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Munique: novo voo direto aproxima Alemanha e Brasil

A Oktoberfest original está mais perto dos brasileiros! Assim como a Allianz Arena, os jogos do multicampeão Bayern, o Castelo de Neuschwanstein e outros passeios na região da Baviera, na…

A Oktoberfest original está mais perto dos brasileiros! Assim como a Allianz Arena, os jogos do multicampeão Bayern, o Castelo de Neuschwanstein e outros passeios na região da Baviera, na Alemanha. Isso porque a cidade de Munique é o destino de uma rota sem escalas saindo do Brasil. A partir de 7 de novembro de 2017, a Condor opera um voo direto entre Recife e Munique. É apenas um voo semanal, sempre às terças-feiras. Mas já é o suficiente para facilitar a chegada a um dos principais destinos turísticos alemães.

O voo partindo do Recife passa a ser o único voo direto para Munique saindo do Brasil. Até outubro de 2016, havia um voo a partir de São Paulo, feito pela Lufthansa. Mas a companhia suspendeu a rota, alegando a crise econômica brasileira como motivo. As ligações entre Brasil e Alemanha acabaram se restringindo a Frankfurt, que tem um dos principais aeroportos da Europa. Latam e Lufthansa faziam essa rota saindo de São Paulo e Rio de Janeiro. A Condor chegou depois e incluiu o Nordeste na parada, com voos a partir do Recife, Salvador e Fortaleza.

A rota Recife-Munique é feita em aeronaves Boeing 767/300, com três classes: business, comfort e econômica. O voo tem um horário bom para quem consegue dormir na viagem. Sai às 18h50 do Recife e chega às 8h50 locais em Munique no dia seguinte, totalizando 10 horas de voo.

Voei de Condor em duas oportunidades, sempre na rota Recife-Frankfurt. Em 2015, os aviões eram iguais a estes que fazem o novo voo para Munique. Confortáveis, com bom serviço de bordo, mas muita coisa paga por fora. Desde a reserva do assento até uma versão premium do sistema de entretenimento, tudo tem seu preço. Já em 2017, o avião era menor. O espaço entre as poltronas era mais apertado, não havia nem classe comfort nem sistema de entretenimento.

Uma vantagem da Condor é que a franquia de bagagem ainda não sofreu influência da mudança das regras no Brasil. Mesmo na classe econômica, os passageiros têm direito a despachar dois volumes de até 32 kg sem custo adicional. A bagagem de mão permitida é de 6 kg na classe econômica, 10 kg na comfort e 12 kg na business.

Outra questão importante: a Condor tem um escritório no Brasil, mas os problemas mais cascudos precisam ser encaminhados para a matriz na Alemanha. No post sobre os 7 erros que cometi em viagens, descrevi uma situação que vivi na viagem de 2017. O prazo dado pela companhia para responder a casos encaminhados à matriz era de 72 horas úteis. Portanto, ao escolher voar pela Condor, tente minimizar os riscos de mudança em cima da hora da viagem.

Mas o que fazer em Munique?

Munique - parque olímpico

Parque Olímpico de Munique. Foto: designerpoint / Pixabay

Para responder a esta pergunta, entrei em contato com a Márcia Oliveira. Ela é carioca e mora em Munique desde 2015 e promove passeios guiados para brasileiros na cidade e na região da Baviera (da qual Munique é capital). Ela também publica dicas sensacionais no blog Vou Pra Alemanha, que divide com outras duas brasileiras. Para a Márcia, tudo o que você encontra em Munique e na Baviera é muito parecido com a imagem que se costuma ter da Alemanha.

Márcia Oliveira, do blog Vou Pra Alemanha

“Quando você pensa na Alemanha, é muito provável que venham à sua mente os Alpes, as vaquinhas, os pastos verdinhos, lagos cor de esmeralda. Ou ainda casinhas com flores nas varandas, lindos castelos, pessoas bebendo cerveja e se divertindo. Tudo isso pode ser encontrado na Baviera. Em comparação com o resto da Alemanha, a Baviera é a região que mais preserva as tradições, onde você pode experimentá-las e vivenciá-las de forma mais genuína”, conta Márcia.

 

Quando ir a Munique?

Segundo Márcia Oliveira, a cidade tem atrativos o ano inteiro. Mas a melhor época para ir vai depender muito do que você quer ver e fazer. “Se quiser fugir do período mais frio, evite janeiro. Por outro lado, se quiser ver bastante neve, venha em janeiro. O inverno aqui é rigoroso, mas nada que impeça passeios pela cidade e arredores. Basta que você esteja bem agasalhado”, explica.

A época mais fria vai de janeiro a abril. Na virada de abril para maio, a temperatura começa a subir e as tulipas coloridas florescem. É a primavera chegando. De junho a setembro, é o verão: dias quentes, noites frescas. Em setembro é dada a largada da Oktoberfest (da qual falaremos um pouco mais adiante) e as temperaturas começam a cair até dezembro. Em novembro, as feiras de Natal chegam para deixar a cidade com outra atmosfera.

Também pedi à Márcia que enumerasse os cinco lugares preferidos dela em Munique. Confira as dicas dela!

 

Olympiaberg

Munique, Olympiaberg

Olympiaberg. Foto: Vou Pra Alemanha

O que diz a Márcia: “É um pequeno monte no Parque Olímpico de Munique, onde é possível ter uma visão geral da cidade. Também é meu lugar preferido para ver o pôr-do-sol”.

Esta é apenas uma das inúmeras atrações do Parque Olímpico, que segue em plena atividade desde os Jogos de 1972. De lá para cá, vários eventos esportivos foram realizados aqui, assim como shows e exposições. Além disso, é um dos principais espaços de lazer para os moradores. A Olympiaberg, por exemplo, tem entrada gratuita.

Site: http://www.olympiapark.de

 

Jardim Inglês (Englischer Garten)

Munique, Englischer Garten

Englischer Garten no Verão. Foto: Munchen.de

O que diz a Márcia: “Um dos maiores parques urbanos do mundo. Ele está sempre lindo, em qualquer estação”.

Além das paisagens naturais (beira de rio, beira de lago, áreas verdes, etc), o Englischer Garten tem uma porção de restaurantes típicos, a tradicional Torre Chinesa e um biergarten para tomar cervejas locais. Além disso, há um trecho de rio com correnteza onde se pratica surfe! Dá uma olhada no vídeo feito pelo blog Vou Pra Alemanha!

Site: http://www.muenchen.de/sehenswuerdigkeiten/orte/120242.html

 

Deutsches Museum

Munique, Deutsches Museum

Foto: Deutsches Museum / Divulgação

O que diz a Márcia: “maior museu de tecnologia do mundo”.

O Museu Alemão é enorme. Tem uma área de 45 mil metros quadrados e um acervo de 17 mil peças. Entre as áreas do conhecimento exploradas no museu, estão a mineração, a aeronáutica, a química, a engenharia e muito mais.

Site: www.deutsches-museum.de

 

Palácio Residenz

Munique, Palácio Residenz

A ala Antiquarium no Palácio Residenz. Foto: blizniak / Pixabay

O que diz a Márcia: “é um museu que serviu de residência aos governantes da Baviera por mais de 600 anos”.

É o maior palácio urbano da Alemanha, composto por dez pátios e 130 salas. Abriga também um museu de decoração de interiores, uma sala de concertos, a Casa do Tesouro Real e um teatro. O Jardim da Corte, outra atração do complexo, tem entrada gratuita. Confira informações sobre ingressos nos espaços pagos e sobre os horários de funcionamento.

 

Viktualienmarkt

Munique

Foto: Munchen.de

O que diz a Márcia: “é um mercado gourmet que fica bem no centro histórico de Munique, onde há inclusive um biergarten”

É um mercado com mais de 200 anos de história e é marcante pelo tamanho e diversidade. São 22 mil metros quadrados e 140 lojas com itens que vão de flores a temperos, de plantas a carne, passando por peixe, charcutaria e muito mais.

Horário de funcionamento: segundas a sextas, das 10h às 18h. Sábados, das 10h às 15h. Fechado aos domingos. A fonte é o site da prefeitura de Munique.

 

 

Faixas bônus

Outros programas imperdíveis em Munique e arredores.

 

Oktoberfest

Munique, Oktoberfest

Foto: Divulgação Oktoberfest

O maior evento turístico de Munique e, quiçá, de toda a Alemanha. É uma tradição de quase 200 anos, que inclui roupas folclóricas, músicas típicas e canecas de litro abastecidas de cerveja de forma intermitente. A festa começa em setembro e dura 16 dias.

O site da Oktoberfest é completíssimo com informações sobre o evento.

E o site Um Só Lugar preparou um guia prático da festa, cheio de curiosidades para quem pretende curtir in loco.

 

Allianz Arena

Foto: Lee Min Jon / Pixabay

Nem parece que o moderníssimo estádio do Bayern de Munique já tem mais de 10 anos de existência. Inaugurado em 2005, foi palco de seis jogos da Copa do Mundo em 2006 e da final da Champions League em 2012. As visitas à arena contemplam não apenas as principais dependências do estádio, como também o FC Bayern Erlebniswelt: o maior museu de um clube de futebol alemão.

Para informações sobre agenda de eventos, horário de funcionamento e preços das visitas, entre no site da Allianz Arena.

 

BMW Welt

Munique, BMW Welt

Foto: Divulgação / BMW Welt

É um complexo que reúne a fábrica, edifícios administrativos e o museu da montadora alemã. O lugar impressiona não só aos fãs de carros, mas a quem admira a arquitetura moderna. O design do complexo é de cair o queixo. Além de carros e motos em exposição, o BMW Welt tem loja oficial da marca, além de restaurante, lanchonete e muito mais.

Para informações sobre horários de funcionamento e preços de ingressos, acesse o site do BMW Welt.

 

Legoland

Foto: Legoland / Divulgação

Essa dica é para quem curte parques temáticos e está disposto a pegar uma estrada. A Lego (sim, a fábrica dos brinquedinhos de montar) tem nove parques em todo o mundo. Um deles está em Günzburg, a 130 quilômetros de Munique. A filial alemã é feita com 56 milhões de peças de Lego. E uma das partes mais legais é a Mini Land, com réplicas de pontos turísticos da Alemanha montadas com os famosos bloquinhos.

Para informações bem completinhas, acesse o site da Legoland Deutschland.

 

Outros passeios

Munique, Castelo de Neuchwastein

Castelo de Neuchwanstein. Foto: Vou Pra Alemanha

Há muitos outros lugares legais para ver em Munique e nos arredores. Como o Castelo de Neuchwanstein, o campo de concentração de Dachau e as cidades de Innsbruck e Salzburgo, na Áustria. A Márcia Oliveira, do blog Vou Pra Alemanha, organiza passeios para todos esses destinos e para vários roteiros dentro de Munique. Os depoimentos das pessoas que já fizeram excursões com ela são muito legais! Não deixe de conferir a lista completa dos tours organizados por ela antes de organizar sua viagem para a Alemanha!

 

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7 lugares “secretos” para conhecer em Madrid

Quando coloquei o Mochileza no ar, pensei num grande propósito. A ideia era sempre buscar experiências pouco comuns para compartilhar com os leitores. Lugares que só os moradores conhecem, passeios…

Quando coloquei o Mochileza no ar, pensei num grande propósito. A ideia era sempre buscar experiências pouco comuns para compartilhar com os leitores. Lugares que só os moradores conhecem, passeios pouco divulgados e experiências de imersão nas cidades, por exemplo. Se fosse para escrever sobre o que todo mundo já fala ou já sabe, não havia a necessidade de mais um blog de viagem existir.

O problema é que, para o trabalhador que tem apenas 30 dias de férias por ano, fica bem difícil conhecer os destinos tão profundamente assim. Não com uma consistência suficiente para dizer: “rodei a cidade inteira e não encontrei um lugar tão pitoresco quanto este”.

Ainda bem que a internet aproxima as pessoas e conheci a Larissa Andrade, dos blogs Be My Beer e Esto es Madrid, Madrid. Ela é jornalista e beer sommelier e mora na capital espanhola desde 2011. Com a bagagem que tem, ela compartilha informações e experiências sobre viver em Madrid e sobre o mercado cervejeiro na Europa.

Pois bem: convidei a Larissa para colaborar com o Mochileza e revelar os seus lugares “secretos” preferidos em Madrid. Aqueles que não costumam estar nos guias, que o turista viciado em sightseeing não vê e que podem valer grandes momentos na sua viagem. É mais um guest post especial por aqui! Espero que vocês curtam!

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Larissa Andrade, nossa anfitriã em Madrid. Foto: Arquivo pessoal

Madrid é uma cidade de contrastes: apesar de ser a segunda maior capital europeia, atrás apenas de Londres, às vezes parece ser um pouco provinciana. Apesar de ter uma área moderna, é cheia de história. E apesar de acolher moradores de várias partes do mundo, está cheia de madrilenhos que não abrem mão de seus costumes e tradições. Neste post, vamos falar de 7 lugares “secretos” de Madrid onde está tudo junto e misturado. 

Na verdade, alguns deles são bem conhecidos pelos locais, mas os considero fundamentais para entender um pouco a alma madrilenha.

Mercado de Vallehermoso

Madrid, Mercado de Vallehermoso

Foto: Larissa Andrade

Há algum tempo, os mercados municipais de Madrid vêm ganhando uma cara nova. As bancas tradicionais de frutas, verduras e carne se misturam a restaurantes asiáticos e lojas de embutidos.

Fora do centro turístico, o Mercado de Vallehermoso é um desses mercados. Nele, você vai encontrar postos onde pode fazer a compra da semana. Na mesma viagem, dá para aproveitar e tomar uma boa cerveja artesanal no Prost Chamberí ou na cervejaria Drakkar, provar a comida tailandesa do Tuk Tuk ou tentar a sorte e conseguir uma mesa para almoçar no disputado Kitchen 154, especializado em comida picante.

Endereço: Calle Vallehermoso, 36 (metrô Quevedo)

Horário de funcionamento: de segunda à sábado, das 9h às 23h. Aos domingos, das 11h às 18h.

 

Restaurante Can Punyetes

Madrid, Can Punyetes

Foto: Facebook/Can Punyetes

Bem ali no centro de Madrid está escondido um restaurante catalão delicioso, onde você pode provar os calçots (uma espécie de cebola típica da região) com salsa romesco, butifarra (linguiça) e terminar com a clássica crema catalana. Eles não aceitam reservas. Por isso, o ideal é chegar cedo e colocar o nome na lista de espera. Não espere nada glamouroso, porque o restaurante é simples e antigo, mas o ambiente é bem original. 

Há dois endereços, mas o meu favorito é o da Calle de los Señores de Luzon, 5 – (metrô Sol ou Ópera)

Horário de funcionamento: segundas a quintas, das 13h às 17h e das 20h à 0h. Sextas e sábados, o horário do jantar se estende até 1h. Aos domingos, só abre para o almoço, das 13h às 17h.

 

Noches de Bolero na Bodegas Lo Máximo

Madrid, Bodegas Lo Máximo

Foto: Larissa Andrade

Um dos bares mais queridinhos do bairro de Lavapiés se torna ainda mais especial nas noites de quarta-feira. É quando a Piluka, que trabalha lá, deixa o balcão do bar e sobe no pequeno palco para cantar boleros. Não pode conversar (ou você corre o risco de levar bronca), mas eu garanto que vale a pena! Você só paga o que consumir e eu te garanto que vai ser impossível não se emocionar. A apresentação começa por volta das 20 horas. 

Endereço: Calle de San Carlos, 6 (metrô Lavapiés ou Antón Martín)

Horário de funcionamento: segundas a quintas, das 19h30 às 2h. Sextas a domingos, das 12h30 às 2h.

 

Bar Casa Zoilo

Madrid, Casa Zoilo

Foto: Facebook/Casa Zoilo

O madrilenho ama um bar. E se ele for desse bem simples, com cara de bairro, em que todo mundo já se conhece e a cerveja sempre vem acompanhada de uma tapa generosa, melhor ainda. O Casa Zoilo, também no bairro de Lavapiés, é assim. Tem um estilo classe trabalhadora, os garçons são ótimos, eles têm opções vegetarianas e você encontra tanto cervejas artesanais quanto industriais.

Endereço: Calle de la Huerta del Bayo, 4 (metrô Tirso de Molina)

Horário de funcionamento: terças a sábados, das 12h às 16h e das 20h à 0h30. Aos domingos, fecha um pouquinho mais cedo, à 0h. Fechado às segundas.

 

Matadero  + Madrid Río

Madrid, Matadero

Foto: Larissa Andrade

O Matadero, antigo matadouro de animais, é atualmente um dos principais centros culturais da cidade. Como está um pouco afastado do centro, muitos turistas não vão até lá, o que considero um erro. Além de ter uma sala de cinema linda e especializada em documentários, a cantina é uma delícia e sempre tem alguma atividade cultural rolando. Minha dica é: alugue uma das bicicletas públicas e vá até o Matadero de bicicleta pelo Madrid Río, um parque que está nas margens do rio Manzanares. Você vai ver Madrid de um jeito diferente e super bonito!

Endereço: Paseo de la Chopera, 14 – (metrô Legazpi)

Horário de funcionamento: todos os dias, das 9h às 22h

 

Museu Sorolla

Madrid, Museo Sorolla

Foto: Larissa Andrade

Madrid tem importantes museus, como o Prado e o Reina Sofía, onde você vai encontrar obras de grandes mestres, como Velázquez, Rubens, Picasso e Dalí. Mas a cidade oferece opções menores, mas muito interessantes, como a Casa Museu de Joaquín Sorolla, que foi a residência do pintor e abriga grande parte de sua obra. Vale a visita pelas duas coisas e é impossível não se impressionar com as obras do artista.

Endereço: Paseo del General Martínez Campos, 37 (metrô Gregorio Marañón ou Ruben Darío)

Horário de funcionamento: terças a sábados, das 9h30 às 20h. Domingos, das 10h às 15h. Fechado às segundas.

 

Cafeteria Santa Eulalia

Madrid, Santa Eulalia Boulangerie Patisserie

Foto: Facebook/Santa Eulalia Boulangerie Patisserie

A capital espanhola, como muitas outras cidades europeias, foi delimitada no passado por uma muralha. Na verdade, duas! Uma muçulmana, construída no século IX, e outra cristã, dos séculos XI e XII e que aproveitou partes da primeira. Infelizmente, apenas pequenas partes das muralhas são conservados e um dos lugares onde você pode vê-las é na Cafeteria Santa Eulalia, que também tem pães, croissants e doces deliciosos em um ambiente moderninho.

Foto: Larissa Andrade

Endereço: Calle Espejo, 12 (metrô Ópera)

Horário de funcionamento: terças a sábados, das 9h30 às 20h. Domingos, das 9h30 às 15h. Fechada às segundas.

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Estádio de Wembley: visita guiada ao templo do futebol inglês

Em uma cidade onde você tromba com estádios por onde anda, é difícil que apenas um se destaque sobre os demais. Sempre vai haver o maior, o mais moderno, o…

Em uma cidade onde você tromba com estádios por onde anda, é difícil que apenas um se destaque sobre os demais. Sempre vai haver o maior, o mais moderno, o mais histórico ou o do time mais popular. Dependendo do que você procura numa visita, um deles pode atendê-lo. Mas, em se tratando de Londres, não é fácil igualar a mística e a relevância do Estádio de Wembley.

O nome Wembley é tão forte no imaginário do futebol quanto Maracanã. O estádio já sediou final de Copa do Mundo, é palco fixo das decisões da Copa da Inglaterra e ainda recebeu eventos de outros esportes. Até jogo de futebol americano já passou por esta famosa grama!

Isso sem falar no fator Wembley na história da música pop. Pense nos grandes nomes do showbiz de diversas épocas. Pense nos seus artistas favoritos, nos discos que você tem na prateleira (caso ainda colecione discos). Muitos deles já fizeram shows em Wembley. De Rolling Stones a Muse. De Queen a Adele. De Elton John a Foo Fighters.

Por esses motivos, escolhi o Wembley como um dos estádios para visitar na minha viagem a Londres em junho de 2015. Falei sobre outro estádio londrino, o Craven Cottage, neste outro post.

Um pouco de história

Wembley Stadium, twin towers

A fachada do velho Wembley, com as duas torres. A foto está nos corredores do novo estádio como recordação.

Se você não acompanha futebol, precisa de um preâmbulo para conhecer alguns fatos sobre Wembley. O estádio que está de pé hoje não é o Wembley original, e sim uma versão remodelada que foi inaugurada em 2007. A primeira encarnação do estádio existiu entre 1923 e 2003 e tinha como principal marca as duas torres na fachada. Logo no jogo inaugural, a final da Copa da Inglaterra entre Bolton e West Ham, recebeu 127 mil pessoas. Durante 27 anos, este foi o maior público do futebol mundial. Acabou superado apenas pela final da Copa de 1950.

Quando foi demolido em 2003, o velho Wembley já tinha passado por remodelagens que diminuíram sua capacidade para 80 mil pessoas. Com a reconstrução, o estádio ficou maior: 90 mil lugares. Além disso, ganhou outro elemento arquitetônico de destaque. No lugar das duas torres, um imenso arco que se destaca de longe.

Wembley Stadium, Twin Towers

Substituição: saem as duas antigas torres…

Wembley Stadium

… e entra o modernoso arco. Foto: Leonardo Aquino

Outro fato interessante: Wembley pertence à Federação Inglesa de Futebol, e não a algum clube. Portanto, é a sede oficial do English Team. Dificilmente você vai ver na programação jogos que não sejam de seleções. A temporada 2017/18 é uma exceção. O Tottenham Hotspurs joga como mandante em Wembley enquanto seu novo estádio não fica pronto.

Começando a visita

Wembley Stadium

É assim que você Wembley assim que sai do metrô. Foto: Leonardo Aquino

Pois bem, vamos à visita em si. Basta sair da estação Wembley Park do metrô para avistar o gigantesco arco e os painéis de led na fachada, que informam sobre a programação de jogos e eventos. Na esplanada do estádio, uma estátua homenageia um dos maiores nomes do futebol inglês:  Bobby Moore, capitão da seleção campeã mundial em 1966.

Bobby Moore, lenda nacional na Inglaterra. Foto: Leonardo Aquino

Os ingressos podem ser comprados antecipadamente no site do estádio ou numa bilheteria dedicada às visitas guiadas. Junto com os ingressos, os visitantes recebem livretos com informações úteis para a visita. Há uma edição em português disponível.

Wembley Stadium, visitors guide

O guia em português para a visita a Wembley. Foto: Leonardo Aquino

Na recepção, as boas vindas ficam por conta de um elemento protagonista da história das Copas do Mundo. O travessão onde bateu a bola do polêmico gol de Geoff Hurst na final de 1966 entre Inglaterra x Alemanha. Depois de bater no poste, a bola quicou à frente da linha. Numa era sem tira-teima ou tecnologia da linha do gol, o árbitro validou o lance, determinante para a vitória inglesa. Qualquer vídeo hoje em dia mostra que o erro foi grotesco. Mas os ingleses, pelo jeito, celebram o travessão como um dos heróis do título.

Wembley Stadium, Crossbar Reception

O histórico travessão de 1966 é o recepcionista da visita a Wembley. Foto: Leonardo Aquino

A visita começa em uma área dedicada à memória dos Jogos Olímpicos disputados em Londres. Antes da edição mais recente, a de 2012, houve outras duas: 1908 e 1948. A segunda edição, inclusive, teve Wembley como palco principal. A principal atração desta área é a bandeira olímpica original dos Jogos de 1948.

Wembley Stadium, London Olympic Flag

Foto: Leonardo Aquino

 

Tribunas e bastidores

Wembley Stadium Tribunes

A vista das tribunas de Wembley. Foto: Leonardo Aquino

O primeiro contato com o campo em si acontece à distância, de uma das tribunas. É o momento em que os visitantes são apresentados a algumas informações e curiosidades sobre Wembley. Uma delas diz respeito à acústica impecável do estádio. Para testá-la, o guia nos desafia a gritar qualquer coisa e ouvir a beleza da reverberação do som. Aí você fica imaginando como deve ser aquele ambiente com 90 mil vozes…

Das tribunas já dá pra ter noção da imponência de Wembley, o segundo maior estádio da Europa em capacidade (menor apenas que o Camp Nou, de Barcelona). Aproveite a posição para tirar uma bela foto panorâmica do estádio.

Panorâmica tirada a partir das tribunas. Foto: Leonardo Aquino

Depois disso, os visitantes começam a mergulhar pra valer nos bastidores de Wembley. A caravana passa pela sala de imprensa, onde técnicos e jogadores dão entrevistas coletivas. Estão liberadas fotos para que você se sinta o Wayne Rooney ou o David Beckham por alguns segundos.

Wembley Stadium, Press Room

Meu time perdeu nesse dia…

Nos corredores internos, as paredes são decoradas com imagens que contam a história de Wembley (o velho e o novo). Fotos dos grandes jogos, títulos comemorados, shows marcantes e personalidades que estiveram no estádio. Cuidado para não passar muito tempo olhando para as molduras e perdendo de vista seus companheiros de passeio.

Vestiários e campo

Wembley Stadium, Dressing Room

Foto: Leonardo Aquino

A parada seguinte é nos vestiários, modernos e confortáveis como os de qualquer arena construída no século 21. Em horários de visita guiada, eles ganham uma arrumação diferente de um dia de jogo. Na minha visita, por exemplo, havia algumas camisas importantes de craques que haviam passado recentemente por lá. Messi e Cristiano Ronaldo eram os destaques. Mas também havia vários uniformes do English Team e do Team GB, a seleção da Grã-Bretanha, formada apenas para a disputa dos Jogos Olímpicos.

Wembley Stadium, Dressing Room

A rara camisa do Team GB no vestiário de Wembley. Foto: Leonardo Aquino

Em seguida, a visita reproduz o caminho dos craques. Dos vestiários para o túnel, do túnel para o campo. Aí é pura emoção, ainda que a área permitida para circulação de visitantes seja bem limitada. Fica difícil não sentir um friozinho na barriga ao imaginar todos os craques e grandes eventos que já passaram por lá. É a hora de entupir a memória da sua câmera ou celular com fotos de todo tipo.

Wembley Stadium, Pitch

Vista panorâmica a partir do gramado. Foto: Leonardo Aquino

Wembley Stadium, Pitch

No pequeno espaço permitido para a gente circular

Wembley Stadium

Curiosidade: uma parte das cadeiras atrás de um dos gols é removível. Facilita a vida em dias de grandes eventos e shows. Foto: Leonardo Aquino

Fim da visita

A brincadeira termina como em qualquer visita guiada que se preze: na lojinha. E na de Wembley, você encontra todo tipo de souvenirs da seleção da Inglaterra. Camisas de jogo atuais e retrô, cachecóis, pelúcias, ímãs de geladeira, bolas e muito mais. Apenas fique ligado que o gasto ali é em libra, amigo.

Na saída da visita, ainda há algumas últimas coisas legais para ver. Como a escultura dos três leões, símbolo da Federação Inglesa e, consequentemente, da seleção do país. Além disso, há outra homenagem aos Jogos Olímpicos. Uma espécie de pequeno memorial, com placas que enumeram os medalhistas de ouro dos Jogos de 1948.

Wembley Stadium, Three Lions

Os Três Leões icônicos do futebol inglês. Foto: Leonardo Aquino

Wembley Stadium, 1948 Olympic Champions

Homenagem aos campeões olímpicos de 1948. Foto: Leonardo Aquino

 

Planeje sua visita a Wembley

Uma ida a Wembley para uma visita guiada não é algo tão simples para fazer sem planejamento nenhum. Existem questões logísticas e financeiras envolvidas. Uma viagem perdida pode custar caro (e não é tão difícil de ocorrer).

Agenda

Antes de tudo, é preciso saber que Wembley não está aberto para visita guiadas todos os dias. Quando há jogos ou eventos, não há visitas. Portanto, o primeiro passo é checar o seu calendário de viagem com a programação de eventos de Wembley. Os dias em que os tours não serão feitos sempre estão em destaque no site do estádio: http://www.wembleystadium.com/Wembley-Tours.aspx

Nos dias sem eventos, as visitas são realizadas de hora em hora a partir das 10h. A última é às 16h.

Transporte

Também tem o fator distância/transporte. Wembley fica distante do centro de Londres, na zona 4 do transporte público. Quem já foi à cidade e andou de metrô provavelmente já se familiarizou com essas zonas numeradas. E esse mesmo turista que não é mais de primeira viagem também deve saber que, num roteiro básico por Londres, anda-se principalmente nas zonas 1 e 2. Nem todos os bilhetes de transporte dão acesso a todas as zonas. E, quanto maior o número da zona por onde você vai andar, mais caro é o bilhete.

Recomendo que você se informe bem sobre o transporte público de Londres antes de ir. O site Londres Para Principiantes tem um guia bem completo sobre tarifas e o uso do Oyster Card, que vale para ônibus, metrô e trens: https://www.londresparaprincipiantes.com/guia-dos-transportes-para-2017/

Se você for de metrô, as estações mais próximas para descer são Wembley Park (linhas Jubilee e Metropolitan) ou Wembley Central (linhas Bakerloo e London Overground). As linhas de ônibus que servem o estádio são as de número 18, 83, 92 e 224.

Utilize o planejador de viagens do site do transporte público de Londres para saber a melhor forma de chegar. O Google Maps também funciona bem para esta finalidade.

Ingresso

Assim como a maior parte das atrações pagas de Londres, Wembley tem um ingresso caro: 20 libras (valor apurado em setembro de 2017). Mas este é o preço de balcão para tarifa cheia. Comprando online, os preços são menores. Para adulto, por exemplo, o ingresso comprado na internet custa 18 libras. Existem descontos para menores de 16 anos, idosos com mais de 65 anos e estudantes. A tabela completa de preços está aqui: http://www.wembleystadium.com/Wembley-Tours.aspx

Mas, para comprar online, é preciso marcar data e hora para a visita. Ou seja, leve em conta você vai ter que programar uma parte de um dia em função de Wembley.

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Dortmund: um passeio pela capital alemã do futebol

Sou fã de futebol e nem minhas viagens me deixam mentir. Aqui no blog, já falei sobre a visita ao estádio mais antigo em atividade em Londres. Também já entrevistei…

Sou fã de futebol e nem minhas viagens me deixam mentir. Aqui no blog, já falei sobre a visita ao estádio mais antigo em atividade em Londres. Também já entrevistei o craque Juninho Pernambucano para falar sobre Lyon. Como se não fosse suficiente, tenho amigos que compartilham essa paixão e também colocam o esporte como balizador eventual dos roteiros de viagem. Um deles aceitou o convite de escrever um post convidado para o Mochileza sobre Dortmund, na Alemanha.

Primeiro vou apresentar o “santo” e depois, o “milagre”. O João Lazera é pernambucano, advogado e torcedor do Sport. Apesar de trabalhar no dia-a-dia com o idioma juridiquês, ele tem uma prosa muito fácil na escrita. Poderia ter o blog dele, seja sobre futebol ou sobre viagens. Apaixonado pela Alemanha, o cara já rodou por uma grande parte do país nas viagens que fez para lá.

Dortmund era o sonho de Disneylândia do João Lazera

E por que Dortmund? Por mais que não esteja na rota turística comum, a cidade com pouco menos de 600 mil habitantes tem alguns atrativos para os fanáticos por futebol. O primeiro é o clube com a maior média de público do planeta. O segundo, um completíssimo e recém-inaugurado museu sobre o futebol alemão.

A partir de agora é com o João. Espero que vocês curtam os relatos dele como eu curti!

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Não falta quem se dobre de paixões pelas mais variadas coisas. A minha é o futebol. Eu reverencio o esporte e o Sport. A atmosfera, a festa, a tensão e a linha tênue entre a agonia e alegria são elementos que tornam o jogo apaixonante. Tanto para quem vai ao estádio quanto para quem divide a TV e umas cervejas com os amigos às quartas, quintas, sábados, domingos ou segundas (com o perdão dos que são habitués da Série B).

O João e a Gabi, esposa dele, no Signal Iduna Park, em Dortmund. Foto: João Lazera

Ir à Alemanha é ter a oportunidade de ver de perto a maior média de público em campeonatos nacionais de futebol no mundo inteiro. São mais de 40 mil torcedores por jogo. Além disso, também é a chance de desmistificar parte desses chavões que o brasileiro curte repetir: “país do futebol”, “povo caloroso”, “jogo bonito” e mais um monte desses que você escuta da boca do Galvão Bueno. Esse era o roteiro da minha viagem de 2017.

A ideia era passar por Essen, Colônia, Düsseldorf, Leverkusen, Hamburgo, Hanover e Munique. Quase todas as cidades citadas têm inúmeros atrativos históricos e culturais. Nelas, o futebol é apenas um bônus. Mas que bônus! Nesses lugares, pode se conhecer clubes que vão desde o cultuado underdog St. Pauli até o supercampeão Bayern.

Mas, se você perseverou até aqui, sabe que isso não é o principal objetivo. A exceção – e a razão de existir desse post, é o orgulho da Vestfália: Dortmund.

A maior cidade do Vale do Ruhr teve sua importância histórica calcada na exploração do aço. A atividade foi determinante tanto no período de Otto von Bismarck, quanto no de Adolf Hitler. Não por acaso, Dortmund sofreu com as intervenções pós-guerra. Ressuscitou com a retomada desenvolvimentista chamada de “Wirtschaftswunder”, milagre econômico supervisionado pelo ministro das finanças Ludwig Erhard nos anos 50. Hoje a cidade vive um período de pós-industrialização, fomentado pela Universidade local e seu imponente parque de tecnologia.

Não vai faltar quem tente te convencer a fazer apenas um bate-volta nessa cidade de vocação industrial e com cara de interior. Afinal, são apenas pouco mais de cem quilômetros de Colônia ou de Düsseldorf, por exemplo. E ninguém normal trocaria uma vista da Catedral de Colônia ou da Rheinuferpromenade, o calçadão à beira do rio.

Borussia, o maior patrimônio de Dortmund

Mas, como não estamos falando de pessoas normais, Dortmund merece mais que isso. Merece um fim de semana de jogo, vestido de amarelo e negro, sendo parte da Muralha Amarela, cantando “You’ll never walk alone” a plenos pulmões, cheio de cerveja Kronen na cabeça. Esse é o espírito da cidade do Borussia Dortmund, o BVB 09 (Bê-fál-bê, para os locais).

Foto: João Lazera

Mas, antes dos “finalmentes”, tem os “entretantos”. Para você que está acostumado a ir a estádio comprando ingresso no dia ou é daqueles que não acompanha muito o futebol internacional, tenho uma novidade para você. Os ingressos para os jogos do Dortmund estão esgotados. Cem por cento dos ingressos são vendidos no início da temporada entre os sócios do clube, na forma de tíquete de temporada (season ticket). Como se não fosse suficiente, há uma fila de espera – também formada por sócios, brutal.

 

Como conseguir ingressos para os jogos do Borussia Dortmund?

Como tudo na vida tem um jeito, existem três maneiras de você consegui-los:

1) O site oficial do clube costuma vender os últimos assentos disponíveis para cada jogo duas ou três semanas antes. Ainda assim, é quase impossível.

2) Pelo site de venda de ingressos Viagogo. O site e o app para celular são em português, oferecem a entrega do ingresso em domicílio e pagamento no cartão de crédito. Ao menos pelas avaliações na internet, o sistema é confiável. O lado ruim é que a cobrança é feita em dólares e o preço é sempre salgado, muito salgado. Outro ponto negativo (esse experimentado por mim) é que caso você venha a comprar perto da data do evento, a chance de eles cancelarem por ser inviável o envio/entrega é grande. Ou seja: programe-se com antecedência.

3) A última opção talvez seja a mais conhecida dos brasileiros e, não por coincidência, a menos segura: cambistas. No entanto, é o meio mais fácil de se atingir o objetivo. Se seu inglês for bom, se você não tiver medo de cara feia e souber barganhar, pode comprar bons lugares pagando menos que no Viagogo. O segredo é chegar umas duas horas antes do jogo e ficar perto da loja oficial do clube (Strobelallee 50, 44139 Dortmund). Vai ser fácil identificar quem está ali para esse fim. Deu certo comigo.

Seja qual for o caminho adotado, dificilmente o tíquete sairá mais barato do que setenta euros.

Signal Iduna Park em seu estado natural: lotado. Foto: João Lazera

O Signal Iduna Park

A experiência no Signal Iduna Park, no entanto, vale cada centavo. O estádio contempla todos os tipos de torcedores, desde os amantes das gerais aos chamados “torcedores cappuccinos”. É moderno, confortável e seguro como as novas arenas padrão FIFA, mas sem ser asséptico como tal.

Apesar da elitização que assola o futebol europeu, a Bundesliga e o Borussia Dortmund conservam um tíquete médio com um preço acessível. Assim, garantem espaço para torcedores menos abastados. É a consciência de que, sem a südtribune, onde fica a Muralha Amarela, estaria extinta a maior riqueza cultural do clube e da cidade. Basta o primeiro acorde de “You’ll never walk alone” para se ter certeza disso. A reverência contida na saudação dos jogadores ao fim do jogo é outro exemplo.

Aliado ao jogo e à atmosfera do estádio, está o bratwurst (linguiça com pão) ou currywurst mit pommes (linguiça fatiada, com molho curry apimentado e batatas) e, para acompanhar, dê uma chance à cerveja Kronen. Vai te deixar pensando melhor, eu garanto.

Foto: João Lazera

Estádio à parte, o Borussia Dortmund não para aí. A loja oficial é incrível e te deixa convencido de que o mote Echte Liebe (amor verdadeiro) não é à toa. A quantidade de produtos é suficiente para te deixar vestido de preto e amarelo durante todo o ano, sem parecer membro de uma seita ou mais um integrante da Turma da Mônica. Qualidade, amigos. Apenas qualidade.

Museu do Futebol Alemão

Foto: João Lazera

Se sobrar fôlego para mais um dia dedicado ao futebol, uma visita ao Deutsches Fussballmuseum, o Museu do Futebol Alemão, é imperdível. Apesar do preço relativamente salgado (cerca de 30 euros), o museu entrega uma imersão na história dos tetracampeões mundiais repleta de interatividade e de relíquias valiosas.

Dois capítulos são especialmente destacados. O primeiro é o Milagre de Berna, como ficou conhecida a vitória em 1954 sobre a seleção da Hungria, o então melhor time do mundo. A imersão tem direito a imagens em tamanho real dos jogadores e a história de cada um deles, bem como as anotações pessoais do técnico Sepp Herberger.

Flâmula da final da Copa de 1954, Alemanha 3×2 Hungria. Foto: João Lazera

O segundo capítulo é a máquina que humilhou o Brasil em 2014, com atuação holográfica dos protagonistas da conquista. Além disso, há vários depoimentos e mais um pouco daquela alegria demonstrada nas praias da Bahia e do Rio de Janeiro.

Essas anotações trazem memórias pra você? Foto: João Lazera

A final da Copa de 2014 contada lance a lance em imagens. Foto: João Lazera

O lado negativo é que boa parte do material e os filmes com os jogadores não tem tradução sequer para o inglês. Isso pode deixá-lo com cara de paisagem em grande parte das piadas se o seu alemão for tão ruim quanto o meu, claro. Nada que deixe o programa menos divertido.

Camisa usada por Franz Beckenbauer, o Kaiser. Foto: João Lazera

Outra jóia do acervo é a parte dedicada ao campeonato alemão no período da separação do país, com matérias de jornal, flâmulas e revistas sobre o tema. O contraste entre as Alemanhas Ocidental e Oriental impressiona, sobretudo o contexto político e social.

A extinta Alemanha Oriental jogava com esta camisa azul. Foto: João Lazera

 

Porque nem só de futebol vive o homem…

Se sobrar tempo, duas indicações. A primeira é o café completo na Bäckermeister GROBE (Baroper Kirchweg 32-34, 44227 Dortmund), para poder aproveitar frios, queijos e a arte alemã de fazer pães e doces maravilhosos. A outra é o jantar no La Gazzeta (An der Palmweide 56, 44227 Dortmund), para comer aquela massa que você respeita. Para acompanhar, um Spätburgunder (como é conhecido o vinho pinot noir) da Renânia. É sem erro.

Dortmund é contagiante pelo espírito, pelas pessoas e pelo modo como abraçou o esporte que amo. Vale demais sua visita.

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Lyon: uma cidade que vai te ganhar pelo estômago

Direto ao ponto: come-se MUITO bem em Lyon. A cidade é uma referência internacional na gastronomia, graças aos seus chefs renomados e restaurantes repletos de estrelas Michelin. Não é preciso…

Direto ao ponto: come-se MUITO bem em Lyon. A cidade é uma referência internacional na gastronomia, graças aos seus chefs renomados e restaurantes repletos de estrelas Michelin. Não é preciso muito esforço para encontrar uma boa refeição na cidade. Em Vieux Lyon e na região da Presqu’Île, dá para você escolher o lugar onde vai almoçar/jantar na base do uni-duni-tê. E com pouquíssimas chances de errar.

A tradição da cozinha vem do século 19, com a origem das Mères Lyonnaises. Eram mulheres que trabalhavam como cozinheiras nas casas de famílias burguesas. Elas se propunham a preparar pratos com ingredientes baratos e típicos da região. No período entre guerras, que coincidiu com a Grande Depressão de 1929, as Mères Lyonnaises viraram empreendedoras. Abriram seus restaurantes e começaram a construir a reputação da gastronomia da cidade.

Com a simplicidades das Mères, nasceu outra tradição: a dos bouchons. Este nome é dado aos restaurantes típicos de Lyon, que precisam atender a algumas características. Toalhas de mesa xadrez, decoração pitoresca, ambiente quase residencial, bom atendimento e pratos típicos. Apenas 22 restaurantes são reconhecidos como autênticos bouchons lyonnais por uma associação ligada ao ente turístico da cidade. A lista completa está aqui: http://lesbouchonslyonnais.org/

A logomarca que você vai encontrar nos bouchons legítimos


Mas há muitos bons restaurantes em Lyon, ainda que não tenham o selo oficial dos bouchons. Vou listar alguns onde comemos na nossa viagem em fevereiro de 2016.

Bouchon des Cordeliers

Obedece às tradições dos bouchons, mas não tem o selo oficial. Sofisticado e acolhedor, tem um cardápio repleto de especialidades lyonnaises. O restaurante oferece dois menus com entrada + prato principal + queijo ou sobremesa. O menu des canuts custa € 26,50 e dá direito a escolher qualquer item do cardápio. O menu des gones custa € 19,50 e tem opções mais limitadas.

Foto: Divulgação

De entrada, a Janaína escolheu o Saumon Gravelax, que é uma espécie de carpaccio de salmão curado com creme de cebolinha e presunto de parma. Eu fui na Salade Lyonnaise, que além das folhas, tinha cubos de carne de porco frita! Se você procura uma salada fitness, pule esse prato!

A salada lyonnaise do Bouchon des Cordeliers

Saumon Gravelax do Bouchon des Cordeliers. Foto: Leonardo Aquino

Pratos principais: a Janaína foi de salmão outra vez. Um salmão assado com risoto de lula feito de arroz negro. Espetacular! Foi a melhor refeição da viagem. Minha escolha foi mais sem graça: uma carne grelhada com molho de vinho do Porto. Muito boa, mas não tão deliciosa quanto o salmão.

O salmão com risoto de arroz negro, o prato campeão! Foto: Leonardo Aquino

Foto: Leonardo Aquino

De sobremesa, a Janaína foi de uma torta de pralinê com sorvete de creme. E eu, de crème brûlée. Nenhum dos dois foi inesquecível. Mas já estávamos bem satisfeitos com boa comida.

É bom fazer reserva para ir ao Bouchon des Cordeliers. Além de todos os contatos, o site do restaurante também tem o cardápio completo: http://www.bouchondescordeliers.com/

 

Les Halles de Lyon Paul Bocuse

É o mercado gastronômico da cidade. É batizado em homenagem a Paul Bocuse, o chef mais renomado de Lyon, que também é dono de várias brasseries na cidade. Pelos corredores de Les Halles, você vai encontrar um pouco de tudo. Queijos, vinhos, chocolates, carnes, peixes, frutos do mar… Tudo fresquinho e arrumado como se fossem vitrines de boutiques de shopping. Dá vontade de ter dois estômagos e recursos ilimitados para experimentar o máximo de coisas.

Foto: Leonardo Aquino

Há também vários restaurantes típicos. Para almoçar ou jantar, sempre há boas opções. Mas é bom consultar antes porque nem todos os locais têm o mesmo horário de funcionamento. O site do mercado é http://www.halles-de-lyon-paulbocuse.com/

Paul Bocuse homenageado num dos “murs paintés” de Lyon. Foto: Leonardo Aquino

Chez Les Gones

É um dos bouchons localizados em Les Halles de Lyon. Ele tem um balcão no piso térreo e um salão bem mais espaçoso no terraço. Também não possui o selo oficial dos bouchons, mas tem ótimos pratos típicos. Possui três tipos de menu. O Menu Bistrot (€ 19) tem entrada + prato principal ou queijo ou sobremesa. O Menu Des Gones (€ 23) tem entrada + prato principal + queijo ou sobremesa. O mais completo é o Menu Des Halles (€ 26,50), com entrada + prato principal + queijo + sobremesa.

Foto: Divulgação – Les Halles de Lyon

Só fiz o registro dos nossos pratos principais. A Janaína escolheu um tartare de carne. Muito bem servido e bem temperado! Eu fui numa das especialidades lyonnaises: a quenelle, uma espécie de bolinho de carne ou peixe. A carne ou peixe é processada e ligada com clara de ovo, nata, ovos ou manteiga e farinha. O sabor é o de uma massa recheada, como um ravióli. Mas com temperos bem típicos da França.

À direita, a famosa quennelle. Foto: Leonardo Aquino

O tartare de carne do Chez Les Gones. Foto: Leonardo Aquino

L’Un de Sens

Esse está mais para bistrô do que para bouchon. Ambiente sofisticado e atenção simples. Apenas dois funcionários (um na cozinha e outro no salão) e um menu bem enxuto. A opção de menu do dia é trazida num quadro escrito a giz pelo funcionário do salão. E há um ambiente bem interessante: a adega subterrânea, com jeito de caverna, onde você também pode sentar.

A cave do L’Un de Sens. Foto: Divulgação

Escolhi um prato que talvez seja mais nacional que regional: o magret de canard (peito de pato) assado, com uma redução de framboesa. Estava delicioso! A Janaína escolheu o prato do dia: um atum com molho de mariscos e legumes ao vapor. Disse que não estava tão bom assim. Não teve a mesma sorte…

O magret de canard do L’Un de Sens. Foto: Leonardo Aquino

Foto: Leonardo Aquino

Para ver o cardápio e outras informações sobre o L’Un De Sens, veja a página do restaurante no Facebook: https://www.facebook.com/Lundessens69/

 

Nord Sud Brasseries

Não chegamos a ir em nenhuma deles, mas vale o registro da dica. São os restaurantes mais “populares” do chef Paul Bocuse em Lyon. “Brasserie” é o nome dado a restaurantes com ambiente mais descontraídos (para os padrões franceses, claro). Os principais de Bocuse levam os nomes dos pontos cardeais, dependendo de onde ficam no mapa da cidade: Nord, Sud, Est e Ouest. Além disso, há outras quatro unidades, uma delas dentro do estádio do Olympique Lyonnais!

Brasserie des Lumières, dentro do estádio do Olympique Lyonnais! Foto: Divulgação


Cada uma das Brasseries Nord Sud tem seu cardápio específico dedicado a uma região da França. E todos têm cardápios de inverno e de verão. Então ir em épocas diferentes pode significar experiências completamente distintas. Todos os restaurantes oferecem menus fechados: € 23,10 para dois pratos e € 26,50 para três. O Juninho Pernambucano, quando deu suas dicas sobre Lyon, indicou a Brasserie L’Ouest, onde costumava ir quando morava na cidade.

Brasserie L’Ouest, a favorita de Juninho Pernambucano. Foto: Divulgação

Os endereços, cardápios e contatos para reservas de todas as brasseries do grupo estão no site: http://www.nordsudbrasseries.com/

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Istambul: Dicas para curtir uma metrópole única

Já falei aqui em outras oportunidades que o Mochileza também é feito por seus leitores e amigos. E sou sortudo por conhecer gente que curte viajar tanto quanto eu. Foi…

Já falei aqui em outras oportunidades que o Mochileza também é feito por seus leitores e amigos. E sou sortudo por conhecer gente que curte viajar tanto quanto eu. Foi o caso da Gabi (que escreveu sobre Malta) e do Marcus (que fez um post sobre o arquipélago de San Blas), que publicaram textos convidados aqui no site. Agora chega mais uma colaboração: a da Estela Takahachi, do Itinerário de Viagem.  Assim como o Mochileza, o blog dela também faz parte da Rede Brasileira de Blogs de Viagem. Ela escreveu um post muito bom e informativo sobre Istambul, uma cidade que tá na minha lista de desejos há alguns anos. É uma metrópole que tem um pé na Europa e outro na Ásia (literalmente), com referências islâmicas e ocidentais, além de muita história!

Feitas as apresentações, fique com os relatos da Estela e viaje junto com a gente! 😀

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Tive a oportunidade de visitar Istambul duas vezes na minha vida e em dois anos consecutivos. A primeira vez que fui, tudo me pareceu meio caótico e confuso. A segunda vez que fui já estava mais relaxada e habituada.

Adoro ter a possibilidade de voltar a um lugar que gostei muito e com certeza, voltar a Istambul foi uma maravilhosa experiência. Algumas pessoas não fazem isso jamais. Mas eu tinha tantas pendências da primeira viagem para conhecer, que tudo justificou voltar à cidade no ano seguinte.

Para quem tem dúvidas em relação a hospedagem, sugiro o bairro de Sultanahmet como o melhor. É um bairro com boa estrutura turística e perto de muitas atrações imperdíveis. Dá pra fazer boa parte dos passeios a pé! Vale saber que é o bairro do lado “europeu” da cidade, já que o Estreiro de Bósforo divide a cidade em lado “europeu” e lado “asiático”.

Dividindo as atrações turísticas imperdíveis da cidade em europeu e asiático, começo falando do lado europeu:

Grand Bazar de Istambul. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

Lado europeu de Istambul

Ninguém jamais poderá ir a Istambul e não andar no Grand Bazar, ou Kapalι Çarșι. Ele foi construído em 1453 e lá você pode encontrar quase tudo: mercadorias “made in China“, produtos tradicionais turcos, ouro e prata, lamparinas, pashiminas, tapetes, souvernirs, instrumentos musicais, etc… Ele é um mercado coberto, com muitas ruelas formando quase um labirinto. Quando você entra no Grand Bazar, tem um momento que você acha que será impossível sair de dentro dele, mas fique tranquilo porque o local possui umas nove portas de saída e, além disso, há placas indicando onde as saídas ficam. Por isso que é importante você se atentar ao nome da porta por qual entrou! Cheguei a ir umas quatro vezes no total e chega uma hora que você vai caminhando pelas ruelas e até decora a localização de tudo!

A Mesquita Azul. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

A Mesquita Azul

Passagem obrigatória é ir até a Mesquita Azul, conhecida por lá como Sultan Ahmet Camii. Erguida entre 1609 e 1616, recebeu este apelido de Mesquita Azul dos estrangeiros que a visitavam, porque ela é quase que inteiramente revestida com azulejos iznik azuis e possui ricos vitrais também do mesmo tom. Bom… isso foi há muito tempo. Hoje, se você entrar em outras mesquitas, perceberá que quase todas seguem este modelo. Dica: se você for à cidade no verão, aproveite o show de luzes e música no exterior desta mesquita quando o sol se põe.

Detalhe do interior da Mesquita Azul. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

Basílica de Santa Sofia

A Basílica de Santa Sofia é um marco da arquitetura e foi, por mil anos a maior igreja do mundo e hoje figura como a quarta maior. Porém, ela perde o ranking de toda forma porque hoje ela não é mais uma igreja, mas sim um museu. Chamada desde 1935 como Hagia Sophia Museum, foi construída entre 532 e 537 para ser a catedral cristã de Constantinopla, porém entre 1204 e 1261, foi “convertida” para uma catedral catótlica romana e a partir do século 15 os otomanos a transformaram em mesquita, incluindo minaretes na arquitetura, além de túmulos e fontes.

Basílica de Santa Sofia. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

Como museu muito antigo, está há anos em reforma e é possível que esteja eternamente em reforma, já que sua construção e decoração são muito antigas e complexas, dito isso, não fique chateado se encontrar andaimes de reforma dentro do salão principal.

Interior da Basílica de Santa Sofia. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

Hoje podemos ver muitos dos mosaicos originais que foram resgatados da época em que o local era uma igreja bizantina (porque haviam sido cobertos com cimento pelos muçulmanos).

Entrada do Castelo de Topikaki. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

Castelo de Topkaki

Outra atração importante é o Castelo de Topkapı ou Topkapı Sarayı. Construído em1453, residiu por lá sultões durante três séculos e hoje podemos ver os aposentos além de móveis, tesouros e objetos de valor nas diversas salas disponíveis para visitação. Para realizar a visita no castelo, tenha em mente duas coisas: primeiro você levará praticamente o dia inteiro em filas imensas e, segundo, não poderá tirar fotos no interior do palácio. Porém, dentro do antigo harém as fotos são permitidas e a fila é curta.

 

Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dizem que o harém era habitado por até mil concubinas, mas estando lá, não consigo imaginar como elas fisicamente conseguiam! Só se ficavam todas amontoadas. Além das concubinas e até eunucos (sim…. para cuidar das moças), as mulheres e a mãe do sultão também ficavam lá…. imaginem só as confusões que rolavam por lá! Não só confusões, lógico, algumas histórias bonitas também aconteciam, como eunucos e concubinas que eventualmente acabavam se apaixonando e fugiam de lá. As últimas mulheres deixaram o harém em 1909, quando o sultanato terminou no país.

O jardim do Topkapı é lindo e dizem que no começo da primavera ele é repleto de tulipas (a flor originaria da Turquia), mas, mesmo estando no começo da primavera por lá, não vi tulipa alguma rsrsrs

Lado asiático de Istambul

Do lado de lá do Bósforo, a parte asiática. Antes mesmo de passar pro lado asiático observei algo bem interessante! Na extremidade europeia da ponte que liga o lado asiático, há vários restaurantes que provavelmente servem muitos peixes, e em cima dos restaurantes há vários turcos que pescam os tais peixes. Bom, não sei se são exatamente peixes para os restaurantes, mas a imagem é um mínimo curiosa!

Os pescadores à beira do Bósforo. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

Do lado de lá, eu destaco como obrigatório subir na Torre Galata, ou Galata Saray. Ela já foi um ponto muito importante de defesa da cidade, na época em que Istambul era Constantinopla. Modificada fisicamente pelos otomanos, hoje oferece uma linda vista de 360 graus da cidade. É muito devagar chegar lá no topo porque sempre há grandes filas, mas com paciência você consegue e a vista compensa!

A Torre Galata vista do lado europeu…

… e a cidade vista do alto da torre. Fotos: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma pequena Paris em Istambul

Pontos interessantes de comércio como a famosa Istklal Cadesi que é um calçadão por onde o icônico bonde passa, as vielas recheadas de restaurantes como na Nevizade Sokak e a tentadora Cezayir Sokağı que eu não deixei de fazer uma boa refeição por lá. Esta última em especial é um cantinho “parisiense” em Istambul. Pelo menos é a inspiração usada na concepção do local, com decorações mais descontraídas e um ar mais boêmio.

O bonde na Istkal Cadesi. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

E o charme da Nevizade Sokak. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

Luxo e riqueza no palácio

E por fim, ainda no lado asiático, destaco o Dolmabahçe Sarayı que é um palácio em estilo eclético europeu construído a mando dos sultões otomanos. Ele funcionou como centro administrativo do governo entre 1853 e 1922. O palácio é ricamente ornado e infelizmente não são permitidas fotos no interior do prédio. Uma parte que visitamos lá dentro e que enche os olhos é a famosa escadaria de cristal com a forma de uma dupla ferradura, construída de cristal Baccarat, bronze e mogno. Vira e mexe eu revejo algumas fotos oficiais do interior do prédio para relembrar este passeio lindo!

A fachada do Dolmabahçe Sarayi. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

Eu super recomendo uma visita a Istambul. Mesmo com os últimos ataques terroristas que ocorreram em 2016, o turismo não foi afetado. Lógico que todo cuidado é pouco. Então procure evitar aglomerações de turistas, não andar sozinho em locais não turísticos (sim…. há cantos obscuros em Istambul) e não aceite convites para festas ou bares de desconhecidos. Tirando isso, não tem como não se apaixonar pela cidade. É por isso que já fui duas vezes e voltaria todas as vezes que pudesse!

Sobre Estela

A Estela no Grand Bazar de Istambul

Meu nome é Estela, sou sócia fundadora do blog Itinerário de Viagem que existe desde 2012, mas ele só virou um “.com” em abril de 2014. Quando escolho um destino de viagem, geralmente sou atraída por aqueles que inclui muita história, arte e arquitetura. Sempre que eu posso, tento adicionar locais que que fogem do turismo comum. Para isso, converso com os habitantes dos destinos que visito em busca de experiências inusitadas! Gosto de tentar viver minhas viagens do ponto de vista do habitante local. Então sempre procuro ir a mercados, restaurantes locais e, enfim… vou me enfiando em qualquer lugar!

Estamos em várias redes sociais, mas destaco estas:

Blog: www.itinerariodeviagem.com
Facebook: https://www.facebook.com/itinerariodeviagem/
Instagram: @itinerariodeviagem

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