertado, não havia nem classe comfort nem sistema de entretenimento.

Uma vantagem da Condor é que a franquia de bagagem ainda não sofreu influência da mudança das regras no Brasil. Mesmo na classe econômica, os passageiros têm direito a despachar dois volumes de até 32 kg sem custo adicional. A bagagem de mão permitida é de 6 kg na classe econômica, 10 kg na comfort e 12 kg na business.

Outra questão importante: a Condor tem um escritório no Brasil, mas os problemas mais cascudos precisam ser encaminhados para a matriz na Alemanha. No post sobre os 7 erros que cometi em viagens, descrevi uma situação que vivi na viagem de 2017. O prazo dado pela companhia para responder a casos encaminhados à matriz era de 72 horas úteis. Portanto, ao escolher voar pela Condor, tente minimizar os riscos de mudança em cima da hora da viagem.

Mas o que fazer em Munique?

Munique - parque olímpico

Parque Olímpico de Munique. Foto: designerpoint / Pixabay

Para responder a esta pergunta, entrei em contato com a Márcia Oliveira. Ela é carioca e mora em Munique desde 2015 e promove passeios guiados para brasileiros na cidade e na região da Baviera (da qual Munique é capital). Ela também publica dicas sensacionais no blog Vou Pra Alemanha, que divide com outras duas brasileiras. Para a Márcia, tudo o que você encontra em Munique e na Baviera é muito parecido com a imagem que se costuma ter da Alemanha.

Márcia Oliveira, do blog Vou Pra Alemanha

“Quando você pensa na Alemanha, é muito provável que venham à sua mente os Alpes, as vaquinhas, os pastos verdinhos, lagos cor de esmeralda. Ou ainda casinhas com flores nas varandas, lindos castelos, pessoas bebendo cerveja e se divertindo. Tudo isso pode ser encontrado na Baviera. Em comparação com o resto da Alemanha, a Baviera é a região que mais preserva as tradições, onde você pode experimentá-las e vivenciá-las de forma mais genuína”, conta Márcia.

 

Quando ir a Munique?

Segundo Márcia Oliveira, a cidade tem atrativos o ano inteiro. Mas a melhor época para ir vai depender muito do que você quer ver e fazer. “Se quiser fugir do período mais frio, evite janeiro. Por outro lado, se quiser ver bastante neve, venha em janeiro. O inverno aqui é rigoroso, mas nada que impeça passeios pela cidade e arredores. Basta que você esteja bem agasalhado”, explica.

A época mais fria vai de janeiro a abril. Na virada de abril para maio, a temperatura começa a subir e as tulipas coloridas florescem. É a primavera chegando. De junho a setembro, é o verão: dias quentes, noites frescas. Em setembro é dada a largada da Oktoberfest (da qual falaremos um pouco mais adiante) e as temperaturas começam a cair até dezembro. Em novembro, as feiras de Natal chegam para deixar a cidade com outra atmosfera.

Também pedi à Márcia que enumerasse os cinco lugares preferidos dela em Munique. Confira as dicas dela!

 

Olympiaberg

Munique, Olympiaberg

Olympiaberg. Foto: Vou Pra Alemanha

O que diz a Márcia: “É um pequeno monte no Parque Olímpico de Munique, onde é possível ter uma visão geral da cidade. Também é meu lugar preferido para ver o pôr-do-sol”.

Esta é apenas uma das inúmeras atrações do Parque Olímpico, que segue em plena atividade desde os Jogos de 1972. De lá para cá, vários eventos esportivos foram realizados aqui, assim como shows e exposições. Além disso, é um dos principais espaços de lazer para os moradores. A Olympiaberg, por exemplo, tem entrada gratuita.

Site: http://www.olympiapark.de

 

Jardim Inglês (Englischer Garten)

Munique, Englischer Garten

Englischer Garten no Verão. Foto: Munchen.de

O que diz a Márcia: “Um dos maiores parques urbanos do mundo. Ele está sempre lindo, em qualquer estação”.

Além das paisagens naturais (beira de rio, beira de lago, áreas verdes, etc), o Englischer Garten tem uma porção de restaurantes típicos, a tradicional Torre Chinesa e um biergarten para tomar cervejas locais. Além disso, há um trecho de rio com correnteza onde se pratica surfe! Dá uma olhada no vídeo feito pelo blog Vou Pra Alemanha!

Site: http://www.muenchen.de/sehenswuerdigkeiten/orte/120242.html

 

Deutsches Museum

Munique, Deutsches Museum

Foto: Deutsches Museum / Divulgação

O que diz a Márcia: “maior museu de tecnologia do mundo”.

O Museu Alemão é enorme. Tem uma área de 45 mil metros quadrados e um acervo de 17 mil peças. Entre as áreas do conhecimento exploradas no museu, estão a mineração, a aeronáutica, a química, a engenharia e muito mais.

Site: www.deutsches-museum.de

 

Palácio Residenz

Munique, Palácio Residenz

A ala Antiquarium no Palácio Residenz. Foto: blizniak / Pixabay

O que diz a Márcia: “é um museu que serviu de residência aos governantes da Baviera por mais de 600 anos”.

É o maior palácio urbano da Alemanha, composto por dez pátios e 130 salas. Abriga também um museu de decoração de interiores, uma sala de concertos, a Casa do Tesouro Real e um teatro. O Jardim da Corte, outra atração do complexo, tem entrada gratuita. Confira informações sobre ingressos nos espaços pagos e sobre os horários de funcionamento.

 

Viktualienmarkt

Munique

Foto: Munchen.de

O que diz a Márcia: “é um mercado gourmet que fica bem no centro histórico de Munique, onde há inclusive um biergarten”

É um mercado com mais de 200 anos de história e é marcante pelo tamanho e diversidade. São 22 mil metros quadrados e 140 lojas com itens que vão de flores a temperos, de plantas a carne, passando por peixe, charcutaria e muito mais.

Horário de funcionamento: segundas a sextas, das 10h às 18h. Sábados, das 10h às 15h. Fechado aos domingos. A fonte é o site da prefeitura de Munique.

 

 

Faixas bônus

Outros programas imperdíveis em Munique e arredores.

 

Oktoberfest

Munique, Oktoberfest

Foto: Divulgação Oktoberfest

O maior evento turístico de Munique e, quiçá, de toda a Alemanha. É uma tradição de quase 200 anos, que inclui roupas folclóricas, músicas típicas e canecas de litro abastecidas de cerveja de forma intermitente. A festa começa em setembro e dura 16 dias.

O site da Oktoberfest é completíssimo com informações sobre o evento.

E o site Um Só Lugar preparou um guia prático da festa, cheio de curiosidades para quem pretende curtir in loco.

 

Allianz Arena

Foto: Lee Min Jon / Pixabay

Nem parece que o moderníssimo estádio do Bayern de Munique já tem mais de 10 anos de existência. Inaugurado em 2005, foi palco de seis jogos da Copa do Mundo em 2006 e da final da Champions League em 2012. As visitas à arena contemplam não apenas as principais dependências do estádio, como também o FC Bayern Erlebniswelt: o maior museu de um clube de futebol alemão.

Para informações sobre agenda de eventos, horário de funcionamento e preços das visitas, entre no site da Allianz Arena.

 

BMW Welt

Munique, BMW Welt

Foto: Divulgação / BMW Welt

É um complexo que reúne a fábrica, edifícios administrativos e o museu da montadora alemã. O lugar impressiona não só aos fãs de carros, mas a quem admira a arquitetura moderna. O design do complexo é de cair o queixo. Além de carros e motos em exposição, o BMW Welt tem loja oficial da marca, além de restaurante, lanchonete e muito mais.

Para informações sobre horários de funcionamento e preços de ingressos, acesse o site do BMW Welt.

 

Legoland

Foto: Legoland / Divulgação

Essa dica é para quem curte parques temáticos e está disposto a pegar uma estrada. A Lego (sim, a fábrica dos brinquedinhos de montar) tem nove parques em todo o mundo. Um deles está em Günzburg, a 130 quilômetros de Munique. A filial alemã é feita com 56 milhões de peças de Lego. E uma das partes mais legais é a Mini Land, com réplicas de pontos turísticos da Alemanha montadas com os famosos bloquinhos.

Para informações bem completinhas, acesse o site da Legoland Deutschland.

 

Outros passeios

Munique, Castelo de Neuchwastein

Castelo de Neuchwanstein. Foto: Vou Pra Alemanha

Há muitos outros lugares legais para ver em Munique e nos arredores. Como o Castelo de Neuchwanstein, o campo de concentração de Dachau e as cidades de Innsbruck e Salzburgo, na Áustria. A Márcia Oliveira, do blog Vou Pra Alemanha, organiza passeios para todos esses destinos e para vários roteiros dentro de Munique. Os depoimentos das pessoas que já fizeram excursões com ela são muito legais! Não deixe de conferir a lista completa dos tours organizados por ela antes de organizar sua viagem para a Alemanha!

 

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Círio de Nazaré: um guia para quem vai acompanhar pela primeira vez

Para quem nasce em Belém do Pará, é impossível desenvolver uma relação de indiferença com o Círio de Nazaré. A cidade é tão invadida por Nossa Senhora em outubro quanto…

Para quem nasce em Belém do Pará, é impossível desenvolver uma relação de indiferença com o Círio de Nazaré. A cidade é tão invadida por Nossa Senhora em outubro quanto por Papai Noel em dezembro. A publicidade local ganha peças especiais para a época. Os parentes que moram longe desembarcam quase todos na mesma semana. Quem é de rezar tem uma quinzena inteira para dedicar à devoção. Quem não é de rezar tem uma grande dose de confraternização, comida e algumas festas. Ou então se limita a reclamar do trânsito, que realmente fica insuportável.

É o maior evento de Belém, que leva mais de um milhão de pessoas às ruas da cidade, entre moradores e visitantes. E no meio dessa multidão, tem gente de vários perfis. De turistas que gastam uma nota para ver o Círio da varanda de um hotel cinco estrelas até peregrinos de cidades vizinhas que vêm a pé. Tem gente que vem de longe para expressar sua fé. E tem gente que vai contemplar a fé alheia. Os promesseiros do Círio de Nazaré atraem tantos olhares e suspiros quando a própria padroeira dos paraenses.

Minha relação com o Círio de Nazaré começou como a de quase qualquer belenense. Quando eu era muito pequeno, meus pais não costumavam me levar para a procissão por causa do sufoco e da aglomeração. Quando eu tinha 10, 11 anos, comecei a acompanha-los. Aos 19, já na faculdade de jornalismo, o Círio virou sinônimo de trabalho para mim. E muito! Jornalista que folga no Círio é tão raro quanto a neve em Belém.

Trabalhar no Círio de Nazaré distanciou um pouco a minha visão do lado espiritual da coisa. Mas ajudou a compreender questões mais práticas e objetivas do evento. Talvez tenha mesclado a minha vivência de nativo com um olhar de visitante. E acho que é uma mistura interessante para falar do Círio num blog de viagens.

Decidi escrever este post não com o objetivo de ser a principal fonte de informações históricas sobre o Círio. E sim pensando no viajante que pretende acompanhar a festividade pela primeira vez. Sei que chegar a Belém na segunda semana de outubro sem referência nenhuma deve deixar os romeiros estreantes meio baratinados. Espero que este artigo possa ajudar a facilitar a vida (e o planejamento da viagem) dessas pessoas!

 

Um pouco de história

Círio de Nazaré, Basílica Santuário

A Basílica Santuário de Nazaré. Foto: Sidney Oliveira – Agência Pará

A devoção a Nossa Senhora de Nazaré no Pará tem origem numa lenda do início do século 18. Um pescador chamado Plácido encontrou uma imagem da santa às margens de um igarapé, palavra amazônica para riacho. Ele levou a imagem para casa. Mas, no dia seguinte, ela sumiu e reapareceu no mesmo local onde havia sido encontrada. A história se repetiu outras duas vezes até Plácido entender a mensagem: a santa queria permanecer naquele lugar.

O igarapé Murutucu, onde a imagem foi encontrada, acabou recebendo uma pequena capela para sediar a adoração a Nossa Senhora. A primeira procissão foi realizada em 1793. De lá para cá, o número de fiéis se multiplicou exponencialmente. A romaria se transformou em uma das maiores do mundo e a capelinha à beira do riacho virou a hoje imponente Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré.

Para conhecer um pouco mais sobre a história do Círio de Nazaré, acesse o site oficial do evento.

Quando acontece o Círio de Nazaré?

Círio de Nazaré, promesseira

Sempre há promesseiros que fazem o percurso do Círio de joelhos. Foto: Sidney Oliveira – Agência Pará

Os primeiros Círios foram realizados em dezembro. Mas, desde 1901, a procissão ganhou a data fixa que tem até hoje: o segundo domingo de outubro. Essa não foi a única mudança em mais de 200 anos de história. Nas primeiras edições, a romaria saía à tarde. Hoje, a saída é às 6 da manhã. As alterações provavelmente foram para fugir do clima chuvoso de Belém, já que dezembro é um mês mais úmido e as chuvas são tradicionalmente vespertinas.

Há muito tempo o Círio de Nazaré não é apenas a procissão do domingo. Ao longo do século 20, foram criadas várias outras romarias para engordar a programação. A santinha viaja por terra e água para alcançar mais fiéis e percorre 140 quilômetros em doze procissões somadas. No total, entre eventos e romarias, a festa da padroeira dos paraenses dura vinte dias.

Para facilitar o seu planejamento, vamos organizar os eventos pelas datas em que são realizados. Usamos o calendário de 2017 como base, mas o post será editado nos anos seguintes com as datas atualizadas.

Antes do fim de semana do Círio

Círio de Nazaré, abertura oficial

Abertura do Círio de Nazaré. Foto: Mácio Ferreira (Agência Pará)

Na terça-feira que antecede a grande procissão, é realizada a abertura oficial do Círio. Em 2017, ela cai no dia 3 de outubro. É uma missa solene na Basílica Santuário, com a presença da diretoria da festa, da arquidiocese de Belém e de autoridades da cidade. Começa às 18h.

Mas o primeiro evento cercado de expectativa dos fiéis acontece na quinta-feira (em 2017, 5 de outubro): a missa de apresentação do manto, também na Basílica Santuário. A cada ano, o manto que cobre a imagem de Nossa Senhora em todas as romarias é diferente. A confecção é mantida sob sigilo absoluto pela diretoria da festa até o dia do evento, que começa às 18h. Não são eventos para pautar a data da sua chegada. Só se você já estiver na cidade e for muito devoto.

Apresentação do manto de Nossa Senhora. Foto: Divulgação / Fundação Nazaré

 

Sexta-feira, 06/10/2017

Círio de Nazaré, Traslado

As ruas movimentadas no dia do Traslado. Foto: Sidney Oliveira – Agência Pará

Traslado

A antevéspera do Círio de Nazaré é o dia da primeira das doze romarias, o Traslado. Ela sai às 7 da manhã e é a mais longa de todas. O percurso tem 52 quilômetros e vai da Basílica Santuário, em Belém, até a Igreja de Matriz de Ananindeua, município vizinho à capital paraense. A imagem de Nossa Senhora é colocada sobre um carro da Polícia Rodoviária Federal. O roteiro passa por vários bairros de Belém, Ananindeua e Marituba (outra cidade da região metropolitana). No caminho, o comboio faz algumas paradas para homenagens em frente a prédios de órgãos públicos e hospitais.

 

Auto do Círio

À noite, o centro histórico de Belém é ocupado por um dos eventos mais tradicionais da programação extraoficial da festividade. O Auto do Círio é um cortejo organizado há mais de duas décadas pela UFPA, por meio da Escola de Teatro e Dança. Pelas ruas da Cidade Velha, artistas profissionais e amadores encenam um espetáculo que celebra a cultura e a história de Belém e do Círio.

Círio de Nazaré, Auto do Círio

Auto do Círio. Foto: Cristino Martins – Agência Pará

 

Festival Lambateria

Você pode aproveitar a ida à Cidade Velha para curtir uma noite de música paraense no Festival Lambateria. A Lambateria é uma festa (da qual já falamos no post sobre dicas de Belém) em que toca guitarrada, carimbó, tecnobrega e outros ritmos tradicionais e modernos da Amazônia. A escalação do festival está imperdível e tem como principais atrações Dona Onete, Pinduca, Combo Cordeiro e Félix Robatto. Outras informações você pode encontrar na página do evento no Facebook.

 

 

O que vale a pena?

O Traslado não vale a pena. Como a romaria é conduzida por um carro e há várias interdições no trânsito no caminho, é praticamente impossível seguir o comboio. Mas, se você quer colocar esta romaria no currículo, o melhor é ver a saída nos arredores da Basílica ou escolher um ponto de passagem. Minha sugestão: o Hospital Ophir Loyola, na avenida Magalhães Barata. Não é longe do centro de Belém e é uma parada tradicional da procissão.

Já o Auto do Círio vale demais. Tanto pela manifestação artística quanto para conhecer o bairro mais antigo de Belém. O Auto do Círio geralmente tem “estações” em frente a alguns dos lugares mais bonitos da Cidade Velha, como a Catedral e a Igreja de Santo Alexandre.

Sábado, 07/10/2017

Círio de Nazaré, Romaria Rodoviária

Fiéis à espera da Romaria Rodoviária. Foto: Sidney Oliveira – Agência Pará

O dia mais importante da programação do Círio de Nazaré é o domingo. Mas o mais movimentado é o sábado. São quatro romarias, começando nas primeiras horas da manhã e terminando já no início da madrugada de domingo.

Romaria Rodoviária

O dia começa com a Romaria Rodoviária, que sai às 5h30 da Igreja Matriz de Ananindeua, onde a imagem de Nossa Senhora pernoitou na véspera. Esta romaria é realizada desde 1989 no sábado anterior e foi criada para atender a um pedido do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga. São 24 quilômetros de percurso pelas rodovias BR-316 e Augusto Montenegro até o trapiche de Icoaraci, onde começa o segundo evento do dia.

Romaria Fluvial

A Romaria Rodoviária termina onde a Romaria Fluvial começa. Depois de uma missa no trapiche, a imagem embarca numa corveta da Marinha. A saída costuma ser por volta de 9 da manhã. É um dos eventos mais bonitos de toda a festividade. A padroeira é seguida por embarcações de diversos tamanhos e padrões, desde lanchas turísticas até barcos simples de madeira. A romaria tem um percurso de 10 milhas náuticas (o equivalente a 18,5 quilômetros) e costuma durar 2h30. A chegada é na escadinha do Cais do Porto, no centro de Belém.

Círio de Nazaré, Romaria Fluvial

Romaria Fluvial. Foto: Carlos Sodré – Agência Pará

Moto Romaria

No final da Romaria Fluvial, a festa se divide em duas. A imagem de Nossa Senhora segue para a terceira procissão do dia: a Moto Romaria. Milhares de motociclistas acompanham a santa num trajeto de 2,5 quilômetros até o Colégio Gentil Bittencourt, na avenida Magalhães Barata. Geralmente, esta romaria dura em torno de uma hora.

Moto Romaria. Foto: Sidney Oliveira – Agência Pará

Arrastão do Círio

Quem não está de moto pode participar de outra programação que começa bem perto, em frente à Praça dos Estivadores: o Arrastão do Círio. É um evento organizado pelo Instituto Arraial do Pavulagem, um dos principais difusores da cultura popular no Pará. É um cortejo embalado por tambores, danças e cantos em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré.

Círio de Nazaré, Arrastão do Pavulagem

Arrastão do Círio. Foto: Dah Passos – Instituto Arraial do Pavulagem

Trasladação

No final da tarde, começa a segunda procissão mais importante da programação do Círio de Nazaré: a Trasladação. Ela tem um trajeto quase igual à da grande romaria do domingo, mas no sentido contrário. Sai do Colégio Gentil Bittencourt em direção à Catedral Metropolitana. Como é uma caminhada noturna, geralmente é embelezada pelas velas que muitos fiéis levam. A iluminação da berlinda que leva a santa também é um dos pontos altos. O percurso tem 3,7 quilômetros, mas a duração é menos previsível. Costuma terminar por volta da meia-noite.

Círio de Nazaré, Trasladação

Trasladação. Foto: Thiago Gomes – Agência Pará

Festa da Chiquita

Pensa que acabou? A noite do sábado para o domingo tem um evento que costuma fazer os católicos mais tradicionalistas torcerem o nariz. A Festa da Chiquita é um evento organizado pela comunidade LGBT de Belém e é realizada no Bar do Parque, em frente ao Theatro da Paz. Assim que a Trasladação passa em frente ao bar, a festa começa e costuma entrar pela madrugada. Nos últimos anos, a Festa da Chiquita sempre foi uma incógnita até a última hora. Sem o apoio da diretoria do Círio e das últimas gestões da prefeitura, ela foi marginalizada. Até o fechamento deste texto, não havia uma confirmação sobre a realização em 2017.

A Festa da Chiquita foi tema de um documentário lançado há alguns anos. O nome do filme é “As Filhas da Chiquita” e está disponível na íntegra no Vimeo. Aqui, um trechinho para você ter uma noção do que rola no Bar do Parque depois que a santa passa.

O que vale a pena num dia tão movimentado?

Eu recomendo fortemente a Romaria Fluvial. Ela é muito simbólica dentro da programação, dado o significado dos rios para a região amazônica. Algumas agências de turismo preparam embarcações para acompanhar a romaria. O barco da Valeverde Turismo é um dos mais tradicionais. Oferece bebidas quentes e água, tem venda de lanche a bordo, música ao vivo e show folclórico.

Se o passeio de barco não tiver tirado toda a sua energia, passe algumas horas no Arrastão do Pavulagem. É uma lindíssima manifestação artística, além de ser um ponto de encontro de gente descolada.

A Trasladação também vale muito a pena. Se você quiser acompanhar caminhando, chegue ao Colégio Gentil Bittencourt pelo menos uma hora antes da procissão. Veja a saída da santa e siga andando na frente da romaria até onde seu fôlego permitir. Se quiser ver tudo sentadinho, o melhor custo/benefício é comprar um ingresso para as arquibancadas montadas na avenida Presidente Vargas. Para a Trasladação, o preço é R$ 35. A venda é pela internet.

A Festa da Chiquita é divertida, mas tem uma aglomeração que permite pequenos furtos. Se você for conservador a ponto de se incomodar com a celebração da diversidade num evento católico, melhor não ir. Mas se você estiver no espírito, não perca. Só tenha as mesmas preocupações que você teria num evento de carnaval de rua. Ah, e não perca a hora para o dia seguinte!

 

Domingo, 08/10/2017

Círio de Nazaré, berlinda

Foto: Thiago Gomes – Agência Pará

É o grande dia da festividade. O Círio de Nazaré propriamente dito. A movimentação começa ainda de madrugada, antes mesmo do sol nascer. Os promesseiros que querem acompanhar a procissão na corda (vamos falar dela mais adiante) passam a madrugada no Boulevard Castilhos França. Mas o início do dia para valer é às 5h, com a missa na Catedral Metropolitana. A missa termina e o Círio começa. A berlinda que leva a imagem da padroeira sai da Praça Frei Caetano Brandão, em frente à Catedral, e começa um percurso de 3,6 quilômetros.

Em frente à Praça do Pescador, no Boulevard Castilhos França, acontece um dos momentos mais emocionantes do Círio de Nazaré. É quando a corda, um dos símbolos mais especiais da festa, é atrelada à berlinda. A corda tem 800 metros de comprimento, dividido em dois pedaços de 400. Cada centímetro é disputado à exaustão pelos promesseiros, que se espremem para pedir ou agradecer alguma realização atribuída à fé na padroeira.

Círio de Nazaré, corda

No meio dos promesseiros da corda, nem se vê a corda. Foto: Alessandra Serrão – Agência Pará

Na frente da corda e da berlinda, vão outros elementos importantes na simbologia do Círio de Nazaré. Treze carros de promessas começam o percurso um pouco mais adiante, na avenida Presidente Vargas. Alguns deles recebem os ex-votos, que são objetos representando os pedidos ou as graças alcançadas. Os mais comuns: velas, partes do corpo esculpidas em cera (para pedidos relacionados a saúde), tijolos e miniaturas de barcos e casas. Outros carros levam crianças vestidas de anjos, geralmente pagando promessas feitas pelos pais.

Foto: Thiago Gomes – Agência Pará

Tem gente que acompanha o Círio caminhando. Tem gente que fica à espera da passagem da procissão em algum ponto do percurso. Edifícios, hotéis, arquibancadas são locais em que se tem conforto e segurança. Quem prefere não pagar (ou não pode), fica na rua mesmo. Não é a melhor escolha para quem tem mais idade ou alguma dificuldade de locomoção.

Quanto tempo dura?

A duração da romaria é uma controvérsia entre os fiéis. Já houve um Círio de Nazaré que durou dez horas. Foi o de 2004, que chegou ao ponto final (a Praça Santuário) às 16h. E já houve outros que chegaram antes do meio-dia. Tem quem prefira que o Círio seja mais rápido, para que as famílias possam aproveitar o tradicional almoço e o restante do domingo. Tem quem ache que uma procissão mais longa é um sacrifício que vale a pena, para não se ver a santinha passando “a jato” diante dos olhos.

Dicas para acompanhar

Círio de Nazaré

A Praça do Relógio, em frente à chamada “pedra do peixe” no Ver-o-Peso. Foto: Mácio Ferreira – Agência Pará

O esquema que aprendi com meus pais para acompanhar o Círio a pé é o seguinte. Chegar por volta de 5h30 da manhã à Praça do Relógio, que fica nos primeiros metros do percurso. De lá, ver a passagem da berlinda e então cortar caminho por dentro do bairro do Comércio. Assim, chega-se à avenida Presidente Vargas bem à frente da procissão, sem muito sufoco. Meus pais costumam fazer o atalho pela rua João Alfredo ou Treze de Maio. Mas qualquer rua da região estará muito movimentada no domingo do Círio.

Corda

Se você quiser encarar a corda, vá com a preparação de uma corrida de longa distância. O aperto é grande e o calor, insuportável. Chegue cedo, no máximo às 3 da manhã, ao Boulevard Castilhos França. Vá de chinelos, sabendo que vai precisar descartá-los. É proibido acompanhar a corda calçado. Deixe em casa também acessórios que possam machucar, como anéis, relógios e brincos. Alguns promesseiros da corda levam acompanhantes para dar alguma assistência em caso de necessidade. Muita gente desmaia no percurso. Mas há uma grande quantidade de voluntários da Cruz Vermelha trabalhando no atendimento médico ao longo da procissão.

Segurança

É uma festa religiosa, mas os descuidistas não tiram folga. Portanto, cuidado com objetos de valor. Deixe a carteira em casa. Leve dinheiro trocado e um documento apenas.

Arquibancadas

Para quem preferir comodidade, as arquibancadas oficiais na avenida Presidente Vargas custam R$ 70 e estão à venda neste site.

Hotéis

Se seu orçamento estiver bem mais folgado, hospede-se em um hotel no percurso do Círio de Nazaré. Dois dos mais tradicionais de Belém estão no caminho. O Princesa Louçã (antigo Hilton) na avenida Presidente Vargas e o Grand Mercure (antigo Crowne Plaza) na avenida Nazaré. Eles geralmente fecham pacotes com muita antecedência para o Círio, mesmo cobrando os olhos da cara.

Transporte público

Funciona normalmente e ganha reforço durante o fim de semana do Círio, inclusive de madrugada. Os ônibus que passam perto do percurso geralmente circulam com uma placa “Círio de Nazaré” no vidro dianteiro.

 

Almoço do Círio

Círio de Nazaré, maniçoba

A famosa maniçoba. Foto: Cristino Martins – Agência Pará

Muitos restaurantes fecham no domingo do Círio de Nazaré. É o caso de alguns dos mais tradicionais e conceituados da cidade. O Remanso do Bosque, do badalado chef Thiago Castanho, fecha no domingo, mas abre normalmente para almoço e jantar na segunda-feira. O Lá Em Casa, com mais de 40 anos de tradição, também fecha, assim como todos os outros restaurantes da Estação das Docas. Mas abre no sábado desde cedo, aproveitando a chegada da Romaria Fluvial, inclusive servindo café da manhã.

O Avenida é uma das melhores pedidas. Não só pela tradição, mas pela localização. Ele fica a poucos metros da Praça Santuário. A procissão do Círio passa bem em frente. Para 2017, as reservas abriram em 1º de setembro. E, dependendo do dia em que você ler este post, é possível que não haja mais vagas.

O restaurante do Hotel Mercure (sobre o qual já falamos alguns parágrafos acima) tem um pacote para não-hóspedes. Tem almoço com água, refrigerante e sobremesa inclusos. A programação também tem uma missa no hotel. O valor é um pouco salgado: R$ 350 por pessoa. Mas, se você tiver esse dinheiro sobrando, a comodidade e a localização compensam. As reservas podem ser feitas pelo telefone (91) 3202.2100.

Fora do circuito da procissão, existem boas opções. O Manjar das Garças fica dentro do parque Mangal das Garças. O Spazzio Verdi fica a um quarteirão da Praça Santuário e pode ser uma solução próxima. E o Avuado, que já indicamos no post com as dicas de Belém, também abrirá normalmente. É um bom lugar para comer peixes de rio e frutos do mar.

O prato mais típico nesta celebração é a maniçoba, que, numa tentativa simplória de explicar, é uma espécie de feijoada amazônica. É um cozido de partes menos nobres do porco. Mas, no lugar do feijão, entra a maniva, que é a folha da mandioca brava. Ela precisa passar uma semana fervendo para perder uma toxina natural que possui. Visualmente, o prato não é bonito, mas é muito saboroso.

 

Depois da grande procissão

Foto: Sidney Oliveira – Agência Pará

Quando a romaria do domingo termina, a programação do Círio de Nazaré arrefece um pouco. Todas as manhãs, às 5h30, fiéis celebram o Terço da Alvorada no entorno da Basílica Santuário. Eles se revezam em orações e conduzem uma réplica da imagem da padroeira. À noite, também na área próxima à Basílica, há duas pedidas. O Círio Musical, programação de shows católicos gratuitos na Praça Santuário; e o Arraial de Nazaré, no parque de diversões ao lado da Praça.

Últimas romarias

Mas lembra que eu falei que eram doze romarias? Até agora, falei apenas de seis. No sábado seguinte ao Círio (em 2017, 14 de outubro), são realizadas duas. A primeira é a Cicloromaria, dedicada aos ciclistas. A segunda é a Romaria da Juventude, organizada pelos jovens das paróquias e comunidades da Arquidiocese de Belém.

O dia seguinte (em 2017, 15 de outubro), tem a Romaria das Crianças, com um percurso na medida para que as famílias com filhos pequenos possam celebrar sem sufoco.

No último sábado da festividade (em 2017, 21 de outubro), tem a Romaria dos Corredores. São 7 quilômetros em que a imagem de Nossa Senhora é conduzida numa velocidade para ser acompanhada numa corrida leve.

No domingo seguinte (em 2017, 22 de outubro), tem a Procissão da Festa. É uma romaria dedicada aos membros da diretoria da festa e às comunidades da paróquia de Nazaré. Pra fechar o calendário, tem ainda a missa de encerramento às 19h30 na Basílica Santuário e o Espetáculo Pirotécnico. Este é um momento bastante aguardado e pode ser visto de longe, de vários bairros de Belém. Ele começa às 21h na Praça Santuário.

O que vale a pena acompanhar?

Se sua estadia em Belém para o Círio for mais longa, vale você arrumar uma bicicleta e seguir a Cicloromaria. Ela sai às 8h da Praça Santuário. Tem um percurso de 14 quilômetros por alguns bairros do centro de Belém, até voltar ao local de partida Se você viaja com filhos pequenos, a Romaria das Crianças também é uma boa pedida. A saída e a chegada são na Praça Santuário. O Espetáculo Pirotécnico é bonito, mas a movimentação na Praça Santuário é muito grande. Além disso, é muito comum o relato de pequenos furtos na multidão. Pense duas vezes antes de decidir acompanhar tão de perto.

O que mais fazer em Belém?

Foto: Facebook/Estação das Docas

Estação das Docas. Foto: OS Pará 2000

Além dos passeios clássicos que você já deve ter visto por aí, a gente tem algumas indicações mais “outsiders”. Falamos sobre elas neste post com o guia de Belém que os guias não contam. Mas para não dizer que ignoramos as tradições, sugerimos também a Estação das Docas, sua vista e seus sabores imperdíveis!

O Círio de Nazaré é uma boa época para comprar artesanato em Belém. Duas feiras são tradicionais nesta época. A Feira do Artesanato do Círio, organizada pelo Sebrae na Praça Waldemar Henrique; e a Feira do Miriti, realizada pela cooperativa dos artesãos de Abaetetuba (cidade a 121 quilômetros de Belém), na Praça Dom Pedro II. A primeira é mais completa, com mais tipos e estilos de artesanato. A segunda é focada no miriti, uma palmeira cujo tronco é conhecido como “isopor amazônico”. Abaetetuba é o principal pólo de produção de arte em miriti. São feitas esculturas de todo tipo. Mas o carro-chefe são os brinquedos de miriti, que fazem parte das tradições do Círio.

Mapa do Círio de Nazaré

Aqui você vai encontrar todos os locais citados no texto para que você tenha em conta as distâncias de Belém.

 

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Como ler os guias Lonely Planet de graça (ou quase)

Não é preciso ter o passaporte mais carimbado da paróquia para saber o tamanho da grife Lonely Planet para os viajantes. Já são mais de 40 anos ajudando gente como…

Não é preciso ter o passaporte mais carimbado da paróquia para saber o tamanho da grife Lonely Planet para os viajantes. Já são mais de 40 anos ajudando gente como você e eu a planejar viagens e a montar roteiros de férias. Seja com livros, guias de conversação, mapas, aplicativos, revistas e uma penca de produtos repletos de informação.

E como você reagiria se eu dissesse que é possível ter acesso a uma infinidade de livros da Lonely Planet de graça na internet? Alguns deles estão disponíveis absolutamente sem custos. Outros estão acessíveis por um pequeno valor em um serviço de assinatura mensal. Com um terço do preço de um guia, você pode ter acesso a centenas deles.

O mapa da mina está na loja brasileira da Amazon. Ela oferece um serviço chamado Kindle Unlimited, que é uma espécie de Netflix de livros. Você paga R$ 19,90 por mês e tem acesso livre a centenas de milhares de livros. Para fazer a assinatura, não é preciso ter um Kindle, o leitor de e-books fabricado pela própria Amazon. O Kindle tem aplicativos para tablets e smartphones. E também dá para ler os livros no seu desktop, caso isso seja cômodo para você.

Não são tooooodos os livros à venda na Amazon que estão disponíveis para os assinantes do serviço. E os títulos em português estão longe de ser a maioria. Mas para os leitores compulsivos, há material para anos e anos de leitura. E para os viajantes como nós, há uma fonte quase inesgotável de informação para planejar viagens rumo a centenas de destinos.

A Lonely Planet, por exemplo, coloca à disposição no Kindle Unlimited uma penca dos guias clássicos, aqueles completinhos sobre um destino específico. Tem volumes dedicados a países inteiros (do Peru ao Butão), regiões turísticas (Provence, Côte d’Azur, Toscana, Costa Amalfitana) e cidades (Madrid e Berlim, por exemplo).

Além destes, há séries de guias mais específicos ou temáticos da Lonely Planet. O “Road Trips” destaca destinos para pisar fundo pelas estradas. O “Pocket” e o “Discover” reúnem de forma compacta as melhores dicas sobre algumas grandes cidades.  As séries “Classic Trips” e “Best Trips” listam sugestões de roteiros para otimizar a sua viagem. “On a Shoestring” foca em dicas para viajantes econômicos. E por aí vai: sempre vai haver um produto com o seu perfil.

Há também alguns volumes que são gratuitos até mesmo para quem não tem a assinatura Kindle Unlimited. Entre eles, alguns golaços da Lonely Planet como a série “Accessible”, que dá dicas de grandes cidades para os viajantes que possuem necessidades especiais.  Também custam zero reais alguns exemplares como o “Secret Europe” e “Um Mundo de Novidades”, que listam destinos de forma mais genérica.

Com tanto material em mãos, você não precisa comprar os guias só depois de decidir o seu roteiro. É possível fazer uma boa pesquisa de destinos lendo todos os livros que você conseguir. O grande porém: a maioria dos títulos gratuitos (ou quase gratuitos) da Lonely Planet é em inglês. Há poucas exceções. Mas, em geral, você vai precisar de uma afinidade ainda que pequena com o idioma para poder absorver as informações dos guias.

 

Abaixo a gente lista alguns dos guias mais instigantes da Lonely Planet à disposição na Amazon brasileira:

 

Tibete

Foto: gaoxuyu/Pixabay

O território autônomo aos pés dos Himalaias é o sonho de muitos viajantes. Chegar até lá é difícil. Exige muito planejamento, algum dinheiro e um bocado de paciência com burocracias. Talvez por isso, seja difícil encontrar material de qualidade sobre este destino. O guia do Tibete da Lonely Planet (em inglês) tem 352 páginas e já ajuda a começar essa viagem dos sonhos. É gratuito para assinantes Kindle Unlimited.

 

 

Best Trips e Road Trips

Sugestões de escapadas de dois dias a aventuras de duas semanas. Mapas rodoviários, sugestões de itinerários e planejamento, além das famosas “insider tips” para agir como um local e evitar roubadas pela estrada afora. Entre os volumes dessas séries que estão disponíveis de graça para assinantes Kindle Unlimited, estão: França, Califórnia, San Francisco Bay, Costa Amalfitana e Rota 66. Tudo em inglês.

 

 

Antártida

Foto: MemoryCatcher/Pixabay

Que tal fazer turismo no continente gelado? A Lonely Planet foi lá e publicou um guia sobre o que fazer por lá. Ver pinguins, fazer cruzeiros por canais, se embrenhar rumo ao Polo Sul e avistar gigantescos icebergs. O guia da Antártida da Lonely Planet tem 224 páginas, está em inglês e é gratuito para assinantes Kindle Unlimited.

 

Transiberiana

Foto: 797329/Pixabay

Outra viagem fascinante, pois se trata de uma das ferrovias mais extensas do mundo. São quase 10 mil quilômetros entre a Rússia europeia e o extremo oriente do país, com conexões para a Mongólia, a China e o Mar do Japão. A viagem percorre oito fusos horários e leva vários dias para ser concluída. Essa é para os fortes! O guia da Ferrovia Transiberiana em inglês está disponível de graça para os assinantes Kindle Unlimited.

 

Rio Acessível

Este guia foi lançado para os Jogos Paralímpicos de 2016, mas continua merecendo atenção. São 64 páginas com dicas de acessibilidade no Rio de Janeiro. Portadores de necessidades especiais vão poder aproveitar a vida noturna, os pontos turísticos e as praias sem barreiras. O livro está em português e é grátis até mesmo para quem não é assinante Kindle Unlimited.

 

Viagens gastronômicas

Levanta a mão quem se acaba de comer quando sai de férias! A gastronomia é uma maravilhosa forma de viajar pelo mundo. E quanto mais você está aberto para novos sabores, mais descobertas você vai ter. A Lonely Planet tem uma subeditora dedicada a livros com roteiros gastronômicos. Entre eles, um guia para “as melhores comidas de rua do mundo”, outro para “as melhores comidas apimentadas” e uma série chamada “From The Source”, com cozinheiros locais dando receitas das cozinhas do Japão, Espanha, Itália e Tailândia.

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7 erros que cometi em viagens (e espero que você não repita)

Cada viagem é um novo capítulo na grade curricular de aprendizados possíveis da sua vida. Assim como na escola, existem aquelas matérias em que a gente sente mais dificuldade. Você…

Cada viagem é um novo capítulo na grade curricular de aprendizados possíveis da sua vida. Assim como na escola, existem aquelas matérias em que a gente sente mais dificuldade. Você não precisa ser um aluno brilhante, e sim apenas passar. Nem que seja depois de ficar de recuperação ou de reprovar uma ou outra vez. Com uma diferença crucial: os erros que você comete quando viaja não vão para um boletim.

É natural que a gente cometa erros nas nossas viagens. O planejamento da logística pode dar errado. O dinheiro pode acabar antes das férias. Ou aquela atração que parecia imperdível pode se revelar uma grande roubada. Logo que a gente erra, tem vontade de se submeter ao tribunal mais cruel que existe: o da nossa culpa. Mas, depois que o sangue esfria, tudo vira lição e até anedota.

Faço pelo menos uma viagem internacional por ano desde 2007 e confesso a vocês: já passei muitos perrengues nessas andanças por aí. Alguns não foram culpa minha, como o buraco em que caí até o joelho numa calçada de Assunção em 2009. Outros foram bem evitáveis, como o voo com quatro paradas entre Miami e o Recife na volta das férias de 2013. Todos esses erros me ajudaram a planejar melhor as viagens seguintes. Pode ser que ajudem nas suas também.

Compartilho com vocês, então, as minhas piores notas vermelhas em mais de uma década como viajante:

Erro #1 – Marcar voos para o início da manhã

Foto: Pixabay

Esse erro eu cometi na viagem para a Europa em 2017. Nosso voo de volta para o Brasil começava em Turim às 6h45 da manhã. O transporte público para o aeroporto não funciona 24h na cidade. Portanto, para chegar ao aeroporto na antecedência padrão do check-in, pedimos um táxi para as 3h30 da madrugada. Noite mal dormida e uma longa espera para voar foram apenas o início de uma péssima jornada de retorno pra casa.

Por mais que sejam trechos domésticos e o check-in não demande tanta antecedência, pegar um voo no início da manhã exige acordar muito cedo. Isso porque a maioria dos aeroportos das grandes cidades fica em regiões afastadas. Ou seja, contando com o deslocamento e dependendo da cidade onde você está, um voo às 8h pode demandar que você saia do hotel (ou apartamento) às 5h.

Tem quem já tenha o costume de acordar a esta hora normalmente. Mas sempre é bom lembrar: estamos falando de pessoas de férias. Prezar por mais horas de sono não é crime.

Outro problema relacionado a este erro é o horário de entrada nos hotéis e apartamentos. A regra universal é que o check-in seja no meio do dia, entre 12h e 14h. Chegar pela manhã no destino significa que existe uma grande chance de você precisar fazer hora na rua antes de ocupar sua hospedagem. Se a noite anterior foi de pouco sono, a combinação é terrível.

O que fazer?

Quando tiver voos curtos (de até 2 horas) para fazer na sua viagem, verifique a possibilidade de fazê-los o mais perto possível do meio-dia. Você tem tempo suficiente para tomar café da manhã, ir sem pressa para o aeroporto e não precisar matar hora antes de fazer o check-in no hotel. E o melhor: sem madrugar.

 

Erro # 2 –  Voos chegando de madrugada

Foto: Danilo Bueno – Pixabay

Vacilo cometido na chegada ao Marrocos em abril de 2016. Depois de 3h30 de espera pela conexão no aeroporto de Casablanca, pegamos um voo rumo a Fez e desembarcamos pouco depois de 1 da manhã. Tínhamos um transfer reservado, mas nossa hospedagem ficava na medina. Quem já foi ao Marrocos sabe que qualquer medina é um lugar dificílimo de se localizar, ainda mais de madrugada.

Imagine a combinação: viagem cansativa + destino onde a comunicação não é das mais fáceis. Não recomendo…

A não ser que você esteja no último voo de volta para casa, chegar de madrugada bagunça o relógio biológico. O dia seguinte fatalmente terá uma dose extra de cansaço. Além disso, existe o fator deslocamento. Nem todas as cidades têm transporte 24 horas saindo ou chegando ao aeroporto. Você vai depender de táxi, que nunca é exatamente econômico e ainda pode lhe deixar na mão de um motorista desorientado ou mal intencionado.

O que fazer?

Se um voo chegando de madrugada for inevitável no seu roteiro, estude bem o transporte na sua cidade de destino. Há trens, metrôs ou ônibus saindo do aeroporto? Se não houver, pesquise a distância até a sua hospedagem e use sites como o Rome 2 Rio para calcular o preço de uma corrida de táxi. Outra opção é verificar se o aeroporto oferece o serviço de transfers regulares, como vans compartilhadas. Seja qual for a solução, não marque nenhuma programação para muito cedo no dia seguinte.

 

Erro # 3 – Mala muito grande

Foto: BeKuFu – Morguefile

Na época da viagem que fiz para os Estados Unidos em 2013, eu tinha malas que eram ou pequenas demais ou grandes demais para 19 dias. Imaginando que ia fazer algumas compras, acabei levando a mala grande. Ela acabou se enchendo de presentes, lembranças e cacarecos. Naturalmente, ficou pesada demais e difícil para ser levada numa viagem solitária e econômica. Ainda teve uma alça e uma rodinha quebradas nos voos no meio do roteiro.

Malas grandes são armadilhas. Por mais que você saia de viagem levando pouca bagagem, elas sempre vão fazer você acreditar que uma nova compra não vai fazer tanta diferença no peso. De repente, o que era um objeto carregável se transforma numa bigorna impossível de transportar.

Particularmente, só recomendo malas grandes para quem está mudando de cidade ou fazendo viagens de compras. Neste segundo caso, é bom planejar a logística de transporte em função de bagagem muito volumosa. Alugar um carro, por exemplo, é fundamental.

O que fazer?

O melhor é se reeducar para levar o mínimo possível de bagagem. Já tratamos do assunto neste post sobre viajar leve. As vantagens são muitas: desde economizar usando transporte público até dificultar a cilada de fazer compras desnecessárias.

 

Erro # 4 – Compras no meio da viagem

Foto: Goodward – Pixabay

Mais um erro que cometi na viagem para os Estados Unidos. Eu havia levado todo o dinheiro das férias num cartão pré-pago. Encontrava lojas de discos e eletrônicos legais a cada parada e ia pagando no Travel Money sem nem sentir. Quando fui ver o saldo na metade da viagem, só me restavam cerca de 20% dos dólares que havia comprado no Brasil. A reta final acabou sendo de cintos apertados e gastos não planejados no cartão de crédito.

Ter vontade de comprar não deve ser motivo para se sentir o maior consumista do planeta. Afinal de contas, quando a gente viaja, sempre vê prateleiras repletas de coisas que a gente acha que nunca mais vai encontrar na vida. Mas, a não ser que você viaje com recursos ilimitados, três dígitos numa compra significam abrir mão de algumas ótimas refeições ou de belos passeios.

O que fazer?

Se você viaja com um objetivo de compra em mente (uma câmera, um celular, um perfume), embarque com o dinheiro dessa compra separado. Finja que esse valor não existe até encontrar o seu objeto de desejo. Caso você não tenha nenhum sonho de consumo desse tipo, não se esbalde nas lembrancinhas nos primeiros dias. Deixe as compras para o final.

 

Erro # 5 – Não ler a política de cancelamento e remarcação das passagens

Foto: Torsten Dettlaf – Pexels

Quando viajamos para a Europa em fevereiro de 2017, a Janaína estava grávida de três meses da nossa filha Olívia. No dia da viagem, ela acordou com um sangramento que nos deixou apavorados. Pensamos em adiar o voo e cortar uma parte dos dias da viagem. Entramos em contato com a Condor, a companhia aérea, e tivemos péssimas notícias. Nossa tarifa não permitia remarcação nem reembolso. E para qualquer consulta neste sentido, teríamos que entrar em contato com o escritório da empresa na Alemanha, com 72 horas de prazo de resposta.

Na cara e na coragem, acabamos viajando. Por sorte, tudo correu bem. Mas foi um risco que poderíamos ter evitado. Pela lei do mercado, as tarifas mais flexíveis em relação a remarcação e reembolso são mais caras. Mas, dependendo das circunstâncias, vale a pena pagar um pouco mais para evitar as possibilidades de aperreio.

O que fazer?

Não deixar de ler as letras miúdas na hora de comprar uma passagem, ainda mais se ela for cara e para o exterior. Analisar a diferença de preço entre as tarifas levando em consideração a possibilidade de cancelamento, remarcação e reembolso. Se a gente pudesse antecipar os problemas que levam a uma mudança de planos numa viagem, eles não se chamariam imprevistos.

 

Erro # 6 – Ignorar o perfil da hospedagem

Foto: quanghieu_st1 – Pixabay

Na viagem para a Colômbia, em julho de 2011, cometi um 2-hit combo de erros. Na ida de Bogotá para Cartagena, cheguei de madrugada e ainda caí numa armadilha que só piorou as coisas. Viajava sozinho e me hospedei num hostel. Mas fiz a reserva sem saber que era um hostel muito festeiro, daqueles que têm programação quase diária num espaço no terraço. Os quartos não eram muito arejados. Portanto, ou eu passava calor ou eu ouvia todo o barulho da festança. Não preciso dizer que foi uma primeira noite tenebrosa, preciso?

Todos os viajantes são diferentes entre si – e isso é ótimo. Assim como achei ruim ficar num albergue festeiro, outra pessoa poderia se sentir entediada num local silencioso. Há perfis de hospedagens tão variados quanto os perfis de turistas. E hoje em dia há informação demais na internet para evitar que se cometa o mesmo erro que eu.

O que fazer?

Em primeiro lugar, delimitar o que você espera da sua hospedagem. Quer privacidade? Conforto? Diversão sem precisar sair do lugar? Sempre vai haver uma opção para lhe contemplar. Quando souber bem o que quer, é a hora de pesquisar. E não faltam ferramentas para isso: redes sociais, Trip Advisor, Booking, blogs, etc.

 

Erro # 7 – Chegar a um lugar sem plano algum

Foto: Fxq19910504 – Pixabay

Nas férias de 2009, tomei uma decisão pela primeira, única e última vez: faria uma viagem meio sem lenço, sem documento. Ficaria numa cidade pelo tempo que me desse na telha e decidiria lá qual seria o próximo destino. Estava em Foz do Iguaçu e resolvi ir mais dentro da fronteira para conhecer Assunção. Pela internet, reservei um albergue cujo nome nunca esqueci: Black Cat Hostel. Ao chegar na capital paraguaia, peguei um táxi e, pasmem: o endereço do albergue não existia. Acabei me hospedando num hotel indicado pelo taxista e pagando tarifa balcão.

Não foi a única roubada dessa viagem. Na época, o Museu do Futebol Sul-Americano (que fica na sede da Conmebol) tinha acabado de ser inaugurado. Peguei dois ônibus num dia chuvoso até Luque, na região metropolitana de Assunção. Ao chegar lá, recebi a notícia: o museu estava fechado, pois era segunda-feira. No dia seguinte, ele também não abriria. Era feriado nacional.

Resumindo: a vontade de me libertar dos planos e roteiros bem fechados me fez perder praticamente três dias de viagem. Viajar ao léu é um talento que nem todo mundo tem. Descobri que eu não tinha. E percebi que até para a ausência de planos é preciso ter um plano. Nem que seja para colocar em prática no caso de nada dar certo.

O que fazer?

Tenha pelo menos uma lista de coisas para fazer no seu próximo destino. Não deixe para descobrir seus programas depois que chegar. Você não precisa ter uma agenda detalhada se achar que esse tipo de planejamento aprisiona. Mas tenha em mente pelo menos uma quantidade de atividades proporcional ao número de dias que você vai passar no destino.

6 comentários em 7 erros que cometi em viagens (e espero que você não repita)

Voos internacionais para a sua viagem saindo do Norte e do Nordeste

(post atualizado em 18/10/2017) Este é um post que vai falar de voos, mas começa com um exercício de imaginação. Tente visualizar a seguinte situação: em um prédio de trinta…

(post atualizado em 18/10/2017)

Este é um post que vai falar de voos, mas começa com um exercício de imaginação. Tente visualizar a seguinte situação: em um prédio de trinta andares, você mora no décimo. Num dia de sol, você decide pegar uma piscina no terraço. Só que ao entrar no elevador, em vez de ir direto para o topo, você precisa descer ao térreo antes de subir todos os trinta andares. O deslocamento, que deveria ser de vinte andares, acaba sendo de quarenta. Leva pelo menos o dobro do tempo. Isso se o elevador não parar outras vezes no meio do caminho.

A metáfora ilustra bem o que passam os moradores do Norte e do Nordeste do Brasil quando saem de férias para o exterior. Como a oferta de voos internacionais é restrita nessas regiões, quase sempre é preciso descer no mapa até Guarulhos ou Galeão e então embarcar rumo ao destino final. O resultado: mais tempo de deslocamento, mais tempo coalhando num aeroporto ou mais risco de uma viagem melar com uma conexão perdida. Isso se não acontecer tudo isso no mesmo pacote.

Felizmente, algumas companhias aéreas têm descoberto a demanda reprimida nessas regiões e têm criado rotas fora do eixo Rio-São Paulo. Já há voos saindo de capitais do Norte e do Nordeste para vários dos principais destinos turísticos dos brasileiros pelo mundão afora. De Orlando a Cabo Verde. De Milão a Bogotá. De Frankfurt ao Caribe venezuelano. Dá para chegar a todos esses lugares sem a necessidade de descer até o sudeste.

Esses voos alternativos ajudam não apenas quem mora no Norte e no Nordeste, mas também aumentam as possibilidades de combinação de roteiros para qualquer brasileiro. Não seria nada mau, por exemplo, pegar uma praia no Ceará e um inverno na Itália nas mesmas férias.  Quanto mais flexibilidade você tiver para programar sua viagem, maior a possibilidade de pegar promoções em mais de um trecho.

Resolvi reunir neste post as principais rotas internacionais saindo de capitais das duas regiões. Algumas delas são consagradas, outras mais recentes. Todas podem otimizar, oxigenar ou turbinar suas férias. Anote a dica e pegue seus voos preferidos!

(ATENÇÂO: este post foi atualizado em 18/10/2017)

 

Paris via Fortaleza (Joon)

Paris - Arco do Triunfo

Foto: Leonardo Aquino

A capital francesa ficou mais perto do Nordeste brasileiro e traz uma novidade a reboque. O voo direto entre Fortaleza e Paris é operado pela Joon, a nova companhia aérea do grupo Air France. A Joon é uma empresa que tem como público alvo os jovens entre 18 e 35 anos. Não é uma low cost, mas tem uma pegada bem definida para atrair essa fatia da população. Do uniforme casual dos tripulantes à digitalização de todos os processos: tudo é millenial.

Pois bem: o voo Fortaleza-Paris tem duas saídas semanais, às sextas e domingos, com cerca de 9 horas de duração. A partir de 31 de outubro de 2018, haverá uma terceira saída às quartas-feiras. A aeronave utilizada será o Airbus A340, com capacidade para 278 passageiros.

Site da companhiahttps://www.airfrance.fr/FR/en/local/home/joon/HomePageJoonAction.do

 

Amsterdam via Fortaleza (KLM)

Foto: Leonardo Aquino

O voo entre Fortaleza e Amsterdam foi anunciado junto com o de Paris. As novidades fazem parte da decisão da Air France (que também é dona da KLM) criar um hub na capital cearense. A Gol, que é parceira do grupo no Brasil, se comprometeu a ampliar a malha doméstica rumo a Fortaleza para melhorar a vida dos passageiros de outros estados.

A rota entre Ceará e Holanda tem três voos semanais: às segundas, quintas e sábados. A duração também é em torno de 9 horas. A aeronave é o Airbus A330-200, com capacidade para 268 lugares.

Site da companhia: www.klm.com

 

Rosario via Recife (Azul)

Rosario, Argentina

Foto: Leonardo Aquino

A Azul resolveu expandir as conexões entre o Brasil e a Argentina via Nordeste. Para isso, agregou as duas principais cidades do país depois da capital Buenos Aires: Rosario e Córdoba. Já falamos de Rosario aqui no blog. É uma cidade que não tem uma cena turística muito forte, mas é encantadora! De Córdoba, falaremos mais adiante aqui no post.

A rota Recife-Rosario tem um voo semanal aos sábados, com duração estimada em 6 horas. A aeronave é o Airbus A320.

Site da companhia – http://www.voeazul.com.br

 

Munique via Recife (Condor)

Munich, Voos alternativos

Foto: wieganddesign / Pixabay

*** ATENÇÃO: o voo direto entre Recife e Munique não está mais disponível nas buscas do site da Condor. Assim que tiver uma confirmação sobre a possível extinção da rota, atualizo por aqui.

Que tal voar direto para a terra da Oktoberfest? Ou para ver um jogo do Bayern de Munique in loco? O voo Recife-Munique sem escalas foi a grande novidade depois que o post foi publicado pela primeira vez. A novidade começou a ser operada no dia 7 de novembro de 2017. As saídas do Recife são sempre às terças-feiras. De Munique, às segundas. Os voos têm duração de 10 horas e são feitos em aeronaves 767/300, com classes executiva, comfort e econômica.

Site da companhiahttps://www.condor.com

 

Milão via Fortaleza e Recife (Meridiana)

Foto: igorsaveliev – Pixabay

A Meridiana é a segunda maior companhia aérea italiana (atrás apenas da Alitalia) e opera voos regulares para o Brasil desde 2015. Hoje a rota tem como destino o aeroporto de Milão – Malpensa. Os voos saem sempre às quintas-feiras. Na ida, a rota é Fortaleza – Recife – Milão. Na volta, Milão – Recife – Fortaleza. O trecho intercontinental dura cerca de 9 horas. Dependendo do mês da viagem, é possível encontrar passagens por pouco menos de 300 dólares o trecho.

Site da companhiahttps://www.meridiana.it

 

Frankfurt via Fortaleza e Recife (Condor)

Foto: tpsdave – Pixabay

A cidade alemã não é exatamente um destino turístico. Mas é um dos maiores hubs da Europa. Localizada no centro da Europa continental, Frankfurt tem voos para centenas de aeroportos não apenas no velho continente. Portanto, a rota pode servir para inúmeros destinos. A Condor opera no Brasil desde 2011 e hoje tem dois voos no Nordeste: saindo de Recife às terças (a partir de outubro de 2017, muda para as quartas) e de Fortaleza aos domingos. Os voos duram em torno de 9 horas. Dependendo do mês da sua viagem, é possível encontrar passagens a partir de 329 dólares o trecho.

Já voei de Condor duas vezes: uma em junho de 2015 e outra em fevereiro de 2017, sempre tendo Recife como origem ou destino. A diferença que notei entre essas duas experiências foi que passaram a utilizar aeronaves sem a classe executiva e sem sistema de entretenimento individual. O serviço de bordo e o conforto são OK.

Site da companhiahttps://www.condor.com

 

Madri via Salvador e Recife (Air Europa)

Foto: falco – Pixabay

A rota entre a capital baiana e a capital espanhola não é muito recente: tem voos regulares pelo menos desde 2009. Hoje são duas saídas semanais, sempre às terças e sábados, com duração em torno de 9 horas. Voei nesta rota em abril de 2016, na viagem de férias para as Ilhas Canárias. As aeronaves são confortáveis e o serviço é bom. Além disso, as promoções são sempre convidativas. Na Black Friday, por exemplo, sempre há descontos de 25 a 30%. Numa pesquisa fora de promoção, é possível encontrar passagens por pouco mais de R$ 2 mil, ida e volta.

Recife é o mais novo destino da Air Europa no Brasil. O voo inaugural é no dia 20 de dezembro. Serão duas saídas semanais, sempre às quartas e sextas-feiras. O horário é ótimo: sai às 22h45 do Aeroporto dos Guararapes e chega às 10h40 em Barajas, com 8 horas de duração. A volta, nos mesmos dias, é às 15h40, com chegada no Recife às 20h15.

Site da companhiahttps://www.aireuropa.com/

 

Lisboa via Belém (TAP)

Foto: SofiLayla – Pixabay

A companhia aérea portuguesa tem voos para dez cidades brasileiras. Porém, apenas um fica na região Norte: Belém. São duas saídas semanais entre a capital paraense e a portuguesa, às terças e sábados. O voo dura em torno de 8 horas. Para os nortistas, esta é a opção mais conveniente para uma viagem de férias rumo à Europa. A má notícia é que a TAP anda bem careira. Tá meio difícil de encontrar passagens abaixo de R$ 3 mil, ida e volta. Para quem mora no Nordeste, a TAP tem saídas de Recife, Fortaleza, Salvador e Natal.

Site da companhiahttps://www.flytap.com/pt-br/

 

Orlando via Recife (Azul)

Foto: eduneri – Pixabay

Essa dica é para quem tem a Disney nos planos de férias. Em dezembro de 2016, a Azul começou a operar voos diretos para Orlando saindo do Recife. Além de evitar um voo até a região Sudeste, a nova rota evita a necessidade de deslocamento para Orlando a partir de Miami (destino da maioria dos voos rumo à Flórida saindo do Brasil). São quatro saídas semanais: domingos, segundas, quintas e sextas. Em época de férias escolares, a frequência é aumentada. Os voos duram cerca de 8 horas. Fora de promoções, é possível encontrar bilhetes a partir de R$ 2,4 mil, ida e volta. Quem tem conta no programa de fidelidade Tudo Azul pode encontrar trechos a partir de 31 mil pontos.

Site da companhiawww.voeazul.com.br

 

Miami via Manaus, Belém, Fortaleza e Recife (American Airlines e Latam)

Foto: pixexid – Pixabay

Eis uma rota que já teve várias alterações ao longo dos últimos anos. Companhias, frequências, destinos… Parece que a cada ano tem uma novidade na conexão entre o Brasil e Miami. Hoje, entre as capitais do Norte e Nordeste, a mais bem servida é Manaus. De lá, há um voo diário para Miami pela American Airlines e um semanal aos sábados pela Latam. Belém tem dois voos semanais pela Latam, às quartas e sábados. Fortaleza tem um voo semanal às terças pela American Airlines. E Recife tem um voo semanal às quartas pela Latam.

Sites das companhias – American Airlines (https://www.aa.com.br) e Latam (https://www.latam.com)

 

Fort Lauderdale via Belém e Recife (Azul)

Fort Lauderdale, voos alternativos

Foto: sgd / Pixabay

A Azul anunciou em agosto um grande incremento nas rotas entre o Brasil e os Estados Unidos. E Belém foi contemplada com o anúncio de quatro voos diretos semanais até Fort Lauderdale, na Flórida. A cidade fica cerca de 50 quilômetros ao norte de Miami e pode servir como ponto de partida para uma viagem pelo estado americano. No entanto, os voos ainda estão em fase de aprovação pelas autoridades dos dois países. Só depois disso, é que a Azul vai poder começar a vender as passagens. Segundo a companhia, os voos sairão de Belém aos domingos, segundas, quartas e sextas e terão duração de 4h15.

Em outubro foi a vez de anunciar a rota até Fort Lauderdale via Recife. Na ocasião, a Azul não informou a data de início das operações nem os dias em que os voos sairão. Sabe-se apenas que serão dois voos semanais.

Site da companhia – http://www.voeazul.com.br/

 

Cabo Verde via Recife e Fortaleza (TACV)

Foto: Divulgação TACV

Um destino exótico com voos curtos e passagens baratas. Nada mau para descobrir a África, hein? A companhia cabo-verdiana TACV opera voos diretos entre o Brasil e a cidade de Praia, capital do arquipélago. São apenas quatro horas de voo. Dependendo do mês da sua viagem, dá para encontrar passagens em torno de 300 dólares ida e volta! Além disso, o aeroporto de Praia tem voos diretos para destinos na Europa (Lisboa, Paris e Amsterdam) a partir de 115 euros o trecho. A rota entre o Brasil e Cabo Verde é feita uma vez por semana. Às quintas, os voos saem de Recife para Praia. A volta é de Praia a Fortaleza às quartas.

Site da companhiahttps://flytacv.com/

 

Cidade do Panamá via Manaus e Recife (Copa)

Foto: julianza – Pixabay

Se a Europa é distante para quem mora na região Norte, o Caribe é logo ali! A Copa Airlines tem quatro voos semanais entre Manaus e a Cidade do Panamá, o maior hub da América Central. De lá, é possível pegar conexões para dezenas de destinos ali por perto (Cuba, Costa Rica, Porto Rico, etc) e também para México e Estados Unidos. O voo entre a capital amazonense e o Panamá é razoavelmente curto: 3h46. As saídas são sempre aos domingos, segundas, quartas e sextas. A média de preço que encontrei foi de 755 dólares, ida e volta.

Para quem mora no Nordeste, a Copa tem dois voos semanais para o Panamá saindo do Recife às terças e sextas. Os voos duram pouco mais de 7 horas e consegui encontrar passagens por cerca de 700 dólares, ida e volta.

Site da companhiahttps://www.copaair.com/pt/web/us

 

Barcelona/Venezuela via Manaus (Avior)

Foto: Wikimedia Commons

Se você ouve falar em Barcelona e só pensa em Gaudí e Camp Nou, não se sinta estranho. Eu também não sabia que existia uma Barcelona na Venezuela e muito menos que havia voos diretos do Brasil até lá. Pesquisando um pouco, descobri que o aeroporto de Barcelona é o mais próximo de Puerto la Cruz, cidade de onde partem ferry boats para a Ilha de Margarita.

A ilha fica no Mar do Caribe e é o principal destino turístico da Venezuela. O balneário também sofre com as crises econômicas e políticas do país. Por isso, é bom fazer uma pesquisa antes de escolher esta viagem. A Avior, companhia venezuelana, tem três voos semanais saindo de Manaus (domingos, terças e quintas). Eles duram 2h25 e custam em torno de 250 dólares, ida e volta.

Site da companhiahttps://www.aviorair.com/

 

Buenos Aires via várias cidades (Gol, Tam e Aerolineas Argentinas)

Foto: GRAPHICALBRAIN – Pixabay

A capital argentina virou o símbolo de primeira viagem internacional para algumas gerações de brasileiros desde a flexibilização dos preços das passagens. Além disso, o turismo dos argentinos por aqui tem se expandido além das praias do sul do país. Portanto, nada mais natural que os voos entre o Brasil e Buenos Aires se dissipassem por várias cidades. Já há rotas disponíveis saindo de Manaus (única cidade do Norte), Fortaleza, Natal, Recife, Maceió, Salvador e Porto Seguro (!!!). Os voos duram de 3h55 a 5h30 e são operados por três companhias: Gol, Latam e Aerolineas Argentinas.

Site das companhias – Gol (https://www.voegol.com.br), Latam (https://www.latam.com) e Aerolineas Argentinas (http://www.aerolineas.com.ar/pt-br)

 

Montevidéu via Recife (Gol)

Foto: Leonardo Aquino

Se Buenos Aires já tem voos diretos pulverizados pelo Brasil, o mesmo não se pode dizer de Montevidéu. A capital uruguaia tem apenas uma rota sem conexão rumo ao Norte/Nordeste: Recife, de onde há uma saída semanal operada pela Gol, sempre no fim da noite de sexta-feira. Os preços costumam ser muito bons: pouco mais de R$ 1 mil, ida e volta.

Site da companhiahttps://www.voegol.com.br

 

Bogotá via Fortaleza, Salvador e Recife (Avianca)

Foto: Leonardo Aquino

A Colômbia virou a nova queridinha entre os visitantes brasileiros, seja pela multiculturalidade de Bogotá ou pelas caribenhas Cartagena e San Andrés. Agora a rota até lá ficou mais fácil para quem mora no Nordeste. Já há voos diretos de Fortaleza até Bogotá (5h50 de duração, uma saída semanal aos sábados). E, a partir de setembro de 2017, haverá a rota a partir de Salvador (6h15 de duração, uma saída semanal às sextas). O preço médio está em torno de R$ 1,6 mil, ida e volta.

Uma novidade neste post: a Avianca e o governo de Pernambuco anunciaram em agosto um voo semanal Recife-Bogotá. Até a última atualização deste post, não havia muita coisa confirmada. Nem os dias das saídas nem a data do início da operação. Mas a previsão é que os voos comecem a circular em dezembro.

Site da companhiahttps://www.avianca.com.br/

 

Córdoba via Salvador e Recife (Gol, Aerolineas Argentinas e Azul)

Foto: Pablo D. Flores – Wikimedia Commons

Eis uma rota inusitada mas que pode ser muito bem aproveitada pelos viajantes brasileiros. Córdoba é uma cidade massivamente povoada por estudantes. Tem uma das universidades mais tradicionais da Argentina e recebe jovens de toda a Argentina. Mas a poucos quilômetros de Córdoba capital, estão os destinos turísticos mais interessantes. As serras de Córdoba, onde ficam as pequenas cidades de Villa General Belgrano e Villa Carlos Paz, têm um circuito de inverno ainda pouco conhecido pelos brasileiros. A rota entre Salvador e Córdoba é feita uma vez por semana, sempre aos sábados, pela Gol e pela Aerolineas Argentinas. O voo dura entre 4 e 5 horas.

A rota Recife-Córdoba será operada a partir de dezembro de 2017 pela Azul em aeronaves Airbus A320 Neo. Será um voo semanal, indo aos sábados e voltando aos domingos.

Site das companhias – Gol (https://www.voegol.com.br), Aerolineas Argentinas (http://www.aerolineas.com.ar/pt-br) e Azul (http://www.voeazul.com.br)

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Bélgica: chegada e deslocamentos a partir de Bruxelas

Um país mundialmente renomado pela qualidade de suas cervejas e seus chocolates parece um bom lugar para se conhecer, não? Além desses saborosos cartões de visita, a Bélgica ainda tem…

Um país mundialmente renomado pela qualidade de suas cervejas e seus chocolates parece um bom lugar para se conhecer, não? Além desses saborosos cartões de visita, a Bélgica ainda tem uma localização que ajuda qualquer roteiro. Encravada entre a Holanda, a França e a Alemanha, ligada a Londres pelo famoso trem Eurostar e com dois aeroportos bem servidos de conexões. Assim, passar pela Bélgica nunca é fora de mão numa viagem pela Europa ocidental.

Levando tudo isso em consideração, a Janaína e eu incluímos Bruxelas e Bruges na rota da nossa viagem de fevereiro de 2017. Seria o nosso primeiro destino num roteiro de duas semanas. Planejamos três dias na Bélgica: dois em Bruxelas e um em Bruges, numa viagem bate-volta na véspera de embarcar para Paris. Passamos pouco tempo por lá, mas conseguimos experimentar um bocado de cervejas, comer os moules frites (o prato típico de lá), se encantar com alguns lugares e se decepcionar com outros.

Vou dividir os relatos sobre a Bélgica em três partes. Nesta primeira, vou falar sobre informações práticas de localização, transporte e comunicação. No segundo post, vou dar dicas de Bruxelas. No terceiro, de Bruges. Todos os preços relatados nos posts são referentes ao período da nossa viagem: fevereiro de 2017.

 

Chegando à Bélgica

Aeroporto de Zaventem. Foto: Brussels Airport Media Library

A capital belga tem dois aeroportos. O de Charleroi (também conhecido como Bruxelles-Sud) é menor e atende a apenas sete empresas aéreas (a maioria low cost, como Ryanair e Wizz). Se você vier do Brasil, é bem provável que o desembarque seja no aeroporto de Zaventem (também conhecido como Bruxelles-National). Ele fica a 16 km do centro da cidade e recebe os voos mais distantes e as principais companhias internacionais.

O grande aeroporto de Bruxelas é facilmente acessível por trem. A estação fica no piso -1 do terminal (ou seja, o subsolo). De lá, é possível pegar trens não apenas para a capital, como também para outras cidades belgas e até holandesas. Do aeroporto até a estação Bruxelles Central, obviamente a mais cêntrica da capital, a passagem custa 8,80 euros e a viagem dura 17 minutos. São três trens por hora. O primeiro do dia sai às 4h44 e o último às 23h28.

A cidade é muito bem servida de transporte público. Ônibus, metrô e tram levam para qualquer parte com conforto e pontualidade.  Nos pontos de ônibus e tram, há placas que indicam as linhas que passam por eles e o tempo restante até que o próximo carro chegue.

Foto: STIB

A passagem unitária do transporte (para qualquer um dos modais) custa 2,10 euros. Para turistas, o que há de mais vantajoso são os passes por dias determinados. Eles custam 7,50 euros para 24 horas, 14 euros para 48 horas e 18 euros para 72 horas. Os bilhetes podem ser usados sem limites neste período em ônibus, trams e metrôs. O jeito mais fácil de comprar é em máquinas de autoatendimento que estão em vários pontos da cidade, especialmente estações de metrô. Dá para comprar em dinheiro e no cartão de crédito.

Você confere a lista completa de tarifas da STIB neste link.

Máquinas como esta estão em todas as estações de metrô de Bruxelas. Nelas, você pode comprar todo tipo de passe de transporte

Os bilhetes são iguais a este

Apps que ajudam

Para planejar suas viagens no transporte público em Bruxelas, a tecnologia ajuda bastante. Essas são as principais ferramentas:

Google Maps: quando você está em Bruxelas e solicita uma rota entre dois pontos, o app da Google já manda com as informações do transporte público. Uma mão na roda para quem tem pouca memória disponível para baixar novos aplicativos.

Citymapper: sugerimos esta ferramenta no post com dicas de apps para viajar. Além de toda a informação do transporte público online, o Citymapper permite que se baixe mapas offline e ainda informa sobre estações de bicicletas compartilhadas. Para usar a plataforma web ou acessar os links para baixar o app, acesse o site do Citymapper.

STIB mobile: STIB é a autarquia que administra o transporte público em Bruxelas. O aplicativo dela está disponível para iOS e Android e possui um bom planejador de viagens com informação em tempo real. Para usar na web, o link é http://www.stib-mivb.be/tripplanner/?l=en

Baixe a app da STIB para iOS e para Android.

 

Indo de Bruxelas a Bruges

Foto: Pixabay

Bruxelas tem três estações de trem. A Bruxelles-Midi (Brussel-Zuid, em holandês) é a principal. Dela saem os trens de grande velocidade para Londres e Paris, por exemplo, além de outros destinos fora do país. A Bruxelles-Central (Brussel-Centraal, em holandês) fica bem no centro da cidade e perto do Palácio Real, da Grand Place e da Catedral. A Bruxelles-Nord (ou Brussel-Noord, em holandês) fica numa área menos turística. Nas três você pode pegar o trem para Bruges.

Para ajudar a se situar, é só gravar o nome delas pela posição no mapa. Midi/Zuid = sul. Nord/Noord = norte. Central/Centraal = centro.

Como estávamos hospedados a poucos metros da Grand Place, pegamos o trem para Bruges na estação Central. Apesar da companhia belga de trens (a Belgian Rail) permitir a compra de bilhetes pela internet, decidimos comprar na hora. Assim, não nos amarrávamos a uma hora certa para acordar e à pressa para chegar à estação. As passagens são vendidas em máquinas de autoatendimento, com pagamento em dinheiro ou cartão de crédito. Em fevereiro de 2017, a tarifa cheia custava 14,70 euros.

A viagem é bem curta: em torno de 1h10. São de três a quatro trens saindo por hora em cada sentido. Ou seja, dificilmente você vai passar mais de 20 minutos esperando por um trem na estação. Mas é bom ficar de olho nos horários. De Bruxelas (estação Central) para Bruges, o primeiro trem sai às 5h25 e o último às 23:16. De Bruges para Bruxelas, o primeiro trem sai às 4h08 (tem muita gente que mora no interior e trabalha na capital) e o último, às 23h22.

Comunicação

A Bélgica é um país dividido no que diz respeito a línguas. A região leste (Valônia) fala francês. No oeste (Flandres), o idioma oficial é o holandês. Bruxelas, por ser a capital e por ficar meio que no centro das duas regiões, é uma cidade bilíngue. Tanto que você vai ver avisos em francês e holandês em locais públicos, apesar de o francês ser mais falado.

Em Bruges, a coisa é um pouco diferente: é holandês para todo lado. Francês, só em lugares muito turísticos como museus e restaurantes ao redor do Markt, a praça central da cidade. Se você não fala holandês, é melhor se comunicar em inglês. Existe uma tolerância ao francês quando o interlocutor é um turista. Mas quando o nativo de Bruges percebe que aquela pessoa já não está mais a passeio na cidade, falar francês pode soar mal.

Uma das coisas que mais me marcaram no que diz respeito a línguas foi o dia em que pegamos o trem para Bruges. Na saída, na estação Bruxelles-Central, todos os avisos nos painéis são bilíngues: francês e holandês. A partir da parada em Gent (que já está na região de Flandres), o francês fica para trás. Os avisos são unicamente em holandês. É como se fosse cruzada uma fronteira linguística.

Para ficar conectado o tempo todo, comprei um SIM card da Orange, uma das principais operadoras da Europa. Fiz a compra numa loja da Orange perto da Grand Place. Custou 15 euros com franquia de 1 GB de dados (o que, para mim, foi suficiente para dez dias de uso na Bélgica e na França).

19 comentários em Bélgica: chegada e deslocamentos a partir de Bruxelas

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