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José Saramago em Lanzarote: uma casa feita de livros

“Lanzarote não é minha terra, mas é terra minha”. Com essa frase, José Saramago definia sua relação com a mais fascinante das Ilhas Canárias. O escritor português, vencedor do Nobel…

Lanzarote não é minha terra, mas é terra minha”. Com essa frase, José Saramago definia sua relação com a mais fascinante das Ilhas Canárias. O escritor português, vencedor do Nobel de Literatura em 1998, viveu em Lanzarote por quase duas décadas, entre 1992 e 2010. A casa onde passou seus últimos 18 anos está aberta para visitação e é uma das atrações turísticas imperdíveis da ilha.

A Casa (assim mesmo em português, apesar de estarmos na Espanha) foi nossa programação no último dia em Lanzarote. Ela fica em Tías, a 5 quilômetros de Puerto del Carmen, onde estávamos hospedados. Pertíssimo. Chegamos 15 minutos antes das 10 da manhã, horário de abertura para os visitantes. O primeiro detalhe que me chamou a atenção foi a campainha, que ainda tem o nome de Saramago e o de Pilar Del Río, viúva do escritor.

Imagina ter esses vizinhos...

Imagina ter esses vizinhos…

Sem outros visitantes no mesmo horário, nosso tour foi efetivamente particular. O guia, que conhecia bastante da história e da política brasileira, estendeu a conversa e tornou o passeio ainda mais cheio de informação.

A casa, na verdade, tem duas casas. Uma era habitada por José e Pilar. A outra, por uma irmã de Pilar e o marido. As duas famílias pensaram juntas o projeto arquitetônico e eram muito unidas. O resultado está acessível a quem quer que visite a casa hoje: um lar repleto de memórias e afeto, que conta a história da vida de Saramago em objetos, fotos e obras de arte.

Galeria e escritório

O primeiro ambiente que visitamos foi a galeria, uma sala que abriga parte da coleção artística de Saramago. Entre pinturas, retratos e desenhos, há uma gravura de César Manrique (falamos dele neste outro post), o artista mais emblemático de Lanzarote. Numa dessas inacreditáveis coincidências da vida, Manrique e Saramago nunca se encontraram. Alguns dias antes do encontro agendado com o escritor, Manrique morreu num acidente de trânsito.

A mesa de trabalho de Saramago, como ele costumava deixar

A mesa de trabalho de Saramago, como ele costumava deixar

Em seguida, conhecemos o escritório onde Saramago trabalhou ao longo dos 18 anos que viveu em Lanzarote. As primeiras linhas de Ensaio Sobre A Cegueira foram escritas aqui.  A mesa simples de pinho tem as pernas mordidas pelos três cachorros que criava em casa (um deles se chamava Camões). Sobre ela, o último computador que usou. O ambiente está cercado de referências. Os discos e filmes favoritos. Retratos de escritores que o influenciaram, como Kafka, Proust e Tolstoi. Além disso, algumas obras de arte e fotos pessoais, como as que registram a cerimônia de entrega do Prêmio Nobel de Literatura.

 

O escritório

O escritório

Falando no Nobel, uma das obras que orna a parede do escritório tem uma relação direta com a premiação. É um desenho de um homem abraçado a uma árvore. Foi um presente de um professor de matemática espanhol, que estava ficando cego. Ele retratava o avô de Saramago, Jerônimo. Acabou sendo a inspiração para a abertura do discurso do português na cerimônia em que recebeu o Nobel: “o homem mais sábio que conheci em toda a minha vida não sabia ler nem escrever”.

No canto superior esquerdo, dá pra ver o desenho inspirado no avô de Saramago

No canto superior esquerdo, dá pra ver o desenho que retrata o avô de Saramago

A sala de estar e o amor entre Saramago e Pilar Del Río

Da sala de estar da casa, Saramago podia ver o mar de Lanzarote, ao qual chamava de “a melhor obra da ilha”. Nas paredes deste cômodo, há várias obras de arte inspiradas em livros escritos pelo português, como Memorial do Convento, A Jangada de Pedra e O Ano da Morte de Ricardo Reis. Além disso, um belo detalhe: os relógios que estão nesta sala e nos outros ambientes da casa estão todos marcando a mesma hora. Quatro da tarde. Saramago queria deixar registrada a hora em que conheceu sua esposa, Pilar.

Aliás, a história de amor dos dois rende grande parte da conversa da visita guiada à casa. Quando se conheceram, Saramago já era um escritor consagrado e Pilar, uma jornalista de TV, 28 mais jovem, que queria entrevistá-lo. A paixão foi instantânea e Pilar se tornou a grande musa e companheira de Saramago, pessoal e profissionalmente. Para mergulhar um pouco mais nesta linda história, procure o documentário José e Pilar, que é apontado como um dos melhores filmes portugueses dos últimos anos. Está à venda na lojinha da Casa.

O quarto e a cozinha

Passamos também pelo quarto onde Saramago dormia. A entrada é limitada, mas é possível prestar atenção em alguns detalhes, como os óculos deixados na cabeceira da cama. Foi neste quarto que Saramago morreu em 18 de junho de 2010. Tinha uma consulta médica marcada para esta data, mas a morte o levou antes, de forma natural e tranquila.

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A cozinha talvez seja o cômodo mais emblemático da casa. Era onde Saramago costumava receber amigos de todas as partes do mundo e de várias origens: artistas, políticos, juízes, entre outros. Sentaram à mesa com o escritor português nomes que vão de Pedro Almodóvar a Susan Sontag, passando por Bernardo Bertolucci, Mário Soares e José Luís Rodriguez Zapatero. O Brasil também esteve lá: Sebastião Salgado e Chico Buarque gastaram vários dedos de prosa enquanto falavam de trabalho. Os três assinaram um livro chamado Terra, com fotos de Salgado e textos de Saramago e Chico.

Um hábito que o escritor tinha ao receber as visitas e que continua sendo estendido aos turistas que passam pela casa é o café português. A máquina continua ali e funcionando, brindando os visitantes com o sabor e o aroma que Saramago tanto amava.

O jardim nos fundos da casa era um lugar ao qual Saramago dedicava algumas horas de ócio. De lá, podia contemplar o mar de Lanzarote e curtir a sombra das árvores. Algumas delas mereciam carinho especial: as oliveiras portuguesas que vinham de Azinhaga, a cidade natal de Saramago. Árvores que faziam Saramago se lembrar de casa e que tinham um valor sentimental imensurável.

O jardim, com a parte de trás da casa ao fundo

O jardim, com a parte de trás da casa ao fundo

O lugar favorito de Saramago no jardim continua intacto

O lugar favorito de Saramago no jardim continua intacto

A biblioteca

O final da visita talvez seja o momento mais fascinante: a biblioteca de Saramago. O escritor costumava dizer que, nas prateleiras, ele não colecionava livros, e sim pessoas. Segundo ele, cada exemplar continha o autor e sua sensibilidade. Folhear os livros era uma forma de dizer aos escritores que eles não estão esquecidos. À parte disso, há as dedicatórias. E Saramago tinha algumas de respeito. Jorge Amado, Jorge Luís Borges, Mario Vargas Llosa e outros tantos contemporâneos e igualmente relevantes para a literatura do século 20.

A biblioteca

A biblioteca

A organização dos livros é peculiar. Os de literatura estão agrupados pelos países de origem. Os de filosofia, ensaios e memórias, pelos temas. E uma das prateleiras é organizada de uma forma sugerida por Pilar, que Saramago respeitou quase a contragosto. Os livros escritos por mulheres estão todos juntos, independentemente do tema. Segundo Pilar, muitas destas escritoras não eram consideradas ou respeitadas pelo simples fato de serem mulheres. Por isso, não mereciam dividir a estante com os homens.

Ao fundo, um retrato de Saramago e Pilar, feito pelo pintor tcheco Jiri Dokoupil

Ao fundo, um retrato de Saramago e Pilar, feito pelo pintor tcheco Jiri Dokoupil

A visita à casa de Saramago foi o desfecho perfeito para nossa estadia de quatro dias em Lanzarote. Uma imersão intensa sobre a vida e a obra de um homem que levou a literatura em língua portuguesa a um patamar que nunca tinha alcançado. Um artista que tinha uma visão cética e racional sobre o mundo, mas não por isso despida de sensibilidade. Ao nosso alcance, uma riquíssima coleção de memórias de inspiração, amor e sabedoria.

Dicas práticas

É um programa imperdível em Lanzarote, mas ao mesmo tempo fácil de perder. Isso porque o horário de funcionamento da casa é bem restrito: das 10h às 14h30. O último ingresso é às 13h30. E atenção: a casa é fechada aos domingos. Portanto, se for a Lanzarote, não deixe de se programar minuciosamente para este passeio.

Outras informações no site http://acasajosesaramago.com/pt-pt/

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Lanzarote dia 3: as obras de César Manrique

Se você acha que a relação entre Niemeyer e Brasília é a maior simbiose entre criador e criatura que se pode ver na arquitetura é porque não conhece Lanzarote. Ou nunca…

Se você acha que a relação entre Niemeyer e Brasília é a maior simbiose entre criador e criatura que se pode ver na arquitetura é porque não conhece Lanzarote. Ou nunca ouviu falar em César Manrique. Manrique teve uma visão única da relação entre natureza e homem para tornar alguns espaços de Lanzarote ainda mais interessantes. Além disso, ajudou a pensar num futuro sustentável para o turismo na região. Acabou colocando a assinatura dele em cada belo detalhe da ilha. E acredite: são muitos!

Na viagem que Janaína e eu fizemos às Ilhas Canárias em abril de 2016 (aqui você confere todos os posts a respeito deste roteiro), dedicamos um dia em Lanzarote apenas para conhecer o legado de César Manrique. Entre as criações dele que se tornaram atrações da ilha, estão centros turísticos, mirantes, obras de paisagismo, a casa onde ele viveu e o atelier onde trabalhava.

Anote aí: Jardín de Cactus, Mirador del Río, Jameos Del Agua, Cueva de los Verdes, Casa Museo del Campesino, Fundación César Manrique e Museo César Manrique.  Ainda que Lanzarote seja pequena (cerca de 850 quilômetros quadrados), não conseguimos dar conta de ver todos num dia só. Acabamos deixando de fora o Museo del Campesino e o Museo César Manrique. Volto a falar sobre cada um mais adiante. Afinal, antes é preciso conhecer o homenageado deste roteiro…

César Manrique em uma paisagem bem típica de Lanzarote

César Manrique em uma paisagem bem típica de Lanzarote

Quem é César Manrique?

César Manrique nasceu em Lanzarote em 1919, mas fez seus estudos em Madri. Era polivalente: arquiteto, pintor, escultor e, ainda por cima, foi pioneiro no debate sobre o desenvolvimento sustentável da região. Não queria que a ilha fosse degradada pelo crescimento da indústria do turismo nem que a natureza única de Lanzarote se perdesse em modelos engessados de progresso. Acabou transformando a ilha em sua grande obra, onde deixou um legado de arte e ideias.

Até os carros das locadoras das Ilhas Canárias têm a arte de Manrique

Até os carros das locadoras das Ilhas Canárias têm a arte de Manrique

Ao longo de sua vida, Manrique projetou centros turísticos que se tornaram cartões postais de Lanzarote. E ainda escreveu um ousado manifesto pela sustentabilidade da ilha (a íntegra para você ler aqui) que, entre outras coisas, sugeria a proibição de construção de novos leitos turísticos por dez anos. Além disso, se você notar que todos os imóveis de Lanzarote são brancos e padronizados, saiba que esta foi mais uma medida sugerida por Manrique.

O artista morreu em 1992, depois de ser atropelado quase em frente à casa onde morou por vinte anos. Mais de duas décadas depois, o pensamento de Manrique continua pautando as políticas públicas de Lanzarote e ajuda a tornar a ilha cada vez mais atraente.

A entrada da Fundação

A entrada da Fundação

No ambiente externo, cores e paisagismo

No ambiente externo, cores e paisagismo

Fundación César Manrique

Nossa jornada começou na Fundaçión César Manrique, que funciona na casa onde o artista viveu e perto do local do acidente que lhe tirou a vida. Ouvimos alguém na cidade dizer que a fundação era uma “casa de artista” em estado puro: um projeto arquitetônico incomum, uma coleção numerosa de obras de arte e algumas extravagâncias que resultavam num lugar bastante inspirador.

Só que o mais incomum é a história do local onde a casa foi construída. Ela foi erguida numa área bastante afetada pelas erupções vulcânicas do século 18. O piso inferior, por exemplo, aproveita cinco bolhas vulcânicas naturais que se comunicam por meio de túneis escavados na lava. Só olhando de perto para acreditar. O piso superior une a arquitetura tradicional de Lanzarote com elementos mais modernos de iluminação, ventilação e decoração. Além disso, há os jardins e as piscinas, com visuais que alternam entre os cactos desérticos e as palmeiras tropicais.

Um ambiente construído em uma das bolhas vulcânicas. Aqui, dizem os guias, rolavam altas festinhas

Um ambiente construído em uma das bolhas vulcânicas. Aqui, dizem os guias, rolavam altas festinhas

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Esta outra bolha foi dedicada ao paisagismo

Jardín de Cactus

A segunda parada do dia foi no Jardín de Cactus de Lanzarote. Entre os centros turísticos criados por Manrique, este foi o último a ser construído. Tem 5 mil metros quadrados de extensão e uma coleção de cactos que ultrapassa as mil espécies e os 7 mil e 200 exemplares. Eles vêm de toda parte do mundo e estão sempre ganhando companhia, com a plantação periódica de novos espécimes.

Se você já achou essa foto alucinante, acredite: ao vivo é ainda melhor

Se você já achou essa foto alucinante, acredite: ao vivo é ainda melhor

Os cactos estão dispostos num caminho meio labiríntico, que sobe até um moinho que já existia antes da criação do Jardim e foi restaurado para fazer parte do projeto. De junto do moinho, a vista é impressionante: dá para ver a variedade da coleção botânica e o relevo de Lanzarote, com algumas montanhas e vulcões no horizonte. É como se a mão do homem jogasse no mesmo time que a natureza, e não no adversário.

Welcome to the desert

Welcome to the desert

O Jardín de Cactus tem um café onde dá para fazer um lanche e também uma lojinha de souvenirs. Lá você pode comprar mudinhas de cactos ou sementes para plantar em casa.

Jameos Del Agua

Em seguida, fomos aos Jameos del Agua, que foi o primeiro dos centros turísticos idealizados por Manrique a ser inaugurado. Ele foi construído numa gruta aberta por um túnel vulcânico após as erupções do século 18. Esse túnel tem algumas aberturas (os tais “jameos” do nome) por onde se acessa o caminho. Dentro da gruta, há um lago natural onde estão alguns exemplares de uma espécie de caranguejo albino que só existem lá. A altura da gruta, a iluminação natural que penetra nela e a perfeição da harmonia entre homem e natureza impressionam.

O caranguejo raro é o mascote dos Jameos del Agua

O caranguejo raro é o mascote dos Jameos del Agua

A gruta acessível pelo principal "jameo"

A gruta acessível pelo principal “jameo”

Um lugar para atiçar o gênio fotógrafo que existe em cada um de nós

Um lugar para atiçar o gênio fotógrafo que existe em cada um de nós

Além do lago, o centro turístico possui uma espécie de anfiteatro para receber apresentações musicais, um café, um lago artificial e um paisagismo de palmeiras na área externa. Fora do turismo, os Jameos del Agua abrigam a Casa de los Volcanes, um projeto de estudo de sismologia e geodinâmica realizado por várias instituições e universidades. Para pesquisar os vulcões, poucos lugares são tão apropriados como uma ilha repleta deles.

Cueva de los Verdes

Bem perto dos Jameos, está outro centro que tem origens bem semelhantes. A Cueva de los Verdes também surgiu a partir de um túnel vulcânico. Esse túnel interliga os dois centros, mas essa ligação não está acessível aos visitantes. Na Cueva de los Verdes, esse túnel (que chega a ter 50 metros de altura em alguns trechos) formou três galerias subterrâneas, que proporcionam que se veja um mesmo ponto de várias perspectivas.

É preciso andar em fila e em grupos espaçados dentro da Cueva de los Verdes

É preciso andar em fila e em grupos espaçados dentro da Cueva de los Verdes

O visual dentro da caverna é impressionante

O visual dentro da caverna é impressionante

A intervenção humana na Cueva foi muito mais sutil que nos Jameos. Por isso, ao caminhar pelas galerias, você só verá os paredões de rocha talhados pela lava há trezentos anos. Mas no final de um dos caminhos, há um local interessantíssimo. Um auditório natural, que na verdade é uma caverna com o formato de uma concha acústica, onde é montado um palco para concertos de música clássica. Os guias dizem que a acústica é impecável e que ver um espetáculo desse tipo ali é imperdível. Como não tinha nada na agenda nos dias que ficamos em Lanzarote, ficamos só na imaginação.

Imagine ver um concerto aqui...

Imagine ver um concerto aqui…

Mirador del Río

O passeio pelas obras de César Manrique terminou no centro que nos trouxe uma das vistas mais lindas da viagem. O Mirador del Río fica no extremo norte da ilha, a 48 quilômetros de Puerto del Carmen, onde estávamos hospedados. Como este foi o último ponto de parada do dia, o cansaço já estava batendo forte. Mas a recompensa veio com louvor.

Tá bom pra você?

Tá bom pra você?

É contemplar e nada mais

É contemplar e nada mais

O mirante fica numa falésia a 400 metros de altitude e proporciona uma vista espetacular: de frente para a ilha de La Graciosa (que também faz parte do arquipélago das Canárias) e outras duas ilhotas. Quero apostar desde já com você: é impossível não tentar tirar todo tipo de foto panorâmica com este cenário.

Minha panorâmica definitiva do Mirador del Río

Minha panorâmica definitiva do Mirador del Río

O edifício do mirante foi construído entre dois acidentes geológicos e dentro dele há corredores que serpenteiam até chegar à cafeteria de onde já se tem uma ótima visão panorâmica. Mas, a partir deste pavimento, há mais dois acessíveis por uma escada caracol e que têm o horizonte completamente livre para contemplação. Um belo final pra um belo dia.

Obviamente odiamos a vista #sqn

Obviamente odiamos a vista #sqn

Dicas práticas para visitar os centros

Cada um dos centros turísticos tem um tempo sugerido de visitação de 45 minutos a 1 hora. Os preços dos ingressos variam de 4,50 a 9 euros. Mas a dica para economizar é a seguinte: a maior parte deles está dentro de um pacote de ingressos casados (Mirador del Río, Cueva de los Verdes, Jameos del Agua, Jardín de Cactus e o parque das Montanhas de Fogo, que mostramos neste outro post). Você pode comprar combos de entradas que ajudam a economizar alguns trocados. É possível adquirir esses combos nas bilheterias de qualquer um dos centros.

A Fundación César Manrique não faz parte deste combo, mas dá para comprar um ingresso casadinho com uma atração que não visitamos: o Museo César Manrique, construído no atelier onde o artista trabalhava. Em qualquer um dos dois locais você pode adquirir essa promoção.

Outra dica importante: não dá para fazer grandes refeições em nenhum dos centros turísticos. Onde dá para comer melhor é no Jardín de Cactus, que tem uma cafeteria com algumas tapas. Já na Cueva de los Verdes, por outro lado, não tem nada para comer. Nos outros, apenas lanchonetes e cafés. Caso queira comer melhor, uma indicação é parar na vila de Punta Mujeres (que fica bem perto dos Jameos del Agua) e procurar um restaurante por lá. Aproveite para dar uma voltinha pela bela orla antes de seguir seu roteiro.

Um vistaço na orla de Punta Mujeres

Um vistaço na orla de Punta Mujeres

Links úteis

Mais informações sobre os centros turísticos de Lanzarote neste link.

Este outro traz informações em português sobre César Manrique e algumas de suas obras.

E este aqui é o da Fundación, em que você pode se informar sobre a Fundação e o Museu que levam o nome do artista.

Outros posts sobre Lanzarote

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Lanzarote dia 2: os vulcões do Parque Nacional de Timanfaya

Na pesquisa que fiz para preparar o roteiro da viagem às Ilhas Canárias e Marrocos, li várias descrições de Lanzarote que comparavam a paisagem da ilha à da lua. Tudo…

Na pesquisa que fiz para preparar o roteiro da viagem às Ilhas Canárias e Marrocos, li várias descrições de Lanzarote que comparavam a paisagem da ilha à da lua. Tudo por causa das centenas de cones vulcânicos que ocupam o pequeno território (cerca de 850 quilômetros quadrados) e do clima seco e do visual desértico. Não demorou muito tempo para que Janaína e eu comprovássemos tudo isso. Bastou apenas uma visita à principal atração turística de Lanzarote: o Parque Nacional de Timanfaya.

Timanfaya tem 51 quilômetros quadrados de um cenário talhado pela natureza na forma de rochas, fogo e cinzas. Há uma impressionante amplitude de cores e formas, obras das grandes erupções vulcânicas que aconteceram na ilha: uma entre 1730 e 1736 e a outra em 1824. Os vulcões continuam lá. Ativos, porém adormecidos. Atraindo a curiosidade de mais de 1 milhão de turistas por ano.

Depois de dedicarmos o dia da chegada a Lanzarote para conhecer as vinícolas e a orla, reservamos um dia inteiro para conhecer o Timanfaya, sem saber exatamente se seria necessário todo esse tempo. O parque abre para visitação às 9 da manhã. Fomos alertados por Joán, nosso host do Airbnb, a tentar chegar próximo do horário de abertura do parque. E assim fizemos: poucos minutos antes das 9, já estávamos lá e já havia uma pequena fila de carros para entrar.

Placa de entrada das Montanhas de Fogo

Placa de entrada das Montanhas de Fogo

Nosso ponto de partida foi o Centro Cultural e Turístico das Montanhas de Fogo, que é a atração mais visitada dentro do parque de Timanfaya. Ele fica a 27km de Puerto del Carmen e a 23km de Playa Blanca, que são os balneários que costumam hospedar mais turistas. As Montanhas de Fogo são o ponto de partida para a Rota dos Vulcões, o passeio pelo meio dessas formações geológicas tão fascinantes.

A chegada ao centro de visitantes, mesmo na hora da abertura do parque, já é lotada assim

A chegada ao centro de visitantes, mesmo na hora da abertura do parque, já é lotada assim

É importante alertar que esta rota não é autoguiada. Ela é feita em ônibus do próprio parque, que saem a todo momento. No dia em que fizemos a visita, o intervalo não foi maior que 15 minutos entre uma saída e outra. O embarque é por ordem de chegada na fila que é formada em frente ao centro de visitantes.

Os ônibus são confortáveis, climatizados e não possuem um guia. As informações são passadas pelo sistema de som do veículo em quatro idiomas: espanhol, inglês, francês e alemão. A Rota dos Vulcões do Parque de Timanfaya tem 14 quilômetros, mas é feita bem lentamente e com várias paradas para fotos e contemplação. Um detalhe: ninguém desce do ônibus. Portanto, a dica óbvia é: tente pegar um lugarzinho na janela. Há bastante coisa para ver tanto do lado esquerdo quanto do direito.

Mesmo de dentro do ônibus, dá pra tirar belas fotos como esta...

Mesmo de dentro do ônibus, dá pra tirar belas fotos como esta…

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… ou esta…

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… ou ainda esta.

A viagem dura cerca de 45 minutos e volta para o mesmo centro de visitantes do início. Ao descer, é hora de conhecer algumas coisas curiosas do parque como as anomalias geotérmicas. Alguns funcionários demonstram como a água dispara em ebulição, como em um gêiser. Outra “mágica” faz a vegetação arder à medida que é introduzida a uma certa profundidade.

O centro de visitantes também abriga um restaurante que vai lhe deixar instigado para comer algo. É que alguns dos pratos do cardápio são preparados com o calor dessas anomalias geotérmicas. É como se fizessem churrascos no vulcão.

Tua batata tá assando

Tua batata tá assando

Ao final das contas, passamos cerca de três horas no parque. Quando saímos, já um pouco depois do meio dia, a fila de carros para entrar estava infinitamente maior e o estacionamento, muito mais cheio do que na hora em que chegamos. Portanto, o conselho do Joán virou o nosso conselho: tente chegar na hora da abertura do parque!

Para você se programar

O Centro de Visitantes das Montanhas de Fogo abre diariamente às 9 da manhã. O horário da última saída para a Rota dos Vulcões e do fechamento do parque varia de acordo com a estação do ano. No verão, vai até mais tarde (18h e 19h, respectivamente). Nas outras épocas, a última saída para a Rota é às 17h e o parque fecha às 17h45. O ingresso custa 9 euros, com meia entrada para crianças de até 12 anos. O serviço completo está neste site do Governo das Canárias.

Outros lugares para visitar

E a parada seguinte foi esta aqui. Que beleza, hein?

E a parada seguinte foi esta aqui. Que beleza, hein?

Aproveitamos o restante do dia para conhecer outra paisagem única de Lanzarote. El Golfo, uma praia com areia negra e mar azulzinho. O cenário lindo e inóspito virou locação de cinema. O cineasta espanhol Pedro Almodóvar gravou algumas cenas de “Abraços Partidos”, seu filme de 2009, nesta praia.

Cena de "Abraços Partidos"

Cena de “Abraços Partidos”

Janaína e eu na mesma locação

Janaína e eu na mesma locação

Muito perto da praia, está a Lagoa Verde, ou Charco de los Clicos, que também apareceu no filme de Almodóvar. Ela tem uma água verde densa, cor resultante de um tipo de alga que habita em seu interior. Entranhada entre crateras que surgiram após as erupções vulcânicas dos séculos 18 e 19, a Lagoa é mais um lugar sem igual entre tantos lugares sem igual que estão em Lanzarote.

Uma baita paleta de cores: Charco de los Clicos

Uma baita paleta de cores: Charco de los Clicos

Na hora da fome do almoço, estávamos em El Golfo. Logo ao lado da entrada do mirante da praia, há um restaurante chamado El Siroco. Meu desconfiômetro costuma me mandar fugir dos restaurantes e comércios mais próximos das atrações turísticas. Mas, depois de uma caminhada pela vila e por consultas aos cardápios, vimos que não havia nenhuma opção tão econômica quanto El Siroco. Acabamos ficando por lá mesmo.

Uma senhora paella por 20 euros!

Uma senhora paella por 20 euros!

E assim, quase por acaso, fizemos a melhor refeição de toda a viagem. Fomos na sugestão da placa do lado de fora: paella para duas pessoas por 20 euros. E era uma senhora paella! Super bem temperada, bem servida e mais do que suficiente para nós dois. Ainda ganhamos de brinde a super vista panorâmica da praia de El Golfo e o atendimento espetacular.

E de cortesia, ainda ganhamos shots de ronmiel, um licor típico das Canárias

E de cortesia, ainda ganhamos shots de ronmiel, um licor típico das Canárias

Duas sugestões para completar o dia

Echadero de Camellos

Faz parte da área do Parque Nacional de Timanfaya, mas uma foto daqui poderia passar como a de algum país desértico, especialmente na região do Saara. Alguns camelos estão ali, disponíveis para passeios de 45 minutos por trás da montanha que dá nome ao parque. Como passamos por lá muito em cima da hora da abertura do centro turístico das Montanhas de Fogo, acabamos não fazendo o passeio. Mas paramos para tirar algumas fotos.

Uma nova versão de "camelódromo"

Uma nova versão de “camelódromo”

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“A Mônica de moto, o Eduardo de camelo”

Arrecife

Capital de Lanzarote, maior cidade da ilha, mas sem um grande chamariz turístico. Tem uma bela orla, bons restaurantes e centros comerciais. Vale para adicionar uma cidade à sua lista ou pra tomar uma cervejinha com frutos do mar na beira da praia.

Orla de Arrecife

Orla de Arrecife

Outros posts sobre Lanzarote:

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Lanzarote dia 1: vinhos vulcânicos e orla

Chegamos a Lanzarote no meio de uma terça-feira e depois de um voo curto, num horário em que não precisamos madrugar. Ou seja: havia energia para ser gasta e muitos…

Chegamos a Lanzarote no meio de uma terça-feira e depois de um voo curto, num horário em que não precisamos madrugar. Ou seja: havia energia para ser gasta e muitos lugares para conhecer já no primeiro dia.

Decidimos começar com uma vinícola. Os vinhos de Lanzarote são famosos por serem feitos a partir de algumas cepas de uvas que só existem lá. A principal delas é a malvasia, que é cultivada em terras que receberam um “adubo” especial: cinzas vulcânicas, principalmente depois das erupções que ocorreram no século 18 e que mudaram a paisagem da ilha.

No nosso briefing, tínhamos duas vinícolas em mente. Uma era a El Grifo, que tem, além dos vinhedos, um museu dedicado ao vinho que é uma das grandes atrações da ilha. A outra era a La Gería, que tinha a vantagem de ser mais próxima e também a mais conhecida. Foi a que acabamos escolhendo, não apenas pela menor distância de onde estávamos, mas também porque o horário da visita guiada casava mais com a nossa agenda.

Entrada da bodega La Gería, antes de ser invadidas pelos americanos dos cruzeiros

Entrada da bodega La Gería, antes de ser invadidas pelos americanos dos cruzeiros

(Inclusive recomendo verificar os horários dessas visitas guiadas para quem quiser entender melhor a cultura do vinho em Lanzarote. Na El Grifo, elas saem às 11h e 15h de segunda a sexta e às 11h30 aos fins de semana. Na La Gería, às 13h. Ambas as vinícolas recomendam reserva antecipada)

Chegamos à La Gería e nos sentimos como visitantes soterrados por alunos que visitam um museu numa excursão escolar. Eram dezenas de ônibus de turismo repletos de passageiros de cruzeiros que haviam acabado de atracar na ilha. Ficamos preocupados com a qualidade da visita com tanta gente por lá. Mas acabamos descobrindo que cada grupão tinha seu guia e visitantes “avulsos” como nós tínhamos o nosso. E não éramos muitos: apenas 10, contando com a Janaína e eu.

A principal peculiaridade dos vinhos de Lanzarote é a forma de cultivo. A terra tem uma cor negra por causa das cinzas vulcânicas, que ajudam a fertilizar. Cada vinhedo fica plantado dentro de um buraco que fica a até 3 metros de profundidade. E muros com pequenas pedras empilhadas ficam ao redor. Nas maiores vinícolas, dá para enxergar esses buracos até quase o horizonte. Segundo nosso guia, a função dessa pequena engenharia é proteger as plantas do vento forte da região.

As centenas de "casinhas" para os vinhedos à moda de Lanzarote

As centenas de “casinhas” para os vinhedos à moda de Lanzarote

As muretas de pedras protegem não só parreiras, mas também outras árvores frutíferas

As muretas de pedras protegem não só parreiras, mas também outras árvores frutíferas

Por esse ângulo dá pra ver que há bastante cinzas vulcânicas sobre a primeira camada de terra

Por esse ângulo dá pra ver que há bastante cinzas vulcânicas sobre a primeira camada de terra

No fim da visita guiada (que custa 8 euros por pessoa), dá para fazer uma pequena farra na lojinha da La Gería. Há vários preços de vinhos, a partir de 7 euros. Não deixe de experimentar os do tipo malvasia vulcânica. Se você for um aficionado, traga algumas garrafas na mala, já que são vinhos dificílimos de encontrar no Brasil.

Orla de Puerto del Carmen

Depois da vinícola, o destino do nosso primeiro dia em Lanzarote foi a orla de Puerto del Carmen. Ficamos bestificados com a beleza do lugar. O que deveria ser apenas um muro de arrimo para conter a erosão virou cartão postal. As grandes pedras colocadas à beira mar receberam paisagismo e equipamentos como calçadas e bancos.

Felizes e ofuscados na orla de Puerto del Carmen

Felizes e ofuscados na orla de Puerto del Carmen

A poucos metros dali, há uma marina onde param lanchas e barcos particular de vários tamanhos. Não só iates de ricaços, como também pequenas embarcações de pescadores. E, para compor a paisagem, um paredão de casas brancas numa disposição que acompanha o relevo da região. Nunca fomos a Santorini (Grécia), mas, pelo que já vimos em fotos, foi a referência imediata.

Se você já foi a Santorini, diga aí: parece ou não parece?

Se você já foi a Santorini, diga aí: parece ou não parece?

Onde comer

A noite chegou no relógio, sem o sol se despedir. Acabamos procurando um lugar para jantar ainda com o dia claro. E encontramos ali próximo da orla, numa praça chamada Varadero, o melhor restaurante que conhecemos em Lanzarote: a Taberna de Nino. Especializado em tapas (que são aquelas pequenas porções que geralmente se comem com a mão), o Nino tem um cardápio enorme: tem combinações com frutos do mar, carne de porco, presunto ibérico, molhos agridoces… Era impossível ter certeza imediata sobre o que escolher. Precisamos voltar outra vez lá para não ficar frustrados por ter deixado algo passar. O preço médio de cada tapa fica entre 8 e 10 euros. (Ah, não deixe escapar o couvert que também é delicioso!!!)

Uma caçarola de polvo by Taberna de Nino

Uma caçarola de polvo by Taberna de Nino

Também experimentamos esta tapa com camarões empanados

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No próximo post, vamos contar sobre nosso segundo dia em Lanzarote, que teve o Parque Nacional de Timanfaya e a praia de El Golfo. Paisagens únicas e inesquecíveis! Continue a viagem com a gente! 🙂

Nenhum comentário em Lanzarote dia 1: vinhos vulcânicos e orla

Chegando a Lanzarote: desembarque, hospedagem e deslocamento

Sério: você dificilmente conhecerá um lugar como Lanzarote, tema deste nosso breve guia de viagem. Só falando ou escrevendo, é difícil convencer que uma ilha tão pequena (845 metros quadrados)…

Sério: você dificilmente conhecerá um lugar como Lanzarote, tema deste nosso breve guia de viagem. Só falando ou escrevendo, é difícil convencer que uma ilha tão pequena (845 metros quadrados) consiga reunir tantos atrativos. Paisagens vulcânicas, arquitetura, planejamento sustentável para o turismo, gastronomia, cultura, um litoral esplendoroso… Enfim, um ambiente inspirador e apaixonante. Que o diga o escritor português José Saramago, que viveu seus últimos 17 anos de vida na ilha e tem a casa e a biblioteca abertas para visitação pública.

O desembarque

Chegamos a Lanzarote depois de um voo bem curto da Binter saindo do aeroporto de Gran Canária. Foram 45 minutos de viagem numa aeronave turboélice pequena, que não tem nem assentos marcados. Mas a companhia foi pontual e não houve nenhum problema na viagem.

O parente do 14 Bis que nos levou de Gran Canária a Lanzarote

O parente do 14 Bis que nos levou de Gran Canária a Lanzarote

O aeroporto de Lanzarote é bem menor que o de Gran Canária, mas é bem servido de conexões internacionais. É possível chegar a ele em voos diretos de quase qualquer parte do continente europeu: Alemanha (15 cidades!!!), França, Suíça, Noruega, Itália… A maior parte desses voos é de companhias low cost (Ryan Air, Easy Jet, Vueling e Air Berlin, por exemplo), mas há algumas graúdas que voam para lá, como a British Airways e a Iberia.

Como diria Fernando Vannucci: simplezinho, mas bonitinho

Como diria Fernando Vannucci: simplezinho, mas bonitinho

Onde se hospedar em Lanzarote

O aeroporto fica em Arrecife, a capital da ilha. Mas este não costuma ser o principal destino de hospedagem dos turistas em Lanzarote. Apesar da cidade ter uma bela orla, vários centros comerciais e grandes hotéis, os viajantes normalmente se concentram em dois balneários. Eles são encontrados em qualquer guia de viagem: Playa Blanca, que fica mais ao sul da ilha, e Puerto del Carmen, mais próximo de Arrecife e do aeroporto.

De acordo com o roteiro que montamos, Puerto del Carmen facilitaria a logística por ser mais central e de saída mais fácil para os locais que queríamos visitar. Acabou sendo a nossa escolha por esse motivo e por ter uma vida vibrante. Mas a ilha é muito pequena, os deslocamentos são sempre curtos, seja qual for o lugar que você escolher para ficar.

A orla de Puerto del Carmen, de aperitivo pra vocês

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Transporte e deslocamento

Há transporte público saindo do aeroporto de Lanzarote para o centro de Arrecife e para os principais balneários: Playa Blanca e Puerto del Carmen. A passagem é bem barata: custa 1,40 euro para Arrecife e Puerto del Carmen e 3,30 euros para Playa Blanca. São ônibus urbanos que também fazem a viagem no sentido balneários-aeroporto. Confira a informação completinha sobre transporte público para completar o seu guia de viagem no site do aeroporto.

No entanto, optamos mais uma vez por alugar carro. Assim como em todo o arquipélago, as rodovias de Lanzarote são bem conservadas e sinalizadas. Optamos pela companhia local Cicar, que tem preços bem competitivos e descontos progressivos. Com um sim card local no seu celular, qualquer aplicativo de mapas vai te servir lindamente como guia. Além disso, há uma vantagem sobre Gran Canária: as estradas em Lanzarote são muito planas. Portanto, não vai ter sobe-desce, nem curvas demais, nem pista estreita à beira de barrancos.

Vinhos feitos de vulcões, num lugar que mistura rocha, cinzas e fogo: isto é Lanzarote

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Nossa hospedagem foi via Airbnb. Uma casa numa espécie de pequeno condomínio em Puerto del Carmen, balneário muito recomendado no guia de viagem que lemos. Tínhamos piscina na área comum e estávamos a cerca de 10 minutos a pé da orla. Além disso, a casa ficava na Juan Carlos I, uma das principais avenidas do balneário, repleta de supermercados, bares, restaurantes e serviços turísticos em geral.

E para sair rumo às principais atrações de Lanzarote, estávamos numa localização privilegiada: a 3km da Casa de José Saramago, a 15km da Bodega La Gería, a 26km do Parque Nacional de Timanfaya e a 46km do Mirador Del Río, a atração mais distante do centro da ilha (porém, imperdível).

Janaína e eu na praia de El Golfo, mais uma das paisagens incríveis de Lanzarote

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Todos os posts sobre Lanzarote

Nestes outros posts, damos sugestões de roteiros para cada dia em Lanzarote baseado no que fizemos. Deixa a gente planejar a viagem junto com você? 🙂

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