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Roteiros e viagens de mochila sem sufoco

Categoria: Tailândia

Chiang Mai: Esplendor no norte da Tailândia

Encravada nas montanhas do norte da Tailândia, Chiang Mai tem uma atmosfera muito mais tranquila que a caótica Bangkok. Há um certo ar de cidade do interior. O fato de…

Encravada nas montanhas do norte da Tailândia, Chiang Mai tem uma atmosfera muito mais tranquila que a caótica Bangkok. Há um certo ar de cidade do interior. O fato de contar com apenas um décimo da população da capital tailandesa certamente ajuda. Com cerca de 200 mil habitantes, esta é a principal cidade dessa região desde a sua construção, no final do século XIII, pelo primeiro Rei Lanna (Phaya Mangrai). Literalmente, “Reino de Milhões de Campos de Arroz”, Lanna foi um importante reino do sudeste asiático entre os séculos XIII e XVIII, quando foi definitivamente anexado ao Reino de Sião. Lembra dos termos “irmãos siameses” e do “gato siamês”? Pois é, eles fazem referência a este reino, que depois virou Tailândia. As heranças arquitetônicas desse período estão muito bem preservadas em dezenas de construções pela cidade, principalmente nos templos budistas.

Com base nas experiências que vivenciamos por lá, sugiro aqui um roteiro de três dias.

 

Onde se hospedar

Ficamos no excelente Sala Lanna. Esse hotel boutique parecia ser recém-construído. Era confortável, limpo, bem decorado e tinha ótimos restaurantes. Não deixe de experimentar o carpaccio e as pizzas do Itália, restaurante anexo ao hotel. No café da manhã, prove o delicioso bagel de salmão.

 

1º dia – Por dentro das Muralhas da antiga Chiang Mai

Aproveite o primeiro dia em Chiang Mai para se situar, passeando pelo interior da Cidade Murada. Um quadrilátero quase perfeito protegido por um fosso e, obviamente, uma grande parede. É aqui que estão alguns dos templos mais bonitos de Chiang Mai. Você pode até alugar uma bicicleta para navegar pelas ruelas do centro histórico, como muitos fazem.

Wat Phra Singh

Wat Phra Singh, Chiang Mai. Foto: André Orengel.

Wat Phra Singh, Chiang Mai. Foto: Manuela Corral.

 

Comece pelo lugar mais visitado da cidade: o WAT PHRA SINGH. A fama desse templo se deve à reverenciada imagem do Buda Leão (Phra Singh), abrigada aqui desde o século XIV. Além disso, a estatueta é considerada um dos mais bonitos exemplos da arte sacra Lanna. Ela fica em uma pequena capela com arquitetura típica Lanna nos fundos do terreno. Também chama a atenção a linda pintura dourada sobre o fundo vermelho escuro em todas as paredes interiores do templo.

Há ainda um agradável jardim na área externa do complexo. Foi aqui que vimos várias árvores com placas que traziam mensagem do tipo “o tempo e a maré não esperam por ninguém” e “é melhor chorar com o sábio do que rir com o tolo”.

Wat Phra Singh, Chiang Mai. Foto: André Orengel.

Wat Phra Singh, Chiang Mai. Foto: André Orengel.

 

Uma etiqueta importante de se ter em mente quando se está no interior de um templo, além das mais usuais (não falar alto, vestir-se de modo a cobrir ombros e joelhos, evitar exibição pública de afeto etc.), é não deixar que seus pés apontem às imagens do Buda. É por isso que você perceberá que os tailandeses estarão sempre ajoelhados, de forma os seu pés apontem na direção oposta à imagem homenageada.

Wat Phra Singh, Chiang Mai. Foto: André Orengel.

Wat Phra Singh, Chiang Mai. Foto: Manuela Corral.

 

Saia do templo, atravesse a rua e caminhe pela Ratchadamnoen (liga o Wat Phra Singh ao Portão Tha Phae). Se for um domingo, melhor ainda. É nesse dia que é montado ali um animado mercado de rua, com artesanato de toda a região, comidinhas típicas, entre outros, à moda das antigas caravanas chineses.

Wat Phan Tao

Wat Phan Tao, Chiang Mai. Foto: André Orengel.

Wat Phan Tao, Chiang Mai. Foto: André Orengel.

 

Aproveite o passeio, com paradas nos lugares que achar mais interessantes. Quando chegar na Rua Prapokkloa vire à direita. Alguns passos a seguir, à direita também, está o WAT PHAN TAO, um pequeno templo feito inteiramente em madeira. Admire a sua fachada e o seu interior, lindamente adornados, e, depois, siga no mesmo sentido mais alguns metros.

Wat Chedi Luang

Wat Chedi Luang, Chiang Mai. Foto: André Orengel.

Wat Chedi Luang, Chiang Mai. Foto: André Orengel.

 

A próxima parada na trilha dos templos é o WAT CHEDI LUANG, construído há mais de 600 anos. No seu prédio principal  está abrigada a imagem do Buda em pé chamada Phra Chao Attarot. Estivemos lá próximo ao ano novo chinês, também comemorado na Tailândia. Por isso, o templo estava enfeitado por fitas com os animais do horóscopo chinês. Funciona assim: você compra uma fita dessas, marca o animal que representa o seu signo, faz um pedido e pendura ela com a ajuda de uma vara.

Wat Chedi Luang, Chiang Mai. Foto: André Orengel.

Wat Chedi Luang, Chiang Mai. Foto: André Orengel.

 

Os demais santuários do lugar encontram-se dispostos ao redor da ruína do que foi a estrutura mais alta de Chiang Mai durante o Reino Lanna. A destruição do templo, segundo contam, se deu em parte por um potente terremoto, ocorrido no século XVI, e em parte pelo bombardeio de canhões durante a recaptura da cidade pelo reino Lanna, controlada pelos Birmaneses, em 1775.

Chiang Mai City Arts and Cultural Center

Em seguida, ao sair do templo, vire a esquerda e ande pela mesma rua (mas em sentido oposto). O seu destino é o Chiang Mai City Arts and Cultural Center. Lá o visitante pode aprender mais sobre a história da região, desde a pré-história à ascensão e declínio de Chiang Mai, enquanto capital do Reino Lanna.

Wat Chiang Man

Wat Chiang Man, Chiang Mai. Foto: André Orengel.

Wat Chiang Man, Chiang Mai. Foto: Manuela Corral.

 

Finalize o tour pelo centro histórico da cidade conhecendo o Wat Chiang Man, ali pertinho. Este é o templo mais antigo da cidade (1306). Ele também abriga algumas importantes imagens budistas, inclusive o famoso Buda de cristal. O lugar serviu de residência para o próprio Phaya Mangrai (fundador de Chiang Mai). Várias construções foram sendo adicionadas ao complexo, exibindo assim diferentes tipos de arquitetura do norte da Tailândia. O templo também expõe uma belíssima coleção de pinturas budistas que merece reverência.

Para o jantar, vá no David’s Kitchen. Com sua mistura de cozinha francesa com asiática, este restaurante é considerado pelo Travellers’ Choice do Tripadvisor como um dos 10 melhores do mundo.

 

2º dia – Um encontro com elefantes

Que a vida selvagem tem sofrido demais com o crescimento demográfico da humanidade, levando várias espécies de animais à extinção, infelizmente é uma realidade com a qual já estamos familiarizados. O elefante asiático, em especial, teve sua população diminuída pela metade nos último 60/75 anos. Isto levou a União Internacional para a Preservação da Natureza[1] a considerá-lo ameaçado de extinção.

Ele tem sido vítima da redução de seu habitat, com a expansão das áreas de monocultura (especialmente o cultivo de arroz) e o crescimento das cidades. Além de ser explorado pela indústria madeireira, que o utiliza como ferramenta para carregar pesadas toras, e torturado por caçadores, interessados principalmente no marfim de suas presas.

Na Tailândia, existem vários passeios voltados para turistas que oferecem algum tipo de interação com elefantes. Muitos deles, absurdamente, maltratam de alguma forma o animal, seja por meio de severos adestramentos ou os fazendo suportar pesadas cadeiras em seu dorso. Outros, no entanto, estão voltados ao resgate dessas criaturas de situações de perigo, dando-lhes alimento e abrigo. Por isso, tivemos muita preocupação ao escolher o passeio que viríamos a fazer.

Baan Chang Elephant

Das muitas opções que encontramos on-line, acabamos decidindo por conhecer o Baan Chang Elephant Park. Foi uma das melhores experiências que já tive em uma viagem.

Pela manhã

Baan Chang Elephant Park, Chiang Mai. Foto: Manuela Corral.

Baan Chang Elephant Park, Chiang Mai. Foto: Manuela Corral.

 

O dia começa com um deslocamento de van de mais ou menos uma hora ao parque. Na chegada, nos entregam um uniforme para vestirmos e há uma palestra sobre o trabalho realizado no parque e algumas instruções. Em seguida, vamos alimentar os elefantes com dezenas de pencas de bananas. A interação com esses enormes animais é sensacional! No início, o tamanho e o apetite dos elefantes impressiona e ficamos um pouco travados, mas logo pegamos a manha do negócio.

Passa voando o primeiro turno do dia e logo nos chamam para o almoço, que é até bem gostoso. Deitamos em uma rede para fazer a digestão e nos preparar para as atividades vespertinas.

Pela tarde

Baan Chang Elephant Park, Chiang Mai. Foto: André Orengel.

Baan Chang Elephant Park, Chiang Mai. Foto: André Orengel.

 

Devidamente abastecidos, os cuidadores do parque nos ensinaram a montar nos elefantes, utilizando apenas uma corda para nos equilibrar. Com não há sela no animal, não nos pareceu que os mesmos estavam sofrendo de qualquer maneira. Depois disso seguimos para um passeio bem legal por um bosque montados nos elefantes, por cerca de uma hora (com uma pausa no meio), que terminou em um pequeno açude onde se dá banho nos bichos.

Essas atividades da tarde, no entanto, não estão mais disponíveis. Isto porque, para evitar ao máximo qualquer estresse físico e psicológico aos elefantes, o Baan Chang achou melhor eliminá-las. Agora, os visitantes levam o elefante à pé ao mesmo açude, por um trajeto menor. É bem divertido ver esses bichos brincando no laguinho, jogando água para todos os lados com as suas trombas. Aqui confesso que preferi observar o movimento a uma certa distância, o que ainda foi bacana e deu para dar umas boas gargalhadas.

O lugar fornece ainda vestiários com chuveiros para tomarmos banho e vestirmos as nossas roupas limpas antes de retornarmos ao hotel.

 

3º dia – O Majestoso Doi Suthep

Wat Phra That Doi Suthep

Wat Phra That Doi Suthep, Chiang Mai. Foto: André Orengel.

Wat Phra That Doi Suthep, Chiang Mai. Foto: André Orengel.

 

Guardamos o templo mais bonito da região para o último dia deste itinerário. O mítico Wat Phra That Doi Suthep. Localizado no topo do monte Doi Suthep, o santuário pode ser facilmente visto da própria cidade e oferece belas vistas lá de cima. A sua construção se iniciou em 1383, quando um monge de Sukhothai instruiu ao rei Lanna Keu Naone que estabelecesse um templo no alto dessa montanha para abrigar uma relíquia sagrada. Sem saber o local exato para essa construção, as relíquias foram colocadas no lombo de um elefante branco, que vagou livremente pela floresta até sucumbir, “escolhendo” o lugar para o templo. No pátio externo do templo há uma estátua feita em homenagem a este elefante.

Wat Phra That Doi Suthep, Chiang Mai. Foto: André Orengel.

Wat Phra That Doi Suthep, Chiang Mai. Foto: Manuela Corral.

 

A melhor forma de chegar no templo é de taxi, mas também se pode chegar por meio de um tram, alugando uma moto ou em um tour guiado. No retorno, pare para almoçar no Italics, localizado no hotel Akyra Manor.

Museu Nacional de Chiang Mai

Depois do almoço, passe algumas horas no Museu Nacional de Chiang Mai. O acervo abrange todo o norte da Tailândia, não somente a cidade de Chiang Mai. É o principal curador de artefatos Lanna, exibindo imagens de Buda em variados estilos, períodos e influências.

Wat Suan Dok

Wat Suan Dok, Chiang Mai. Foto: André Orengel.

Wat Suan Dok, Chiang Mai. Foto: Manuela Corral.

 

Para finalizar a tarde, siga para o Wat Suan Dok, que fica aberto até as 17h. Conta a lenda, que a relíquia sagrada trazida pelo monge de Sukhothai milagrosamente se duplicou, ficando uma das duas neste templo, enquanto que a outra foi parar no Wat Suthep. O principal santuário do Wat Suan Dok marca o auge da influencia de Sukhothai na arquitetura de Chiang Mai. Várias cinzas de reis Lanna se encontram abrigadas em santuários deste templo.

Para o jantar, vá no Ploen Ruedee, um animado mercado noturno a céu aberto, com food trucks e barracas de comida regional e internacional e música ao vivo.

O que evitar

Quando estivemos lá fizemos um passeio à tríplice fronteira entre a Tailândia, o Laos e Myanmar que achei que não valeu tanto a pena.

No trajeto, paramos nas termas de Mae Khachan. Lá as pessoas mergulham seus pés nas águas quentes que correm por um pequeno riacho. Em seguida, fomos ao Wat Khun Rong. O templo todo Branco é obra (ainda em construção) de um artista plástico local. Depois disso, fizemos uma travessia de barco ao Laos, onde havia uma pequena feira de artesanato para os turistas comprarem souvenirs.

Wat Rong Khun, Chiang Mai. Foto: André Orengel.

Wat Rong Khun, Chiang Mai. Foto: Manuela Corral.

 

Já na volta, paramos na fronteira com Myanmar, para ver a pequena ponte, repleta de arame farpado, que liga os dois países. A última parada foi em uma aldeia onde moram algumas mulheres, supostamente, da etnia Kayan Lahwi, que alongam seus pescoços com anéis de bronze. Segundo o guia, elas, atualmente, vivem exclusivamente do turismo. Achei naquele momento um turismo por demais exploratório e me recusei a descer da van.

No geral, achei o passeio cheio de experiências maquiadas para turistas e, por isso, não curti muito.

 

Bangkok

Se você está pensando em visitar Chiang Mai na sua próxima viagem ao Sudeste Asiático, provavelmente passará também por Bangkok, a capital da Tailândia e campeã mundial do turismo. Se este for o caso, veja as nossas dicas sobre Bangkok aqui no Mochileza. Boa leitura e boa viagem!

4 comentários em Chiang Mai: Esplendor no norte da Tailândia

Bangkok: roteiro de 6 dias pela campeã mundial do turismo

Praias paradisíacas, templos suntuosos, muita história, temperos exóticos e excelente infraestrutura turística. Cada um desses itens já é um pretexto suficiente para você decidir o seu próximo destino de férias….

Praias paradisíacas, templos suntuosos, muita história, temperos exóticos e excelente infraestrutura turística. Cada um desses itens já é um pretexto suficiente para você decidir o seu próximo destino de férias. Mas que tal encontrar tudo isso num lugar só? Se a combinação é atraente para você, considere incluir Bangkok nos seus próximos roteiros.

A Tailândia é o país onde turistas mais gastam dinheiro em toda a Ásia (52 bilhões de dólares), segundo dados de 2016. É também o segundo país asiático em número de visitantes recebidos, com 32 milhões. Isso é cinco vezes mais do que o Brasil. Neste quesito, só fica atrás da China, que, territorialmente, é 18 vezes maior. Além disso, Bangkok é a cidade que mais recebeu turistas em todo o mundo, com mais de 19 milhões de visitantes.

Minha esposa e eu resolvemos fazer parte da estatística em 2014, quando passamos alguns dias em Bangkok, Chiang Mai e Phuket. Ainda conseguimos encaixar um “pulo” em Siem Reap (Camboja), para conhecer o fantástico sítio arqueológico de Angkor Wat.

Ao planejar os dias na Tailândia, buscamos ao máximo fazer os passeios por meio de empresas de turismo bem cotadas na internet. Isso porque tínhamos várias dúvidas. Como se locomover em Bangkok? Como nos comunicar com os tailandeses? Quais seriam lugares seguros e perigosos para andar? O que já posso adiantar a você é que não dá pra imaginar um passeio pelos arredores da cidade sem recorrer a agências que organizam esses tours. Por outro lado, dentro da cidade é muito mais fácil se virar por conta própria.

A viagem para Bangkok é muito longa. Para se ter uma ideia, partindo de Belém, levamos mais de 66 horas para chegar no nosso hotel. O que compensa todo o desgaste é a convicção de que, quanto mais nos afastamos dos nossos lares, mais nos deparamos com pessoas, culturas e lugares instigantes. Por toda essa distância, e para melhor aproveitar essa impressionante cidade, sugiro aqui um roteiro de seis dias, com base nas experiências que tivemos por lá.

 

Onde ficar

Para começar, apesar de não recomendar ficar no hotel no qual nos hospedamos, sugiro sim a região da avenida Sukhumvit. Além da localização central é nessa área que estão os principais shoppings da cidade: Siam Paragon, Central World, Central Embassy e Terminal 21. Eles servem de bons pontos de apoio e referência. Nesta região também há boas opções de restaurantes e vários hotéis, de diversas faixas de preços, como Sheraton, Marriott e Novotel. O metrô de superfície sobre a avenida Sukhumvit facilita muito a locomoção na área. Escolha um hotel próximo de uma de suas paradas.

*** Reserve aqui seu hotel em Bangkok pelo Booking.com ***

Uma dica que gosto de dar para pessoas que viajam para países que não usam nosso alfabeto é estocar alguns cartões contendo o endereço do seu seu hotel, no idioma local. Coloque-os na carteira, na mochila, bolsos, bolsas etc. Eles ajudam bastante na hora de explicar para o motorista do taxi, uber ou tuk-tuk onde fica o seu hotel.

Aquecendo as turbinas

Casa de Jim Thompson

Depois de uma viagem exaustiva acho sempre bom começar os trabalhos com um dia mais tranquilo. Com esse espírito, a primeira parada da viagem foi o museu da Casa de Jim Thompson. O cara foi um empresário americano que desempenhou um papel crucial no ressurgimento da indústria mundial da seda nas décadas de 50 e 60. O tour guiado pela casa (obrigatório) é excelente. Aproveitamos também o gift shop para comprar souvenirs feitos da seda local, com estamparias exclusivas, com a assinatura da marca Jim Thompson.

Jim Thompson's House, Bangkok

Jim Thompson’s House, Bangkok. Foto: Manuela Corral.

Siam Paragon – O paraíso dos paladares

Saímos da casa/museu por volta das 13h e caminhamos até o ótimo shopping Siam Paragon. Apesar de ser conhecido pela sua exuberante coleção de lojas, a maior preciosidade desse lugar é a sua praça de alimentação. Trata-se um verdadeiro paraíso alimentar, com a vantagem de contar com sombra e ar-condicionado.

Uma vez lá, aproveitamos para passear pelo seu primeiro andar, conferindo os menus dos seus restaurantes antes de escolher onde almoçar. Logo na primeira refeição, aprendemos uma lição importante: a comida tailandesa é apimentada demais. Extremamente mesmo. Por isso, passamos a escolher somente as opções do menu “não apimentado” (ainda bem picantes) em todas as nossas refeições.

Comida tailandesa, Siam Paragon, Bangkok

Comida tailandesa, Siam Paragon, Bangkok. Foto: André Orengel.

Erawan Shrine

Após o almoço, e a sobremesa, saímos do shopping pelas passarelas do segundo andar. Caminhamos no sentido oeste, até encontrar um dos mais populares templos da cidade: o Erawan Shrine, na esquina da Ratchadamri com a Rama 1. Fica bem ao lado do prédio do hotel Hyatt. Está abrigado neste templo uma imagem de Phra Phrom, o representante tailandês do deus hindu da criação Brahma.

Erawan Shrine, Bangkok

Erawan Shrine, Bangkok. Foto: Manuela Corral.

 

Reza a lenda que o pequeno templo foi construído ali, em 1956, para afastar uma maldição lançada sobre a construção do antigo hotel Erawan. Tudo porque as suas obras foram iniciadas em uma data não auspiciosa. O mau agouro, dizem, provocou uma série de infortúnios, como acidentes, atrasos, perda de carregamentos de materiais de construção, entre outros. Com a conclusão do templo, a influência negativa foi definitivamente afastada,  tornando-o famoso e adorado pelos tailandeses.

Além das centenas de incensos acesos pelos fieis, é interessante ver que eles também contratam dançarinas profissionais. A sua função é executar performances de danças tradicionais para aumentar as chances das preces serem atendidas.

Erawan Shrine, Bangkok

Erawan Shrine, Bangkok. Foto: Manuela Corral.

 

Infelizmente, em agosto de 2015, o local foi alvo de um atentado terrorista que matou 20 pessoas e feriu outras dez. Poucos dias depois o templo foi restaurado e reaberto para a visitação pública.

 

Lumphini Park

Continuando o passeio andamos pela lateral do Hyatt, na Avenida Ratchadamri, até chegar no animado Lumphini Park. Nessa hora, por volta do pôr do sol, o parque está cheio de gente praticando exercícios e perambulando sem pressa por suas ruas.

Lumphini Park, Bangkok

Lumphini Park, Bangkok. Foto: Manuela Corral.

 

O jantar foi no Sirocco, na cobertura do State Tower (1055, Silom Road). Você vai reconhecer esse lugar do filme Se Beber Não Case 2. A vista, o serviço e a comida são realmente de primeiríssima qualidade. Reserve com antecedência.

Ko Ratanakosin – o berço da cidade

O Grande Palácio de Bangkok

Iniciamos o segundo dia indo diretamente para a região de Ko Ratanakosin. Aqui fica o complexo do Grande Palácio de Bangkok, que, entre outros, abriga o templo do mítico Buda de Esmeralda. É a atração turística mais procurada da cidade, então é bom chegar logo cedo. Ele fica aberto todos os dias das 08h30 às 15h30, e a entrada custa 500 baht. Assim, não caia no comum golpe dos espertalhões que dizem estar o local fechado para lhe levar para outro lugar e, com isso, ganhar uma gorda comissão.

Grande Palácio, Bangkok

Grande Palácio, Bangkok. Foto: André Orengel.

 

Outra coisa importante para se ter em mente é que, como ali contém um dos lugares mais sagrados de toda a Tailândia, há um estrito código de vestuário a ser seguido. Em síntese, ombros, joelhos e pés devem estar sempre cobertos, em respeito à santidade do espaço. Por isso, nada de bermudas, sandálias ou camisetas sem manga, tanto para homens como para mulheres. Há a possibilidade de comprar calças na porta do complexo bem como pegar calças emprestadas ao lado da entrada. Eu preferi levar a minha mesmo.

Grande Palácio, Bangkok

Grande Palácio, Bangkok. Foto: Manuela Corral.

 

Não deixe que a superlotação do lugar lhe impeça de conhecê-lo com calma, pois ele é repleto de detalhes e decorações muito bonitos. Vale a pena investir no áudio guia disponível na bilheteria para ter mais informações sobre o que há por lá.

O complexo foi construído no século XVIII às margens do rio Chao Phraya a mando de Rama I. Já serviu de residência para os reis da Tailândia, de lar para uma numerosa corte e de administração central do país, representando mais de 200 anos de história real e experimentação arquitetônica. O enorme lugar conta com mais de 100 prédios, na sua maioria construídos no estilo Bangkok antigo (Ratanankosin).

Grande Palácio, Bangkok

Grande Palácio, Bangkok. Foto: André Orengel.

Wat Phra Kaew

Abrigado em uma capela ricamente decorada e protegida por um par de gigantes míticos, a imagem do Buda de Esmeralda é a principal razão para se ir ao templo de Wat Phra Kaew. A notoriedade dessa estátua de 66 cm, feita provavelmente de jade verde escura (e não esmeralda), cresceu por volta do século XIV, quando a camada de gesso que a protegia foi danificada, exibindo a sua brilhante coloração.

No meio do século XVI, ela acabou sendo levada do Reino de Lana (ao norte da Tailândia) para Luang Prabang (então capital do reino de Lan Xang, hoje, Laos) por Setthathirath. A oportunidade para isso ocorreu quando, depois de ser rei de Lana (por um breve período), assumiu o trono de Lan Xang, levando a imagem com a sua mudança. Ela só foi recuperada dois séculos depois, pelo general tailandês Chao Phraya Chakri, que invadiu a cidade de Vietiane. Após a mudança da capital de Thonburi a Bangkok, foi erguido o magnífico Wat Phra Kaew, para assim proteger e honrar o Buda de Esmeralda.

Buda de Esmeralda, Wat Phra Kaew, Bangkok

Wat Phra Kaew, Bangkok. Foto: André Orengel.

 

Mal dá para ver a estatueta do pé do altar que a exibe, de tão pequena que ela é. A decoração ao seu redor, no entanto, é de deixar qualquer um de queixo caído. Um outro fato curioso sobre esta imagem é que a sua roupa é trocada pelo rei, três vezes ao ano, de acordo com a estação (quente, fria e chuvosa), em uma pomposa cerimônia.

Não deixe de apreciar os murais que adornam na parede interna deste complexo, que representam a versão tailandesa do épico indiano Ramáiana. Inicialmente pintados durante o reinado de Rama I, eles foram belamente restaurados recentemente.

Grande Palácio, Wat Phra Kaew, Bangkok

Murais do Wat Phra Kaew, Bangkok. Foto: Manuela Corral.

Mercado de Amuletos

Finalizada a visita ao Complexo do Palácio Real, fomos ao Mercado de Amuletos, ao norte, junto ao rio Chao Phraya. Lá, ziguezagueamos os estreitos corredores apreciando as curiosidades vendidas e compramos uma pequena estatueta do Buda, na posição Varada Mudra, de recordação.

Mercado de Amuletos, Bangkok

Mercado de Amuletos, Bangkok. Foto: Manuela Corral.

 

Saindo do mercado, acompanhamos o curso do rio no sentido sul, passando entre o muro do Palácio Real e a água. Seguimos pela rua Maha Rat e dobrando na viela que leva ao restaurante The Deck. As ruas não são bem sinalizadas, portanto acompanhe o percurso pelo mapa abaixo. A comida é bem gostosa, o preço é camarada e a vista do rio e do templo Wat Arun são maravilhosas.

Wat Pho

Depois do almoço, é hora de visitar o templo de Wat Pho, ali pertinho. É aqui que estão a maior estátua do Buda reclinado, a maior coleção de imagens do Buda e o primeiro centro de educação pública de toda a Tailândia. Tirando o prédio onde se encontra a maior imagem do templo, conseguimos encontrar alguns cantos pacíficos na ampla área do complexo. Foi ótimo, poder apreciar e se conectar com a história e religiosidade do lugar com maior serenidade.

Wat Pho, Bangkok

Wat Pho, Bangkok. Foto: Manuela Corral.

 

A estátua do Buda reclinado, com 46 metros de comprimento e 15 metros de altura, quase não cabe em seu abrigo. A posição deitada ilustra a elevação de Buda ao nirvana. Observe a ornamentação das solas dos pés da estátua, exibindo as 108 características auspiciosas da personalidade do Buda.

Buda Reclinado, Wat Pho, Bangkok

Buda Reclinado, Wat Pho, Bangkok. Foto: Manuela Corral.

Sola do Pé do Buda Reclinado, Wat Pho, Tailândia. Foto: Manuela Corral

As imagens do Buda reverenciadas nos quadro santuários dispostos no complexo segundo os pontos cardeais, também são muito bonitas e merecem ser visitadas. Admire, ainda, as 394 estátuas alinhadas nas galerias que conectam esses templos. Vale mencionar que, neste complexo, também fica localizada a matriz do ensino e preservação da medicina tradicional tailandesa, o que inclui a massagem tailandesa.

Wat Pho, Bangkok

Wat Pho, Bangkok. Foto: André Orengel.

Museu de Sião

Terminamos de visitar o Wat Pho por volta das 16h. Isso nos garantiu tempo suficiente para conhecer as galerias do muito bom Museu de Sião (como era chamada a Tailândia até 1939). Ele costuma funcionar até as 18h. A exibição permanente, com recursos bem interativos, enfatiza a história cultural do povo tailandês.

Para comer algo diferente da comida tailandesa, se você é fã da culinária alemã, recomendo o Bei Otto, localizado na Sukhumvit Soi 20. Fomos lá duas vezes e gostamos bastante de tudo que provamos.

 

Ayutthaya

No seguinte dia da viagem resolvemos contratar um tour que nos levasse ao sítio arqueológico de Ayutthaya. Considerado patrimônio cultural da humanidade pela Unesco, o local foi a capital do reino de Sião entre 1350 e 1767. Neste ano a cidade foi amplamente saqueada e destruída pela Birmânia, nação com a qual estavam em guerra desde o início do século XVI. As ruínas e a história do lugar são fascinantes.

Ayuthaya, Tailândia

Ayuthaya, Tailândia. Foto: André Orengel.

 

A excursão também passa pelo Bang Pa-In Royal Palace. É um complexo com um conjunto interessante de construções, às vezes utilizado pela família real tailandesa, especialmente no verão. Outras paradas foram alguns templos importantes da região e uma enorme estátua do Buda reclinado.

Buda Reclinado, Ayuthaya, Tailândia

Ayuthaya, Tailândia. Foto: Manuela Corral.

 

O almoço foi servido em um passeio de barco pelo rio Chao Phraya, no pitoresco caminho de volta para Bangkok. Para o jantar, escolhemos um dos restaurantes do shopping Central World, na avenida Sukhumvit.

 

Tuk-tuk para cá, tuk-tuk para lá

No quarto dia de viagem tratamos de dar um giro pela cidade de tuk-tuk, conhecendo dois de seus templos e finalizando com uma relaxante massagem no Mandarim Oriental.

Wat Arun

Começamos pelo Wat Arun. Após o declínio de Ayutthaya, o rei Thaksin transferiu a capital do reino de Sião para a cidade de Thonburi, na margem esquerda do rio Chao Phraya. Foi nessa época que se assumiu o controle do templo existente nesse local (Wat Jaeng) e se estabeleceu lá o palácio real e um santuário para abrigar o Buda de Esmeralda. Nesta ocasião, o templo foi renomeado para Wat Arun, em homenagem à deusa indiana da alvorada (Aruna).

Wat Arun, Bangkok

Wat Arun, Bangkok. Foto: Manuela Corral.

 

Foi só depois da transferência da capital do reino de Sião para Bangkok que foi construída a torre central do templo de Wat Arun, no estilo khmer, com 82 metros de altura. O interessante é perceber que a ornamentação do templo é feita com porcelana chinesa quebrada, despejada nos portos da cidade. Ela servia de lastro aos navios que vinham da China para levar arroz produzido no interior do reino de Sião.

Chao Phraya, Wat Arun, Bangkok

Vista do Wat Arun, Bangkok. Foto: André Orengel.

Wat Suthat

Depois de explorar o primeiro templo do dia, subimos em um tuk-tuk e seguimos ao Old Town Cafe (130/11-12 Fueang Nakhon Road). É uma ótima opção para um rápido almoço e para se refrescar com um café gelado. De lá, andamos alguns quarteirões até o Wat Suthat. Na frente da entrada do templo, em uma pracinha, tem uma enorme e curiosa trave vermelha. Ela é chamada de Sao Ching-Cha (Balanço Gigante) e era usada em um festival brama em homenagem à deusa Shiva. Os participantes tinham que se embalar nela, na tentativa de pegar um saco de ouro colocado no alto de uma vara de bambu. A brincadeira era extremamente perigosa, levando várias pessoas à morte. Por isso, foi proibida durante o reinado de Rama VII.

O Wat Sutthat é a matriz dos sacerdotes bramas no país e um dos templos mais tranquilos que visitamos por lá. É nesse lugar também que estão enterradas as cinzas do rei Rama VIII. Aprecie a linda decoração deste templo, principalmente o enorme Buda de bronze originário de Sukhothai (o primeiro reino tailandês – sécs. XIII-XV), os murais que contam a história das vidas pregressas do Buda (dos mais bonitos do país).

Buda, Wat Suthat, Bangkok

Wat Suthat, Bangkok. Foto: Manuela Corral.

Um fim de tarde revitalizante

Finalizada a visita, pegamos mais um tuk-tuk, agora com destino ao Mandarim Oriental. É um perfeito exemplar desta que é uma das cadeias de hotéis mais luxuosas do mundo. Desde o saguão você já começa a relaxar. Isso por conta da perfeita combinação de música ambiente, ar condicionado, linda decoração e chá. Para chegar a sua famosa casa de massagem, cruzamos o rio em uma embarcação do próprio hotel, que mais parece nos transportar para uma outra dimensão. Para não ter erro, fizemos a reserva pelo site e deixamos os tipos de sala e massagem disponíveis já selecionados. Chegando lá foi só relaxar, aproveitar e sair pessoas renovadas.

Para jantar com uma vista estonteante da cidade, recomendo o Vertigo (21/100 South Sathon Road Sathon | Banyan Tree). A apresentação e o sabor da comida servida são de tirar o chapéu. Para compensar, o preço é bem salgado.

Moon Bar, Vertigo, Bangkok

Vertigo, Bangkok. Foto: André Orengel.

Damnoen Saduk e o Museu Nacional

Um mercado flutuante

No quinto dia de viagem também decidimos sair da cidade. Dessa vez fizemos um tour de meio dia para o mercado flutuante de Damnoen Saduk. A experiência foi bem interessante e recomendamos para todos. Ainda compramos duas máscaras de madeira para guardar o nosso lar contra maus espíritos.

Mercado Flutuante de Damnoen Saduak, Tailândia

Mercado Flutuante de Damnoen Saduak, Tailândia. Foto: André Orengel.

 

O lado negativo do passeio foi a visita a um lugar onde se poderia montar em elefantes. Nos sentimos muito mal pelos animais, que carregam estruturas pesadas de ferro nas suas costas para levar o condutor e mais turistas ao redor de um circuito no interior da propriedade. A crueldade é evidente. Se lhe levarem a um lugar como esses, sugiro ficar dentro do veículo e protestar com o agente de viagens.

Na Tailândia existem alguns santuários para elefantes encontrados em situações desfavoráveis, como em fazendas e circos. Lá os bichos são recuperados e parecem melhor tratados. Além disso, a forma estabelecida para os turistas interagirem com os animais não parece maltratá-los. Fomos em um desses próximo à cidade de Chiang Mai, no norte do país, e gostamos muito do lugar. O nome de lá é Baan Chang Elephant Park.

O Museu Nacional de Bangkok

Depois do passeio pedimos para nos deixarem no Museu Nacional, que é considerado o maior museu do seu tipo no sudeste asiático. Almoçamos no restaurante do próprio museu. A comida é incrivelmente barata, mas não é tão saborosa. A vasta coleção de esculturas religiosas do museu é impressionante. Comece pela sua ala histórica, onde estão expostos, entre outros artefatos de inestimável valor, o mais antigo registro escrito em idioma tailandês e o trono do rei Taksin. A capela Buddhaisawan guarda uma das imagens do Buda mais reverenciadas da Tailândia, a Phra Phut Sihing.

Museu Nacional, Bangkok

Museu Nacional, Bangkok. Foto: Manuela Corral.

Mais templos e tuk-tuks

Guardamos mais dois templos para o último dia em Bangkok: o Wat Traimit e o Wat Benchamabophit. Visitamos os dois num tour guiado. Mas, como disse lá em cima, achamos o tour absolutamente desnecessário. Preferia ter ido de táxi, Uber ou tuk-tuk, para economizar alguns dólares, fazer as coisas no nosso tempo e evitar as lojinhas comissionadas.

Wat Traimit

O Wat Traimit fica localizado no bairro chinês da cidade, ao final da rua Yaowarat. Este é o templo onde se venera a impressionante estátua de 3 metros de altura e 5,5 toneladas de puro ouro. Isso mesmo, puro ouro! Ela foi descoberta há uns 40 anos quando caiu de um guindaste e rompeu a sua proteção de gesso. “Ah, é por isso que essa imagem é incrivelmente pesada!”, deve ser o que todos pensaram.

Em estilo Sukhothai, a reluzente estátua data, provavelmente, do século XV. O santuário que abriga a famosa imagem do Buda de Ouro está no topo de uma nova estrutura de quatro andares. Os andares inferiores exibem a história da estátua dourada e da herança chinesa em Bangkok.

Buda de Ouro, Wat Traimit, Bangkok

Buda de Ouro, Wat Traimit, Bangkok. Foto: Manuela Corral.

Wat Benchamabophit

O Wat Benchamabophit fica no interior de um belo parque. É um primoroso exemplo da arquitetura moderna dos templos budistas tailandeses. Ele foi construído no final do século XIX, no reinado do Rama V (suas cinzas estão enterradas no templo). A característica mais marcante deste santuário é o uso de mármore de Carrara branco em quase todo o seu revestimento. Isso lhe rendeu a alcunha de templo de mármore. No pátio atrás do prédio principal são exibidas 53 imagens do Buda, expondo os diferentes estilos utilizados para representá-lo na Tailândia e em outros países budistas.

Wat Benchamabophit, Bangkok

Wat Benchamabophit, Bangkok. Foto: Manuela Corral.

Já ouviu falar em pet café?

A parte da tarde foi separada para conhecer o Parque de Dusit. Só que, na época em estivemos lá, o parque estava fechado por conta de uma série de protestos. Optamos então por passar a tarde nos shoppings da Sukhumvit.

Você já foi em algum café, onde, além de degustar das bebidas e comidas, você pode interagir com animais de estimação? Não estou falando do cachorro ou gato vira-latas que frequentam o bar da esquina. Mas de uma porção de bichinhos domésticos sedentos por carinho dos visitantes do café. Eu certamente gostaria de ir em um desses. A Monica Vieira, minha queridíssima cunhada, é praticamente uma especialista no assunto. Já foi em quatro desses só em Bangkok e recomenda todos! São o Little Zoo Café, o Dog in Town, o True Love @ Neverland e o Rabbito Café.

Para nos despedirmos da cidade, jantamos novamente no The Deck, e assim pudemos apreciar a sua vista do Wat Arun mais uma vez.

Wat Arun Bangkok

Vista do Wat Arun, a partir do The Deck, Bangkok. Foto: André Orengel.

 

3 comentários em Bangkok: roteiro de 6 dias pela campeã mundial do turismo

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