Mochileza

Mochileza

Roteiros e viagens de mochila sem sufoco

Tag: bagagem

7 erros que cometi em viagens (e espero que você não repita)

Cada viagem é um novo capítulo na grade curricular de aprendizados possíveis da sua vida. Assim como na escola, existem aquelas matérias em que a gente sente mais dificuldade. Você…

Cada viagem é um novo capítulo na grade curricular de aprendizados possíveis da sua vida. Assim como na escola, existem aquelas matérias em que a gente sente mais dificuldade. Você não precisa ser um aluno brilhante, e sim apenas passar. Nem que seja depois de ficar de recuperação ou de reprovar uma ou outra vez. Com uma diferença crucial: os erros que você comete quando viaja não vão para um boletim.

É natural que a gente cometa erros nas nossas viagens. O planejamento da logística pode dar errado. O dinheiro pode acabar antes das férias. Ou aquela atração que parecia imperdível pode se revelar uma grande roubada. Logo que a gente erra, tem vontade de se submeter ao tribunal mais cruel que existe: o da nossa culpa. Mas, depois que o sangue esfria, tudo vira lição e até anedota.

Faço pelo menos uma viagem internacional por ano desde 2007 e confesso a vocês: já passei muitos perrengues nessas andanças por aí. Alguns não foram culpa minha, como o buraco em que caí até o joelho numa calçada de Assunção em 2009. Outros foram bem evitáveis, como o voo com quatro paradas entre Miami e o Recife na volta das férias de 2013. Todos esses erros me ajudaram a planejar melhor as viagens seguintes. Pode ser que ajudem nas suas também.

Compartilho com vocês, então, as minhas piores notas vermelhas em mais de uma década como viajante:

Erro #1 – Marcar voos para o início da manhã

Foto: Pixabay

Esse erro eu cometi na viagem para a Europa em 2017. Nosso voo de volta para o Brasil começava em Turim às 6h45 da manhã. O transporte público para o aeroporto não funciona 24h na cidade. Portanto, para chegar ao aeroporto na antecedência padrão do check-in, pedimos um táxi para as 3h30 da madrugada. Noite mal dormida e uma longa espera para voar foram apenas o início de uma péssima jornada de retorno pra casa.

Por mais que sejam trechos domésticos e o check-in não demande tanta antecedência, pegar um voo no início da manhã exige acordar muito cedo. Isso porque a maioria dos aeroportos das grandes cidades fica em regiões afastadas. Ou seja, contando com o deslocamento e dependendo da cidade onde você está, um voo às 8h pode demandar que você saia do hotel (ou apartamento) às 5h.

Tem quem já tenha o costume de acordar a esta hora normalmente. Mas sempre é bom lembrar: estamos falando de pessoas de férias. Prezar por mais horas de sono não é crime.

Outro problema relacionado a este erro é o horário de entrada nos hotéis e apartamentos. A regra universal é que o check-in seja no meio do dia, entre 12h e 14h. Chegar pela manhã no destino significa que existe uma grande chance de você precisar fazer hora na rua antes de ocupar sua hospedagem. Se a noite anterior foi de pouco sono, a combinação é terrível.

O que fazer?

Quando tiver voos curtos (de até 2 horas) para fazer na sua viagem, verifique a possibilidade de fazê-los o mais perto possível do meio-dia. Você tem tempo suficiente para tomar café da manhã, ir sem pressa para o aeroporto e não precisar matar hora antes de fazer o check-in no hotel. E o melhor: sem madrugar.

 

Erro # 2 –  Voos chegando de madrugada

Foto: Danilo Bueno – Pixabay

Vacilo cometido na chegada ao Marrocos em abril de 2016. Depois de 3h30 de espera pela conexão no aeroporto de Casablanca, pegamos um voo rumo a Fez e desembarcamos pouco depois de 1 da manhã. Tínhamos um transfer reservado, mas nossa hospedagem ficava na medina. Quem já foi ao Marrocos sabe que qualquer medina é um lugar dificílimo de se localizar, ainda mais de madrugada.

Imagine a combinação: viagem cansativa + destino onde a comunicação não é das mais fáceis. Não recomendo…

A não ser que você esteja no último voo de volta para casa, chegar de madrugada bagunça o relógio biológico. O dia seguinte fatalmente terá uma dose extra de cansaço. Além disso, existe o fator deslocamento. Nem todas as cidades têm transporte 24 horas saindo ou chegando ao aeroporto. Você vai depender de táxi, que nunca é exatamente econômico e ainda pode lhe deixar na mão de um motorista desorientado ou mal intencionado.

O que fazer?

Se um voo chegando de madrugada for inevitável no seu roteiro, estude bem o transporte na sua cidade de destino. Há trens, metrôs ou ônibus saindo do aeroporto? Se não houver, pesquise a distância até a sua hospedagem e use sites como o Rome 2 Rio para calcular o preço de uma corrida de táxi. Outra opção é verificar se o aeroporto oferece o serviço de transfers regulares, como vans compartilhadas. Seja qual for a solução, não marque nenhuma programação para muito cedo no dia seguinte.

 

Erro # 3 – Mala muito grande

Foto: BeKuFu – Morguefile

Na época da viagem que fiz para os Estados Unidos em 2013, eu tinha malas que eram ou pequenas demais ou grandes demais para 19 dias. Imaginando que ia fazer algumas compras, acabei levando a mala grande. Ela acabou se enchendo de presentes, lembranças e cacarecos. Naturalmente, ficou pesada demais e difícil para ser levada numa viagem solitária e econômica. Ainda teve uma alça e uma rodinha quebradas nos voos no meio do roteiro.

Malas grandes são armadilhas. Por mais que você saia de viagem levando pouca bagagem, elas sempre vão fazer você acreditar que uma nova compra não vai fazer tanta diferença no peso. De repente, o que era um objeto carregável se transforma numa bigorna impossível de transportar.

Particularmente, só recomendo malas grandes para quem está mudando de cidade ou fazendo viagens de compras. Neste segundo caso, é bom planejar a logística de transporte em função de bagagem muito volumosa. Alugar um carro, por exemplo, é fundamental.

O que fazer?

O melhor é se reeducar para levar o mínimo possível de bagagem. Já tratamos do assunto neste post sobre viajar leve. As vantagens são muitas: desde economizar usando transporte público até dificultar a cilada de fazer compras desnecessárias.

 

Erro # 4 – Compras no meio da viagem

Foto: Goodward – Pixabay

Mais um erro que cometi na viagem para os Estados Unidos. Eu havia levado todo o dinheiro das férias num cartão pré-pago. Encontrava lojas de discos e eletrônicos legais a cada parada e ia pagando no Travel Money sem nem sentir. Quando fui ver o saldo na metade da viagem, só me restavam cerca de 20% dos dólares que havia comprado no Brasil. A reta final acabou sendo de cintos apertados e gastos não planejados no cartão de crédito.

Ter vontade de comprar não deve ser motivo para se sentir o maior consumista do planeta. Afinal de contas, quando a gente viaja, sempre vê prateleiras repletas de coisas que a gente acha que nunca mais vai encontrar na vida. Mas, a não ser que você viaje com recursos ilimitados, três dígitos numa compra significam abrir mão de algumas ótimas refeições ou de belos passeios.

O que fazer?

Se você viaja com um objetivo de compra em mente (uma câmera, um celular, um perfume), embarque com o dinheiro dessa compra separado. Finja que esse valor não existe até encontrar o seu objeto de desejo. Caso você não tenha nenhum sonho de consumo desse tipo, não se esbalde nas lembrancinhas nos primeiros dias. Deixe as compras para o final.

 

Erro # 5 – Não ler a política de cancelamento e remarcação das passagens

Foto: Torsten Dettlaf – Pexels

Quando viajamos para a Europa em fevereiro de 2017, a Janaína estava grávida de três meses da nossa filha Olívia. No dia da viagem, ela acordou com um sangramento que nos deixou apavorados. Pensamos em adiar o voo e cortar uma parte dos dias da viagem. Entramos em contato com a Condor, a companhia aérea, e tivemos péssimas notícias. Nossa tarifa não permitia remarcação nem reembolso. E para qualquer consulta neste sentido, teríamos que entrar em contato com o escritório da empresa na Alemanha, com 72 horas de prazo de resposta.

Na cara e na coragem, acabamos viajando. Por sorte, tudo correu bem. Mas foi um risco que poderíamos ter evitado. Pela lei do mercado, as tarifas mais flexíveis em relação a remarcação e reembolso são mais caras. Mas, dependendo das circunstâncias, vale a pena pagar um pouco mais para evitar as possibilidades de aperreio.

O que fazer?

Não deixar de ler as letras miúdas na hora de comprar uma passagem, ainda mais se ela for cara e para o exterior. Analisar a diferença de preço entre as tarifas levando em consideração a possibilidade de cancelamento, remarcação e reembolso. Se a gente pudesse antecipar os problemas que levam a uma mudança de planos numa viagem, eles não se chamariam imprevistos.

 

Erro # 6 – Ignorar o perfil da hospedagem

Foto: quanghieu_st1 – Pixabay

Na viagem para a Colômbia, em julho de 2011, cometi um 2-hit combo de erros. Na ida de Bogotá para Cartagena, cheguei de madrugada e ainda caí numa armadilha que só piorou as coisas. Viajava sozinho e me hospedei num hostel. Mas fiz a reserva sem saber que era um hostel muito festeiro, daqueles que têm programação quase diária num espaço no terraço. Os quartos não eram muito arejados. Portanto, ou eu passava calor ou eu ouvia todo o barulho da festança. Não preciso dizer que foi uma primeira noite tenebrosa, preciso?

Todos os viajantes são diferentes entre si – e isso é ótimo. Assim como achei ruim ficar num albergue festeiro, outra pessoa poderia se sentir entediada num local silencioso. Há perfis de hospedagens tão variados quanto os perfis de turistas. E hoje em dia há informação demais na internet para evitar que se cometa o mesmo erro que eu.

O que fazer?

Em primeiro lugar, delimitar o que você espera da sua hospedagem. Quer privacidade? Conforto? Diversão sem precisar sair do lugar? Sempre vai haver uma opção para lhe contemplar. Quando souber bem o que quer, é a hora de pesquisar. E não faltam ferramentas para isso: redes sociais, Trip Advisor, Booking, blogs, etc.

 

Erro # 7 – Chegar a um lugar sem plano algum

Foto: Fxq19910504 – Pixabay

Nas férias de 2009, tomei uma decisão pela primeira, única e última vez: faria uma viagem meio sem lenço, sem documento. Ficaria numa cidade pelo tempo que me desse na telha e decidiria lá qual seria o próximo destino. Estava em Foz do Iguaçu e resolvi ir mais dentro da fronteira para conhecer Assunção. Pela internet, reservei um albergue cujo nome nunca esqueci: Black Cat Hostel. Ao chegar na capital paraguaia, peguei um táxi e, pasmem: o endereço do albergue não existia. Acabei me hospedando num hotel indicado pelo taxista e pagando tarifa balcão.

Não foi a única roubada dessa viagem. Na época, o Museu do Futebol Sul-Americano (que fica na sede da Conmebol) tinha acabado de ser inaugurado. Peguei dois ônibus num dia chuvoso até Luque, na região metropolitana de Assunção. Ao chegar lá, recebi a notícia: o museu estava fechado, pois era segunda-feira. No dia seguinte, ele também não abriria. Era feriado nacional.

Resumindo: a vontade de me libertar dos planos e roteiros bem fechados me fez perder praticamente três dias de viagem. Viajar ao léu é um talento que nem todo mundo tem. Descobri que eu não tinha. E percebi que até para a ausência de planos é preciso ter um plano. Nem que seja para colocar em prática no caso de nada dar certo.

O que fazer?

Tenha pelo menos uma lista de coisas para fazer no seu próximo destino. Não deixe para descobrir seus programas depois que chegar. Você não precisa ter uma agenda detalhada se achar que esse tipo de planejamento aprisiona. Mas tenha em mente pelo menos uma quantidade de atividades proporcional ao número de dias que você vai passar no destino.

6 comentários em 7 erros que cometi em viagens (e espero que você não repita)

Tudo o que se sabe sobre as novas regras de bagagem (até agora)

(post atualizado em 21/09/2017) A novidade mais polêmica no mercado da aviação civil brasileira já está em vigor. A mudança nas Condições Gerais de Transporte (CGT), aprovada pela ANAC, transformou o…

(post atualizado em 21/09/2017)

A novidade mais polêmica no mercado da aviação civil brasileira já está em vigor. A mudança nas Condições Gerais de Transporte (CGT), aprovada pela ANAC, transformou o mercado da aviação civil e criou polêmica. Tudo porque as companhias aéreas estão desobrigadas a oferecer franquia gratuita de bagagem. A partir de agora, podem cobrar pelas malas despachadas.

Enquanto a questão se arrastava na Justiça, as dúvidas dos passageiros continuaram no ar. A falta de esclarecimentos fez com que informações distorcidas ganhassem corpo, principalmente nas redes sociais.

Resolvi criar este post para reunir as informações que surgirem de forma oficial. À medida que as companhias se pronunciarem, anunciarem suas tabelas de cobrança de bagagem ou divulgarem novas mudanças, vou acrescentá-las aqui.

 

Avianca

A Avianca demorou quase um ano para entrar nas novas regras. Só comunicou suas novidades no dia 21 de setembro de 2017. A nova política de cobrança de bagagem vale para passagens compradas a partir de 25 de setembro de 2017 e não é muito diferente do que já fazem as concorrentes.

Bagagem de mão

O peso da bagagem de mão subiu para 10kg para passageiro adulto e 5kg para bebês de 0 a 23 meses. Mas nos voos partindo dos Estados Unidos, os bebês não têm direito a franquia de bagagem de mão. O tamanho máximo do volume é de 115cm somadas as três dimensões: largura, altura e comprimento.

Perfis de tarifa

Os voos domésticos agora são divididos em três perfis de tarifa. A Promo não dá direito a bagagem despachada. A Economy mantém a franquia de antes: um volume de até 23kg. Já a Flex dá direito a dois volumes de até 23kg cada um. Bebês de 0 a 23 meses não possuem franquia de bagagem na tarifa Promo. Nas tarifas Economy e Flex, têm direito a um volume de até 10kg.

Nos voos para a América Latina, há cinco classes tarifárias. Os perfis Promo, Economy e Flex dão direito a um volume de até 23kg. Já as passagens Business Promo e Business têm uma franquia de dois volumes com até 23kg cada um.

Nos voos para os Estados Unidos, a franquia é maior. Dois volumes de até 23kg nas tarifas Promo, Economy e Flex, e três volumes na Business Promo e Business.

Em todos os voos internacionais, os bebês têm direito a uma bagagem de 10kg em todas as tarifas e classes.

Preço para bagagem despachada

Assim como as outras companhias brasileiras, a Avianca oferece desconto para quem compra a bagagem extra com antecedência. O preço é 50% menor caso a solicitação seja feita até 6 horas antes do voo. A partir deste momento e até o fechamento do check-in, a tarifa é cheia.

O preço de cada volume é a partir de R$ 30 em voos domésticos, US$ 20 para destinos na América Latina e US$ 92 para voos rumo aos Estados Unidos. Uma curiosidade: a cobrança não é escalonada. Ou seja, você pode comprar uma ou dez malas extras para despachar e o preço de cada uma delas será o mesmo.

Excesso de bagagem

A política de cobrança de excesso de bagagem também mudou. Ela não é feita por quilo, e sim por faixa de peso. Em voos nacionais, fica de R$ 80 a R$ 160. Em voos internacionais, de US$ 100 a US$ 160.

A Avianca tem vantagens na franquia de bagagem para clientes do programa Amigo nas categorias Silver, Gold e Diamond.

Para outras informações, confira a página sobre bagagens no site da Avianca.

 

GOL

 

As mudanças da Gol serão implantadas a partir de 20 de junho de 2017. A principal é a criação da tarifa Light, sem franquia gratuita de bagagem. As outras duas tarifas que já existiam (Flexível e Programada) dão direito ao primeiro volume de até 23 kg sem custos. Já a Gol Premium (disponível apenas para voos internacionais) dá direito a dois volumes grátis de até 23 kg cada um.

Preço da bagagem despachada

A tabela dos preços das bagagens despachadas também foi divulgada. Para quem compra a tarifa Light, o valor da primeira mala é de R$ 30 em voos nacionais e US$ 10 em voos internacionais. Isso se o passageiro compre antecipadamente pelo site ou aplicativo da Gol. Se deixar para comprar no balcão de check-in, o cliente pagará o dobro.

A lógica dos 50% de desconto para compra antecipada das bagagens despachadas vale também para as outras tarifas. Os valores neste caso vão de R$ 50 a US$ 90.

Os clientes do programa Smiles de categorias superiores têm boas vantagens. A categoria Prata tem direito a um volume. A Ouro, a dois. E a Diamante, a Três.

A Gol já tinha adotado uma novidade desde o dia 14 de março de 2017. O limite de peso da bagagem de mão passou de 5 kg para 10 kg por passageiro. E assim continua.

Simulador de cobrança

Em seu site, a companhia disponibiliza uma ferramenta bem interessante: um simulador de cobrança de bagagem. Você entra com as informações do seu voo e ele informa qual franquia ele contempla e quais os valores para bagagens extras. Veja em https://www.voegol.com.br/pt/bagagem

 

LATAM

A Latam criou um novo perfil de tarifa mais barata, a Light. Além de não ter franquia de bagagem despachada, ela não permite reembolso. Para quem quiser incluir uma bagagem, vale mais a pena antecipar a decisão. Se você optar por incluir um volume despachado no momento da compra da passagem vai pagar menos da metade do que se paga ao comprar no aeroporto. Eis a tabela dos preços para os voos nacionais.

Os outros perfis de tarifa em voos nacionais são a Plus, que inclui uma mala despachada (como era o padrão antes) e a Top, que inclui duas malas. Os volumes devem ter até 23 kg. Quem comprar passagens nestas tarifas e quiser despachar mais bagagem, deverá incluir o volume da franquia na conta. Ou seja, quem comprar a tarifa Plus e quiser despachar uma mala além da que está coberta pela franquia, deverá pagar o preço da segunda mala na tabela, e não o da primeira. Se for um passageiro com tarifa Top, paga o preço da terceira mala.

Passagens compradas por pontos

Um detalhe importante que não vem sendo destacado é sobre as passagens compradas com pontos do programa Multiplus. Elas não dão direito a franquia gratuita de bagagem, independentemente do perfil da tarifa. A primeira peça custa R$ 30, como na tabela acima.

Voos internacionais

Outra mudança importante é no peso das malas em voos internacionais. Nas rotas dentro da América do Sul e Caribe, a franquia gratuita é de um volume de até 23 kg. Nos demais destinos internacionais, dois volumes de até 23 kg. Antes, as peças eram de até 32 kg.

Outras particularidades

Bebês de até dois anos de idade podem levar, além de uma peça de até 23 kg, um dos seguintes itens: carrinho desmontável, cadeira apropriada para viagens aéreas ou berço. Clientes das categorias Elite do programa Fidelidade têm benefícios especiais. Detalhes sobre este e outros tópicos de bagagem despachada estão no link: https://www.latam.com/pt_br/informacao-para-sua-viagem/bagagem/bagagem-despachada/

Mudanças na cobrança do excesso de bagagem

Além disso, um novo modelo de cobrança de excesso de bagagem foi implantado. Deixou de ser por quilo e passou a ser por peça, por faixa de peso e por tamanho excedente. Isso vale para todas as formas de pagamento – call center, site ou pessoalmente no aeroporto. Caso a mala tenha de 24 a 33 kg, o passageiro vai pagar R$ 120. Se o volume tiver de 34 a 45 kg, o preço será de R$ 200. Em voos internacionais, a cobrança será indexada pelo dólar.

Outras informações sobre cobrança de excesso de bagagem estão no link: https://www.latam.com/pt_br/informacao-para-sua-viagem/bagagem/excesso-de-bagagem/

O peso permitido da bagagem de mão passou de 5 kg para 10 kg por passageiro. Passageiros das classes Premium Business e Premium Economy continuam com a franquia a que já tinham direito: 16 kg. As medidas dessa bagagem de mão seguem inalteradas – no máximo 55 cm de altura x 35 cm de largura x 25 cm de espessura.

 

Azul

A Azul desmembrou as tarifas em duas categorias. Na categoria Mais Azul, vão ser mantidas todas as condições de hoje. Tanto os preços quanto a franquia de 23 kg incluída no bilhete. A nova categoria é chamada simplesmente de Azul. Ela contempla os passageiros que pretendem economizar ao viajar sem bagagem despachada em voos domésticos.

A categoria Azul tem preços menores. O passageiro que optar por essa tarifa, mas decidir despachar bagagem, pagará R$ 40 reais por um volume de até 23 kg.O preço era de R$ 30, mas foi aumentado em 21 de agosto de 2017.

O preço vale a qualquer momento entre a compra da passagem e o check-in. Caso a bagagem ultrapasse este limite, a cobrança vai ser feita por quilo excedente, no modelo que já é aplicado hoje.

Alguns serviços que são a marca da Azul continuarão sendo oferecidos gratuitamente a todos os passageiros. Entre eles, lanches, bebidas, marcação de assento e antecipação do voo. Além disso, todas as categorias de tarifas serão contempladas com o aumento do limite do peso da bagagem de mão: de 5 kg para 10 kg por passageiro.

Mudanças nos voos internacionais

Para os voos internacionais, também há mudanças. Em voos com destino na América do Sul, a franquia é de 23 kg. Caso o passageiro queira despachar um ou dois volumes extras, pagará US$ 50 por peça. O modelo é mais econômico que o atual, que faz a cobrança por quilo excedente.

Nos voos com destino aos Estados Unidos ou Europa, a franquia é de dois volumes de 23 kg por passageiro. Na classe Business, são três volumes. Nestes casos, o preço do volume extra caiu de US$ 150 para US$ 100.

Vantagens para o programa de fidelidade

Há vantagens previstas para os clientes do programa de fidelidade Tudo Azul. Nas categorias Diamante e Safira, os passageiros terão direito aos 23 kg de franquia mesmo que comprem bilhetes na tarifa Azul, a mais barata. Clientes Topázio, Safira e Diamante ainda ganham um bônus na franquia. Têm direito a 5 kg, 10 kg e 15 kg a mais, respectivamente. Nos voos internacionais, os clientes Diamante têm direito a um volume extra de 23 kg quando comprarem passagens nas classes Economy e Economy Extra.

Nenhum comentário em Tudo o que se sabe sobre as novas regras de bagagem (até agora)

Conheça a política de cobrança de bagagem de 10 grandes companhias

Post atualizado em 03/09/2017 A liberação da cobrança de bagagem despachada em voos no Brasil entrou em prática provocando rebuliço entre os passageiros. A principal queixa diz respeito ao preço…

Post atualizado em 03/09/2017

A liberação da cobrança de bagagem despachada em voos no Brasil entrou em prática provocando rebuliço entre os passageiros. A principal queixa diz respeito ao preço das passagens, que não teve grandes quedas após a mudança feita pela ANAC (clique aqui para ler nosso post a respeito).

Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), a novidade faz com que os passageiros paguem apenas pelo que usam, e não por vários serviços que estão embutidos no preço. E a extinção da franquia de bagagem deve flexibilizar as opções de tarifas, seguindo o que já acontece em companhias pelo mundo afora.

“O histórico do setor aéreo mostra que, quando há o aumento de competição, o valor dos bilhetes recua, como aconteceu com a desregulamentação das tarifas aéreas, que reduziram o preço das passagens em cerca de 50% desde 2002”, disse o presidente da ABEAR, Eduardo Sanovicz, em uma nota publicada no site da Associação.

Porém, a realidade não correspondeu ao discurso dos empresários. À exceção da Avianca, todas as companhias brasileiras já estão com novas regras que incluem a cobrança da bagagem. As empresas criaram novos perfis de tarifa sem franquia de bagagem, mas a diferença de preço proporciona uma economia insignificante. Leia nosso post com o resumo do cenário nacional.

Para comparar o cenário brasileiro com o internacional, pesquisei a política de cobrança de bagagem em 10 grandes companhias aéreas estrangeiras. Sete delas são tradicionais (inclusive operam no Brasil) e três fazem parte das chamadas low cost, que possuem tarifas mais baixas e cobram não só pela bagagem, mas também por serviços como reserva de assento.

Além disso, fiz uma comparação de preços de passagens. Como as companhias têm rotas diferentes, escolhi voos diretos, entre 2 e 3 horas de duração, domésticos ou continentais (no caso das companhias europeias). Usei como referência o mês de março de 2017, cerca de 90 dias após a data da pesquisa (15/12/2016).

Para calcular os preços em reais, usamos as cotações do site xe.com apuradas no dia 15/12/2016:

1 US$ = R$ 3,36

1 € = R$ 3,50

1 £ = R$ 4,18

A variação é muito grande, tanto nas franquias quanto nos preços das passagens. Confira:

TAP

Com informações adicionadas em 03/09/2017

A companhia portuguesa foi a primeira empresa estrangeira a mudar as regras nos voos saindo no Brasil. No dia 1 de agosto de 2017, a TAP começou a vender passagens com a chamada tarifa discount para os voos intercontinentais. Antes, o perfil só era aplicado nos voos dentro do continente europeu e com destino ao norte da África.

A tarifa discount funciona assim: ela dá direito a levar apenas a bagagem de mão (limite de até 8 quilos). Para despachar uma peça de até 23 quilos, o passageiro paga 45 euros por volume, se solicitar o serviço no momento da compra. Se deixar para fazê-lo no check-in no aeroporto, o preço sobe para 80 euros. Se o despacho for feito no portão de embarque (costuma ser difícil acontecer, mas acontece), o valor dispara para 175 euros.

O novo perfil (pelo menos para os brasileiros) também deixa de fora várias outras comodidades. Reservar o assento? Pague 25 euros. Alterações ou reembolso no caso de cancelamento? Esqueça. E você ainda pontua apenas 10% das milhas do voo.

Na ponta do lápis

Fui fazer uma pesquisa para ver compreender com os números. Pesquisei um voo de Recife a Lisboa em março de 2018, com ida no dia 8 e volta no dia 22. As tarifas foram as seguintes:

Discount: R$ 3.395,23 (sem bagagem despachada, sem direito a alteração ou reembolso, sem reserva de assento e 10% das milhas)
Basic: R$ 3.551,90 (uma peça de 23 quilos despachada, alteração e reembolso permitidos, sem reserva de assento, 50% das milhas)
Classic: R$ 3.771,23 (duas peças de 23 quilos despachadas, alteração e reembolso permitidos, reserva de assento grátis, 100% das milhas)

Ou seja, entre a tarifa que não lhe dá direito a quase nada e a que dá direito ao pacote completo de antes, a diferença é de R$ 376. É o equivalente a 100 euros no câmbio de 03/09/2017. E, no caso desta passagem pesquisada, representa um desconto de apenas 10% em cima da tarifa cheia.

Minha avaliação: a tarifa discount não vale a pena. O desconto é muito pequeno frente à quantidade de comodidades não coberta pelo novo perfil. Já comentei aqui no blog sobre o perigo que é viajar sem ter direito a remarcação ou cancelamento (no post sobre os 7 erros que cometi em viagens). Suas tão sonhadas férias não merecem correr esse risco.

 

American Airlines

Em voos domésticos e com origem ou destino no Canadá, México, Caribe e América Central, o preço da primeira bagagem despachada é o mesmo: US$ 25 (R$ 84,24). A cada volume extra, o preço aumenta. A segunda mala custa US$ 40 (R$ 134,78) e a terceira, US$ 150 (R$ 505,44).

Para voos intercontinentais, a American oferece a primeira bagagem gratuita em alguns destinos. Cuba (apenas origem), Haiti (origem e destino), América do Sul, Europa, China, Japão, Coreia do Sul e Austrália são algumas das regiões contempladas com este benefício.

Dependendo da categoria no programa de fidelidade Aadvantage, o passageiro pode ter direito a até três volumes gratuitos.

Na pesquisa das tarifas, busquei um voo entre Nova York (La Guardia) e Chicago (O´Hare), com ida no dia 15/03/17 e volta no dia 22/03/17. O site da American já mostra o valor em reais. Este voo saiu por R$ 683 sem bagagem. Ou seja, bastante caro.

Página com todas as tarifas extras da Americanhttps://www.aa.com.br/i18n/customer-service/support/optional-service-fees.jsp

Página com a política de bagagem da Americanhttps://www.aa.com.br/i18n/travel-info/baggage/checked-baggage-policy.jsp#cost

 

Delta

A política de cobrança de bagagem da Delta é bem parecida com a da American. O primeiro volume dentro dos Estados Unidos custa US$ 25 (R$ 84,24). O valor é o mesmo para América Central, Caribe, Bermuda, México, República Dominicana, Guiana e Haiti.

Voos intercontinentais possuem franquia gratuita. Os passageiros têm direito a uma mala de 23kg voando para Europa, Norte da África, Israel, Taiti, Oriente Médio, Índia. A franquia é de duas malas de 23kg em caso de viagens com origem ou destino na América do Sul, China, Japão, Hong Kong, Cingapura, Taiwan, Tailândia, Austrália, Nova Zelândia, Filipinas ou Sul da África.

Assim como na American, clientes com “patente” maior no programa de fidelidade têm direito a mais bagagem sem ônus: dois volumes de 32kg, como podemos ver na tabela abaixo.

Um voo da Delta entre Nova York (La Guardia) e Chicago (O’ Hare) com ida em 15/03/17 e volta no dia 22/03/17 custa US$ 126,20 (R$ 425,24), sem bagagem. Um pouco mais barato que a American, mas não exatamente barato.

Página com a política completa da Delta para cobrança de bagagem: http://pt.delta.com/content/www/en_US/traveling-with-us/baggage/before-your-trip/checked.html?icid=Policy_Ck_Baggage_Ongoing

 

 Jet Blue

Diferente das duas gigantes, a Jet Blue é uma low cost. A companhia possui três tipos de tarifa. Em voos domésticos, a Blue é para quem viaja apenas com bagagem de mão. A Blue Plus inclui uma mala despachada e a Blue Flex, duas.

Para quem quer despachar mala, o primeiro volume custa US$ 20 (R$ 67,38). O segundo, US$ 35 (R$ 117,91). O terceiro, US$ 100 (R$ 336,89).

A companhia oferece uma franquia diferenciada para 14 destinos no México, Caribe, América Central e do Sul. Nestes casos, a tarifa mais barata (a Blue) inclui um volume despachado.

O site da Jet Blue possui um buscador de ofertas. O preço mais baixo para o trecho dos Estados Unidos que procurei (de Nova York a Chicago) foi em janeiro: ida e volta por US$ 108 (R$ 363,90), sem bagagem. Em março, mês que tinha tomado como base a princípio, a tarifa é mais que o dobro: US$ 226 (R$ 761,51). Ou seja: é melhor se programar e pesquisar.

Página com a política de bagagem da Jet Blue (em inglês): http://www.jetblue.com/travel/baggage/

 

Air France

A principal companhia aérea francesa oferece quatro tipos de tarifa para viagens dentro do continente europeu e para o norte da África. A mais barata é a Basic, que inclui apenas a bagagem de mão. Para quem compra a passagem neste perfil, a primeira mala despachada custa € 35 (R$ 121,73) e a segunda, € 70 (R$ 245,93). A Air France informa que, caso o passageiro compre a bagagem despachada online, pode ter até 20% de desconto.

Em voos internacionais, a franquia padrão é de um volume de 23 kg na tarifa econômica. Há outros três tipos de tarifa que permitem no máximo três volumes de 32kg. Os associados do programa Flying Blue têm direito de um volume extra de 23kg. Nestes casos, a bagagem extra custa a partir de € 85 (R$ 298,12).


No site da Air France, é possível pesquisar os voos com preços em reais. Uma passagem entre Paris (Charles de Gaulle) e Roma, com ida em 14/03/2017 e volta em 22/03/2017, custa R$ 352,15 sem bagagem e R$ 493,91 com bagagem. Um preço OK para uma companhia grande, mas que ainda não faz frente às low cost.

Página com a política de cobrança de bagagem da Air Francehttp://www.airfrance.com.br/BR/pt/local/guidevoyageur/pratique/bagages-soute-airfrance.htm

 

Lufthansa

A companhia alemã tem franquias diferenciadas para voos no continente europeu e voos intercontinentais. Nos europeus, há a tarifa Economy Light, só com direito a bagagem de mão (de até 8kg). Nos intercontinentais, a franquia começa na Economy Class com um volume de até 23kg e vai até três volumes de 32kg na classe executiva.

Para a tarifa light, os preços de bagagem despachada são: € 15 (R$ 52,63) para pagamento online, € 30 (R$ 105,25) para o balcão de check-in e € 45 (R$ 157,88) para a porta de embarque.

Pesquisei um voo da Lufthansa entre Frankfurt (principal hub da companhia alemã) e Roma. A ida é no dia 15/03/2017 e a volta no dia 22/03/2017. O preço é de € 128 (R$ 449,09) sem bagagem e € 168 (R$ 589,43) com bagagem.

Informações sobre a política de cobrança de bagagem da Lufthansa: http://www.lufthansa.com/br/pt/Regras-franquia-de-bagagem

 

Iberia

Na companhia espanhola, a primeira categoria de voos (domésticos exceto ilhas + a maior parte dos aeroportos europeus) tem a tarifa econômica sem bagagem. Neste perfil, o primeiro volume custa € 15 (R$ 52,63) e o segundo, € 35 (R$ 122,83). Isso para o caso de compra online antecipada da bagagem despachada.

Voos intercontinentais para América Central, do Sul, Ásia, África do Sul e América do Norte têm uma classe econômica com direito a um volume de 23kg na Iberia. Volumes extras custam a partir de € 60 (R$ 210,56) para compra online antecipada.


Pesquisei um voo entre Madrid e Frankfurt, com ida no dia 15/03/2017 e volta no dia 22/03/2017. O site da companhia permite visualizar o preço em reais. O preço é de R$ 276,58 sem bagagem e R$ 382,90 com bagagem. Preços competitivos.

A política de cobrança de bagagem da Iberia está aqui: http://www.iberia.com/br/bagagem/bagagem-adicional/

 

British Airways

Entre as grandes companhias, a British é a que tem mais condicionantes para a cobrança de bagagem. As tarifas são diferentes até mesmo entre os aeroportos de Londres (Gatwick e Stansted são mais baratos que Heatrow). Para efeito de comparação, vamos usar o perfil tarifa econômica UK Domestic e Euro Traveller. Neste caso, a bagagem extra custa £ 36 (R$ 150,52) saindo de Gatwick ou Stansted e £ 60 (R$ 250,87) para as outras rotas. Isso se você comprar online. Para pagar no aeroporto, o preço sobe para £ 40 (R$ 167,25) e £ 65 (R$ 271,78), respectivamente.

Pesquisei um voo entre Londres (Heatrow) e Frankfurt. A tarifa para ida e volta é de £ 100 (R$ 418,12) sem bagagem e £ 128 (R$ 535,26) com bagagem. Neste caso, vale a pena reservar a tarifa “plus”.

Informações sobre cobrança de bagagem na British Airways: http://www.britishairways.com/pt-br/information/baggage-essentials/extra-overweight-baggage

 

Ryanair

A empresa irlandesa já nasceu low cost e é um modelo a ser sonhado pelos passageiros brasileiros. A flexibilidade nos preços e serviços é enorme e possibilita tarifas mais baratas que as de ônibus no Brasil.

As tarifas regulares da Ryanair permitem que o passageiro leve dois volumes como bagagem de mão: uma mala de cabine de 10kg e uma bolsa pequena. As aeronaves têm capacidade para até 90 malas de cabine. Se o limite for excedido, as malas são transportadas gratuitamente no porão (desde que estejam dentro dos limites de peso e medidas).

Para pagar pela bagagem despachada, você pode escolher duas tarifas: mala até 15kg (que custam de € 10 a € 40 – R$ 35,12 a R$ 140,48, dependendo da rota) e mala até 20kg (de € 15 a € 50, R$ 52,69 a R$ 175,63). Estes preços são para compra online antecipada. Para pagamento no aeroporto, o preço é mais de duas vezes maior.

Um voo da Ryanair entre Dublin e Lisboa (com ida no dia 15/03/17 e volta no dia 22/03/17) custa € 58 (R$ 203,74) sem bagagem e € 142 (R$ 498,82) na tarifa flex. Mas é preciso ficar de olho nas letras miúdas e ver o que está incluído em cada tarifa. Isso porque vários serviços são cobrados, como a reserva de assento por exemplo.

Todo o serviço de bagagem da Ryanair está nesta página: https://www.ryanair.com/pt/pt/planear-viagem/Servicos-extra-em-viagem/bagagem

 

Easyjet

A Easyjet é a outra grande companhia low cost da Europa e tem uma tabela muito clara sobre tudo que é cobrado à parte, como reservas de assento, alterações e até o uso do SAC caso você não consiga gerenciar sozinho a sua reserva online.

Assim como na Ryanair, a taxa de bagagem depende da duração do voo. Para malas de até 20 kg, ela sai entre € 16,90 e € 39 (R$ 59,38 e R$ 137,04) para reserva online, € 44 (R$ 144,61) no balcão de check-in e € 60 (R$ 210,85) no portão de embarque.

Um voo da Easyjet entre Lisboa e Paris (com ida no dia 11/03/17 e volta em 18/03/17) custa € 58,22 (R$ 204,58) sem bagagem e € 210 (R$ 737,85) na tarifa flex. Como em qualquer outra low cost, leia bem o que está embutido em cada tarifa antes de comprar.

A tabela com todos os serviços cobrados à parte pela Easyjet:  http://www.easyjet.com/pt/termos-e-condicoes/taxas

FAQ sobre bagagem, inclusive com vídeos bem didáticos: http://www.easyjet.com/pt/ajuda/preparar-para-voar/bagagem

 

O que podemos entender, resumidamente, sobre tudo isso?

– para pagar tarifas realmente baratas em voos domésticos, vai ser preciso esperar uma nova companhia low cost aportar por aqui ou torcer por mudanças gigantescas nas empresas já no mercado.

– as bagagens despachadas não terão descontos progressivos a cada novo volume. Ou seja, uma viagem de compras vai sair muito mais cara.

– as companhias certamente vão estimular ainda mais a adesão a programas de fidelidade. Quando as empresas brasileiras divulgarem suas regras de cobrança de bagagem, estude-as bem e leve em consideração suas rotas mais frequentes para tentar concentrar suas milhas num programa só.

– quem viaja leve, com pouca bagagem, vai economizar muito mais do que os “bagulheiros”.

– é melhor não arriscar a malandragem do “se colar, colou” com a bagagem. Uma mala acima do peso que precisar ser despachada na hora pode sair bem mais cara que a tarifa. Tente planejar com antecedência o peso da sua bagagem tanto na ida quanto na volta. Afinal, a compra antecipada pelo despacho da mala é mais em conta.

 

E você, o que espera das mudanças nas regras de cobrança de bagagem no Brasil? Manda ver aí nos comentários!

Nenhum comentário em Conheça a política de cobrança de bagagem de 10 grandes companhias

Franquia de bagagem: entenda o que a ANAC vai mudar nas regras

Post editado em 13/12/2016, após a confirmação da aprovação das novas regras Passageiros que costumam viajar com muita coisa na mala, aproveitem. Em breve, as regras para o transporte de…

Post editado em 13/12/2016, após a confirmação da aprovação das novas regras

Passageiros que costumam viajar com muita coisa na mala, aproveitem. Em breve, as regras para o transporte de bagagem em voos no Brasil devem mudar. A principal novidade é o fim da franquia de bagagem. Ou seja, sabe aquela cota a que você tem direito sem precisar pagar excesso? Está com os dias contados e vai durar exatamente até o dia 14 de março de 2017. A mudança deve introduzir no Brasil uma política que já existe em grande parte do mundo: todo volume despachado será pago à parte.

O fim da franquia de bagagem é apenas um dos itens alterados nas Condições Gerais de Transporte (CGT). A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) colocou a revisão nas regras em consulta pública em março de 2016. A minuta ficou disponível na internet, inclusive aberta para contribuições dos cidadãos.

A diretoria colegiada da ANAC se reuniu no dia 13 de dezembro para deliberar sobre o assunto. Entre os itens da minuta original que foram aprovados, está o fim da franquia de bagagem.

A novidade iminente não tem passado batida. De um lado, estão as empresas aéreas, ansiosas pelas mudanças, e a própria ANAC. A agência acredita que as novidades vão atrair as companhias low cost para o mercado brasileiro. Do outro lado, estão os passageiros, que já começam a questionar as novas regras nas redes sociais. Além disso, o Ministério Público Federal tem defendido que a medida não trará o efeito esperado para o mercado.


Mas, afinal de contas, como será essa mudança na prática?

De acordo com a minuta disponibilizada pela ANAC (veja um resumo dela aqui), a mudança deverá ser gradual para os voos internacionais saindo do Brasil ou chegando ao país. Hoje a franquia nestes casos é de dois volumes de 32kg. Assim que a resolução entrar em vigor, ela reduzirá para dois volumes de 23kg. No final de 2017, cai para um volume de 23kg. E no final de 2018, a franquia será reduzida a zero. Em voos nacionais, a franquia zero entraria em vigor imediatamente.

Por outro lado, o limite de peso na bagagem de mão vai aumentar de 5kg para até 10kg. O número deve estar de acordo com o tamanho da aeronave e dos volumes.

Com as novas Condições Gerais de Transporte, as companhias aéreas ficam livres para adotar políticas de cobrança de despacho de bagagem. Segundo a ANAC, a medida serve para universalizar as regras. Hoje em dia, as principais companhias na Europa e nos Estados Unidos seguem o modelo.

O que pretende a ANAC?


Segundo a nota que divulgou a abertura da consulta pública sobre o assunto, o objetivo das mudanças é dar um gás no setor aéreo do país. A ANAC espera estimular a concorrência, facilitar a flexibilização de tarifas (e, consequentemente, a redução delas) e atrair as empresas low cost como Ryan Air e Easy Jet, que vendem passagens a partir de 5 euros em voos no continente europeu.

Segundo uma declaração de Ricardo Fenelon, diretor da ANAC, reproduzida no G1, as companhias estão livres para oferecer vantagens comparativas para atrair passageiros. Um exemplo disso é o peso da bagagem de mão. “O peso pode ser maior, caso a companhia aérea é economicamente útil diferenciar o seu serviço das outras”, disse.

 

E o argumento da ANAC faz sentido?


Na teoria, sim. As companhias aéreas embutem nas tarifas o espaço destinado às bagagens no porão e nem sempre isso representa justiça. Vejamos o exemplo de um voo internacional. Um passageiro que despacha um volume de 10kg paga a mesma passagem que outro passageiro que despacha dois volumes de 32kg. É como se a pessoa que leva menos bagagem ajudasse a subsidiar os “bagulheiros”.

Ao zerar a franquia de bagagem, as companhias podem cobrar tarifas menores de quem despacha menos peso. E vai até ficar mais fácil viajar sem despachar nada. Afinal, com 10kg de bagagem de mão já se leva bastante coisa, não?

O problema é que não dá para ter certeza se as empresas que já operam no país vão repassar essa suposta redução de custos para as tarifas. O mercado não vive um bom momento, tendo fechado 15 meses seguidos com queda na demanda em voos nacionais. Tanto é que as promoções recentes não têm tido descontos tão bons como os de outros tempos.


Resta a nós aguardar o impacto das mudanças nas tarifas a partir de março e, desde já, se condicionar para levar menos bagagem a cada viagem. Você já deve saber que o Mochileza é partidário de viagens mais leves, não? Se você ainda não aderiu a essa ideia, talvez seja um bom momento agora. 🙂

Nenhum comentário em Franquia de bagagem: entenda o que a ANAC vai mudar nas regras

Viajar leve: 7 dicas para evitar o excesso de bagagem

Todo mundo já deve ter algum perrengue por viajar com mais bagagem do que o necessário. Pode ter sido a mala que rasgou porque estava cheia demais. Ou aquela dor…

Todo mundo já deve ter algum perrengue por viajar com mais bagagem do que o necessário. Pode ter sido a mala que rasgou porque estava cheia demais. Ou aquela dor nas costas por carregar uma mochila pesada além da conta. Ou a dificuldade de locomoção na saída ou chegada a um aeroporto por causa dos muitos volumes. Só com esses três exemplos já é bem fácil de convencer qualquer um: viajar leve é viajar melhor.

Aí você pode perguntar: o que eu posso fazer para reduzir minha bagagem? Sempre tem os fatores que jogam contra. A vontade de não repetir os looks na viagem, as baixas temperaturas de um destino de inverno ou uma grande coleção de acessórios são alguns deles.

Mas a gente responde: sempre dá para levar menos coisas do que parece ser o mínimo. O que você precisa é experimentar algumas atitudes na prática ou repensar o seu conceito de “itens fundamentais”.

Tenha certeza disso: você não vai querer ser o dono desta mala

Tenha certeza disso: você não vai querer ser o dono desta mala

Eu mesmo já passei por altos problemas por levar bagagem demais. Na minha primeira ida aos Estados Unidos, por exemplo, foram 19 dias de viagem. As malas que eu tinha eram pequenas demais ou grandes demais. Como sobrar sempre é melhor do que faltar, fui com a grande. E à medida que fui comprando presentes e souvenirs, a mala foi ficando pesada. Ela teve um pé e um zíper quebrados numa esteira de aeroporto. E, para piorar, me deu o maior trabalho quando resolvi economizar o shuttle e ir de transporte público para o aeroporto em uma das cidades.

De lá para cá, resolvi apostar no mochilão. Ele é mais prático e ergonômico para viajar leve. Para não se tornar um inconveniente tão grande quanto uma malona, o ideal é você comprar uma que seja adequada ao seu tamanho e que não seja nem pequena nem grande demais para a sua viagem. Desde então, venho me perguntando porque demorei a aderir ao clube dos mochileiros!

Também acho que viajar leve tem a ver com outro exercício legal que as viagens te proporcionam: analisar o que é realmente essencial para você. Você vai de fato precisar de tudo aquilo que está levando? Sempre é possível diminuir um pouco mais o volume da bagagem e, creia, você só vai sair ganhando com isso. Vai tirar lições para a viagem e para o dia a dia também.

Resolvi escrever este artigo para tentar inspirá-los a aceitar a leveza como melhor companheira de viagem. Enumerei algumas dicas baseadas na minha vivência e convidei três blogueiros de viagem para passar as experiências deles. Agora é todo mundo trabalhando para viajar leve!

 

1. Estude o clima e o perfil dos seus passeios

luggage-64355_1280

Parece óbvio, né? Mas falhar neste ponto é um erro que muita gente comete. Quem não conhece aquele amigo que levou para uma viagem de muitas caminhadas aquele sapato bonito porém desconfortável? Quem não tem uma amiga que levou uma mala extra só com casacos e acessórios de frio para aquelas férias de inverno?

Se a viagem é de verão, preste atenção não só à leveza das roupas, mas também aos materiais. Roupas fáceis de dobrar e que formam pouco volume são primordiais. Se a viagem é de inverno, não caia na tentação de entulhar a mala. Um casaco mais pesado é o suficiente. E nem se melindre por repeti-lo em todas as fotos dos dias mais frios. Calçados? Dependendo do destino, nem precisa de mais de um par. Mas pelo menos um par tem que ser comprovadamente confortável, principalmente se seus pés costumarem fazer bolhas!

 

Dica importante

A Luiza Antunes, do blog 360 Meridianos, é adepta do hábito de viajar leve. Já morou na Índia, já fez uma volta ao mundo e sempre foi cortando os excessos de bagagem a cada nova viagem. Olha só a dica dela sobre a quantidade de roupas:

Nunca levo nada extra para o caso de precisar. Ou seja, por exemplo, nunca levo mais de duas calças, mesmo no inverno. Casaco é um só mais quente. Não limito o número de peças, penso mais nas combinações entre as roupas e no clima mesmo.  Costumo limitar sempre só os sapatos mesmo. No máximo três. Então costuma ser: um tênis para caminhada no dia a dia, uma bota ou sapatilha e um chinelo (Luiza Antunes, blog 360 Meridianos)

2. A lavanderia é a melhor amiga do viajante

laundry-1368552_1280

Taí outra dica que eu fui demorar a perceber o quanto era importante para viajar leve. Antes eu costumava basear os números de algumas peças de roupa na quantidade de dias. Camisetas, por exemplo. Era uma por dia + algum arredondamento para cima para atingir algum número mais ~mágico~. Exemplo: 12 dias de viagem, 15 camisetas. Isso resultava em um ser que ganhava vida própria do meio para o fim da jornada: o saco de roupas sujas!

Até que veio uma voz divina que me soprou no ouvido: você está fazendo isso errado!

Como fazer?

A gente costuma achar que lavar roupa em viagem é caro por causa dos preços que as lavanderias de hotéis costumam cobrar. Paga-se por peça e paga-se muito! Por sorte, muitas cidades têm lavanderias de bairro que lavam por quilo ou fazem uma cobrança subjetiva “por tanque de roupa”. Tipo: se a roupa que você levar couber em uma lavagem, eles cobram uma unidade desta medida. Geralmente sai bem em conta!

Caso você se hospede em apartamentos do Airbnb, é possível que muitos deles tenham a infraestrutura completa para lavagem de roupas. Máquina de lavar, sabão, amaciante, área para estender as roupas, tábua e ferro de passar.

 

Dicas dos blogueiros

A gente sabe que nem toda roupa facilita nessa hora. Tem roupa mais grossa, mais pesada que pode atrapalhar nos planos de lavanderia. Portanto é legal se ligar na dica da Celina Martins, que tem um blog com um nome que tem tudo a ver com o nosso post – Mala de Rodinha e Nécessaire:

Levo roupas fáceis de lavar e rápidas de secar. Mesmo que fique um mês viajando, dou preferência à praticidade e principalmente à independência (Celina Martins, blog Mala de Rodinha e Nécessaire)

O Jonathan Pádua, do blog Eu Vou de Mochila, endossa essa dica com poucas palavras:

Em viagens longas, lavar roupa é fundamental! (Jonathan Pádua, blog Eu Vou de Mochila)

3. Sacos a vácuo: não é feitiçaria, é tecnologia!

saco-vacuo

Essa dica serve tanto para quem leva muita roupa e quer fazer caber na mala quanto para quem leva pouca e quer levar ainda menos. Os sacos para embalar roupa a vácuo servem para viajantes e também na arrumação do dia a dia da casa. Com eles, edredons, cobertores e roupas de inverno ocupam bem menos espaço nos armários. Imagina a mágica que eles podem fazer na sua bagagem!

Esses sacos têm uma válvula onde você encaixa o bico de um aspirador de pó. Quando você ligar o aspirador, ele vai sugar todo o ar do saco e fazer com que o volume das roupas diminua monstruosamente. Há vários tamanhos de saco e várias marcas. Eles são fáceis de achar e custam de 9 a 20 reais a unidade.  Alguns modelos acompanham uma bomba de sucção portátil, perfeita para levar nas viagens. Alguns modelos de saco não são compatíveis com aspiradores, como o da ilustração ali de cima. Mas os que funcionam com aspirador parecem mágicos, como o deste vídeo.

Em alguns vídeos no You Tube, já achei tutoriais de como fazer embalagem a vácuo com sacos comuns e sem aspirador. Prefiro não endossar esses métodos, mas vai que você consegue… hehehehe

 

4. Na hora de se enxugar, faça como o Michael Phelps

toalha-esportiva

Talvez a forma mais fácil de se igualar ao maior campeão olímpico de todos os tempos seja utilizar um item que ele leva para todo lugar. A toalha de alta absorção, também conhecida como “toalha de nadador”. Ela é feita de materiais sintéticos e sempre tem alguma novidade no mercado que promete absorver mais ou ser mais macia que as concorrentes.

As toalhas esportivas realmente absorvem a água MUITO mais do que toalhas comuns. Cerca de 10 vezes mais. Por causa disso, elas não precisam ter o tamanho das toalhas que você tem em casa. Em geral, elas têm 40 x 80 centímetros. Ou seja, um pouco maiores que uma flanela de limpeza doméstica. Perfeitas para viajar leve. A variedade de preços e marcas também é bem grande. Dando uma busca rápida no Google, dá para encontrar toalhas de 17 e outras de 84 reais. E elas são facilmente encontradas em lojas de material esportivo. Para quem sempre anda com toalha, essa é uma ótima forma de economizar espaço e viajar leve.

 

5. Potinhos pra que te quero

potes-100-ml

Essa dica vai te ajudar a economizar espaço na nécessaire ou na bolsa em que você leva produtos de higiene pessoal. Você deve saber que, em voos internacionais, não são permitidos líquidos em frascos de mais de 100 ml. Portanto, já leve alguns itens fracionados em potinhos para facilitar a vida. Shampoo, sabonete líquido, hidratante, etc. Em lojas de utilidades domésticas ou de utensílios de plástico, é moleza encontrar esses potinhos de 100 ml. Outra opção pode ser aproveitar os frascos de cortesia dos hotéis.

 

6. Não tenha pudor de descartar roupa no meio da viagem

clothing-donation-photo

Este é um momento decisivo do teste do desapego. Você não precisa ser um viajante de compras para voltar com mais roupa do que tinha quando embarcou. É normal a gente se seduzir por uma camiseta descolada, um vestido com uma estampa única, um jeans de alta qualidade que estava em promoção… Mas e quando essas roupas novas começam a entulhar na bagagem?

A solução para viajar leve neste caso é simples: desapega!

Essa é uma prática muito comum entre quem gosta de viajar leve. Comprou roupa? Descarte algumas peças. Procure entidades que ajudam moradores de rua, crianças carentes, centros comunitários ou algo do tipo. Você tira peso da bagagem e ainda faz uma boa ação.

 

Dicas para desapegar

Costumo fazer doações internacionais, principalmente na primavera ou verão. Na última viagem de 28 dias pelo leste europeu comprei muitas camisetas baratinhas e fui descartando pelo caminho (Celina Martins, do blog Mala de Rodinha e Nécessaire)

Quando eu estava morando na Índia, fiz uma sacola cheia de coisas que eu percebi que eram extras que eu não precisava e mandei pelo correio para o Brasil. Depois, durante a viagem ainda descartei mais algumas coisas, como livro, camiseta e sapato que não precisava mais (Luiza Antunes, do blog 360 Meridianos)

7 – Saiba o tamanho ideal da sua mala ou mochila

As coisas mais necessárias para a sua vida podem, de repente, caber numa malinha como esta

As coisas mais necessárias para a sua vida podem, de repente, caber numa malinha como esta

Este é um ponto chave para qualquer planejamento de viagem. Escolher o tamanho da sua mala ou mochila vai influenciar diretamente no exercício do desapego, ideal para viajar leve. As consequências vão ser grandes em todos os dias da sua viagem. Desde os deslocamentos até a possibilidade de não precisar despachar bagagem.

O que eu daria como dica primordial: seja mala ou mochila, escolha uma que possa ser usada como bagagem de mão, sem despachar. Em voos domésticos no Brasil, a regra diz que um volume de mão não pode ter mais que 115 centímetros considerando a soma de três medidas (altura, comprimento e largura). O peso máximo é de 5 quilos. Nem sempre as companhias aéreas (ou os fiscais nas áreas de embarque) medem ou pesam as bagagens. Mas é bom não passar muito disso mesmo.

Em voos internacionais, os limites são estipulados por cada companhia. A Ryanair, uma das principais companhias low cost do mundo, permite dois volumes de mão: um com 115 cm de medidas somadas e até 10 kg + outro de 75 cm de medidas. Estar dentro desses parâmetros pode te ajudar a economizar um bocado, já que a Ryan Air cobra até 50 euros por volume despachado (20 kg ou mais em voos maiores que 3 horas).

 

Dica importante

A bagagem de mão com uma troca de roupa e alguns outros itens importantes é importante pra ter uma segurança caso o mochilão seja extraviado, por exemplo (Jonathan Pádua, do blog Eu Vou de Mochila)

Como já falei, sou adepto das mochilas. Aqui em casa, temos uma de 80 litros (que sempre precisa ser despachada) e uma de 60 litros bem compacta, que já levei como bagagem de mão e que comporta bastante coisa. O ideal é você ir a uma loja especializada para provar a mochila como se prova uma roupa. Ela também precisa ficar confortável para você.

Alguns modelos de mochilas de 60 litros

Alguns modelos de mochilas de 60 litros

 

Fala, blogueiro!

Os blogueiros convidados para este post relatam a vivência que eles têm com o assunto viajar leve:

 

Luiza Antunes – 360 Meridianos:

No meu primeiro intercâmbio para os Estados Unidos, eu levei duas malas de 32 kg para passar 4 meses. Eu lembro do sofrimento que era carregar aquilo e da noção que eu tive de não precisar de tanta coisa assim. Na volta ao mundo, que durou 10 meses, eu levei uma mala média e uma mochila pequena. Ainda assim, percebi que dava para diminuir e desapegar. Acho que foi um processo de aprendizado. Quando me mudei para Portugal, trouxe só uma mala média. As pessoas ficam um pouco chocadas como consegui, mas no final das contas, tenho a impressão que todo mundo carrega muito mais do que precisa, à toa.

 

Eu acho que uma mala funcional é aquela que a pessoa se conhece muito bem e sabe o que precisa para viver confortável e de maneira prática.  Eu normalmente acho que as pessoas exageram nas quantidades de coisas, levam sapatos demais, alguns inapropriados.

Jonathan Pádua – Eu Vou de Mochila

Ainda não consegui fazer uma viagem internacional sem despachar bagagem, mas essa é a próxima meta. Nunca tive dificuldade com bagagem pesada, mas sempre dá aquela sensação de ter carregado peso sem necessidade, saca? Quando você volta de viagem e ao desfazer a bagagem percebe que levou itens que nem usou.

Minha dica é: compre uma mochila que dê para ir de bagagem de mão e leve apenas o que couber dentro dela. Não coube um tênis? Vá só com o que estiver no pé. Não coube uma camiseta? Leve uma a menos. E por aí vai.

Celina Martins – Mala de Rodinha e Nécessaire

Tive dificuldade com bagagem pesada logo na primeira viagem internacional. Eu estava com uma mala média que, embora não estivesse muito pesada, dificultou muito o deslocamento. Principalmente no metrô de Londres e Paris. Daí em diante, adotei a mala pequena. Minha regra para todas as viagens é levar a mala que eu posso carregar sozinha.

Tenho um ‘kit básico de viagem’. Roupa térmica (no verão funciona como pijama e no inverno como roupa de baixo), 2 calças tipo legging e 4 ou 5 blusas/camisetas. Conforme a temperatura do destino, incluo acessórios para o frio (gorro, cachecóis e luvas) ou calor (sapatilha, chapéu). O mínimo mesmo.

Também deixei de levar guias físicos (livros) de viagem. Passei a trocá-los por um arquivo digital que preparo durante a fase de planejamento da viagem.

Nenhum comentário em Viajar leve: 7 dicas para evitar o excesso de bagagem

Type on the field below and hit Enter/Return to search