Mochileza

roteiros e viagens de mochila sem sufoco

Categoria: Inglaterra

Estádio de Wembley: visita guiada ao templo do futebol inglês

Em uma cidade onde você tromba com estádios por onde anda, é difícil que apenas um se destaque sobre os demais. Sempre vai haver o maior, o mais moderno, o…

Em uma cidade onde você tromba com estádios por onde anda, é difícil que apenas um se destaque sobre os demais. Sempre vai haver o maior, o mais moderno, o mais histórico ou o do time mais popular. Dependendo do que você procura numa visita, um deles pode atendê-lo. Mas, em se tratando de Londres, não é fácil igualar a mística e a relevância do Estádio de Wembley.

O nome Wembley é tão forte no imaginário do futebol quanto Maracanã. O estádio já sediou final de Copa do Mundo, é palco fixo das decisões da Copa da Inglaterra e ainda recebeu eventos de outros esportes. Até jogo de futebol americano já passou por esta famosa grama!

Isso sem falar no fator Wembley na história da música pop. Pense nos grandes nomes do showbiz de diversas épocas. Pense nos seus artistas favoritos, nos discos que você tem na prateleira (caso ainda colecione discos). Muitos deles já fizeram shows em Wembley. De Rolling Stones a Muse. De Queen a Adele. De Elton John a Foo Fighters.

Por esses motivos, escolhi o Wembley como um dos estádios para visitar na minha viagem a Londres em junho de 2015. Falei sobre outro estádio londrino, o Craven Cottage, neste outro post.

Um pouco de história

Wembley Stadium, twin towers

A fachada do velho Wembley, com as duas torres. A foto está nos corredores do novo estádio como recordação.

Se você não acompanha futebol, precisa de um preâmbulo para conhecer alguns fatos sobre Wembley. O estádio que está de pé hoje não é o Wembley original, e sim uma versão remodelada que foi inaugurada em 2007. A primeira encarnação do estádio existiu entre 1923 e 2003 e tinha como principal marca as duas torres na fachada. Logo no jogo inaugural, a final da Copa da Inglaterra entre Bolton e West Ham, recebeu 127 mil pessoas. Durante 27 anos, este foi o maior público do futebol mundial. Acabou superado apenas pela final da Copa de 1950.

Quando foi demolido em 2003, o velho Wembley já tinha passado por remodelagens que diminuíram sua capacidade para 80 mil pessoas. Com a reconstrução, o estádio ficou maior: 90 mil lugares. Além disso, ganhou outro elemento arquitetônico de destaque. No lugar das duas torres, um imenso arco que se destaca de longe.

Wembley Stadium, Twin Towers

Substituição: saem as duas antigas torres…

Wembley Stadium

… e entra o modernoso arco. Foto: Leonardo Aquino

Outro fato interessante: Wembley pertence à Federação Inglesa de Futebol, e não a algum clube. Portanto, é a sede oficial do English Team. Dificilmente você vai ver na programação jogos que não sejam de seleções. A temporada 2017/18 é uma exceção. O Tottenham Hotspurs joga como mandante em Wembley enquanto seu novo estádio não fica pronto.

Começando a visita

Wembley Stadium

É assim que você Wembley assim que sai do metrô. Foto: Leonardo Aquino

Pois bem, vamos à visita em si. Basta sair da estação Wembley Park do metrô para avistar o gigantesco arco e os painéis de led na fachada, que informam sobre a programação de jogos e eventos. Na esplanada do estádio, uma estátua homenageia um dos maiores nomes do futebol inglês:  Bobby Moore, capitão da seleção campeã mundial em 1966.

Bobby Moore, lenda nacional na Inglaterra. Foto: Leonardo Aquino

Os ingressos podem ser comprados antecipadamente no site do estádio ou numa bilheteria dedicada às visitas guiadas. Junto com os ingressos, os visitantes recebem livretos com informações úteis para a visita. Há uma edição em português disponível.

Wembley Stadium, visitors guide

O guia em português para a visita a Wembley. Foto: Leonardo Aquino

Na recepção, as boas vindas ficam por conta de um elemento protagonista da história das Copas do Mundo. O travessão onde bateu a bola do polêmico gol de Geoff Hurst na final de 1966 entre Inglaterra x Alemanha. Depois de bater no poste, a bola quicou à frente da linha. Numa era sem tira-teima ou tecnologia da linha do gol, o árbitro validou o lance, determinante para a vitória inglesa. Qualquer vídeo hoje em dia mostra que o erro foi grotesco. Mas os ingleses, pelo jeito, celebram o travessão como um dos heróis do título.

Wembley Stadium, Crossbar Reception

O histórico travessão de 1966 é o recepcionista da visita a Wembley. Foto: Leonardo Aquino

A visita começa em uma área dedicada à memória dos Jogos Olímpicos disputados em Londres. Antes da edição mais recente, a de 2012, houve outras duas: 1908 e 1948. A segunda edição, inclusive, teve Wembley como palco principal. A principal atração desta área é a bandeira olímpica original dos Jogos de 1948.

Wembley Stadium, London Olympic Flag

Foto: Leonardo Aquino

 

Tribunas e bastidores

Wembley Stadium Tribunes

A vista das tribunas de Wembley. Foto: Leonardo Aquino

O primeiro contato com o campo em si acontece à distância, de uma das tribunas. É o momento em que os visitantes são apresentados a algumas informações e curiosidades sobre Wembley. Uma delas diz respeito à acústica impecável do estádio. Para testá-la, o guia nos desafia a gritar qualquer coisa e ouvir a beleza da reverberação do som. Aí você fica imaginando como deve ser aquele ambiente com 90 mil vozes…

Das tribunas já dá pra ter noção da imponência de Wembley, o segundo maior estádio da Europa em capacidade (menor apenas que o Camp Nou, de Barcelona). Aproveite a posição para tirar uma bela foto panorâmica do estádio.

Panorâmica tirada a partir das tribunas. Foto: Leonardo Aquino

Depois disso, os visitantes começam a mergulhar pra valer nos bastidores de Wembley. A caravana passa pela sala de imprensa, onde técnicos e jogadores dão entrevistas coletivas. Estão liberadas fotos para que você se sinta o Wayne Rooney ou o David Beckham por alguns segundos.

Wembley Stadium, Press Room

Meu time perdeu nesse dia…

Nos corredores internos, as paredes são decoradas com imagens que contam a história de Wembley (o velho e o novo). Fotos dos grandes jogos, títulos comemorados, shows marcantes e personalidades que estiveram no estádio. Cuidado para não passar muito tempo olhando para as molduras e perdendo de vista seus companheiros de passeio.

Vestiários e campo

Wembley Stadium, Dressing Room

Foto: Leonardo Aquino

A parada seguinte é nos vestiários, modernos e confortáveis como os de qualquer arena construída no século 21. Em horários de visita guiada, eles ganham uma arrumação diferente de um dia de jogo. Na minha visita, por exemplo, havia algumas camisas importantes de craques que haviam passado recentemente por lá. Messi e Cristiano Ronaldo eram os destaques. Mas também havia vários uniformes do English Team e do Team GB, a seleção da Grã-Bretanha, formada apenas para a disputa dos Jogos Olímpicos.

Wembley Stadium, Dressing Room

A rara camisa do Team GB no vestiário de Wembley. Foto: Leonardo Aquino

Em seguida, a visita reproduz o caminho dos craques. Dos vestiários para o túnel, do túnel para o campo. Aí é pura emoção, ainda que a área permitida para circulação de visitantes seja bem limitada. Fica difícil não sentir um friozinho na barriga ao imaginar todos os craques e grandes eventos que já passaram por lá. É a hora de entupir a memória da sua câmera ou celular com fotos de todo tipo.

Wembley Stadium, Pitch

Vista panorâmica a partir do gramado. Foto: Leonardo Aquino

Wembley Stadium, Pitch

No pequeno espaço permitido para a gente circular

Wembley Stadium

Curiosidade: uma parte das cadeiras atrás de um dos gols é removível. Facilita a vida em dias de grandes eventos e shows. Foto: Leonardo Aquino

Fim da visita

A brincadeira termina como em qualquer visita guiada que se preze: na lojinha. E na de Wembley, você encontra todo tipo de souvenirs da seleção da Inglaterra. Camisas de jogo atuais e retrô, cachecóis, pelúcias, ímãs de geladeira, bolas e muito mais. Apenas fique ligado que o gasto ali é em libra, amigo.

Na saída da visita, ainda há algumas últimas coisas legais para ver. Como a escultura dos três leões, símbolo da Federação Inglesa e, consequentemente, da seleção do país. Além disso, há outra homenagem aos Jogos Olímpicos. Uma espécie de pequeno memorial, com placas que enumeram os medalhistas de ouro dos Jogos de 1948.

Wembley Stadium, Three Lions

Os Três Leões icônicos do futebol inglês. Foto: Leonardo Aquino

Wembley Stadium, 1948 Olympic Champions

Homenagem aos campeões olímpicos de 1948. Foto: Leonardo Aquino

 

Planeje sua visita a Wembley

Uma ida a Wembley para uma visita guiada não é algo tão simples para fazer sem planejamento nenhum. Existem questões logísticas e financeiras envolvidas. Uma viagem perdida pode custar caro (e não é tão difícil de ocorrer).

Agenda

Antes de tudo, é preciso saber que Wembley não está aberto para visita guiadas todos os dias. Quando há jogos ou eventos, não há visitas. Portanto, o primeiro passo é checar o seu calendário de viagem com a programação de eventos de Wembley. Os dias em que os tours não serão feitos sempre estão em destaque no site do estádio: http://www.wembleystadium.com/Wembley-Tours.aspx

Nos dias sem eventos, as visitas são realizadas de hora em hora a partir das 10h. A última é às 16h.

Transporte

Também tem o fator distância/transporte. Wembley fica distante do centro de Londres, na zona 4 do transporte público. Quem já foi à cidade e andou de metrô provavelmente já se familiarizou com essas zonas numeradas. E esse mesmo turista que não é mais de primeira viagem também deve saber que, num roteiro básico por Londres, anda-se principalmente nas zonas 1 e 2. Nem todos os bilhetes de transporte dão acesso a todas as zonas. E, quanto maior o número da zona por onde você vai andar, mais caro é o bilhete.

Recomendo que você se informe bem sobre o transporte público de Londres antes de ir. O site Londres Para Principiantes tem um guia bem completo sobre tarifas e o uso do Oyster Card, que vale para ônibus, metrô e trens: https://www.londresparaprincipiantes.com/guia-dos-transportes-para-2017/

Se você for de metrô, as estações mais próximas para descer são Wembley Park (linhas Jubilee e Metropolitan) ou Wembley Central (linhas Bakerloo e London Overground). As linhas de ônibus que servem o estádio são as de número 18, 83, 92 e 224.

Utilize o planejador de viagens do site do transporte público de Londres para saber a melhor forma de chegar. O Google Maps também funciona bem para esta finalidade.

Ingresso

Assim como a maior parte das atrações pagas de Londres, Wembley tem um ingresso caro: 20 libras (valor apurado em setembro de 2017). Mas este é o preço de balcão para tarifa cheia. Comprando online, os preços são menores. Para adulto, por exemplo, o ingresso comprado na internet custa 18 libras. Existem descontos para menores de 16 anos, idosos com mais de 65 anos e estudantes. A tabela completa de preços está aqui: http://www.wembleystadium.com/Wembley-Tours.aspx

Mas, para comprar online, é preciso marcar data e hora para a visita. Ou seja, leve em conta você vai ter que programar uma parte de um dia em função de Wembley.

Nenhum comentário em Estádio de Wembley: visita guiada ao templo do futebol inglês

Vistas panorâmicas inesquecíveis em cinco grandes cidades

Quem resiste à ideia de tirar por conta própria uma foto digna de cartão postal? Daquelas que conseguem enquadrar grande parte de uma região? Ver alguns pontos turísticos lá do…

Quem resiste à ideia de tirar por conta própria uma foto digna de cartão postal? Daquelas que conseguem enquadrar grande parte de uma região? Ver alguns pontos turísticos lá do alto também é sedutor, assim como simplesmente admirar as luzes noturnas de uma cidade. Tudo isso só é possível graças aos lugares que proporcionam vistas panorâmicas.

Podem ser gigantes de concreto ou monumentos lendários. Se a intenção é estar algumas dezenas (ou centenas) de metros a cima do chão, ambos podem contemplar e cada um tem suas vantagens. Os monumentos são cheios de história e significados. Os arranhas-céus compensam com tecnologia e conforto para proporcionar a melhor experiência possível.

Nas viagens que fiz nos últimos anos, sempre procurei pontos com vistas panorâmicas. E encontrei exemplares que correspondem a esses dois perfis. Listo aqui os cinco mais interessantes que conheci, seja pela imponência de seus edifícios ou pela simbologia que eles carregam. Quando você for aos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha ou Itália, anote essas dicas!

 

Top Of The Rock (Nova York) – 260 metros de altura

Empire State Building visto a partir do Top Of The Rock. Foto: Leonardo Aquino

Quem vai a Nova York procurando um arranha-céu para subir tem pelo menos duas opções icônicas. O Empire State Building é um clássico, eternizado por imagens como a cena do gorila escalando o prédio no filme “King Kong”. O Rockefeller Center foi imortalizado na foto “Lunch Atop A Skyscraper” (creditada a Charles C. Ebbets), que entrou no imaginário pop e em peças de decoração que vão de quadros a ímãs de geladeira.

Quem não conhece essa imagem? Foto: Charlie C. Ebbets

Quando estive por lá, em setembro de 2013, escolhi visitar o Rockefeller Center e seu deck de observação chamado Top Of The Rock. Para mim, o critério de desempate foi a loja oficial da NBC, situada no térreo do edifício. Lá pode se comprar merchandising de vários programas da emissora, de “Saturday Night Live” a “The Voice”, passando por seriados como “The Office” e “Friends”.

Mas voltemos ao arranha-céu. As atrações do Top Of The Rock começam antes mesmo da subida. A obra “Joie Chandelier” foi criada pela grife Swarovski para o edifício e tem 14 mil cristais. O mezanino tem uma exposição permanente dedicada à construção do Rockefeller Center e ao magnata John D. Rockefeller. E uma trucagem de chroma-key faz com que você possa reproduzir a clássica foto dos operários, estando na pele deles.

Foto: Leonardo Aquino

A subida é em elevadores ultrarrápidos, chamados de Sky Shuttle. Os 260 metros de altura são alcançados em menos de um minuto. O deck de observação tem três andares. No 67º e no 69º andar, a vista é cercada por vidros temperados. No 70º andar, não há obstrução nenhuma. É o melhor lugar para fotos. Entre os cliques preferidos dos visitantes, está o que emoldura o topo do Empire State, situado a pouco mais de 1 km de distância.

Foto: Leonardo Aquino

Dicas práticas

Assim como a maioria dos arranha-céus com vista panorâmica, o Top Of The Rock oferece a opção de ingresso com hora marcada. É uma forma de zerar o risco de pegar filas. Basta comprar online e escolher o horário certo. Há também o ingresso VIP, que tem elevador privativo e horários flexíveis, e o “Sun And Stars”, que permite duas entradas com o intervalo de 24 horas.

Top Of The Rock Observation Deck

Aberto todos os dias, das 8h à meia-noite
Última subida às 23h15
Ingressos: US$ 34 (adulto), US$ 32 (idosos a partir de 62 anos) e US$ 28 (crianças de 6 a 12 anos). Para o acesso VIP, o preço é US$ 65. Para o “Sun And Stars”, o preço é de US$ 15 adicionados ao valor do ingresso escolhido.
Para chegar de metrô: estação 47-50 Streets / Rockefeller Center (linhas B, D, F e M)
Site: https://www.topoftherocknyc.com/

 

The Skydeck (Chicago) – 443 metros de altura

Foto: Leonardo Aquino

O Skydeck fica no 103º andar da Willis Tower (que já foi chamada de Sears Tower), o segundo edifício mais alto do hemisfério ocidental. Assim como os arranha-céus de Nova York, já teve seu grande momento na cultura pop. No filme “Curtindo a Vida Adoidado”, Ferris Bueller e seus amigos fazem um grande tour por Chicago e, em determinado momento, chegam ao Skydeck e observam a cidade lá do alto. Reviver a cena do filme foi um dos motivos que me levou a ir até lá em setembro de 2013.

Nenhum outro deck de observação nos Estados Unidos é tão alto quando o Skydeck. Além disso, a visibilidade é impressionante. Ela chega a 80 quilômetros e, num dia claro, permite que o visitante consiga enxergar quatro estados americanos: Illinois, Indiana, Wisconsin e Michigan.

A incrível visibilidade do Skydeck. Foto: Leonardo Aquino

O mais legal da visita ao Skydeck são as caixas de vidro que deixam Chicago inteira aos pés do visitante. Não indico essa parte do deck de observação a quem tem labirintite. A visão é realmente impressionante.

Cuidado com a vertigem! Foto: Leonardo Aquino

Dicas práticas

Uma dica imperdível: programe sua visita para o horário do pôr do sol. Você vai ver a cidade com três luminosidades diferentes: dia, anoitecer e noite. Se o tempo favorecer, você vai tirar algumas das fotos mais incríveis da sua viagem a Chicago. O próprio site do Skydeck aconselha o visitante a averiguar o calendário do pôr do sol antes de ir. Dá pra checar neste site: http://www.sunrisesunset.com/USA/Illinois.asp

O Skydeck fica na famosa Willis Tower. Foto: Leonardo Aquino

O Skydeck não trabalha com ingressos com horários fechados. Mas tem a modalidade Day/Night, que permite duas entradas no mesmo dia. Há também os bilhetes VIP que dão acesso direto aos elevadores, sem filas.

A Willis Tower soberana no céu de Chicago. Foto: Leonardo Aquino

The Skydeck

Aberto todos os dias do ano. De março a setembro, das 9 às 22h. De outubro a fevereiro, das 10 às 20h.
Última subida 30 minutos antes do horário de fechamento.
Ingressos: US$ 23 (adultos) e US$ 15 (crianças até 12 anos). O ingresso Day/Night custa US$ 33. O Fastpass (acesso VIP) custa US$ 49
Para chegar de metrô: estação Quincy (linhas Pink, Brown, Orange e Purple)
Site: http://theskydeck.com

 

The View From The Shard (Londres) – 244 metros de altura

Tower Bridge vista do alto do Shard. De tirar o fôlego! Foto: Leonardo Aquino

Quem vai a Londres costuma escolher a London Eye como o programa para ter uma vista panorâmica da cidade. No entanto, as grandes filas e o tempo limitado do passeio acabam fazendo com que a experiência não seja a ideal. Por isso, o melhor a se fazer para uma contemplação sem pressa do skyline da capital inglesa é o View From The Shard, um mirante no 72º andar do edifício mais alto entre os países da União Europeia. Estive lá em junho de 2015.

Além de proporcionar uma visibilidade espetacular (de 64 km em 360 graus), o View From The Shard tem sido palco de vários eventos: de aulas de ioga a festas privê, sempre com uma vista panorâmica inigualável. Já imaginou? Além disso, o local tem sido um habituê para pedidos de casamento. Não estranhe se você testemunhar um quando visitar o mirante.

Foto: Leonardo Aquino

É possível ver alguns dos principais pontos de Londres a partir do View From The Shard. O Big Ben, a London Eye, os estádios Olímpico e de Wembley e a Tower Bridge, da qual costumam sair algumas das fotos mais bonitas tiradas lá do alto. Num dia bom, tudo está ao alcance dos olhos, seja com a ajuda do zoom da câmera ou dos telescópios digitais que identificam e dão informação sobre os prédios enquadrados.

Foto: Leonardo Aquino

Nos três andares do mirante, há um bar e uma lojinha de souvenirs onde você pode comprar fotos oficiais e lembranças como um Banco Imobiliário temático do Shard. Além disso, uma modalidade de ingresso (mais cara, obviamente) inclui uma taça de champagne para brindar com Londres inteira sob a vista de quem bebe.

Foto: Leonardo Aquino

Dicas práticas

Assim como nos outros arranha-céus, o ideal é você programar sua visita para pouco antes do pôr do sol. No View From The Shard, é preciso marcar o horário no momento da compra do ingresso. O mirante também oferece o ingresso “Day And Night” para duas entradas no mesmo dia. Dica importante: comprando antecipadamente pela internet, você economiza 5 libras por ingresso.

The View From The Shard

Aberto todos os dias. No verão (do final de março até o final de outubro), funciona de 10 às 22h, com a última entrada às 21h. No inverno, de 10 às 19h (de domingo a quarta) e de 10 às 22h (de quinta a sábado).
Ingressos: £25,95 (inteira a partir de 16 anos), £20,95 (estudantes identificados), £19,95 (crianças de 4 a 15 anos). Preços válidos para compra antecipada pela internet.
Para chegar de metrô: estação London Bridge (linhas Jubilee e Northern)
Site: https://www.theviewfromtheshard.com

 

Siegessäule (Berlim) – 67 metros de altura

Foto: Leonardo Aquino

Vistas panorâmicas não se limitam aos arranhas-céus e gigantes de concreto. Podem estar também em monumentos emblemáticos de algumas cidades. É o exemplo da Siegessäule, a Coluna da Vitória em Berlim.

Foto: Leonardo Aquino

Conhecer a Siegessäule sempre foi um sonho para mim. Quando visitei Berlim em junho de 2015, este monumento foi minha primeira parada. Sempre o achei lindo e impressionante desde quando o vi nos filmes “Asas do Desejo” e “Tão Longe, Tão Perto” e no clipe de “Stay”, do U2. Quando você desce do metrô e caminha em direção ao centro do Tiergarten, vai vendo aquele anjo dourado no topo da coluna crescer aos poucos. É de tirar o fôlego.

A Siegessäule foi construída entre 1864 e 1873 e celebra vitórias da Prússia e da Alemanha em guerras no período. Além disso, sobreviveu incólume à Segunda Guerra Mundial. No topo da coluna, a escultura de bronze com 8,3 metros de altura representa a deusa da vitória (Victoria na mitologia romana e Nike na mitologia grega).

Foto: Leonardo Aquino

Para subir até o mirante, é preciso estar disposto e não ter limitações nos movimentos. A subida é feita numa escada caracol, com 285 degraus. Se você não perdeu o fôlego com a beleza do monumento, perderá nesse exercício vertical. Ou ainda com a visão panorâmica de Berlim lá do alto.

Foto: Leonardo Aquino

Uma coisa que me surpreendeu na vista da Siegessäule foi a quantidade de verde que há em Berlim. Ainda que o monumento esteja no meio de um parque, a arborização da cidade é impressionante. Pena que a contemplação lá do alto não é muito confortável. O espaço é bem pequeno e apertado.

Berlim vista do mirante da Siegessäule. Foto: Leonardo Aquino

Siegessäule

Aberta todos os dias do ano. De abril a outubro, das 9h30 às 18h30 (segunda a sexta) e das 9h30 às 19h (sábados e domingos). De novembro a março, das 10 às 17h (segunda a sexta) e das 10 às 17h30 (sábados e domingos).
Ingressos: € 3
Como chegar de metrô: estações Tiergarten ou Bellevue (S-Bahn, linhas S5 e S7) e estação Hansaplatz (U-Bahn, linha U9)
Site: http://www.visitberlin.de/en/spot/siegessaeule

 

Mole Antonelliana (Turim) – 85 metros de altura

Foto: Leonardo Aquino

A Mole Antonelliana é um dos símbolos arquitetônicos da cidade de Turim. Você vai encontrá-la em camisetas, ímãs de geladeira, canecas e todos os tipos de souvenir que imaginar. Ela vale a visita tanto pela história que carrega quanto pela visão panorâmica da cidade italiana.

A construção da Mole começou em 1863 e tinha o objetivo de abrigar uma sinagoga. Mas o prédio foi comprado pela Municipalidade de Turim em 1878. A ideia era transformar a torre num monumento à unidade nacional. Depois da mudança de planos, o prédio foi inaugurado em 1889. Nos mais de 100 anos de história, a Mole sobreviveu a terremotos e tornados. Hoje está retratada na moeda de dois centavos de euro.

O elevador panorâmico é uma das atrações da torre. Ele leva os visitantes até a cúpula que fica a 85 metros do chão. Lá do alto, é possível ver grande parte da cidade de Turim, inclusive a colina onde fica a Basílica de Superga, um pouco afastada do centro.

Vista noturna de Turim do alto da Mole Antonelliana. Foto: Leonardo Aquino

Dicas práticas

Quando visitamos a Mole, em fevereiro de 2017, fizemos a subida à noite. Assim, não deu pra ter a experiência das luminosidades diferentes. Enfrentamos uma fila um pouco demorada para subir. A torre tem apenas um elevador com capacidade para 11 pessoas. Além disso, o espaço no mirante não é muito grande. Portanto, num dia movimentado, a espera pode ser ainda maior.

Além da cúpula e do elevador panorâmico, a Mole Antonelliana também abriga o Museo Nazionale del Cinema, do qual já falamos neste post.

Mole Antonelliana

Domingos, segundas, quartas quintas e sextas, das 9 às 20h. Sábados, das 9 às 23h. Fechada às terças. Última entrada uma hora antes do horário de encerramento.
Ingresso: € 7 (adultos) e € 5 (crianças e adolescentes de 6 a 18 anos). Grátis para crianças de até 5 anos e portadores de necessidades especiais.
Para chegar de bonde: parada Mole Antonelliana (linha 16 CS) ou parada Palazzo Nuovo (linhas 16 CS e 16 CD)
Site: http://www.museocinema.it/mole.php?l=en

2 comentários em Vistas panorâmicas inesquecíveis em cinco grandes cidades

Craven Cottage: o lado B do turismo de futebol em Londres

A Inglaterra inventou o futebol como o conhecemos e hoje tem uma das ligas nacionais mais ricas do mundo. São clubes milionários e multicampeões repletos de astros de várias partes…

A Inglaterra inventou o futebol como o conhecemos e hoje tem uma das ligas nacionais mais ricas do mundo. São clubes milionários e multicampeões repletos de astros de várias partes do mundo. Mas, à parte dos cifrões da Premier League, a capital inglesa oferece oportunidades bem interessantes para aqueles viajantes que, como eu, adoram conhecer um estádio novo a cada cidade visitada. Na minha visita a Londres, uma das minhas escolhas foi o Craven Cottage.

Estive na capital em junho de 2015 para uma viagem de cinco dias. Antes mesmo de embarcar, escolhi três estádios para visitar. O primeiro da lista foi um clássico: Wembley, casa da seleção inglesa de futebol. O segundo foi o de um clube da Premier League: Stamford Bridge, casa do Chelsea, que virou gigante depois de ser comprado pelo bilionário russo Roman Abramovich no início do século 21. E o terceiro foi o estádio do Fulham FC, que inspira este post e estas lembranças que compartilho com vocês.

A panorâmica no estádio do Fulham é uma das mais fáceis de enquadrar sem perder nada

A panorâmica no estádio do Fulham é uma das mais fáceis de enquadrar sem perder nada

O Fulham é um clube que já andou vários anos pela Premier League. Chegou a ser vice-campeão da Liga Europa em 2010, mas hoje está na Championship, a segunda divisão inglesa. Em 2016, aliás, quase caiu para a terceira. Mas seu estádio, Craven Cottage, é o símbolo de um país cuja ligação com o futebol é muito mais intensa do que os cifrões de seu rico campeonato.

Fatos sobre Craven Cottage

1) É o estádio mais antigo de Londres em funcionamento. Sua construção data de 1896.

2) O estádio fica à margem do Tâmisa. Existe até uma tribuna chamada Riverside Stand. Nela, os torcedores podem contemplar o rio enquanto tomam uma cerveja no intervalo do jogo.

behindriversidestand

Atrás da Riverside Stand, o Tâmisa

3) A fachada é tombada pelo patrimônio histórico inglês. Não pode ser modificada e assim nunca foi, apesar das várias reformas que foram feitas ao longo de 120 anos de existência.

A fachada de Craven Cottage, marcada pelos tijolinhos aparentes

A fachada de Craven Cottage, marcada pelos tijolinhos aparentes

4) O clube mantém a tribuna original, a única que existia na época em que o estádio foi colocado de pé. Ela é conhecida como Rabbit Hutch (algo como “Toca do Coelho”). Lembra vagamente a tribuna de um jóquei clube ou hipódromo.

A famosa Rabbit Hutch, tribuna que existe desde a construção do estádio

A famosa Rabbit Hutch, tribuna que existe desde a construção do estádio

Passeios guiados

O clube oferece passeios guiados, que levam a locais de Craven Cottage que ficam inacessíveis ao torcedor comum, mesmo em dias de jogos. Durante uma hora e meia, a guia leva os visitantes aos vestiários, sala do manager, locais de coletivas de imprensa e muito mais. Depois de conhecer grandes arenas europeias e até mesmo os estádios brasileiros da Copa do Mundo, é impressionante perceber a diferença. É tudo menor, mais simples. Futebol em estado puro e bruto.

O vestiário do Fulham é simples, porém honrado

O vestiário do Fulham é simples, porém honrado

Imagina o Peter Crouch (2m01) dando entrevista aqui

Imagina o Peter Crouch (2,01m de altura) dando entrevista aqui

História e segurança

Craven Cottage tem um recorde de público de 49.335 pessoas, registrado em 1938. Mas tragédias como a de Hillsborough, em 1989, fizeram com que os principais estádios ingleses precisassem mudar. Os assentos passaram a ser obrigatórios e o estádio do Fulham chegou ao número atual de 25.700 como capacidade máxima.

Entretanto, o cuidado com o passado está presente até mesmo nessa adaptação aos padrões de segurança para os torcedores. Em algumas tribunas (inclusive a da imprensa, onde jornalistas cobrem os jogos), há cadeiras de madeira. Elas são usadas desde o início do século 20.

Dica para quem vier cobrir um jogo em Craven Cottage: traga uma almofada

Dica para quem vier cobrir um jogo em Craven Cottage: traga uma almofada

Curti o detalhe do THE antes do nome do clube

Curti o detalhe do THE antes do nome do clube

Homenagem

Do lado de fora de Craven Cottage, uma estátua homenageia o jogador mais importante da história do Fulham. O atacante Johnny Haynes jogou 18 temporadas no clube entre 1952 e 1970. Vestiu a camisa da seleção inglesa 56 vezes, 22 como capitão. A estátua foi construída depois da morte de Haynes, num acidente de carro em 2005, aos 71 anos.

A estátua de Johnny Haynes na fachada de Craven Cottage

A estátua de Johnny Haynes na fachada de Craven Cottage

O que Michael Jackson tem a ver com o estádio?

Falando em estátua, um outro exemplar é o tema de uma anedota histórica do Fulham e que é contada sem nenhum constrangimento pela guia do passeio. Uma estátua de Michael Jackson (sim, ele mesmo, o rei do pop) chegou a fazer parte da fachada de Craven Cottage. A história também envolve o bilionário egípcio Mohamed Al Fayed, pai de Dodi, namorado da princesa Diana que morreu no mesmo acidente de carro que ela em 1997. Al Fayed chegou a ser o dono do Fulham na virada do século 20 para o 21. Amigo de Michael Jackson, o magnata chegou a levar o cantor para assistir a um jogo no estádio em 1999.

Em 2009, Michael morreu e Al Fayed resolveu homenageá-lo de um jeito que irritou toda a torcida do Fulham: com uma estátua em frente ao estádio. Apesar da resistência, o elemento estranho ao futebol inglês continuou em Craven Cottage até ser retirada em 2014.

Tão natural quanto um elefante no topo de um edifício

Tão natural quanto um elefante no topo de um edifício

Como chegar

Chegar ao estádio de Craven Cottage é muito fácil. É só pegar a District Line do metrô londrino e descer na estação Putney Bridge. Atenção que existe uma pegadinha. Há uma estação chamada Fulham (na verdade, Fulham Broadway) na mesma District Line. Mas, por mais que o nome leve você a pensar diferente, esta é a estação mais próxima de Stamford Bridge, o estádio do Chelsea.

Depois de descer da estação, são uns 20 minutos de caminhada. Mas o passeio tem um astral bem leve: o caminho até o estádio cruza o Bishop´s Park, um belo parque que fica à margem do Rio Tâmisa e termina exatamente onde a área do Fulham começa. Além disso, a vizinhança é muito simpática, com várias fachadas clássicas e coloridas na área residencial.

O simpático e aprazível Bishop´s Park

O simpático e aprazível Bishop´s Park

Não vá se perder por aí

Não vá se perder por aí

Quem curte esse estilo de casinhas vai ter muito o que fotografar nas ruas residenciais perto de Craven Cottage

Quem curte esse estilo de casinhas vai ter muito o que fotografar nas ruas residenciais perto de Craven Cottage

A All Saints Church, que fica no caminho entre o metrô e o estádio

A All Saints Church, que fica no caminho entre o metrô e o estádio

Dias e horários

Craven Cottage está aberto todos os dias da semana. Mas, como o Fulham não é exatamente a primeira preferência dos turistas que vêm a Londres, os passeios guiados não são realizados todos os dias. Os dias dependem muito da tabela do campeonato, mas os grupos costumam ser formados às sextas, sábados ou domingos. O horário de início é sempre o mesmo: 11:15 da manhã. E o preço é mais em conta que os dos outros estádios: 15 libras. O link para ver o calendário de visitas é este.

Faixa bônus

Ao sair da visita, caso você seja entusiasta de uma boa cerveja tirada na pressão, há um pub bem próximo ao estádio que costuma ser frequentado pelos torcedores do Fulham. Ele se chama The Eight Bells e tem um ótimo atendimento e ambiente.

O recado do The Eight Bells é dado logo na chegada: seja legal

O recado do The Eight Bells é dado logo na chegada: seja legal

Que tal uma Guinness Extra Cold?

Que tal uma Guinness Extra Cold?

img_0777

Faixa bônus 2: a Seleção Brasileira jogou uma vez em Craven Cottage. Foi em 5 de setembro de 2011, um amistoso contra Gana. Deu Brasil: 1×0, gol de Leandro Damião.

1 comentário em Craven Cottage: o lado B do turismo de futebol em Londres

Busca no site