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Roteiros e viagens de mochila sem sufoco

Categoria: Planejando

7 dicas para aproveitar melhor as suas milhas aéreas

Para quem viaja com frequência, as milhas aéreas funcionam como uma espécie de moeda paralela. A cada trecho voado, a cada fatura paga do cartão de crédito ou a cada…

Para quem viaja com frequência, as milhas aéreas funcionam como uma espécie de moeda paralela. A cada trecho voado, a cada fatura paga do cartão de crédito ou a cada mensalidade do clube de fidelidade, a poupança aumenta. Mas, hoje em dia, há tantas formas de acumular e gastar as milhas que é natural que a gente se sinta baratinado.

Assim, a pergunta que sempre surge é: como usar melhor as milhas aéreas?

Não há uma resposta-padrão que sirva para todos os viajantes. É preciso identificar perfis e objetivos e, a partir daí, encontrar um caminho ideal para não deixar as milhas expirarem nem gastá-las mal. Se você tiver uma viagem dos sonhos para fazer com milhas, não vai seguir a mesma receita de quem pretende aproveitá-las em promoções de voos curtos.

Este post não tem o objetivo de ser um manual imperativo de regras. A ideia é clarear algumas informações que às vezes parecem soterradas por ofertas irrecusáveis, promoções imperdíveis e letras miúdas.

Dica # 1 – tenha um objetivo muito bem definido

Você já viu o filme “Amor Sem Escalas”? Um dos protagonistas desta comédia romântica é Ryan Bingham, personagem de George Clooney. Ryan viajava muito a trabalho e tinha um sonho secreto: acumular 10 milhões de milhas aéreas. Foi a sétima pessoa no mundo a conseguir a marca, segundo a história do filme.

Não é preciso ter uma meta tão grandiosa quanto a do personagem do cinema, mas o ideal é que você tenha um objetivo. Aqui vão algumas sugestões:

– fazer uma grande viagem internacional;

– proporcionar uma viagem em família;

– fazer uma poupança de milhas para aproveitar promoções e feriados prolongados;

– comprar algum sonho de consumo (sim, milhas aéreas não servem só para voar)

Em alguns casos, você talvez possa precisar de um prazo para conseguir as milhas. Um ano? Dois? Três? Seu sonho e sua capacidade de acumular pontos vão ditar o ritmo. Mas saber o que fazer com as milhas é o primeiro grande passo.

 

Dica # 2 – conheça os programas de fidelidade para escolher o mais conveniente para você

Os principais programas de fidelidade das companhias aéreas do Brasil são:

Multiplus, da Latam

Smiles, da Gol

Amigo, da Avianca

Tudo Azul, da Azul

O primeiro ponto para ajudar na decisão é estudar a malha aérea das companhias. Por qual empresa você voa mais? Isso pode lhe ajudar a acumular mais pontos com voos. Qual empresa tem mais voos a partir da sua cidade? Isso pode aumentar a quantidade de opções na hora de escolher o seu destino.

Em termos de regras para pontos de voos, os programas são muito parecidos. Trabalham com fatores multiplicadores proporcionais ao perfil da tarifa e à categoria do cliente no programa de fidelidade. Esse fator é multiplicado pelo valor da passagem para calcular os pontos de um trecho. Ou seja, quanto mais cara é a passagem e mais alta é a sua categoria, mais milhas você acumula. A Avianca é a única que não leva o preço do bilhete em consideração.

Outro fator importante: as parcerias. Todo programa de fidelidade oferece a possibilidade de acumular ou usar milhas aéreas em companhias parceiras. A Avianca é a que tem a maior quantidade de parcerias: 27, por ser membra da aliança Star Alliance. A Gol tem 14 parcerias com companhias como KLM, Air France e Emirates. A Latam faz parte da aliança One World, que reúne 13 empresas (British Airways, Iberia e JAL estão entre elas). A Azul tem apenas duas parceiras: TAP e United.

Pesquise também o preço médio de uma passagem emitida por milhas, tanto em períodos promocionais quanto fora deles. Mas não deixe de levar em consideração os fatores anteriores. Afinal de contas, não adianta nada uma companhia oferecer bilhetes por 3 mil milhas em rotas em que você não vai voar.

 

Dica # 3 – o cartão de crédito pode ser seu melhor amigo – ou inimigo

 

Os cartões de crédito costumam ser as principais fontes de acúmulos de milhas aéreas. Por isso, muita gente acaba concentrando gastos do cotidiano no cartão para acelerar a poupança de milhas. No entanto, é preciso ter uma série de cuidados. Desde a escolha do cartão até o uso dele no dia-a-dia.

Os principais bancos e operadoras financeiras oferecem programas de fidelidade para acúmulo de pontos no cartão de crédito que podem virar milhas aéreas. O formato padrão é de um número X de milhas acumuladas para cada dólar gasto no cartão. Esse X vai de 1 a 2,2 milhas, dependendo do tipo de cartão. Quanto mais pontos ele acumula, maior é o preço que ele cobra: anuidade mais cara e renda mínima maior. Portanto, procure um cartão que ofereça um meio termo entre vantagens e adequação à sua renda.

Outro ponto que merece sua atenção: nem todos os cartões acumulam pontos direto no programa da companhia aérea, e sim num programa próprio. Exemplos: Livelo (para cartões Bradesco e BB) e Sempre Presente (Itaú). Esses pontos podem ser transferidos para as companhias aéreas, mas também para outros benefícios parceiros.

Os cartões cujos pontos se transformam diretamente em milhas aéreas oferecem alguns benefícios. Em geral, são descontos em passagens e pontuação diferenciada na compra de bilhetes. Eles costumam ter o nome do programa de milhagem estampado.

Para ajudá-lo a escolher, uma boa fonte é o ranking dos cartões de crédito feito pelo site Melhores Destinos. A lista é atualizada anualmente com as novidades do mercado.

Mas a dica mais importante relacionada a cartão e milhas é: não dê o passo maior que a perna nos gastos. Não comprometa o seu orçamento mensal na ânsia de juntar milhas nem escolha um cartão com uma anuidade que não caiba na sua renda.

 

Dica # 4 – olho nas promoções de transferência de pontos

Essa dica vale para quem não escolheu um cartão de companhia aérea. Os programas de milhagem costumam fazer promoções para transferência de pontos do cartão de crédito. Num dia normal, a transferência de pontos é no sistema 1 ponto = 1 milha. Nas promoções, são oferecidos bônus de 40 até 120%. Ou seja, 1000 pontos acumulados no cartão de crédito podem virar 2200 milhas aéreas!

Às vezes essas promoções têm letras miúdas. Por exemplo, pode ser que o maior bônus seja para quem está numa categoria superior do programa de milhagem ou é assinante dos clubes de milhas (falaremos deles logo mais). Pode ser também que as promoções exijam um número mínimo de pontos para transferências. Seja como for, é sempre muito mais vantagem transferir numa promoção do que fora dela. Portanto, se você não precisa tirar uma passagem para agora, espere as promoções para transferir os seus pontos.

Para saber de uma promoção, a melhor dica é assinar o mailing do seu programa de milhagem ou da sua companhia aérea preferida.

 

Dica # 5 – conheça as formas alternativas de acumular milhas aéreas

milhas aéreas compras

Não é só de voos ou de gastos no cartão de crédito que vive um acumulador de milhas. Todos os programas oferecem parcerias para ganhar pontos com outros serviços. Gastos relacionados a viagens (como hospedagens em hotéis e aluguel de carros) podem virar milhas. Compras em grandes lojas de varejo também, assim como assinaturas de revistas, estacionamentos, postos de combustível e muito mais. Neste caso, vale um conselho semelhante ao do cartão de crédito: não faça gastos que você não faria só para acumular milhas.

Confira as listas de empresas parceiras:

– Gol/Smiles – https://www.smiles.com.br/empresas-parceiras

– Azul/Tudo Azul – https://tudoazul.voeazul.com.br/web/azul/parcerias

– Avianca/Amigo – https://www.pontosamigo.com.br/parceiros-nao-aereos

– Latam/Multiplus – https://www.pontosmultiplus.com.br/junte/

 

Dica # 6 – entrar para um clube de milhas pode ser uma boa ideia

Se você está disposto a pagar um pouco a mais para acelerar a realização do seu plano, cogite a inscrição num clube de milhas. Os clubes funcionam da seguinte forma: você paga uma mensalidade e ganha a cada 30 dias uma certa quantidade de milhas, proporcional ao valor pago. Os planos disponíveis no mercado vão de 500 a 10 mil milhas por mês e custam de R$ 26,90 a R$ 299 por mês.

Uma coisa é fato: as milhas adquiridas nos clubes custam menos que as compradas de forma avulsa. O preço médio de uma milha aérea é R$ 0,07. Nos clubes, elas podem sair por menos de R$ 0,03.

Outro detalhe importante é a diferença no valor que se gasta para acumular um determinado número de pontos. Para juntar 1000 milhas por mês, por exemplo, os clubes cobram entre R$ 35 e R$ 42,90. Se você fosse juntar essas mesmas 1000 milhas com gastos no cartão de crédito, seria necessária uma fatura de cerca de R$ 3500. Isso se for um cartão em que 1 dólar = 1 milha.

Além das milhas todo mês, os clubes oferecem outras vantagens. Entre elas, estão descontos na emissão de passagens com pontos, maior bônus em transferências e acesso antecipado a promoções.

Entre as companhias que operam no Brasil, apenas a Avianca não tem clube de milhas. Conheça aqui os clubes do Multiplus, do Smiles e do Tudo Azul. Outro clube que você pode levar em consideração é o do Livelo, programa vinculado a cartões do Bradesco e do Banco do Brasil. Você pode acumular milhas nele e depois ganhar ainda mais nas transferências com bônus para os programas das companhias aéreas.

 

Dica # 7 – comprar milhas? Só em caso extraordinário

Além de todas as formas de acúmulos (voos, compras, gastos no cartão), você ainda tem a possibilidade de comprar as milhas diretamente. Geralmente, elas são vendidas em lotes de mil e com um limite anual para a compra.

Os programas de fidelidade que vendem milhas têm um valor “tabelado” para as milhas: R$ 0,07 a unidade. Ou seja: R$ 70 para cada lote de mil. Parece barato. Mas se você fizer as contas, vai ver que está longe de ser uma opção econômica.

Para fazer o exemplo, pesquisei uma passagem pela Gol: do Recife a Congonhas, com ida no dia 11 de abril e volta no dia 18. Para tirar o bilhete pelo Smiles, ele custa 24 mil milhas ida e volta + taxas (o que está dentro da média para esta rota). Comprar 24 mil milhas a R$ 0,07 cada dá um total de R$ 1680. No entanto, a passagem pela Gol sem pontos custa R$ 577, cerca de um terço.

Ou seja, em circunstâncias normais, comprar milhas não é bem um bom negócio. Mas há algumas situações em que ela pode ser útil e vantajosa:

– para completar as milhas que faltam para a emissão de uma passagem. Exemplo: sua viagem dos sonhos custa 100 mil milhas e você conseguiu juntar 97 mil.

– quando você tem um voucher promocional. As companhias frequentemente dão esses vouchers para os clientes de seus programas de fidelidade. Eles podem ser de bônus (você paga o valor cheio das milhas, mas ganha até 120% a mais) ou de descontos (que costumam ser de até 50%).

Na hora em que pensar na possibilidade de comprar milhas, não deixe de levar em conta o seu objetivo (do qual falamos no item 1). Também não dê um passo maior que a perna, financeiramente falando.

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E você? Tem alguma dica para acrescentar? Conte a sua experiência com as milhas aí nos comentários!

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Como ler os guias Lonely Planet de graça (ou quase)

Não é preciso ter o passaporte mais carimbado da paróquia para saber o tamanho da grife Lonely Planet para os viajantes. Já são mais de 40 anos ajudando gente como…

Não é preciso ter o passaporte mais carimbado da paróquia para saber o tamanho da grife Lonely Planet para os viajantes. Já são mais de 40 anos ajudando gente como você e eu a planejar viagens e a montar roteiros de férias. Seja com livros, guias de conversação, mapas, aplicativos, revistas e uma penca de produtos repletos de informação.

E como você reagiria se eu dissesse que é possível ter acesso a uma infinidade de livros da Lonely Planet de graça na internet? Alguns deles estão disponíveis absolutamente sem custos. Outros estão acessíveis por um pequeno valor em um serviço de assinatura mensal. Com um terço do preço de um guia, você pode ter acesso a centenas deles.

O mapa da mina está na loja brasileira da Amazon. Ela oferece um serviço chamado Kindle Unlimited, que é uma espécie de Netflix de livros. Você paga R$ 19,90 por mês e tem acesso livre a centenas de milhares de livros. Para fazer a assinatura, não é preciso ter um Kindle, o leitor de e-books fabricado pela própria Amazon. O Kindle tem aplicativos para tablets e smartphones. E também dá para ler os livros no seu desktop, caso isso seja cômodo para você.

Não são tooooodos os livros à venda na Amazon que estão disponíveis para os assinantes do serviço. E os títulos em português estão longe de ser a maioria. Mas para os leitores compulsivos, há material para anos e anos de leitura. E para os viajantes como nós, há uma fonte quase inesgotável de informação para planejar viagens rumo a centenas de destinos.

A Lonely Planet, por exemplo, coloca à disposição no Kindle Unlimited uma penca dos guias clássicos, aqueles completinhos sobre um destino específico. Tem volumes dedicados a países inteiros (do Peru ao Butão), regiões turísticas (Provence, Côte d’Azur, Toscana, Costa Amalfitana) e cidades (Madrid e Berlim, por exemplo).

Além destes, há séries de guias mais específicos ou temáticos da Lonely Planet. O “Road Trips” destaca destinos para pisar fundo pelas estradas. O “Pocket” e o “Discover” reúnem de forma compacta as melhores dicas sobre algumas grandes cidades.  As séries “Classic Trips” e “Best Trips” listam sugestões de roteiros para otimizar a sua viagem. “On a Shoestring” foca em dicas para viajantes econômicos. E por aí vai: sempre vai haver um produto com o seu perfil.

Há também alguns volumes que são gratuitos até mesmo para quem não tem a assinatura Kindle Unlimited. Entre eles, alguns golaços da Lonely Planet como a série “Accessible”, que dá dicas de grandes cidades para os viajantes que possuem necessidades especiais.  Também custam zero reais alguns exemplares como o “Secret Europe” e “Um Mundo de Novidades”, que listam destinos de forma mais genérica.

Com tanto material em mãos, você não precisa comprar os guias só depois de decidir o seu roteiro. É possível fazer uma boa pesquisa de destinos lendo todos os livros que você conseguir. O grande porém: a maioria dos títulos gratuitos (ou quase gratuitos) da Lonely Planet é em inglês. Há poucas exceções. Mas, em geral, você vai precisar de uma afinidade ainda que pequena com o idioma para poder absorver as informações dos guias.

 

Abaixo a gente lista alguns dos guias mais instigantes da Lonely Planet à disposição na Amazon brasileira:

 

Tibete

Foto: gaoxuyu/Pixabay

O território autônomo aos pés dos Himalaias é o sonho de muitos viajantes. Chegar até lá é difícil. Exige muito planejamento, algum dinheiro e um bocado de paciência com burocracias. Talvez por isso, seja difícil encontrar material de qualidade sobre este destino. O guia do Tibete da Lonely Planet (em inglês) tem 352 páginas e já ajuda a começar essa viagem dos sonhos. É gratuito para assinantes Kindle Unlimited.

 

 

Best Trips e Road Trips

Sugestões de escapadas de dois dias a aventuras de duas semanas. Mapas rodoviários, sugestões de itinerários e planejamento, além das famosas “insider tips” para agir como um local e evitar roubadas pela estrada afora. Entre os volumes dessas séries que estão disponíveis de graça para assinantes Kindle Unlimited, estão: França, Califórnia, San Francisco Bay, Costa Amalfitana e Rota 66. Tudo em inglês.

 

 

Antártida

Foto: MemoryCatcher/Pixabay

Que tal fazer turismo no continente gelado? A Lonely Planet foi lá e publicou um guia sobre o que fazer por lá. Ver pinguins, fazer cruzeiros por canais, se embrenhar rumo ao Polo Sul e avistar gigantescos icebergs. O guia da Antártida da Lonely Planet tem 224 páginas, está em inglês e é gratuito para assinantes Kindle Unlimited.

 

Transiberiana

Foto: 797329/Pixabay

Outra viagem fascinante, pois se trata de uma das ferrovias mais extensas do mundo. São quase 10 mil quilômetros entre a Rússia europeia e o extremo oriente do país, com conexões para a Mongólia, a China e o Mar do Japão. A viagem percorre oito fusos horários e leva vários dias para ser concluída. Essa é para os fortes! O guia da Ferrovia Transiberiana em inglês está disponível de graça para os assinantes Kindle Unlimited.

 

Rio Acessível

Este guia foi lançado para os Jogos Paralímpicos de 2016, mas continua merecendo atenção. São 64 páginas com dicas de acessibilidade no Rio de Janeiro. Portadores de necessidades especiais vão poder aproveitar a vida noturna, os pontos turísticos e as praias sem barreiras. O livro está em português e é grátis até mesmo para quem não é assinante Kindle Unlimited.

 

Viagens gastronômicas

Levanta a mão quem se acaba de comer quando sai de férias! A gastronomia é uma maravilhosa forma de viajar pelo mundo. E quanto mais você está aberto para novos sabores, mais descobertas você vai ter. A Lonely Planet tem uma subeditora dedicada a livros com roteiros gastronômicos. Entre eles, um guia para “as melhores comidas de rua do mundo”, outro para “as melhores comidas apimentadas” e uma série chamada “From The Source”, com cozinheiros locais dando receitas das cozinhas do Japão, Espanha, Itália e Tailândia.

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7 erros que cometi em viagens (e espero que você não repita)

Cada viagem é um novo capítulo na grade curricular de aprendizados possíveis da sua vida. Assim como na escola, existem aquelas matérias em que a gente sente mais dificuldade. Você…

Cada viagem é um novo capítulo na grade curricular de aprendizados possíveis da sua vida. Assim como na escola, existem aquelas matérias em que a gente sente mais dificuldade. Você não precisa ser um aluno brilhante, e sim apenas passar. Nem que seja depois de ficar de recuperação ou de reprovar uma ou outra vez. Com uma diferença crucial: os erros que você comete quando viaja não vão para um boletim.

É natural que a gente cometa erros nas nossas viagens. O planejamento da logística pode dar errado. O dinheiro pode acabar antes das férias. Ou aquela atração que parecia imperdível pode se revelar uma grande roubada. Logo que a gente erra, tem vontade de se submeter ao tribunal mais cruel que existe: o da nossa culpa. Mas, depois que o sangue esfria, tudo vira lição e até anedota.

Faço pelo menos uma viagem internacional por ano desde 2007 e confesso a vocês: já passei muitos perrengues nessas andanças por aí. Alguns não foram culpa minha, como o buraco em que caí até o joelho numa calçada de Assunção em 2009. Outros foram bem evitáveis, como o voo com quatro paradas entre Miami e o Recife na volta das férias de 2013. Todos esses erros me ajudaram a planejar melhor as viagens seguintes. Pode ser que ajudem nas suas também.

Compartilho com vocês, então, as minhas piores notas vermelhas em mais de uma década como viajante:

Erro #1 – Marcar voos para o início da manhã

Foto: Pixabay

Esse erro eu cometi na viagem para a Europa em 2017. Nosso voo de volta para o Brasil começava em Turim às 6h45 da manhã. O transporte público para o aeroporto não funciona 24h na cidade. Portanto, para chegar ao aeroporto na antecedência padrão do check-in, pedimos um táxi para as 3h30 da madrugada. Noite mal dormida e uma longa espera para voar foram apenas o início de uma péssima jornada de retorno pra casa.

Por mais que sejam trechos domésticos e o check-in não demande tanta antecedência, pegar um voo no início da manhã exige acordar muito cedo. Isso porque a maioria dos aeroportos das grandes cidades fica em regiões afastadas. Ou seja, contando com o deslocamento e dependendo da cidade onde você está, um voo às 8h pode demandar que você saia do hotel (ou apartamento) às 5h.

Tem quem já tenha o costume de acordar a esta hora normalmente. Mas sempre é bom lembrar: estamos falando de pessoas de férias. Prezar por mais horas de sono não é crime.

Outro problema relacionado a este erro é o horário de entrada nos hotéis e apartamentos. A regra universal é que o check-in seja no meio do dia, entre 12h e 14h. Chegar pela manhã no destino significa que existe uma grande chance de você precisar fazer hora na rua antes de ocupar sua hospedagem. Se a noite anterior foi de pouco sono, a combinação é terrível.

O que fazer?

Quando tiver voos curtos (de até 2 horas) para fazer na sua viagem, verifique a possibilidade de fazê-los o mais perto possível do meio-dia. Você tem tempo suficiente para tomar café da manhã, ir sem pressa para o aeroporto e não precisar matar hora antes de fazer o check-in no hotel. E o melhor: sem madrugar.

 

Erro # 2 –  Voos chegando de madrugada

Foto: Danilo Bueno – Pixabay

Vacilo cometido na chegada ao Marrocos em abril de 2016. Depois de 3h30 de espera pela conexão no aeroporto de Casablanca, pegamos um voo rumo a Fez e desembarcamos pouco depois de 1 da manhã. Tínhamos um transfer reservado, mas nossa hospedagem ficava na medina. Quem já foi ao Marrocos sabe que qualquer medina é um lugar dificílimo de se localizar, ainda mais de madrugada.

Imagine a combinação: viagem cansativa + destino onde a comunicação não é das mais fáceis. Não recomendo…

A não ser que você esteja no último voo de volta para casa, chegar de madrugada bagunça o relógio biológico. O dia seguinte fatalmente terá uma dose extra de cansaço. Além disso, existe o fator deslocamento. Nem todas as cidades têm transporte 24 horas saindo ou chegando ao aeroporto. Você vai depender de táxi, que nunca é exatamente econômico e ainda pode lhe deixar na mão de um motorista desorientado ou mal intencionado.

O que fazer?

Se um voo chegando de madrugada for inevitável no seu roteiro, estude bem o transporte na sua cidade de destino. Há trens, metrôs ou ônibus saindo do aeroporto? Se não houver, pesquise a distância até a sua hospedagem e use sites como o Rome 2 Rio para calcular o preço de uma corrida de táxi. Outra opção é verificar se o aeroporto oferece o serviço de transfers regulares, como vans compartilhadas. Seja qual for a solução, não marque nenhuma programação para muito cedo no dia seguinte.

 

Erro # 3 – Mala muito grande

Foto: BeKuFu – Morguefile

Na época da viagem que fiz para os Estados Unidos em 2013, eu tinha malas que eram ou pequenas demais ou grandes demais para 19 dias. Imaginando que ia fazer algumas compras, acabei levando a mala grande. Ela acabou se enchendo de presentes, lembranças e cacarecos. Naturalmente, ficou pesada demais e difícil para ser levada numa viagem solitária e econômica. Ainda teve uma alça e uma rodinha quebradas nos voos no meio do roteiro.

Malas grandes são armadilhas. Por mais que você saia de viagem levando pouca bagagem, elas sempre vão fazer você acreditar que uma nova compra não vai fazer tanta diferença no peso. De repente, o que era um objeto carregável se transforma numa bigorna impossível de transportar.

Particularmente, só recomendo malas grandes para quem está mudando de cidade ou fazendo viagens de compras. Neste segundo caso, é bom planejar a logística de transporte em função de bagagem muito volumosa. Alugar um carro, por exemplo, é fundamental.

O que fazer?

O melhor é se reeducar para levar o mínimo possível de bagagem. Já tratamos do assunto neste post sobre viajar leve. As vantagens são muitas: desde economizar usando transporte público até dificultar a cilada de fazer compras desnecessárias.

 

Erro # 4 – Compras no meio da viagem

Foto: Goodward – Pixabay

Mais um erro que cometi na viagem para os Estados Unidos. Eu havia levado todo o dinheiro das férias num cartão pré-pago. Encontrava lojas de discos e eletrônicos legais a cada parada e ia pagando no Travel Money sem nem sentir. Quando fui ver o saldo na metade da viagem, só me restavam cerca de 20% dos dólares que havia comprado no Brasil. A reta final acabou sendo de cintos apertados e gastos não planejados no cartão de crédito.

Ter vontade de comprar não deve ser motivo para se sentir o maior consumista do planeta. Afinal de contas, quando a gente viaja, sempre vê prateleiras repletas de coisas que a gente acha que nunca mais vai encontrar na vida. Mas, a não ser que você viaje com recursos ilimitados, três dígitos numa compra significam abrir mão de algumas ótimas refeições ou de belos passeios.

O que fazer?

Se você viaja com um objetivo de compra em mente (uma câmera, um celular, um perfume), embarque com o dinheiro dessa compra separado. Finja que esse valor não existe até encontrar o seu objeto de desejo. Caso você não tenha nenhum sonho de consumo desse tipo, não se esbalde nas lembrancinhas nos primeiros dias. Deixe as compras para o final.

 

Erro # 5 – Não ler a política de cancelamento e remarcação das passagens

Foto: Torsten Dettlaf – Pexels

Quando viajamos para a Europa em fevereiro de 2017, a Janaína estava grávida de três meses da nossa filha Olívia. No dia da viagem, ela acordou com um sangramento que nos deixou apavorados. Pensamos em adiar o voo e cortar uma parte dos dias da viagem. Entramos em contato com a Condor, a companhia aérea, e tivemos péssimas notícias. Nossa tarifa não permitia remarcação nem reembolso. E para qualquer consulta neste sentido, teríamos que entrar em contato com o escritório da empresa na Alemanha, com 72 horas de prazo de resposta.

Na cara e na coragem, acabamos viajando. Por sorte, tudo correu bem. Mas foi um risco que poderíamos ter evitado. Pela lei do mercado, as tarifas mais flexíveis em relação a remarcação e reembolso são mais caras. Mas, dependendo das circunstâncias, vale a pena pagar um pouco mais para evitar as possibilidades de aperreio.

O que fazer?

Não deixar de ler as letras miúdas na hora de comprar uma passagem, ainda mais se ela for cara e para o exterior. Analisar a diferença de preço entre as tarifas levando em consideração a possibilidade de cancelamento, remarcação e reembolso. Se a gente pudesse antecipar os problemas que levam a uma mudança de planos numa viagem, eles não se chamariam imprevistos.

 

Erro # 6 – Ignorar o perfil da hospedagem

Foto: quanghieu_st1 – Pixabay

Na viagem para a Colômbia, em julho de 2011, cometi um 2-hit combo de erros. Na ida de Bogotá para Cartagena, cheguei de madrugada e ainda caí numa armadilha que só piorou as coisas. Viajava sozinho e me hospedei num hostel. Mas fiz a reserva sem saber que era um hostel muito festeiro, daqueles que têm programação quase diária num espaço no terraço. Os quartos não eram muito arejados. Portanto, ou eu passava calor ou eu ouvia todo o barulho da festança. Não preciso dizer que foi uma primeira noite tenebrosa, preciso?

Todos os viajantes são diferentes entre si – e isso é ótimo. Assim como achei ruim ficar num albergue festeiro, outra pessoa poderia se sentir entediada num local silencioso. Há perfis de hospedagens tão variados quanto os perfis de turistas. E hoje em dia há informação demais na internet para evitar que se cometa o mesmo erro que eu.

O que fazer?

Em primeiro lugar, delimitar o que você espera da sua hospedagem. Quer privacidade? Conforto? Diversão sem precisar sair do lugar? Sempre vai haver uma opção para lhe contemplar. Quando souber bem o que quer, é a hora de pesquisar. E não faltam ferramentas para isso: redes sociais, Trip Advisor, Booking, blogs, etc.

 

Erro # 7 – Chegar a um lugar sem plano algum

Foto: Fxq19910504 – Pixabay

Nas férias de 2009, tomei uma decisão pela primeira, única e última vez: faria uma viagem meio sem lenço, sem documento. Ficaria numa cidade pelo tempo que me desse na telha e decidiria lá qual seria o próximo destino. Estava em Foz do Iguaçu e resolvi ir mais dentro da fronteira para conhecer Assunção. Pela internet, reservei um albergue cujo nome nunca esqueci: Black Cat Hostel. Ao chegar na capital paraguaia, peguei um táxi e, pasmem: o endereço do albergue não existia. Acabei me hospedando num hotel indicado pelo taxista e pagando tarifa balcão.

Não foi a única roubada dessa viagem. Na época, o Museu do Futebol Sul-Americano (que fica na sede da Conmebol) tinha acabado de ser inaugurado. Peguei dois ônibus num dia chuvoso até Luque, na região metropolitana de Assunção. Ao chegar lá, recebi a notícia: o museu estava fechado, pois era segunda-feira. No dia seguinte, ele também não abriria. Era feriado nacional.

Resumindo: a vontade de me libertar dos planos e roteiros bem fechados me fez perder praticamente três dias de viagem. Viajar ao léu é um talento que nem todo mundo tem. Descobri que eu não tinha. E percebi que até para a ausência de planos é preciso ter um plano. Nem que seja para colocar em prática no caso de nada dar certo.

O que fazer?

Tenha pelo menos uma lista de coisas para fazer no seu próximo destino. Não deixe para descobrir seus programas depois que chegar. Você não precisa ter uma agenda detalhada se achar que esse tipo de planejamento aprisiona. Mas tenha em mente pelo menos uma quantidade de atividades proporcional ao número de dias que você vai passar no destino.

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Voos internacionais para a sua viagem saindo do Norte e do Nordeste

(post atualizado em 18/10/2017) Este é um post que vai falar de voos, mas começa com um exercício de imaginação. Tente visualizar a seguinte situação: em um prédio de trinta…

(post atualizado em 18/10/2017)

Este é um post que vai falar de voos, mas começa com um exercício de imaginação. Tente visualizar a seguinte situação: em um prédio de trinta andares, você mora no décimo. Num dia de sol, você decide pegar uma piscina no terraço. Só que ao entrar no elevador, em vez de ir direto para o topo, você precisa descer ao térreo antes de subir todos os trinta andares. O deslocamento, que deveria ser de vinte andares, acaba sendo de quarenta. Leva pelo menos o dobro do tempo. Isso se o elevador não parar outras vezes no meio do caminho.

A metáfora ilustra bem o que passam os moradores do Norte e do Nordeste do Brasil quando saem de férias para o exterior. Como a oferta de voos internacionais é restrita nessas regiões, quase sempre é preciso descer no mapa até Guarulhos ou Galeão e então embarcar rumo ao destino final. O resultado: mais tempo de deslocamento, mais tempo coalhando num aeroporto ou mais risco de uma viagem melar com uma conexão perdida. Isso se não acontecer tudo isso no mesmo pacote.

Felizmente, algumas companhias aéreas têm descoberto a demanda reprimida nessas regiões e têm criado rotas fora do eixo Rio-São Paulo. Já há voos saindo de capitais do Norte e do Nordeste para vários dos principais destinos turísticos dos brasileiros pelo mundão afora. De Orlando a Cabo Verde. De Milão a Bogotá. De Frankfurt ao Caribe venezuelano. Dá para chegar a todos esses lugares sem a necessidade de descer até o sudeste.

Esses voos alternativos ajudam não apenas quem mora no Norte e no Nordeste, mas também aumentam as possibilidades de combinação de roteiros para qualquer brasileiro. Não seria nada mau, por exemplo, pegar uma praia no Ceará e um inverno na Itália nas mesmas férias.  Quanto mais flexibilidade você tiver para programar sua viagem, maior a possibilidade de pegar promoções em mais de um trecho.

Resolvi reunir neste post as principais rotas internacionais saindo de capitais das duas regiões. Algumas delas são consagradas, outras mais recentes. Todas podem otimizar, oxigenar ou turbinar suas férias. Anote a dica e pegue seus voos preferidos!

(ATENÇÂO: este post foi atualizado em 18/10/2017)

 

Paris via Fortaleza (Joon)

Paris - Arco do Triunfo

Foto: Leonardo Aquino

A capital francesa ficou mais perto do Nordeste brasileiro e traz uma novidade a reboque. O voo direto entre Fortaleza e Paris é operado pela Joon, a nova companhia aérea do grupo Air France. A Joon é uma empresa que tem como público alvo os jovens entre 18 e 35 anos. Não é uma low cost, mas tem uma pegada bem definida para atrair essa fatia da população. Do uniforme casual dos tripulantes à digitalização de todos os processos: tudo é millenial.

Pois bem: o voo Fortaleza-Paris tem duas saídas semanais, às sextas e domingos, com cerca de 9 horas de duração. A partir de 31 de outubro de 2018, haverá uma terceira saída às quartas-feiras. A aeronave utilizada será o Airbus A340, com capacidade para 278 passageiros.

Site da companhiahttps://www.airfrance.fr/FR/en/local/home/joon/HomePageJoonAction.do

 

Amsterdam via Fortaleza (KLM)

Foto: Leonardo Aquino

O voo entre Fortaleza e Amsterdam foi anunciado junto com o de Paris. As novidades fazem parte da decisão da Air France (que também é dona da KLM) criar um hub na capital cearense. A Gol, que é parceira do grupo no Brasil, se comprometeu a ampliar a malha doméstica rumo a Fortaleza para melhorar a vida dos passageiros de outros estados.

A rota entre Ceará e Holanda tem três voos semanais: às segundas, quintas e sábados. A duração também é em torno de 9 horas. A aeronave é o Airbus A330-200, com capacidade para 268 lugares.

Site da companhia: www.klm.com

 

Rosario via Recife (Azul)

Rosario, Argentina

Foto: Leonardo Aquino

A Azul resolveu expandir as conexões entre o Brasil e a Argentina via Nordeste. Para isso, agregou as duas principais cidades do país depois da capital Buenos Aires: Rosario e Córdoba. Já falamos de Rosario aqui no blog. É uma cidade que não tem uma cena turística muito forte, mas é encantadora! De Córdoba, falaremos mais adiante aqui no post.

A rota Recife-Rosario tem um voo semanal aos sábados, com duração estimada em 6 horas. A aeronave é o Airbus A320.

Site da companhia – http://www.voeazul.com.br

 

Munique via Recife (Condor)

Munich, Voos alternativos

Foto: wieganddesign / Pixabay

*** ATENÇÃO: o voo direto entre Recife e Munique não está mais disponível nas buscas do site da Condor. Assim que tiver uma confirmação sobre a possível extinção da rota, atualizo por aqui.

Que tal voar direto para a terra da Oktoberfest? Ou para ver um jogo do Bayern de Munique in loco? O voo Recife-Munique sem escalas foi a grande novidade depois que o post foi publicado pela primeira vez. A novidade começou a ser operada no dia 7 de novembro de 2017. As saídas do Recife são sempre às terças-feiras. De Munique, às segundas. Os voos têm duração de 10 horas e são feitos em aeronaves 767/300, com classes executiva, comfort e econômica.

Site da companhiahttps://www.condor.com

 

Milão via Fortaleza e Recife (Meridiana)

Foto: igorsaveliev – Pixabay

A Meridiana é a segunda maior companhia aérea italiana (atrás apenas da Alitalia) e opera voos regulares para o Brasil desde 2015. Hoje a rota tem como destino o aeroporto de Milão – Malpensa. Os voos saem sempre às quintas-feiras. Na ida, a rota é Fortaleza – Recife – Milão. Na volta, Milão – Recife – Fortaleza. O trecho intercontinental dura cerca de 9 horas. Dependendo do mês da viagem, é possível encontrar passagens por pouco menos de 300 dólares o trecho.

Site da companhiahttps://www.meridiana.it

 

Frankfurt via Fortaleza e Recife (Condor)

Foto: tpsdave – Pixabay

A cidade alemã não é exatamente um destino turístico. Mas é um dos maiores hubs da Europa. Localizada no centro da Europa continental, Frankfurt tem voos para centenas de aeroportos não apenas no velho continente. Portanto, a rota pode servir para inúmeros destinos. A Condor opera no Brasil desde 2011 e hoje tem dois voos no Nordeste: saindo de Recife às terças (a partir de outubro de 2017, muda para as quartas) e de Fortaleza aos domingos. Os voos duram em torno de 9 horas. Dependendo do mês da sua viagem, é possível encontrar passagens a partir de 329 dólares o trecho.

Já voei de Condor duas vezes: uma em junho de 2015 e outra em fevereiro de 2017, sempre tendo Recife como origem ou destino. A diferença que notei entre essas duas experiências foi que passaram a utilizar aeronaves sem a classe executiva e sem sistema de entretenimento individual. O serviço de bordo e o conforto são OK.

Site da companhiahttps://www.condor.com

 

Madri via Salvador e Recife (Air Europa)

Foto: falco – Pixabay

A rota entre a capital baiana e a capital espanhola não é muito recente: tem voos regulares pelo menos desde 2009. Hoje são duas saídas semanais, sempre às terças e sábados, com duração em torno de 9 horas. Voei nesta rota em abril de 2016, na viagem de férias para as Ilhas Canárias. As aeronaves são confortáveis e o serviço é bom. Além disso, as promoções são sempre convidativas. Na Black Friday, por exemplo, sempre há descontos de 25 a 30%. Numa pesquisa fora de promoção, é possível encontrar passagens por pouco mais de R$ 2 mil, ida e volta.

Recife é o mais novo destino da Air Europa no Brasil. O voo inaugural é no dia 20 de dezembro. Serão duas saídas semanais, sempre às quartas e sextas-feiras. O horário é ótimo: sai às 22h45 do Aeroporto dos Guararapes e chega às 10h40 em Barajas, com 8 horas de duração. A volta, nos mesmos dias, é às 15h40, com chegada no Recife às 20h15.

Site da companhiahttps://www.aireuropa.com/

 

Lisboa via Belém (TAP)

Foto: SofiLayla – Pixabay

A companhia aérea portuguesa tem voos para dez cidades brasileiras. Porém, apenas um fica na região Norte: Belém. São duas saídas semanais entre a capital paraense e a portuguesa, às terças e sábados. O voo dura em torno de 8 horas. Para os nortistas, esta é a opção mais conveniente para uma viagem de férias rumo à Europa. A má notícia é que a TAP anda bem careira. Tá meio difícil de encontrar passagens abaixo de R$ 3 mil, ida e volta. Para quem mora no Nordeste, a TAP tem saídas de Recife, Fortaleza, Salvador e Natal.

Site da companhiahttps://www.flytap.com/pt-br/

 

Orlando via Recife (Azul)

Foto: eduneri – Pixabay

Essa dica é para quem tem a Disney nos planos de férias. Em dezembro de 2016, a Azul começou a operar voos diretos para Orlando saindo do Recife. Além de evitar um voo até a região Sudeste, a nova rota evita a necessidade de deslocamento para Orlando a partir de Miami (destino da maioria dos voos rumo à Flórida saindo do Brasil). São quatro saídas semanais: domingos, segundas, quintas e sextas. Em época de férias escolares, a frequência é aumentada. Os voos duram cerca de 8 horas. Fora de promoções, é possível encontrar bilhetes a partir de R$ 2,4 mil, ida e volta. Quem tem conta no programa de fidelidade Tudo Azul pode encontrar trechos a partir de 31 mil pontos.

Site da companhiawww.voeazul.com.br

 

Miami via Manaus, Belém, Fortaleza e Recife (American Airlines e Latam)

Foto: pixexid – Pixabay

Eis uma rota que já teve várias alterações ao longo dos últimos anos. Companhias, frequências, destinos… Parece que a cada ano tem uma novidade na conexão entre o Brasil e Miami. Hoje, entre as capitais do Norte e Nordeste, a mais bem servida é Manaus. De lá, há um voo diário para Miami pela American Airlines e um semanal aos sábados pela Latam. Belém tem dois voos semanais pela Latam, às quartas e sábados. Fortaleza tem um voo semanal às terças pela American Airlines. E Recife tem um voo semanal às quartas pela Latam.

Sites das companhias – American Airlines (https://www.aa.com.br) e Latam (https://www.latam.com)

 

Fort Lauderdale via Belém e Recife (Azul)

Fort Lauderdale, voos alternativos

Foto: sgd / Pixabay

A Azul anunciou em agosto um grande incremento nas rotas entre o Brasil e os Estados Unidos. E Belém foi contemplada com o anúncio de quatro voos diretos semanais até Fort Lauderdale, na Flórida. A cidade fica cerca de 50 quilômetros ao norte de Miami e pode servir como ponto de partida para uma viagem pelo estado americano. No entanto, os voos ainda estão em fase de aprovação pelas autoridades dos dois países. Só depois disso, é que a Azul vai poder começar a vender as passagens. Segundo a companhia, os voos sairão de Belém aos domingos, segundas, quartas e sextas e terão duração de 4h15.

Em outubro foi a vez de anunciar a rota até Fort Lauderdale via Recife. Na ocasião, a Azul não informou a data de início das operações nem os dias em que os voos sairão. Sabe-se apenas que serão dois voos semanais.

Site da companhia – http://www.voeazul.com.br/

 

Cabo Verde via Recife e Fortaleza (TACV)

Foto: Divulgação TACV

Um destino exótico com voos curtos e passagens baratas. Nada mau para descobrir a África, hein? A companhia cabo-verdiana TACV opera voos diretos entre o Brasil e a cidade de Praia, capital do arquipélago. São apenas quatro horas de voo. Dependendo do mês da sua viagem, dá para encontrar passagens em torno de 300 dólares ida e volta! Além disso, o aeroporto de Praia tem voos diretos para destinos na Europa (Lisboa, Paris e Amsterdam) a partir de 115 euros o trecho. A rota entre o Brasil e Cabo Verde é feita uma vez por semana. Às quintas, os voos saem de Recife para Praia. A volta é de Praia a Fortaleza às quartas.

Site da companhiahttps://flytacv.com/

 

Cidade do Panamá via Manaus e Recife (Copa)

Foto: julianza – Pixabay

Se a Europa é distante para quem mora na região Norte, o Caribe é logo ali! A Copa Airlines tem quatro voos semanais entre Manaus e a Cidade do Panamá, o maior hub da América Central. De lá, é possível pegar conexões para dezenas de destinos ali por perto (Cuba, Costa Rica, Porto Rico, etc) e também para México e Estados Unidos. O voo entre a capital amazonense e o Panamá é razoavelmente curto: 3h46. As saídas são sempre aos domingos, segundas, quartas e sextas. A média de preço que encontrei foi de 755 dólares, ida e volta.

Para quem mora no Nordeste, a Copa tem dois voos semanais para o Panamá saindo do Recife às terças e sextas. Os voos duram pouco mais de 7 horas e consegui encontrar passagens por cerca de 700 dólares, ida e volta.

Site da companhiahttps://www.copaair.com/pt/web/us

 

Barcelona/Venezuela via Manaus (Avior)

Foto: Wikimedia Commons

Se você ouve falar em Barcelona e só pensa em Gaudí e Camp Nou, não se sinta estranho. Eu também não sabia que existia uma Barcelona na Venezuela e muito menos que havia voos diretos do Brasil até lá. Pesquisando um pouco, descobri que o aeroporto de Barcelona é o mais próximo de Puerto la Cruz, cidade de onde partem ferry boats para a Ilha de Margarita.

A ilha fica no Mar do Caribe e é o principal destino turístico da Venezuela. O balneário também sofre com as crises econômicas e políticas do país. Por isso, é bom fazer uma pesquisa antes de escolher esta viagem. A Avior, companhia venezuelana, tem três voos semanais saindo de Manaus (domingos, terças e quintas). Eles duram 2h25 e custam em torno de 250 dólares, ida e volta.

Site da companhiahttps://www.aviorair.com/

 

Buenos Aires via várias cidades (Gol, Tam e Aerolineas Argentinas)

Foto: GRAPHICALBRAIN – Pixabay

A capital argentina virou o símbolo de primeira viagem internacional para algumas gerações de brasileiros desde a flexibilização dos preços das passagens. Além disso, o turismo dos argentinos por aqui tem se expandido além das praias do sul do país. Portanto, nada mais natural que os voos entre o Brasil e Buenos Aires se dissipassem por várias cidades. Já há rotas disponíveis saindo de Manaus (única cidade do Norte), Fortaleza, Natal, Recife, Maceió, Salvador e Porto Seguro (!!!). Os voos duram de 3h55 a 5h30 e são operados por três companhias: Gol, Latam e Aerolineas Argentinas.

Site das companhias – Gol (https://www.voegol.com.br), Latam (https://www.latam.com) e Aerolineas Argentinas (http://www.aerolineas.com.ar/pt-br)

 

Montevidéu via Recife (Gol)

Foto: Leonardo Aquino

Se Buenos Aires já tem voos diretos pulverizados pelo Brasil, o mesmo não se pode dizer de Montevidéu. A capital uruguaia tem apenas uma rota sem conexão rumo ao Norte/Nordeste: Recife, de onde há uma saída semanal operada pela Gol, sempre no fim da noite de sexta-feira. Os preços costumam ser muito bons: pouco mais de R$ 1 mil, ida e volta.

Site da companhiahttps://www.voegol.com.br

 

Bogotá via Fortaleza, Salvador e Recife (Avianca)

Foto: Leonardo Aquino

A Colômbia virou a nova queridinha entre os visitantes brasileiros, seja pela multiculturalidade de Bogotá ou pelas caribenhas Cartagena e San Andrés. Agora a rota até lá ficou mais fácil para quem mora no Nordeste. Já há voos diretos de Fortaleza até Bogotá (5h50 de duração, uma saída semanal aos sábados). E, a partir de setembro de 2017, haverá a rota a partir de Salvador (6h15 de duração, uma saída semanal às sextas). O preço médio está em torno de R$ 1,6 mil, ida e volta.

Uma novidade neste post: a Avianca e o governo de Pernambuco anunciaram em agosto um voo semanal Recife-Bogotá. Até a última atualização deste post, não havia muita coisa confirmada. Nem os dias das saídas nem a data do início da operação. Mas a previsão é que os voos comecem a circular em dezembro.

Site da companhiahttps://www.avianca.com.br/

 

Córdoba via Salvador e Recife (Gol, Aerolineas Argentinas e Azul)

Foto: Pablo D. Flores – Wikimedia Commons

Eis uma rota inusitada mas que pode ser muito bem aproveitada pelos viajantes brasileiros. Córdoba é uma cidade massivamente povoada por estudantes. Tem uma das universidades mais tradicionais da Argentina e recebe jovens de toda a Argentina. Mas a poucos quilômetros de Córdoba capital, estão os destinos turísticos mais interessantes. As serras de Córdoba, onde ficam as pequenas cidades de Villa General Belgrano e Villa Carlos Paz, têm um circuito de inverno ainda pouco conhecido pelos brasileiros. A rota entre Salvador e Córdoba é feita uma vez por semana, sempre aos sábados, pela Gol e pela Aerolineas Argentinas. O voo dura entre 4 e 5 horas.

A rota Recife-Córdoba será operada a partir de dezembro de 2017 pela Azul em aeronaves Airbus A320 Neo. Será um voo semanal, indo aos sábados e voltando aos domingos.

Site das companhias – Gol (https://www.voegol.com.br), Aerolineas Argentinas (http://www.aerolineas.com.ar/pt-br) e Azul (http://www.voeazul.com.br)

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Tudo o que se sabe sobre as novas regras de bagagem (até agora)

(post atualizado em 21/09/2017) A novidade mais polêmica no mercado da aviação civil brasileira já está em vigor. A mudança nas Condições Gerais de Transporte (CGT), aprovada pela ANAC, transformou o…

(post atualizado em 21/09/2017)

A novidade mais polêmica no mercado da aviação civil brasileira já está em vigor. A mudança nas Condições Gerais de Transporte (CGT), aprovada pela ANAC, transformou o mercado da aviação civil e criou polêmica. Tudo porque as companhias aéreas estão desobrigadas a oferecer franquia gratuita de bagagem. A partir de agora, podem cobrar pelas malas despachadas.

Enquanto a questão se arrastava na Justiça, as dúvidas dos passageiros continuaram no ar. A falta de esclarecimentos fez com que informações distorcidas ganhassem corpo, principalmente nas redes sociais.

Resolvi criar este post para reunir as informações que surgirem de forma oficial. À medida que as companhias se pronunciarem, anunciarem suas tabelas de cobrança de bagagem ou divulgarem novas mudanças, vou acrescentá-las aqui.

 

Avianca

A Avianca demorou quase um ano para entrar nas novas regras. Só comunicou suas novidades no dia 21 de setembro de 2017. A nova política de cobrança de bagagem vale para passagens compradas a partir de 25 de setembro de 2017 e não é muito diferente do que já fazem as concorrentes.

Bagagem de mão

O peso da bagagem de mão subiu para 10kg para passageiro adulto e 5kg para bebês de 0 a 23 meses. Mas nos voos partindo dos Estados Unidos, os bebês não têm direito a franquia de bagagem de mão. O tamanho máximo do volume é de 115cm somadas as três dimensões: largura, altura e comprimento.

Perfis de tarifa

Os voos domésticos agora são divididos em três perfis de tarifa. A Promo não dá direito a bagagem despachada. A Economy mantém a franquia de antes: um volume de até 23kg. Já a Flex dá direito a dois volumes de até 23kg cada um. Bebês de 0 a 23 meses não possuem franquia de bagagem na tarifa Promo. Nas tarifas Economy e Flex, têm direito a um volume de até 10kg.

Nos voos para a América Latina, há cinco classes tarifárias. Os perfis Promo, Economy e Flex dão direito a um volume de até 23kg. Já as passagens Business Promo e Business têm uma franquia de dois volumes com até 23kg cada um.

Nos voos para os Estados Unidos, a franquia é maior. Dois volumes de até 23kg nas tarifas Promo, Economy e Flex, e três volumes na Business Promo e Business.

Em todos os voos internacionais, os bebês têm direito a uma bagagem de 10kg em todas as tarifas e classes.

Preço para bagagem despachada

Assim como as outras companhias brasileiras, a Avianca oferece desconto para quem compra a bagagem extra com antecedência. O preço é 50% menor caso a solicitação seja feita até 6 horas antes do voo. A partir deste momento e até o fechamento do check-in, a tarifa é cheia.

O preço de cada volume é a partir de R$ 30 em voos domésticos, US$ 20 para destinos na América Latina e US$ 92 para voos rumo aos Estados Unidos. Uma curiosidade: a cobrança não é escalonada. Ou seja, você pode comprar uma ou dez malas extras para despachar e o preço de cada uma delas será o mesmo.

Excesso de bagagem

A política de cobrança de excesso de bagagem também mudou. Ela não é feita por quilo, e sim por faixa de peso. Em voos nacionais, fica de R$ 80 a R$ 160. Em voos internacionais, de US$ 100 a US$ 160.

A Avianca tem vantagens na franquia de bagagem para clientes do programa Amigo nas categorias Silver, Gold e Diamond.

Para outras informações, confira a página sobre bagagens no site da Avianca.

 

GOL

 

As mudanças da Gol serão implantadas a partir de 20 de junho de 2017. A principal é a criação da tarifa Light, sem franquia gratuita de bagagem. As outras duas tarifas que já existiam (Flexível e Programada) dão direito ao primeiro volume de até 23 kg sem custos. Já a Gol Premium (disponível apenas para voos internacionais) dá direito a dois volumes grátis de até 23 kg cada um.

Preço da bagagem despachada

A tabela dos preços das bagagens despachadas também foi divulgada. Para quem compra a tarifa Light, o valor da primeira mala é de R$ 30 em voos nacionais e US$ 10 em voos internacionais. Isso se o passageiro compre antecipadamente pelo site ou aplicativo da Gol. Se deixar para comprar no balcão de check-in, o cliente pagará o dobro.

A lógica dos 50% de desconto para compra antecipada das bagagens despachadas vale também para as outras tarifas. Os valores neste caso vão de R$ 50 a US$ 90.

Os clientes do programa Smiles de categorias superiores têm boas vantagens. A categoria Prata tem direito a um volume. A Ouro, a dois. E a Diamante, a Três.

A Gol já tinha adotado uma novidade desde o dia 14 de março de 2017. O limite de peso da bagagem de mão passou de 5 kg para 10 kg por passageiro. E assim continua.

Simulador de cobrança

Em seu site, a companhia disponibiliza uma ferramenta bem interessante: um simulador de cobrança de bagagem. Você entra com as informações do seu voo e ele informa qual franquia ele contempla e quais os valores para bagagens extras. Veja em https://www.voegol.com.br/pt/bagagem

 

LATAM

A Latam criou um novo perfil de tarifa mais barata, a Light. Além de não ter franquia de bagagem despachada, ela não permite reembolso. Para quem quiser incluir uma bagagem, vale mais a pena antecipar a decisão. Se você optar por incluir um volume despachado no momento da compra da passagem vai pagar menos da metade do que se paga ao comprar no aeroporto. Eis a tabela dos preços para os voos nacionais.

Os outros perfis de tarifa em voos nacionais são a Plus, que inclui uma mala despachada (como era o padrão antes) e a Top, que inclui duas malas. Os volumes devem ter até 23 kg. Quem comprar passagens nestas tarifas e quiser despachar mais bagagem, deverá incluir o volume da franquia na conta. Ou seja, quem comprar a tarifa Plus e quiser despachar uma mala além da que está coberta pela franquia, deverá pagar o preço da segunda mala na tabela, e não o da primeira. Se for um passageiro com tarifa Top, paga o preço da terceira mala.

Passagens compradas por pontos

Um detalhe importante que não vem sendo destacado é sobre as passagens compradas com pontos do programa Multiplus. Elas não dão direito a franquia gratuita de bagagem, independentemente do perfil da tarifa. A primeira peça custa R$ 30, como na tabela acima.

Voos internacionais

Outra mudança importante é no peso das malas em voos internacionais. Nas rotas dentro da América do Sul e Caribe, a franquia gratuita é de um volume de até 23 kg. Nos demais destinos internacionais, dois volumes de até 23 kg. Antes, as peças eram de até 32 kg.

Outras particularidades

Bebês de até dois anos de idade podem levar, além de uma peça de até 23 kg, um dos seguintes itens: carrinho desmontável, cadeira apropriada para viagens aéreas ou berço. Clientes das categorias Elite do programa Fidelidade têm benefícios especiais. Detalhes sobre este e outros tópicos de bagagem despachada estão no link: https://www.latam.com/pt_br/informacao-para-sua-viagem/bagagem/bagagem-despachada/

Mudanças na cobrança do excesso de bagagem

Além disso, um novo modelo de cobrança de excesso de bagagem foi implantado. Deixou de ser por quilo e passou a ser por peça, por faixa de peso e por tamanho excedente. Isso vale para todas as formas de pagamento – call center, site ou pessoalmente no aeroporto. Caso a mala tenha de 24 a 33 kg, o passageiro vai pagar R$ 120. Se o volume tiver de 34 a 45 kg, o preço será de R$ 200. Em voos internacionais, a cobrança será indexada pelo dólar.

Outras informações sobre cobrança de excesso de bagagem estão no link: https://www.latam.com/pt_br/informacao-para-sua-viagem/bagagem/excesso-de-bagagem/

O peso permitido da bagagem de mão passou de 5 kg para 10 kg por passageiro. Passageiros das classes Premium Business e Premium Economy continuam com a franquia a que já tinham direito: 16 kg. As medidas dessa bagagem de mão seguem inalteradas – no máximo 55 cm de altura x 35 cm de largura x 25 cm de espessura.

 

Azul

A Azul desmembrou as tarifas em duas categorias. Na categoria Mais Azul, vão ser mantidas todas as condições de hoje. Tanto os preços quanto a franquia de 23 kg incluída no bilhete. A nova categoria é chamada simplesmente de Azul. Ela contempla os passageiros que pretendem economizar ao viajar sem bagagem despachada em voos domésticos.

A categoria Azul tem preços menores. O passageiro que optar por essa tarifa, mas decidir despachar bagagem, pagará R$ 40 reais por um volume de até 23 kg.O preço era de R$ 30, mas foi aumentado em 21 de agosto de 2017.

O preço vale a qualquer momento entre a compra da passagem e o check-in. Caso a bagagem ultrapasse este limite, a cobrança vai ser feita por quilo excedente, no modelo que já é aplicado hoje.

Alguns serviços que são a marca da Azul continuarão sendo oferecidos gratuitamente a todos os passageiros. Entre eles, lanches, bebidas, marcação de assento e antecipação do voo. Além disso, todas as categorias de tarifas serão contempladas com o aumento do limite do peso da bagagem de mão: de 5 kg para 10 kg por passageiro.

Mudanças nos voos internacionais

Para os voos internacionais, também há mudanças. Em voos com destino na América do Sul, a franquia é de 23 kg. Caso o passageiro queira despachar um ou dois volumes extras, pagará US$ 50 por peça. O modelo é mais econômico que o atual, que faz a cobrança por quilo excedente.

Nos voos com destino aos Estados Unidos ou Europa, a franquia é de dois volumes de 23 kg por passageiro. Na classe Business, são três volumes. Nestes casos, o preço do volume extra caiu de US$ 150 para US$ 100.

Vantagens para o programa de fidelidade

Há vantagens previstas para os clientes do programa de fidelidade Tudo Azul. Nas categorias Diamante e Safira, os passageiros terão direito aos 23 kg de franquia mesmo que comprem bilhetes na tarifa Azul, a mais barata. Clientes Topázio, Safira e Diamante ainda ganham um bônus na franquia. Têm direito a 5 kg, 10 kg e 15 kg a mais, respectivamente. Nos voos internacionais, os clientes Diamante têm direito a um volume extra de 23 kg quando comprarem passagens nas classes Economy e Economy Extra.

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Dicas de câmbio: como é melhor levar dinheiro para uma viagem?

Toda vez que alguém começa a planejar uma viagem, existe uma pergunta que marca presença. Qual a melhor forma de levar dinheiro? Tem papel moeda, tem cartão pré-pago e ainda…

Toda vez que alguém começa a planejar uma viagem, existe uma pergunta que marca presença. Qual a melhor forma de levar dinheiro? Tem papel moeda, tem cartão pré-pago e ainda as possibilidades de saque da conta corrente ou do limite do cartão de crédito. Mas nem sempre é fácil a gente saber qual a opção de câmbio mais adequada para o nosso perfil ou para o nosso destino. Por isso, a dúvida não é exclusividade dos turistas de primeira viagem. Viajantes mais experientes também batem cabeça com esse tema.

Esta é uma decisão que exige atenção às letras miúdas e energia para fazer algumas contas. Isso porque o mercado do câmbio sofreu algumas mudanças nos últimos anos, em virtude da febre dos gastos dos brasileiros no exterior. Alíquotas de impostos mudaram, opções que eram infinitamente mais vantajosas perderam competitividade e as moedas estrangeiras flutuaram muito.

Se você nunca viajou para o exterior, a primeira coisa que deve saber sobre câmbio é a diferença entre a cotação comercial e a cotação turismo. A cotação comercial é aquela divulgada nos jornais. Ela vale para transações de importação e exportação de mercadorias, além de movimentações financeiras no exterior. A cotação turismo é a cobrada em casas de câmbio, sempre é mais cara que a comercial e vale para todas as modalidades: câmbio em espécie, cartão pré-pago e cartão de crédito.

Outra informação importante é que existe um tributo que incide sobre qualquer transação de câmbio: o IOF, imposto sobre operações financeiras. As alíquotas mudaram muito de 2011 para cá e podem ser fundamentais na sua decisão.

Tentei reunir algumas informações e dicas para ajudar você a decidir como proceder com câmbio na sua próxima viagem. Espero que sejam úteis!

 

Câmbio em espécie

É a forma mais tradicional de levar dinheiro numa viagem. Você troca a sua moeda pela moeda do seu destino, seja numa casa de câmbio ou num banco. Nas casas de câmbio, as operações são simples. Você precisa apenas levar um documento para fazer um cadastro e, em poucos minutos, sua transação está feita. Nos bancos, perde-se um pouco mais de tempo porque se costuma entrar na mesma fila para todos os outros serviços.

Vantagens

A principal vantagem dessa modalidade é o IOF. Nenhuma outra operação de câmbio tem uma alíquota mais baixa: 1,1%. E olha que esse percentual era menor até bem pouco tempo atrás. Antes de maio de 2016, quando houve a mudança mais recente, a alíquota era de 0,38%. Para você ter uma noção prática: para cada R$ 1.000 comprados em moeda estrangeira, o brasileiro pagava R$ 3,80 de IOF. Hoje, paga R$ 11.

Mas fique ligado: as casas de câmbio costumam informar suas cotações com o IOF já embutido. Os bancos não. Vou dar um exemplo pessoal. Minha esposa e eu estávamos pesquisando a melhor taxa para comprar euros para as nossas próximas férias. Na casa de câmbio onde costumo comprar, a cotação era de R$ 3,52. No Banco do Brasil, onde minha esposa é correntista, o preço era de R$ 3,47. Na hora de comprar, nos foi informado que nenhuma taxa havia incidido. Com os impostos, a cotação ficou em R$ 3,55.

No app do BB, dá pra consultar a cotação do dia

Por outro lado, trocar dinheiro nos bancos têm um grande conveniente: se você for correntista, pode debitar o valor da sua conta corrente. Assim, não precisa carregar uma grande quantidade de dinheiro por aí. Ligue para o seu banco para saber como ele procede em operações de câmbio. Eles ainda podem cobrar o custo da operação. No Banco do Brasil, por exemplo, ela custou R$ 80.

Desvantagens

A maior desvantagem do câmbio em espécie é a menor segurança. Se você for roubado na viagem, perdeu o dinheiro em definitivo. Se esquecer as cédulas no cofre do hotel, idem.

Eu, particularmente, gosto de levar grande parte do dinheiro da viagem em espécie. Quando saio, guardo numa pequena pasta dentro da mala trancada. Tenho a prática de anotar todos os gastos para compreender melhor o custo diário da viagem. Sei que essa parece uma medida meio antiquada, mas tem funcionado para mim… hehehe

Uma cadernetinha dessas pode ser a melhor amiga do seu orçamento de viagem

Câmbio no Brasil ou no exterior?

Dentro dessa modalidade, sempre surge outra dúvida. Trocar o dinheiro no Brasil ou no exterior? Em geral, prefiro trocar no Brasil, principalmente se o destino tem moeda forte (dólar, euro e libra, por exemplo). Trocar no exterior só é vantagem se você for para um país de moeda menos valorizada que o real e costuma receber um grande fluxo de brasileiros. No Uruguai e na Argentina, por exemplo, eu sempre aconselho a levar reais, que são facilmente aceitos nas casas de câmbio e até em alguns comércios.

Se você vai para um país de moeda mais fraca mas com pouco fluxo de turistas brasileiros, o ideal é fazer uma pesquisa extra. Você precisa saber qual moeda estrangeira é mais aceita e mais valorizada no seu destino. Quando a Janaína e eu viajamos para o Marrocos, por exemplo, levamos euros porque sabíamos que era a cotação mais forte por lá.

Dicas importantes

Mas a dica de ouro para qualquer situação de necessidade de trocar dinheiro em espécie continua valendo. Não troque dinheiro nos aeroportos. Primeiro porque as cotações são sempre mais altas que nos centros das cidades. E segundo porque as casas de câmbio nos terminais costumam cobrar comissões. Se você não tiver levado a moeda do destino e não tiver como fugir do câmbio no aeroporto, troque a menor quantidade necessária apenas para sair de lá.

Antes de fechar negócio, consulte uma ferramenta muito útil. O site Melhor Câmbio. Ele pesquisa os preços das principais casas de câmbio da sua cidade (tanto em espécie quanto no cartão pré-pago).

 

 

Cartão pré-pago

No início dos anos 2000, ele era o queridinho dos viajantes por conta de várias vantagens. Levar um cartão magnético é muito mais fácil do que carregar um bolo de notas. Além disso, as cotações eram bem competitivas em relação às do câmbio em espécie por causa da baixa incidência de impostos.

Tudo mudou quando o governo brasileiro elevou a alíquota do IOF para os cartões pré-pagos em dezembro de 2013. O índice era igual ao do câmbio em espécie (0,38%) e disparou para o mesmo patamar do cartão de crédito (6,38%). A medida afetou também o saque em moeda estrangeira no exterior e a compra de traveller checks (os cheques de viagem).

Com essas mudanças, o custo de levar dinheiro em cartão pré-pago e o de levar dinheiro em espécie ficaram bem equivalentes. No Banco do Brasil, por exemplo, a cotação do euro estava dois centavos mais barata que a da compra de moeda em espécie: R$ 3,45 contra R$ 3,47. No entanto, com a incidência do IOF, o valor subia para R$ 3,67. (pesquisa feita em 2 de fevereiro de 2017)

Ainda há outros gastos embutidos na opção pelo cartão pré-pago. Algumas casas de câmbio e bancos cobram pela emissão do cartão. No Banco do Brasil, por exemplo, o custo da operação é de R$ 50. Além disso, cobra-se tarifas para quase tudo. Um saque, por exemplo, custa 2,50 na moeda em que o cartão foi carregado (dólar ou euro, em geral).

Vantagem

A vantagem do cartão pré-pago é que ele pode ser usado em compras no débito sem custo nenhum. Dependendo do fornecedor do cartão, você pode acompanhar o saldo por site ou aplicativo. Também pode solicitar o envio de informações de saldo por SMS (pagando uma tarifa por isso, claro).

Desvantagem

A grande desvantagem surgiu no momento em que o IOF subiu. Assim, a praticidade do cartão pré-pago ficou cara. Também há limites máximos nos valores de saques e compras. Ou seja, se você estiver numa “shopping trip”, o cartão pode te deixar na mão em algum momento.

Para saber mais sobre as tarifas de cada serviço do cartão pré-pago, veja as tabelas do Mastercard Cash Passport e do Visa Travel Money:

 

Saque da conta corrente

Outra forma prática e simples. Durante a viagem, você faz o saque em moeda estrangeira da sua conta corrente. Nem precisa ser num caixa do mesmo banco. A conexão é por redes bancárias como Visa Plus e Cirrus e a taxa de câmbio acompanha a cotação do dólar no dia. Para ter acesso a essa facilidade, basta ligar para o seu banco antes de viajar e solicitar a liberação do serviço.

Assim como o cartão pré-pago, esta é uma modalidade que já foi muito mais vantajosa. Quando morei na Argentina, ao longo do ano de 2010, eu só sacava dinheiro direto da minha conta no Santander. Procurava os caixas que fizessem parte da rede Banelco (o equivalente à brasileira Banco 24 Horas) e pronto. Lembro que a cotação era melhor que as das casas de câmbio. Tanto que repeti a estratégia em algumas viagens que fiz nos anos seguintes (Colômbia 2011, Chile 2012 e Uruguai 2014).

No entanto, tudo piorou quando o governo subiu o IOF desta operação em dezembro de 2013. Era 0,38% e passou para 6,38%. Ou seja, se você sacasse R$ 1000 em moeda estrangeira, sua cota de impostos subiu de R$ 3,80 para R$ 63,80. Além disso, os bancos passaram a cobrar taxas pela operação. Banco do Brasil e Bradesco, bancos que consultei em fevereiro de 2017, cobravam R$ 20 por saque.

Dica importante

Alguns anos atrás, eu diria que esta era a melhor opção entre todas. Hoje só aconselho enquanto recurso de emergência se o dinheiro em espécie acabar (ou for perdido). De qualquer forma, solicite a liberação do serviço antes de viajar. Mas não descuide de duas coisas. Uma é a tarifa de cada saque. A outra é o seu saldo da conta corrente. Pegue a cotação do dia na casa de câmbio e faça uma conta aproximada para saber se você tem grana suficiente em conta para bancar o saque necessário.

 

Cartão de crédito

Durante pouco mais de dois anos, ele foi o vilão do turista brasileiro no exterior. O cartão de crédito foi o primeiro a ter o IOF disparando. Em março de 2011, a alíquota passou de 2,38% para 6,38%. Até dezembro de 2013, usar o cartão numa viagem internacional era quase proibitivo diante das outras modalidades. Até que o governo resolveu subir o IOF dos cartões pré-pagos e do saque no exterior, igualando o percentual ao do crédito.

Desvantagem

Existe uma desvantagem absoluta nessa modalidade: a flutuação do câmbio. A cotação que você vai pagar não é a do dia da compra, e sim a do fechamento da fatura. Como entre um evento e outro podem passar até 30 dias, existe o risco de haver uma disparada nesse intervalo. E aí aquela compra que você achou que tinha sido uma pechincha vira um tormento. Por outro lado, neste mesmo intervalo o câmbio pode melhorar. É um risco sempre existente.

Vantagens

A vantagem do cartão de crédito é o acúmulo de milhas. Se você vai fazer uma compra de um produto que é bem mais barato no exterior (eletrônicos, por exemplo), acho que vale a pena usar o cartão de crédito. Apesar do IOF, o preço final em reais vai ser bem competitivo e você ainda vai ter um bocado de milhas para somar.

Também acho que é uma modalidade que pode socorrer num perrengue. Nunca é demais cadastrar o aviso de viagem na operadora do seu cartão.

 

E você? Ainda tem dúvidas sobre câmbio para viagens? Tem alguma dica para acrescentar? Participe aí nos comentários!

2 comentários em Dicas de câmbio: como é melhor levar dinheiro para uma viagem?

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