O que é Mochileza?

O senso comum sobre a viagem de mochila deve incluir algumas das seguintes situações:

– comer fast food para ajudar o dinheiro a render
– ficar em quartos coletivos de albergues (quanto mais barato, melhor)
– pesquisar quais os dias de entrada gratuita de atrações como museus
– pegar carona na estrada

Algumas delas são até táticas inteligentes usadas por viajantes com mais vivência. Outras são apenas lendas ou estereótipos.

A aventura, o imponderável e a frugalidade fazem parte de grande parte das viagens. Às vezes ajudam a te levar mais longe.

Mas quando se transformam em sacrifício, trazem um fardo indesejado. A viagem vira um peso duro de carregar.

Acho que ligar tudo isso diretamente à mochila é muito injusto. Ela é um equipamento que nos força a carregar apenas o essencial. Devemos levar uma pequena porção da nossa casa nas costas, sem a ajuda de rodinhas e alças manuais que nos fazem querer carregar até o que não precisamos.

A viagem de mochila deve nos trazer leveza. Não apenas no sentido literal, mas principalmente no figurado. Precisamos estar prontos para uma mudança de planos, para rumos inesperados. E quanto menos peso, melhor.

E o mochileiro também pode ter seus “luxos”. Coloco entre aspas porque lembranças não materiais (boas refeições, um ingresso de uma atração imperdível, uma aula de um esporte radical) não são supérfluas. E sim essenciais.

É isso que este site vem propor. Mochilar com leveza. Mochileza!

Espero que aproveitem bastante as dicas!

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Quem escreve

 

Leonardo Aquino

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Nasci em Belém em 1983. Sou jornalista formado pela Universidade Federal do Pará. Desde 2011, moro no Recife, onde trabalho como editor-chefe de esportes da Globo Nordeste. Entre os trabalhos anteriores, estão: TV Liberal (afiliada da Rede Globo no Pará), SBT Belém, TV Cultura do Pará, Rádio Unama FM, Agência Eko e Faculdade de Estudos Avançados do Pará (Feapa), onde tive uma breve experiência como professor.

A maior parte da minha carreira foi dedicada ao jornalismo esportivo. As viagens são uma paixão que surgiu depois do futebol. Desde 2007, quando saí do Brasil pela primeira vez, tenho uma espécie de código pessoal. A cada ano, pelo menos uma viagem para o exterior e pelo menos uma cidade ou região que ainda não conhecia. Apesar de ter cumprido esse código religiosamente desde então, confesso que conheço do mundo bem menos do que gostaria.

Tive o prazer de juntar minha profissão com a paixão pelas viagens algumas vezes. A primeira vez foi em 2004, quando publiquei uma reportagem de capa na revista Viagem e Turismo sobre os hotéis de selva na Amazônia. A reportagem, intitulada “Achados na Selva” foi indicada ao Prêmio Abril de Jornalismo em 2005. Nos anos seguintes, outros trabalhos freelance surgiram nessa área: Guia Brasil Unibanco, Guia Amazônia Unibanco, Revista V e Revista Leal Moreira. E agora o Mochileza, que considero ainda mais um projeto pessoal que profissional.

É um prazer receber sua visita!

 

André Orengel Dias

 

Nasci em Belém no glorioso ano de 1984, que nos presenteou com clássicos do cinema como o Exterminador do Futuro e Os Caça Fantasmas. Sou formado em Direito pelo Cesupa (Belém), tenho especialização em Contratos pela PUC/SP e mestrado em Direito e Desenvolvimento pela FGV/SP. Podem parecer áreas um pouco distantes de um blog de turismo. Mas o fato é que as viagens fazem parte da minha história desde a infância, que vivi entre Belém, Rio de Janeiro e São Paulo, com direito a um bônus internacional: a conclusão do ensino médio nos Estados Unidos. Já adulto, também estudei em universidades estrangeiras: Salamanca, na Espanha, e Tilburg, na Holanda.

Sempre fui louco por conhecer novos lugares, culturas, paladares e as diferentes formas que as pessoas têm de interagir com o mundo ao seu redor. Na conta atualizada, visitei 41 países, nas Américas (14), Europa (19), África (1) e Ásia (7). Em todas essas viagens, conheci pessoas com quem mantenho contato até hoje. Também cruzei o caminho de outras que, apesar de não saber os seus nomes, me marcaram pela generosidade. Em Kyoto, a senhora que me deu um guarda-chuva quando parecia que o dilúvio nunca ia parar. Em Marrakesh, o turista panamenho que me emprestou 50 euros quando a grana tinha acabado e o cartão estava bloqueado. Na Espanha, quando uma carona amiga garantiu a viagem de Madrid a Salamanca, numa madrugada em que a estação de ônibus já estava fechada. E muitas pessoas mais…

Quanto mais viajo, mais eu me sinto atraído por esse mundo, que é infinito no que tem a nos a mostrar e ensinar. Viajando colecionei aprendizados, experiências, testemunhos e perrengues impagáveis. Histórias que agora compartilho aqui no Mochileza.