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Categoria: Colômbia

6 motivos para conhecer (e curtir!) a Medellín pós-Pablo Escobar

A cidade de Medellín, na Colômbia, sempre teve uma associação imediata à violência na memória dos brasileiros. Quem tem pelo menos 30 anos de idade deve lembrar do auge da…

A cidade de Medellín, na Colômbia, sempre teve uma associação imediata à violência na memória dos brasileiros. Quem tem pelo menos 30 anos de idade deve lembrar do auge da guerra ao narcotráfico marcando presença nos telejornais. Pablo Escobar e o Cartel de Medellín eram figurinhas fáceis. Aqueles que eram mais jovens nessa época tomaram conhecimento da história com o boom da série Narcos.

O fato é que, mais de duas décadas depois da morte de Escobar, Medellín surpreende a quem insiste em associá-la a seus dias de plata o plomo. A cidade se tornou uma vitrine da vanguarda arquitetônica, com edifícios modernos e um planejamento urbano exemplar para grandes metrópoles. Além disso, oferece museus interessantíssimos, áreas urbanas de lazer, muito verde e o legado cultural de um nome mundialmente famoso: o artista plástico Fernando Botero. Ou seja: esqueça tiroteios, atentados e sicários. O maior perigo é você não querer voltar para casa.

Criançada se diverte e se refresca no Parque de los Pies Descalzos

Criançada se diverte e se refresca no Parque de los Pies Descalzos

Estive na Colômbia para uma viagem de férias de dez dias em julho de 2011. Três deles passei em Bogotá (e contei um pouco sobre a capital colombiana neste outro post). Outros quatro, em Cartagena de Indias. Para Medellín, reservei três dias. Foi o suficiente para ter um bom panorama sobre a cidade, entender como ela funciona e o estilo de vida de quem mora lá.

A capital da província de Antioquia não é um destino turístico muito popular da Colômbia. Além de Bogotá e Cartagena, fica atrás de cidades como Barranquilla, Santa Marta e de paraísos como a ilha de San Andrés. Para os viajantes de sightseeing (os que fazem apenas o circuito de pontos turísticos), isso talvez não seja bom. Para quem gosta de descobrir cidades, Medellín tem muito o que mostrar. Seguem aqui seis bons motivos para você querer conhecê-la.

1. O legado de Fernando Botero

Uma das 23 esculturas da Plaza Botero

Uma das 23 esculturas da Plaza Botero

Muito provavelmente você já viu uma obra de Fernando Botero sem saber que era dele. Sabe a versão rechonchuda da Mona Lisa? Foi Botero quem fez. E aquelas outras pinturas e esculturas de mulheres gordinhas, com traços e proporções bem peculiares? São a marca registrada deste artista plástico nascido em 1932.

Grande parte do acervo de Botero foi doada ao governo da Colômbia e está exposto no museu que leva o nome do artista em Bogotá (falamos sobre ele neste outro post). Mas como Botero nasceu em Medellín, a terra natal do artista não poderia ficar de mãos abanando. Por isso, uma das passagens obrigatórias de um passeio pela cidade é a Plaza Botero.

Além das mulheres, os animais de Botero também são gordinhos

Além das mulheres, os animais de Botero também são gordinhos

A praça fica num lugar bem cêntrico de Medellín e tem 23 esculturas de bronze assinadas por Fernando Botero. Estão livres para tirar todas as fotos que você quiser e sua criatividade permitir.

Para chegar à Plaza Botero, tome o metrô e desça na estação Parque Berrío. De lá, são só 250 metros de caminhada. Aproveite a viagem e visite outros dois lugares bem interessantes ao redor da praça: o Museu de Antioquia e o Palácio de Cultura Rafael Uribe.

Palácio de Cultura Rafael Uribe

Palácio de Cultura Rafael Uribe

2. Um incrível museu de ciências

os nerd pira!

os nerd pira!

Essa foi uma das grandes surpresas que tive em Medellín. A cidade abriga um museu de ciências que impressiona pelo tamanho, pela modernidade e pela interatividade: o Parque Explora.

O tamanhão do Parque Explora

O tamanhão do Parque Explora

O Explora é novíssimo, foi aberto ao público em 2007. Tem 22 mil metros quadrados de área e atrações como: aquário, planetário e salas interativas que promovem experiências incríveis sobre temas que vão de física a neurociência. Para quem pirava no Mundo de Beakman ou algum outro programa de TV do gênero, é um programa imperdível.

Science is cool

Science is cool

Para chegar ao Parque Explora, é preciso tomar o metrô até a estação Universidad. Outro passeio que você pode fazer logo em seguida é o Jardim Botânico de Medellín. Basta atravessar uma avenida. O destaque por lá é o orquidário gigantesco e lindíssimo.

O orquidário do Jardim Botânico de Medellín

O orquidário do Jardim Botânico de Medellín

3. Arquitetura e planejamento urbano

O fascinante edifício da Teleantioquia, o canal público de TV da província

O fascinante edifício da Teleantioquia, o canal público de TV da província

Depois que a era dos cartéis ficou para trás, Medellín passou por um intenso processo de transformação urbana que se consolidou na virada do século. Foram realizados vários planos diretores, que levaram em consideração variáveis como o desenvolvimento social, o ordenamento territorial, a gestão de recursos naturais e a sustentabilidade. Como resultado, a cidade virou referência internacional em urbanismo, melhorou a vida dos moradores e se tornou mais atrativa para turistas.

Entre os destaques desta nova Medellín, está o Metrocable, uma espécie de extensão do transporte público por meio de teleféricos, que ligam estações de metrô a bairros mais pobres. A mudança promoveu acessibilidade e também provocou uma demanda de projetos de espaços culturais para esses bairros.

O Centro Cívico também é digno de nota. Ele reúne vários prédios de autarquias municipais e estaduais, biblioteca, edifícios empresariais e comerciais. Ao redor deles, 15 mil metros quadrados de espaço público, projetados tanto para absorver o fluxo de pessoas quanto servir de ponto de encontro e até mesmo lazer. Outras informações sobre o Centro Cívico neste artigo.

O Edifício Inteligente da EPM

O Edifício Inteligente da EPM

A algumas centenas de metros do Centro Cívico, fica a sede da EPM (Empresas Públicas de Medellín), cujo prédio é conhecido como Edifício Inteligente. Ele foi inaugurado em 1997 e foi projetado de forma a ficar pronto para qualquer nova demanda tecnológica. Ele é aberto para visitas guiadas com hora marcada. Informações por este site.

A estação de metrô mais próxima do Centro Cívico de Medellín é a Alpujarra. São apenas 10 minutos de caminhada. Para chegar ao Edifício Inteligente, a estação é a mesma. Depois do Centro Cívico, é preciso atravessar as carreteras 55 e 57.

4. Parques e áreas de lazer

Parque de los Deseos

Parque de los Deseos

Como parte do plano de ordenação urbana, Medellín ganhou espaços públicos que te deixam aquela pergunta: “por que não tem nada parecido na minha cidade?”. Dois deles estão quase juntinhos, próximos ao Edifício Inteligente: o Parque de Los Deseos e o Parque de los Pies Descalzos. Este último foi o que mais curti: ele tem uma espécie de jacuzzi pública! Mas é só pra colocar os pés… Você tira os sapatos e curte aquela hidromassagem de boa debaixo do sol. Também tem um espaço que te estimula a andar descalço para “se conectar com a energia do planeta”. Além disso, alguns bares, cafés e lanchonetes.

Dê férias para os seus pés

Dê férias para os seus pés

5. A tradição que sobrevive

Estes são os seus hosts no Pueblito Paisa

Estes são os seus hosts no Pueblito Paisa

Se você assistiu Narcos, deve lembrar que Pablo Escobar era chamado de “Robin Hood Paisa”. Paisa é a denominação de quem nasce na província de Antioquia, da qual Medellín é capital. E num morro de Medellín, há um cartão postal que remete a essas raízes. O Pueblito Paisa é uma réplica de uma vila antioqueña do início do século 20: as casinhas, as pracinhas, a igreja e tudo o mais que você pode encontrar numa cidade pequena do interior. Há algumas lanchonetes, bares e lojas de artesanato para quem coleciona souvenirs.

Take a walk on the Paisa side

Take a walk on the Paisa side

A estação de metrô mais próxima do Pueblito Paisa é a Exposiciones. Mas você não vai desembarcar em frente. É preciso uma caminhada e ainda mais uma subida até o alto do Cerro Nutibara. O melhor é pegar um táxi até o local na saída do metrô.

6. Vida noturna em Medellín

Assim como Bogotá, Medellín também tem a Zona Rosa, como é conhecida a área que concentra o epicentro da vida noturna. Ela fica ao redor do Parque Lleras, no bairro de El Poblado. Além dos bares e boates, há vários vendedores ambulantes ao redor da maior praça do parque. Eles vendem bebidas mais baratas e ajudam os jovens a economizar um pouco antes de entrar na balada. Muitos até ficam só pela praça mesmo, conversando, ouvindo a música dos bares abertos e bebendo sem gastar muito dinheiro.

******* Dicas bônus ********

1) As ruas de Medellín não tem nomes, e sim números. Existem as calles e as carreteras, que são perpendiculares entre si. Ou seja: calles não cruzam com calles e carreteras não cruzam com carreteras. E os números são subsequentes. Pode ser uma complicação danada no começo, mas também pode ajudar bastante se você conseguir pegar o espírito da coisa.

2) Nos últimos anos, depois que a figura de Pablo Escobar virou cult, surgiram passeios temáticos relacionados à vida do antigo rei do tráfico. A maioria (como este aqui) fica apenas dentro de Medellín e vai a lugares como a casa onde Escobar morreu e o túmulo onde ele está enterrado. Há este outro que é mais completo e dura até cinco dias e inclui uma visita à Fazenda Nápoles, onde Don Pablo viva em seus anos de ouro e criava sua coleção de animais exóticos. Detalhe: não fui a nenhum dos dois tours. Sugiro que você pesquise o que melhor contempla sua curiosidade.

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Colômbia: uma viagem de café, aguardante, busetas e rumba

Sou um apaixonado incondicional pela América Latina e suas cidades de charme chulo. Aquelas que, por mais que se desenvolvam, continuam com os lembretes permanentes e escancarados de que somos…

Sou um apaixonado incondicional pela América Latina e suas cidades de charme chulo. Aquelas que, por mais que se desenvolvam, continuam com os lembretes permanentes e escancarados de que somos todos parte do terceiro mundo. Ônibus estropiados, ambulantes que sobem nos coletivos para vender qualquer bugiganga e gente que gosta de ouvir música alta em todo lugar. Por essas e outras, escolhi a Colômbia como destino para uma viagem de férias em julho de 2011.

Naquela época, poucos brasileiros se atreviam a conhecer o país. Talvez por acreditar que narcotraficantes e guerrilheiros das FARC constituem um Estado paralelo. Mas nos últimos anos, a publicidade turística da Colômbia tem aumentado bastante, da mesma forma como o preço das passagens tem diminuído.

Centro de Bogotá

Centro de Bogotá

Uma coisa é fato: o país possui um território privilegiadíssimo no que diz respeito à variedade de atrações. Tem praias nos oceanos Atlântico e Pacífico, ilhas paradisíacas no mar do Caribe, montanhas, selva, cidades históricas e algumas metrópoles para quem gosta de turismo urbano. Não à toa, o slogan da publicidade oficial do país diz que o único risco que o turista corre ao conhecer a Colômbia é de que ele queira ficar.

E uma das impressões mais fortes que a Colômbia me deixou é a de que o trocadilho do slogan faz o maior sentido. É um país seguro, que parece ter feito o possível e o impossível para deixar no passado os tempos dos cartéis. As cidades que visitei são extremamente bem policiadas. Às vezes até homens do exército estão nas ruas, dependendo do horário e do local.

Dá pra tomar um tinto (cafezinho à colombiana) em coffee trucks simpáticos assim

Dá pra tomar um tinto (cafezinho à colombiana) em coffee trucks simpáticos assim

Outra coisa: diferente de muitos companheiros de continente, a Colômbia não presta um tributo exagerado ao passado. Enquanto Argentina e Uruguai se orgulham de seu pedigree na arquitetura de prédios antigos e outras tradições, em terras colombianas a relação é mais discreta. Entre estátuas de Simón Bolívar e referências a artistas como Fernando Botero, se sobressaem prédios modernos e viadutos. Além disso, as principais cidades do país possuem uma vida noturna intensa e surpreendente. As ressalvas ficam para os ônibus pequenos e velhinhos, que os colombianos chamam de busetas.

Queria compartilhar algumas impressões e dicas com vocês, amigos leitores que pretendem conhecer a Colômbia em breve. A primeira parte do relato é sobre a capital do país.

Bogotá

Vida noturna

Nove da noite de um sábado é o horário do cineminha em quase qualquer grande cidade do planeta. Em Bogotá, as coisas são bem diferentes. Nesta hora, a Zona Rosa (que concentra bares, casas noturnas, boates e similares no norte da cidade) está movimentada como se já fosse o início da madrugada no Brasil.

A “rumba” (versão bogotana da “balada” brasileira) é incendiária, variada e barulhenta. Cada local parece querer fazer uma parte de sua festa na rua, direcionando caixas de som para a calçada. E a música toda se mistura: salsa, cúmbia eletrônica, tecno, rock e vallenato (um estilo folclórico colombiano) concorrem nos bares praticamente justapostos. Além disso, há opções para todos os bolsos. Ao lado de um clube mais classe média, pode estar um “hueco”, como os nativos definem os botecos mais pé-sujo. Entrei em um deles, que me chamou a atenção pela mescla de referências. Na parede, um pôster quase em tamanho real do U2. No som, alguns temas de vallenato eram alternados com velhos hits do Metallica e os últimos sucessos do reggaeton da Colômbia.

Transporte público

Sob a luz do dia, Bogotá é uma cidade talvez um pouco menos interessante do que à noite. É grande, bastante populosa (8 milhões de habitantes) e possui um trânsito bastante congestionado. Quem mora lá diz que já foi pior. As coisas melhoraram com a implantação do Transmilenio, um sistema de ônibus biarticulados com corredores exclusivos e estações como as de metrô. O Transmilenio é a versão colombiana do BRT que já existe em algumas capitais brasileiras. Aliás, o modelo da capital da Colômbia inspirou algumas das nossas cidades. Junto com as busetas, os ônibus do Transmilenio conseguem servir bem a cidade inteira. O sistema é um pouco confuso no começo. Mas, com o mapa das estações em mãos, no segundo dia já é possível tirar de letra e compreender o funcionamento.

A vibe de La Candelaria: não lembra o centro histórico de Olinda?

A vibe de La Candelaria: não lembra o centro histórico de Olinda?

Passeios clássicos

Dois lugares foram os que achei mais interessantes em Bogotá. Um deles é o centro histórico, também chamado de La Candelaria. O bairro tem casarios coloniais e ruas estreitas, quase como qualquer centro histórico do mundo. Mas também possui uma vida bastante intensa, graças à grande presença de espaços culturais e albergues nas redondezas.

Perto de La Candelaria, está o outro lugar que me agradou bastante: o Cerro Monserrate. É uma montanha que, no alto de seus mais de 3 mil metros, possui um santuário, dois restaurantes e um mirante que proporciona a melhor vista de Bogotá. Para subir, há duas opções: o funicular (como eles chamam um bondinho sobre trilhos) e o teleférico.

A vista do Cerro Monserrate dá noção do tamanho de Bogotá

A vista do Cerro Monserrate dá noção do tamanho de Bogotá

Bebidas com e sem álcool

Um ponto importantíssimo: bebidas. As cervejas nacionais são ruins, pelo menos as mais consumidas, Águila e Poker, que conseguem ser mais aguadas que a Schin. Procure sempre a Club Colombia, uma espécie de cerveja semi-premium, algo equivalente a uma Therezópolis local.

Mas o trago colombiano mais patriótico é o aguardente, que apesar de também ser feito de cana de açúcar, tem um sabor distinto e um pouco mais adocicado. Os nativos o tomam gelado, acompanhando com pedaços de limão chupados na hora.

Para os abstêmios, a Colômbia é bem servida de uma bebida não menos viciante: café. O país é um dos maiores produtores do mundo e a fama do café colombiano é merecida. Ele é saboroso e tem um perfume diferenciado. Não deixe de tomar um “tinto” (como os colombianos chamam o cafezinho preto) ou alguma outra de suas variantes no Juan Valdéz, uma espécie de Starbucks local. Procure também em feirinhas de artesanato outras formas de saborear o café local: bombons, doces e caramelos, por exemplo.

Starbucks não tem vez / viva Juan Valdez

Starbucks não tem vez / viva Juan Valdez

Museus em Bogotá

Para quem gosta de museus, Bogotá tem duas opções bem bacanas. Uma delas é o Museo Del Oro, que fica bem no centrão da cidade. A coleção tem mais de 50 mil peças, entre trabalhos de ourivesaria, cerâmica e tecelagem com pedras preciosas. E claro, muito ouro. O museu foi criado em 1939 pelo Banco da República Colombiana e sua coleção é declarada Monumento Nacional.

Inchallá, muito ouro!

Inchallá, muito ouro!

Também vale muito conhecer o Museo Botero, que tem uma coleção de mais de 100 obras doadas pelo próprio artista. Se você não liga o nome à pessoa, o colombiano Fernando Botero é conhecido por pintar uma realidade um pouco distorcida e sempre retratar mulheres gordinhas. Pois bem, Botero é colombiano e doou esculturas, gravuras e pinturas (inclusive a sua famosa versão da Monalisa) para a criação deste museu. O acervo também tem obras de outros artistas célebres como Picasso e Miró. O melhor de tudo: a entrada no museu é gratuita. Há visitas guiadas sem necessidade de reserva. Basta consultar os horários no site.

A Monalisa em versão plus size

A Monalisa em versão plus size

Catedral de Sal de Zipaquirá

Uma das atrações mais interessantes de Bogotá fica, na verdade, fora da cidade. A 50 quilômetros da capital colombiana, está o povoado de Zipaquirá, que abriga a incrível Catedral de Sal. Não imagine uma igreja toda branquinha, erguida apenas com cloreto de sódio. O templo, considerado uma das sete maravilhas colombianas, é subterrâneo e está localizado numa área próxima das maiores salinas do país. Os pontos mais profundos estão 180 metros abaixo do solo e a engenhosidade e a beleza da Catedral impressionam até quem não é religioso.

Uma igreja proibida para hipertensos

Uma igreja proibida para hipertensos

Quando os visitantes dão o primeiro passo dentro da Catedral, a primeira reação é quase sempre a mesma: tocar as paredes de pedra e lamber os dedos para provar se aqueles flocos brancos são mesmo de sal. E são mesmo. A igreja é formada por uma série de túneis com pequenos mirantes que simbolizam as 14 estações da via crúcis. Muitas figuras não lembram em nada o calvário de Jesus, mas a iluminação ajuda a embelezar essas obras abstratas de arte sacra. Há duas naves na Catedral, onde são realizadas missas e até casamentos. A espirituosa guia nos informa que, para os casos de matrimônios, existe um atalho que permite o desembarque de um carro mais perto do templo central. Ela diz que serve para a chegada da noiva ou para a fuga do noivo…

A aprazível Zipaquirá

A aprazível Zipaquirá

Além de outras esculturas menos abstratas, a Catedral de Sal também tem lojinha de souvenirs e um café na área subterrânea. Quando voltar ao nível do chão, pegue um trem turístico que sai a poucos metros da entrada da Catedral. Ele custa o mesmo preço de um táxi e passa pelos pontos mais interessantes da cidadezinha de arquitetura colonial.

Como chegar à Catedral de Sal de Zipaquirá:

Em Bogotá, pegue um Transmilenio e desça na estação Portal del Norte. Dela, saem os ônibus para as cidades da região metropolitano. Até Zipaquirá, a passagem custa 3.700 pesos (R$ 3,70). Do terminal até a Catedral, a caminhada é grande e há algumas ladeiras. Melhor tomar um táxi, que custa menos de 4.000 pesos (R$ 4). *** preços relativos a julho de 2011

Já foi a Bogotá? Como foi sua experiência lá? O que achou do país? Tem algum relato bacana para compartilhar? Vamos conversar nos comentários! 🙂

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