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Categoria: Turquia

Istambul: Dicas para curtir uma metrópole única

Já falei aqui em outras oportunidades que o Mochileza também é feito por seus leitores e amigos. E sou sortudo por conhecer gente que curte viajar tanto quanto eu. Foi…

Já falei aqui em outras oportunidades que o Mochileza também é feito por seus leitores e amigos. E sou sortudo por conhecer gente que curte viajar tanto quanto eu. Foi o caso da Gabi (que escreveu sobre Malta) e do Marcus (que fez um post sobre o arquipélago de San Blas), que publicaram textos convidados aqui no site. Agora chega mais uma colaboração: a da Estela Takahachi, do Itinerário de Viagem.  Assim como o Mochileza, o blog dela também faz parte da Rede Brasileira de Blogs de Viagem. Ela escreveu um post muito bom e informativo sobre Istambul, uma cidade que tá na minha lista de desejos há alguns anos. É uma metrópole que tem um pé na Europa e outro na Ásia (literalmente), com referências islâmicas e ocidentais, além de muita história!

Feitas as apresentações, fique com os relatos da Estela e viaje junto com a gente! 😀

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Tive a oportunidade de visitar Istambul duas vezes na minha vida e em dois anos consecutivos. A primeira vez que fui, tudo me pareceu meio caótico e confuso. A segunda vez que fui já estava mais relaxada e habituada.

Adoro ter a possibilidade de voltar a um lugar que gostei muito e com certeza, voltar a Istambul foi uma maravilhosa experiência. Algumas pessoas não fazem isso jamais. Mas eu tinha tantas pendências da primeira viagem para conhecer, que tudo justificou voltar à cidade no ano seguinte.

Para quem tem dúvidas em relação a hospedagem, sugiro o bairro de Sultanahmet como o melhor. É um bairro com boa estrutura turística e perto de muitas atrações imperdíveis. Dá pra fazer boa parte dos passeios a pé! Vale saber que é o bairro do lado “europeu” da cidade, já que o Estreiro de Bósforo divide a cidade em lado “europeu” e lado “asiático”.

Dividindo as atrações turísticas imperdíveis da cidade em europeu e asiático, começo falando do lado europeu:

Grand Bazar de Istambul. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

Lado europeu de Istambul

Ninguém jamais poderá ir a Istambul e não andar no Grand Bazar, ou Kapalι Çarșι. Ele foi construído em 1453 e lá você pode encontrar quase tudo: mercadorias “made in China“, produtos tradicionais turcos, ouro e prata, lamparinas, pashiminas, tapetes, souvernirs, instrumentos musicais, etc… Ele é um mercado coberto, com muitas ruelas formando quase um labirinto. Quando você entra no Grand Bazar, tem um momento que você acha que será impossível sair de dentro dele, mas fique tranquilo porque o local possui umas nove portas de saída e, além disso, há placas indicando onde as saídas ficam. Por isso que é importante você se atentar ao nome da porta por qual entrou! Cheguei a ir umas quatro vezes no total e chega uma hora que você vai caminhando pelas ruelas e até decora a localização de tudo!

A Mesquita Azul. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

A Mesquita Azul

Passagem obrigatória é ir até a Mesquita Azul, conhecida por lá como Sultan Ahmet Camii. Erguida entre 1609 e 1616, recebeu este apelido de Mesquita Azul dos estrangeiros que a visitavam, porque ela é quase que inteiramente revestida com azulejos iznik azuis e possui ricos vitrais também do mesmo tom. Bom… isso foi há muito tempo. Hoje, se você entrar em outras mesquitas, perceberá que quase todas seguem este modelo. Dica: se você for à cidade no verão, aproveite o show de luzes e música no exterior desta mesquita quando o sol se põe.

Detalhe do interior da Mesquita Azul. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

Basílica de Santa Sofia

A Basílica de Santa Sofia é um marco da arquitetura e foi, por mil anos a maior igreja do mundo e hoje figura como a quarta maior. Porém, ela perde o ranking de toda forma porque hoje ela não é mais uma igreja, mas sim um museu. Chamada desde 1935 como Hagia Sophia Museum, foi construída entre 532 e 537 para ser a catedral cristã de Constantinopla, porém entre 1204 e 1261, foi “convertida” para uma catedral catótlica romana e a partir do século 15 os otomanos a transformaram em mesquita, incluindo minaretes na arquitetura, além de túmulos e fontes.

Basílica de Santa Sofia. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

Como museu muito antigo, está há anos em reforma e é possível que esteja eternamente em reforma, já que sua construção e decoração são muito antigas e complexas, dito isso, não fique chateado se encontrar andaimes de reforma dentro do salão principal.

Interior da Basílica de Santa Sofia. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

Hoje podemos ver muitos dos mosaicos originais que foram resgatados da época em que o local era uma igreja bizantina (porque haviam sido cobertos com cimento pelos muçulmanos).

Entrada do Castelo de Topikaki. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

Castelo de Topkaki

Outra atração importante é o Castelo de Topkapı ou Topkapı Sarayı. Construído em1453, residiu por lá sultões durante três séculos e hoje podemos ver os aposentos além de móveis, tesouros e objetos de valor nas diversas salas disponíveis para visitação. Para realizar a visita no castelo, tenha em mente duas coisas: primeiro você levará praticamente o dia inteiro em filas imensas e, segundo, não poderá tirar fotos no interior do palácio. Porém, dentro do antigo harém as fotos são permitidas e a fila é curta.

 

Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dizem que o harém era habitado por até mil concubinas, mas estando lá, não consigo imaginar como elas fisicamente conseguiam! Só se ficavam todas amontoadas. Além das concubinas e até eunucos (sim…. para cuidar das moças), as mulheres e a mãe do sultão também ficavam lá…. imaginem só as confusões que rolavam por lá! Não só confusões, lógico, algumas histórias bonitas também aconteciam, como eunucos e concubinas que eventualmente acabavam se apaixonando e fugiam de lá. As últimas mulheres deixaram o harém em 1909, quando o sultanato terminou no país.

O jardim do Topkapı é lindo e dizem que no começo da primavera ele é repleto de tulipas (a flor originaria da Turquia), mas, mesmo estando no começo da primavera por lá, não vi tulipa alguma rsrsrs

Lado asiático de Istambul

Do lado de lá do Bósforo, a parte asiática. Antes mesmo de passar pro lado asiático observei algo bem interessante! Na extremidade europeia da ponte que liga o lado asiático, há vários restaurantes que provavelmente servem muitos peixes, e em cima dos restaurantes há vários turcos que pescam os tais peixes. Bom, não sei se são exatamente peixes para os restaurantes, mas a imagem é um mínimo curiosa!

Os pescadores à beira do Bósforo. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

Do lado de lá, eu destaco como obrigatório subir na Torre Galata, ou Galata Saray. Ela já foi um ponto muito importante de defesa da cidade, na época em que Istambul era Constantinopla. Modificada fisicamente pelos otomanos, hoje oferece uma linda vista de 360 graus da cidade. É muito devagar chegar lá no topo porque sempre há grandes filas, mas com paciência você consegue e a vista compensa!

A Torre Galata vista do lado europeu…

… e a cidade vista do alto da torre. Fotos: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma pequena Paris em Istambul

Pontos interessantes de comércio como a famosa Istklal Cadesi que é um calçadão por onde o icônico bonde passa, as vielas recheadas de restaurantes como na Nevizade Sokak e a tentadora Cezayir Sokağı que eu não deixei de fazer uma boa refeição por lá. Esta última em especial é um cantinho “parisiense” em Istambul. Pelo menos é a inspiração usada na concepção do local, com decorações mais descontraídas e um ar mais boêmio.

O bonde na Istkal Cadesi. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

E o charme da Nevizade Sokak. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

Luxo e riqueza no palácio

E por fim, ainda no lado asiático, destaco o Dolmabahçe Sarayı que é um palácio em estilo eclético europeu construído a mando dos sultões otomanos. Ele funcionou como centro administrativo do governo entre 1853 e 1922. O palácio é ricamente ornado e infelizmente não são permitidas fotos no interior do prédio. Uma parte que visitamos lá dentro e que enche os olhos é a famosa escadaria de cristal com a forma de uma dupla ferradura, construída de cristal Baccarat, bronze e mogno. Vira e mexe eu revejo algumas fotos oficiais do interior do prédio para relembrar este passeio lindo!

A fachada do Dolmabahçe Sarayi. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

Eu super recomendo uma visita a Istambul. Mesmo com os últimos ataques terroristas que ocorreram em 2016, o turismo não foi afetado. Lógico que todo cuidado é pouco. Então procure evitar aglomerações de turistas, não andar sozinho em locais não turísticos (sim…. há cantos obscuros em Istambul) e não aceite convites para festas ou bares de desconhecidos. Tirando isso, não tem como não se apaixonar pela cidade. É por isso que já fui duas vezes e voltaria todas as vezes que pudesse!

Sobre Estela

A Estela no Grand Bazar de Istambul

Meu nome é Estela, sou sócia fundadora do blog Itinerário de Viagem que existe desde 2012, mas ele só virou um “.com” em abril de 2014. Quando escolho um destino de viagem, geralmente sou atraída por aqueles que inclui muita história, arte e arquitetura. Sempre que eu posso, tento adicionar locais que que fogem do turismo comum. Para isso, converso com os habitantes dos destinos que visito em busca de experiências inusitadas! Gosto de tentar viver minhas viagens do ponto de vista do habitante local. Então sempre procuro ir a mercados, restaurantes locais e, enfim… vou me enfiando em qualquer lugar!

Estamos em várias redes sociais, mas destaco estas:

Blog: www.itinerariodeviagem.com
Facebook: https://www.facebook.com/itinerariodeviagem/
Instagram: @itinerariodeviagem

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