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Categoria: Holanda

O voo direto Fortaleza-Amsterdam + 6 dicas da capital holandesa

Amsterdam está mais perto de quem mora no Nordeste do Brasil! O que já parece óbvio no mapa múndi vai ganhar sentido também na malha aérea. A partir de 3…

Amsterdam está mais perto de quem mora no Nordeste do Brasil! O que já parece óbvio no mapa múndi vai ganhar sentido também na malha aérea. A partir de 3 de maio de 2018, a KLM inaugura um voo direto para a capital holandesa, partindo de Fortaleza. É mais uma opção para chegar à terra das tulipas e de Van Gogh. E com uma rota que pode incrementar ainda mais os seus planos de férias.

amsterdam museumplein

A foto no famoso letreiro agora está a pouco mais de 9h de voo de Fortaleza. Foto: Leonardo Aquino

O voo direto Fortaleza-Amsterdam foi anunciado em setembro de 2017 pela Air France (que controla a KLM desde 2011). A novidade chegou junto com a implantação de um hub da companhia na capital cearense (que também receberá voos para Paris a partir de maio de 2018). A notícia agrada em cheio a quem mora no Norte e no Nordeste. Com a nova rota, os passageiros têm mais uma opção para voar rumo à Europa sem descer até Guarulhos ou Galeão.

(Temos um post completinho com todos os voos diretos para o exterior partindo do Norte e do Nordeste. Já conferiu?)

Serão três saídas semanais. Sempre às segundas, quintas e sábados. O voo sai de Fortaleza sempre às 19h50 e chega às 10h locais do dia seguinte. Na volta, a saída é às 12h50 e a chegada no Ceará, às 17h20. A duração é de pouco mais de 9 horas (três a menos que os voos saindo de Rio ou São Paulo). A aeronave utilizada nesta rota será a Airbus A330, com capacidade para 268 passageiros.

As passagens já estão à venda e é possível encontrar preços bem competitivos. Tirando julho, o ápice da alta temporada, dá para encontrar bilhetes por cerca de R$ 2300, ida e volta. Isso porque ainda não pintou nenhuma grande promoção.

amsterdam klm

Outro atrativo é a parceria do grupo Air France/KLM com o programa de fidelidade Smiles. Se você voar na KLM, pode pontuar no Smiles. Ou ainda pode resgatar passagens da companhia holandesa com pontos Smiles. Eu mesmo já me beneficiei dessas parcerias entre as companhias. Na minha viagem à Europa em junho de 2015, resgatei um voo de Berlim a Amsterdam pela KLM por 7500 pontos Smiles. Uma pechincha!

Confira aqui as regras de pontuação da KLM no programa Smiles.

Para instigar você ainda mais a conhecer Amsterdam, separei algumas dicas da cidade. Tem lugares para beber, visitar e se emocionar. Anote aí!

Casa de Anne Frank

A entrada doo Anexo Secreto da Casa de Anne Frank. Foto: Photo Collection Anne Frank House

Quem acompanha o Mochileza sabe que sempre procuro fugir da mesmice na hora de dar dicas. Mas desta aqui não dá pra escapar. A visita à Casa de Anne Frank não é qualquer passeio. É uma experiência fundamental para compreender os horrores da guerra e da intolerância.

Muito provavelmente você já ouviu falar em “O Diário de Anne Frank”. É um best-seller mundial, traduzido para 70 idiomas. Conta a história de uma adolescente alemã de origem judia cuja família se escondeu da perseguição dos nazistas em Amsterdam. Os refúgios dos Frank eram cômodos secretos de uma loja. E o esconderijo virou um dos museus mais concorridos da Europa.

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Você sempre vai ver filas deste tamanho na Casa de Anne Frank. Foto: Photo Collection Anne Frank House

As multidões intermitentes em frente à Casa de Anne Frank se devem à preservação da casa como ela era durante a Segunda Guerra. Corredores apertados, escadas estreitas e cômodos modestos. O imóvel não suportaria receber ao mesmo tempo todos os visitantes interessados em sua história. Mas encare essa fila se for preciso. Trechos do diário estão reproduzidos em cada cômodo. O destaque é o Anexo Secreto, cujo acesso se dá através de uma prateleira móvel. Imaginar como era a vida dos Frank durante a perseguição é arrepiante.

Para poupar tempo, convém comprar o ingresso antecipadamente pela internet. Durante o período de reforma do museu (até janeiro de 2018), a venda será exclusivamente online, com hora de visita marcada. O site da Casa de Anne Frank tem uma versão em português. Ah, um detalhe importante: é proibido tirar fotos no interior da casa.

Brouwerij ‘t IJ

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Foto: Leonardo Aquino

Ainda não aprendi a pronunciar o nome aparentemente impronunciável desta cervejaria. Decidi chamá-la, portanto, de “cervejaria do avestruz”, graças ao simpático mascote de sua logomarca. Esta é uma opção para quem gosta de cerveja e quer fugir do hypado passeio da Heineken Experience (sobre o qual escrevi neste post).

Em seu site, a Brouwerij ‘t IJ tem 33 rótulos autorais. Alguns são sazonais e estão esgotados. Mas a maioria pode ser encontrada no bar da cervejaria, seja em garrafas ou nas torneiras. No brew pub, você pode harmonizar as cervejas com queijos curados ou salsichas cruas. É um lugar ótimo para beber no fim da tarde. O problema é que os muitos nativos e turistas também sabem disso. Nos horários de pico, conseguir um lugarzinho pra escorar a caneca é difícil.

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Foto: Leonardo Aquino

Dependendo do dia em que você estiver na cidade, dá para fazer um tour pela fábrica. Eles são realizados às sextas, sábados e domingos e custam 5,50 euros por pessoa. O ingresso dá direito a uma cerveja no bar. Outras informações no site da cervejaria.

 

Biblioteca Pública de Amsterdam

A vista do terraço da biblioteca. Foto: Leonardo Aquino

Se você imagina um ambiente empoeirado e antiquado quando se fala em biblioteca pública, Amsterdam vai fazer você mudar de ideia. A sede principal da OBA (sigla para Openbare Bibliotheek Amsterdam) parece mais uma megastore, tipo Fnac. O lugar tem uma arquitetura moderna e funcional, além de um acervo maravilhoso. Não apenas de livros, mas também de filmes e discos. Tudo está disponível para quem é sócio e paga uma taxa de 42 euros por ano.

Mas, como costumamos estar apenas de passagem por Amsterdam, a biblioteca pública tem outra recompensa para seus visitantes: o terraço, onde fica um café-restaurante. De lá, você tem uma das melhores vistas possíveis da capital holandesa. Se você estiver com o dinheiro contado, pode ficar tranquilo que ninguém vai te cobrar nada para ficar lá contemplando.

A Biblioteca Pública de Amsterdam fica no centro da cidade. É bem próxima da estação Centraal e do museu de ciências Nemo.

 

Amsterdam Arena

Foto: Leonardo Aquino

A Holanda já teve o melhor time de futebol do mundo em algumas ocasiões. O Ajax, principal equipe do país, foi campeão europeu e mundial nas décadas de 70 e 90. Além disso, o clube foi vanguardista na modernização dos estádios. Inaugurada em 1996, a Amsterdam Arena antecedeu um padrão de arquitetura, conforto e tecnologia nas arenas de nível mundial. E mesmo com mais de 20 anos de idade, segue entre as melhores do planeta.

A visita à Amsterdam Arena é daqueles tours clássicos em estádios de futebol. Passa pelos vestiários, sala de imprensa, hall da fama, galeria de troféus e a beira do campo. O final, claro, é na lojinha oficial, onde você pode comprar de uniformes oficiais a baralhos do Ajax.

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Foto: Leonardo Aquino

Ainda que tenha uma estação de trem bem em frente, a Amsterdam Arena fica um pouco afastada do centro da cidade. Ou seja, é fora de mão para combinar com algum outro passeio. Portanto, se você não é tão fanático por futebol assim, é bom pensar duas vezes antes de incluir esta programação no seu roteiro.

Outras informações no site da Arena.

 

Comprar queijo para trazer para casa

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Foto: Leonardo Aquino

Na Holanda, você estará cercado de queijo por todos os lados. Maturados, envelhecidos, orgânicos, curados, de vaca ou de cabra: os caras conhecem do riscado. Em Amsterdam, você encontrará uma oferta gigantesca de queijo em supermercados e feiras de rua. Mas se quiser trazer para o Brasil, é indispensável que você compre pedaços embalados a vácuo. As principais lojas do centro de Amsterdam estão bem servidas de queijo “ready to fly”. Experimente a De Kaaskamer, a Cheese Museum ou a Reypenaer (que também oferece oficinas de degustação)

 

 

Zaanse Schans

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Foto: Leonardo Aquino

É uma espécie de híbrido entre parque temático e museu a céu aberto. Este bairro da cidade de Zaandam, 15 quilômetros ao norte de Amsterdam, tem um “menu degustação” da Holanda clássica. Moinhos de vento? Check. Tamancos? Check. Queijos? Check. Tudo isso num espaço bem concentrado. Os moinhos são abertos a visitação, assim como grande parte das casinhas coloridas. Algumas delas funcionam como pequenos museus que contam a história de algum desses elementos do estereótipo holandês.

Se você não tiver implicância com passeios “cenográficos”, esta é uma ótima pedida. Especialmente em dias de sol e tempo bom. Vai ser difícil tirar uma foto feia por lá.

Para chegar a Zaanse Schans, é só pegar um ônibus na estação Amsterdam Centraal. Eles saem a cada meia hora e chegam em cerca de 40 minutos.

 

Veja também:

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Turismo cervejeiro: visitas às fábricas da Budweiser, Heineken e Guinness

O perfil do consumo de cerveja está mudando, só não vê quem não quer. As prateleiras dos supermercados estão mais diversificadas, lojas especializadas estão surgindo com força nas grandes cidades,…

O perfil do consumo de cerveja está mudando, só não vê quem não quer. As prateleiras dos supermercados estão mais diversificadas, lojas especializadas estão surgindo com força nas grandes cidades, fábricas artesanais pipocam em todo o Brasil e o que era uma bebida barata e pouco nobre está ganhando uma cultura de degustação e apreciação semelhante à do vinho.

Mas o que viajar tem a ver com isso? Muita coisa, eu diria. Primeiro porque experimentar marcas locais de cerveja aonde quer que você vá é uma forma de mergulhar no destino visitado. E segundo porque as cervejarias têm aproveitado a crescente curiosidade das pessoas para se transformar em atrações turísticas.

Dá para fazer uma volta ao mundo só com as cervejas da Anheuser Busch

Dá para fazer uma volta ao mundo só com as cervejas da Anheuser Busch

Veja o exemplo de três das maiores marcas de cerveja do planeta: Budweiser, Heineken e Guinness. Além de exportar seus produtos pelo mundo afora, elas oferecem passeios guiados por suas fábricas e experiências turísticas que, para um bom apreciador da bebida, são como grandes parques temáticos. Não por acaso, figuram entre as atrações mais visitadas das cidades onde estão construídas.

Como cervejeiro entusiasta que sou, aproveitei viagens de férias nos últimos três anos para conhecer esses passeios. Os três têm perfis distintos, apesar de oferecerem conteúdos bem parecidos na essência. Em todos eles, você vai ter informações sobre o processo de fabricação da cerveja, os ingredientes utilizados, degustações, etc. Mas há peculiaridades que fazem de um ou outro mais ou menos interessante. A avaliação que vou fazer aqui é bem pessoal e o perfil que me agradou pode ser o que você vai detestar, e vice-versa. Mas espero que possa servir como guia para que você decida ir adiante na sua curiosidade ou poupar um dinheirinho para tomar uns chopes a mais.

Budweiser (St. Louis, EUA)

Hall de entrada de visitantes da Budweiser em St Louis

Hall de entrada de visitantes da Budweiser em St-Louis

Saint-Louis é um destino incomum e quase bizarro para um brasileiro de férias nos Estados Unidos. Estive lá em setembro de 2013 para assistir a um show do Wilco, uma de minhas bandas favoritas. Quando descobri que lá havia uma grande fábrica da Budweiser aberta para visitação pública, percebi que haveria mais um motivo para fazer a viagem ao estado do Missouri valer a pena.

A Budweiser tem seis fábricas com passeios turísticos em todo o território dos EUA. A de Saint-Louis é a mais tradicional, pois foi onde começou a história da marca. A cervejaria, na verdade, se chama Anheuser-Busch e surgiu no meio do século 19 depois de um grande fluxo migratório de alemães rumo à América. Lá eles foram viver de uma coisa que sabem muito bem: fazer cerveja. E em 1876, lançaram a Budweiser, que viria a ser o carro-chefe da cervejaria ao longo de toda a sua história.

Pois bem… a fábrica de Saint-Louis é uma construção histórica. Grande parte dos edifícios originais está lá, extremamente bem preservada: fachadas, chaminés e um belo relógio, por exemplo.

Detalhe da fachada da fábrica da Budweiser

Detalhe da fachada da fábrica da Budweiser

Os passeios guiados

Ela oferece cinco tipos de tours. Eles variam de 45 minutos a duas horas de duração e vão desde um curso de degustação até um passeio por todas as etapas de fabricação da cerveja. Mais detalhes sobre cada um desses passeios aqui no site da Budweiser Brewery Experience de Saint-Louis. Minha opção foi a Beermaster Tour, que me pareceu a mais completa de todas as opções.

Parte do passeio é feita neste simpático bondinho

Parte do passeio é feita neste simpático bondinho

Carroças como esta eram usadas para transportar as Buds no século 19

Carroças como esta eram usadas para transportar as Buds no século 19

Vantagens do tour da Budweiser

De cara, já lhes digo as grandes vantagens da Budweiser em relação às demais. A principal é que ela tem grupos fechados (no dia em que fui, não eram mais de 15 pessoas) e um guia por grupo. Cada visitante recebe um fone de ouvido em que pode ouvir as explicações do guia mesmo nos locais mais barulhentos do passeio. Se você quer absorver o conteúdo de forma consistente, é bem melhor assim.

A segunda vantagem é que, entre as três grandes marcas que visitei, a Budweiser de Saint-Louis é a única em que se conhece a fábrica propriamente dita. Não vamos apenas a locais arrumados para turistas como uma mistura de museu e Disneylândia. Mas também conhecemos o processo de engarrafamento e empacotamento, por exemplo.

Se você demorar mais 10 minutos, é capaz que te chamem pra ajudar a operar as máquinas

Se você demorar mais 10 minutos, é capaz que te chamem pra ajudar a operar as máquinas

Outro highlight do passeio é a degustação da cerveja direto do tanque. É realmente bem fresquinha! Ao final, os visitantes também podem beber uma cerveja das marcas da Anheuser Busch entre as que estão disponíveis numa espécie de lounge. Além disso, são dados de brinde um boné e um copo.

O leite direto da teta da vaca

O leite direto da teta da vaca

É recomendada a reserva antecipada para os tours na Budweiser de Saint-Louis. Você pode agendar e comprar os ingressos neste site.

 

Heineken (Amsterdam, Holanda)

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Sabe aquele climão das campanhas publicitárias da Heineken? Em que tudo precisa ser genial e descolado e a cerveja pode ficar em segundo plano sem problema algum? Esta foi a sensação que tive ao fazer a Heineken Experience, em junho de 2015. Ela é realizada no prédio onde funcionou a primeira fábrica da cerveja holandesa, que foi, obviamente, todo repaginado para receber turistas do mundo inteiro. O passeio é uma imersão autoguiada num parque temático, e não necessariamente uma atração para você aprender mais sobre cerveja.

Uma das poucas fotos que sobraram após uma câmera perdida poucos dias depois

Uma das poucas fotos que sobraram após uma câmera perdida poucos dias depois

OK que o básico está todo lá: a história da Heineken, explicações sobre a fabricação, os ingredientes, etc. Mas é tudo tão planejado para ser ~divertido~ que algo se perde. Exemplo: uma das etapas da fabricação da cerveja é mostrada num filme 4D em que os visitantes são “fermentados”. O local onde assistimos à projeção chacoalha e recebe jatos de ar e água para que nos sintamos “dentro” da cerveja. Acho desnecessário…

Como diria Tiririca: "VAM PÁ BALADA! VAM PÁ BALADA!"

Como diria Tiririca: “VAM PÁ BALADA! VAM PÁ BALADA!”

Há momentos legais, como uma ala dedicada às publicidades da Heineken (que são realmente muito boas) e à longeva parceria com a Champions League. Mas se você espera mais conteúdo do que clima de balada, é possível que você fique desapontado. O passeio inclui degustação de duas cervejas (ou de uma, se você escolher pela Heineken Extra Cold) e não dá direito a nenhum brinde. É preciso comprar na lojinha. Aliás, se você preferir, pode ir direto a ela sem precisar passar pelo passeio.

Dicas práticas

Não é necessário reservar, mas é possível comprar com antecedência no site da Heineken Experience. Caso você vá fazer outros passeios com ingresso pago em Amsterdam (como os museus Van Gogh e Rijskmuseum), é vantajoso comprar os bilhetes combinados ou o I Amsterdam City Card. Eles estão à venda na internet ou em vários quiosques de ingressos turísticos espalhados pela cidade.

Vai por mim: fuja da Heineken e corra para o moinho

Vai por mim: fuja da Heineken e corra para o moinho

Dica diferentona do Mochileza

Para uma experiência cervejeira mais TRUE em Amsterdam, recomendo uma passada pela impronunciável Brouwerij ´t IJ. Informalmente, pra ficar mais fácil, chame de cervejaria do moinho ou do avestruz. O avestruz está no rótulo da cerveja e o moinho está ao lado do bar que tem ficado bem conhecido por turistas que passam por Amsterdam. Ele vende as cervejas de fabricação própria e alguns rótulos de outras marcas e países. Para acompanhar, queijo brie ou salsichas cruas artesanais. Além de uma passadinha pelo bar, é possível conhecer a fábrica que também funciona junto ao moinho. Mas os dias e horários são limitados. Informações aqui.

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Guinness (Dublin, Irlanda)

Na Irlanda, tucanos são o símbolo da Guinness, e não de um partido político

Na Irlanda, tucanos são o símbolo da Guinness, e não de um partido político

A Guinness talvez seja uma das marcas embaixadoras da Irlanda pelo mundo afora. Não à toa, a Guinness Storehouse é a atração turística mais visitada na capital Dublin. São quase 300 anos de história e de um legado que só não é mais conhecido no Brasil porque a cerveja (uma das minhas favoritas, por sinal) é distribuída no país apenas por importadoras.

O passeio da Guinness (que fiz em junho de 2015) tem um pouco de Budweiser e um pouco de Heineken. Assim como na concorrente holandesa, o tour é num local anexo à fábrica, totalmente repaginado como museu/parque temático. Mas o conteúdo é riquíssimo e levado a sério, como na concorrente americana.

Não caia na tentação: deixe para conhecer a gift shop só depois do tour completo

Não caia na tentação: deixe para conhecer a gift shop só depois do tour completo

A Guinness Storehouse é um passeio vertical. São sete andares, da recepção até o bar panorâmico. Entre eles, os visitantes conhecem aquilo que veem em todos os outros tours equivalentes: o processo de fabricação, a importância da qualidade da água, por exemplo.

Mas a Guinness tem algumas particularidades bem interessantes. Uma ala do passeio é dedicada à relação da cerveja com a culinária. Ela é utilizada na elaboração de vários pratos típicos como o Irish Stew, uma espécie de guisado de carne com molho escuro. Outra faz um panorama pelos anúncios publicitários da marca. Dada a pouca presença dela no nosso país, esta parte tem algo de fascinante e desconhecido para os brasileiros.

Foca na cerveja aê

Foca na cerveja aê

Diploma de tirador de cerveja

Outra parte bem legal é a Guinness Academy. É uma espécie de tutorial rápido em que os visitantes aprendem o segredo para se tirar o pint perfeito. Pint é uma unidade dos sistemas de medida nos EUA e na Grã-Bretanha (equivalente a 568ml) que também batiza um copo muito usado na cultura cervejeira e que casa perfeitamente com uma Guinness. É preciso treinar mesmo até achar a inclinação adequada para não fazer com que a carbonatação deixe a sua cerveja cheia de espuma. É claro que, depois da aulinha, os alunos tomam os pints tirados por eles mesmos.

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Ainda bem que o incauto colega de passeio não vive de fotografia...

Ainda bem que o incauto colega de passeio não vive de fotografia…

O bar no terraço também é um ótimo lugar a ser visitado. Em formato circular e envidraçado, ele oferece uma excelente vista panorâmica de Dublin. Mas não tive sorte: no dia em que fui à Storehouse, o bar estava completamente lotado, sem nem um cantinho para se encostar.

Para encerrar a visita, a passada na gift shop é obrigatória. Você vai encontrar todo tipo de produto com a marca Guinness. Dos mais óbvios (chaveiros, abridores, ímãs, camisetas) até os mais inusitados (molhos para carne e cuecas).

Right_Said_Fred-I´m_Too_Sexy.mp3

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Dicas práticas

Não é preciso reservar antecipadamente. Mas comprando na internet (com dia e horário marcados, é bom frisar), você evita filas. Além do passeio normal, é possível comprar como “plus” a Conoisseur Experience, uma espécie de degustação premium. Caso você esteja planejando ir a outras atrações com ingressos pagos (como o zoológico, o museu de cera ou a Catedral de Saint Patrick), tem uma dica. Comprar o Dublin Pass pode ser uma forma de economizar alguns euros.

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