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Categoria: Alemanha

Munique: novo voo direto aproxima Alemanha e Brasil

A Oktoberfest original está mais perto dos brasileiros! Assim como a Allianz Arena, os jogos do multicampeão Bayern, o Castelo de Neuschwanstein e outros passeios na região da Baviera, na…

A Oktoberfest original está mais perto dos brasileiros! Assim como a Allianz Arena, os jogos do multicampeão Bayern, o Castelo de Neuschwanstein e outros passeios na região da Baviera, na Alemanha. Isso porque a cidade de Munique é o destino de uma rota sem escalas saindo do Brasil. A partir de 7 de novembro de 2017, a Condor opera um voo direto entre Recife e Munique. É apenas um voo semanal, sempre às terças-feiras. Mas já é o suficiente para facilitar a chegada a um dos principais destinos turísticos alemães.

O voo partindo do Recife passa a ser o único voo direto para Munique saindo do Brasil. Até outubro de 2016, havia um voo a partir de São Paulo, feito pela Lufthansa. Mas a companhia suspendeu a rota, alegando a crise econômica brasileira como motivo. As ligações entre Brasil e Alemanha acabaram se restringindo a Frankfurt, que tem um dos principais aeroportos da Europa. Latam e Lufthansa faziam essa rota saindo de São Paulo e Rio de Janeiro. A Condor chegou depois e incluiu o Nordeste na parada, com voos a partir do Recife, Salvador e Fortaleza.

A rota Recife-Munique é feita em aeronaves Boeing 767/300, com três classes: business, comfort e econômica. O voo tem um horário bom para quem consegue dormir na viagem. Sai às 18h50 do Recife e chega às 8h50 locais em Munique no dia seguinte, totalizando 10 horas de voo.

Voei de Condor em duas oportunidades, sempre na rota Recife-Frankfurt. Em 2015, os aviões eram iguais a estes que fazem o novo voo para Munique. Confortáveis, com bom serviço de bordo, mas muita coisa paga por fora. Desde a reserva do assento até uma versão premium do sistema de entretenimento, tudo tem seu preço. Já em 2017, o avião era menor. O espaço entre as poltronas era mais apertado, não havia nem classe comfort nem sistema de entretenimento.

Uma vantagem da Condor é que a franquia de bagagem ainda não sofreu influência da mudança das regras no Brasil. Mesmo na classe econômica, os passageiros têm direito a despachar dois volumes de até 32 kg sem custo adicional. A bagagem de mão permitida é de 6 kg na classe econômica, 10 kg na comfort e 12 kg na business.

Outra questão importante: a Condor tem um escritório no Brasil, mas os problemas mais cascudos precisam ser encaminhados para a matriz na Alemanha. No post sobre os 7 erros que cometi em viagens, descrevi uma situação que vivi na viagem de 2017. O prazo dado pela companhia para responder a casos encaminhados à matriz era de 72 horas úteis. Portanto, ao escolher voar pela Condor, tente minimizar os riscos de mudança em cima da hora da viagem.

Mas o que fazer em Munique?

Munique - parque olímpico

Parque Olímpico de Munique. Foto: designerpoint / Pixabay

Para responder a esta pergunta, entrei em contato com a Márcia Oliveira. Ela é carioca e mora em Munique desde 2015 e promove passeios guiados para brasileiros na cidade e na região da Baviera (da qual Munique é capital). Ela também publica dicas sensacionais no blog Vou Pra Alemanha, que divide com outras duas brasileiras. Para a Márcia, tudo o que você encontra em Munique e na Baviera é muito parecido com a imagem que se costuma ter da Alemanha.

Márcia Oliveira, do blog Vou Pra Alemanha

“Quando você pensa na Alemanha, é muito provável que venham à sua mente os Alpes, as vaquinhas, os pastos verdinhos, lagos cor de esmeralda. Ou ainda casinhas com flores nas varandas, lindos castelos, pessoas bebendo cerveja e se divertindo. Tudo isso pode ser encontrado na Baviera. Em comparação com o resto da Alemanha, a Baviera é a região que mais preserva as tradições, onde você pode experimentá-las e vivenciá-las de forma mais genuína”, conta Márcia.

 

Quando ir a Munique?

Segundo Márcia Oliveira, a cidade tem atrativos o ano inteiro. Mas a melhor época para ir vai depender muito do que você quer ver e fazer. “Se quiser fugir do período mais frio, evite janeiro. Por outro lado, se quiser ver bastante neve, venha em janeiro. O inverno aqui é rigoroso, mas nada que impeça passeios pela cidade e arredores. Basta que você esteja bem agasalhado”, explica.

A época mais fria vai de janeiro a abril. Na virada de abril para maio, a temperatura começa a subir e as tulipas coloridas florescem. É a primavera chegando. De junho a setembro, é o verão: dias quentes, noites frescas. Em setembro é dada a largada da Oktoberfest (da qual falaremos um pouco mais adiante) e as temperaturas começam a cair até dezembro. Em novembro, as feiras de Natal chegam para deixar a cidade com outra atmosfera.

Também pedi à Márcia que enumerasse os cinco lugares preferidos dela em Munique. Confira as dicas dela!

 

Olympiaberg

Munique, Olympiaberg

Olympiaberg. Foto: Vou Pra Alemanha

O que diz a Márcia: “É um pequeno monte no Parque Olímpico de Munique, onde é possível ter uma visão geral da cidade. Também é meu lugar preferido para ver o pôr-do-sol”.

Esta é apenas uma das inúmeras atrações do Parque Olímpico, que segue em plena atividade desde os Jogos de 1972. De lá para cá, vários eventos esportivos foram realizados aqui, assim como shows e exposições. Além disso, é um dos principais espaços de lazer para os moradores. A Olympiaberg, por exemplo, tem entrada gratuita.

Site: http://www.olympiapark.de

 

Jardim Inglês (Englischer Garten)

Munique, Englischer Garten

Englischer Garten no Verão. Foto: Munchen.de

O que diz a Márcia: “Um dos maiores parques urbanos do mundo. Ele está sempre lindo, em qualquer estação”.

Além das paisagens naturais (beira de rio, beira de lago, áreas verdes, etc), o Englischer Garten tem uma porção de restaurantes típicos, a tradicional Torre Chinesa e um biergarten para tomar cervejas locais. Além disso, há um trecho de rio com correnteza onde se pratica surfe! Dá uma olhada no vídeo feito pelo blog Vou Pra Alemanha!

Site: http://www.muenchen.de/sehenswuerdigkeiten/orte/120242.html

 

Deutsches Museum

Munique, Deutsches Museum

Foto: Deutsches Museum / Divulgação

O que diz a Márcia: “maior museu de tecnologia do mundo”.

O Museu Alemão é enorme. Tem uma área de 45 mil metros quadrados e um acervo de 17 mil peças. Entre as áreas do conhecimento exploradas no museu, estão a mineração, a aeronáutica, a química, a engenharia e muito mais.

Site: www.deutsches-museum.de

 

Palácio Residenz

Munique, Palácio Residenz

A ala Antiquarium no Palácio Residenz. Foto: blizniak / Pixabay

O que diz a Márcia: “é um museu que serviu de residência aos governantes da Baviera por mais de 600 anos”.

É o maior palácio urbano da Alemanha, composto por dez pátios e 130 salas. Abriga também um museu de decoração de interiores, uma sala de concertos, a Casa do Tesouro Real e um teatro. O Jardim da Corte, outra atração do complexo, tem entrada gratuita. Confira informações sobre ingressos nos espaços pagos e sobre os horários de funcionamento.

 

Viktualienmarkt

Munique

Foto: Munchen.de

O que diz a Márcia: “é um mercado gourmet que fica bem no centro histórico de Munique, onde há inclusive um biergarten”

É um mercado com mais de 200 anos de história e é marcante pelo tamanho e diversidade. São 22 mil metros quadrados e 140 lojas com itens que vão de flores a temperos, de plantas a carne, passando por peixe, charcutaria e muito mais.

Horário de funcionamento: segundas a sextas, das 10h às 18h. Sábados, das 10h às 15h. Fechado aos domingos. A fonte é o site da prefeitura de Munique.

 

 

Faixas bônus

Outros programas imperdíveis em Munique e arredores.

 

Oktoberfest

Munique, Oktoberfest

Foto: Divulgação Oktoberfest

O maior evento turístico de Munique e, quiçá, de toda a Alemanha. É uma tradição de quase 200 anos, que inclui roupas folclóricas, músicas típicas e canecas de litro abastecidas de cerveja de forma intermitente. A festa começa em setembro e dura 16 dias.

O site da Oktoberfest é completíssimo com informações sobre o evento.

E o site Um Só Lugar preparou um guia prático da festa, cheio de curiosidades para quem pretende curtir in loco.

 

Allianz Arena

Foto: Lee Min Jon / Pixabay

Nem parece que o moderníssimo estádio do Bayern de Munique já tem mais de 10 anos de existência. Inaugurado em 2005, foi palco de seis jogos da Copa do Mundo em 2006 e da final da Champions League em 2012. As visitas à arena contemplam não apenas as principais dependências do estádio, como também o FC Bayern Erlebniswelt: o maior museu de um clube de futebol alemão.

Para informações sobre agenda de eventos, horário de funcionamento e preços das visitas, entre no site da Allianz Arena.

 

BMW Welt

Munique, BMW Welt

Foto: Divulgação / BMW Welt

É um complexo que reúne a fábrica, edifícios administrativos e o museu da montadora alemã. O lugar impressiona não só aos fãs de carros, mas a quem admira a arquitetura moderna. O design do complexo é de cair o queixo. Além de carros e motos em exposição, o BMW Welt tem loja oficial da marca, além de restaurante, lanchonete e muito mais.

Para informações sobre horários de funcionamento e preços de ingressos, acesse o site do BMW Welt.

 

Legoland

Foto: Legoland / Divulgação

Essa dica é para quem curte parques temáticos e está disposto a pegar uma estrada. A Lego (sim, a fábrica dos brinquedinhos de montar) tem nove parques em todo o mundo. Um deles está em Günzburg, a 130 quilômetros de Munique. A filial alemã é feita com 56 milhões de peças de Lego. E uma das partes mais legais é a Mini Land, com réplicas de pontos turísticos da Alemanha montadas com os famosos bloquinhos.

Para informações bem completinhas, acesse o site da Legoland Deutschland.

 

Outros passeios

Munique, Castelo de Neuchwastein

Castelo de Neuchwanstein. Foto: Vou Pra Alemanha

Há muitos outros lugares legais para ver em Munique e nos arredores. Como o Castelo de Neuchwanstein, o campo de concentração de Dachau e as cidades de Innsbruck e Salzburgo, na Áustria. A Márcia Oliveira, do blog Vou Pra Alemanha, organiza passeios para todos esses destinos e para vários roteiros dentro de Munique. Os depoimentos das pessoas que já fizeram excursões com ela são muito legais! Não deixe de conferir a lista completa dos tours organizados por ela antes de organizar sua viagem para a Alemanha!

 

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Dortmund: um passeio pela capital alemã do futebol

Sou fã de futebol e nem minhas viagens me deixam mentir. Aqui no blog, já falei sobre a visita ao estádio mais antigo em atividade em Londres. Também já entrevistei…

Sou fã de futebol e nem minhas viagens me deixam mentir. Aqui no blog, já falei sobre a visita ao estádio mais antigo em atividade em Londres. Também já entrevistei o craque Juninho Pernambucano para falar sobre Lyon. Como se não fosse suficiente, tenho amigos que compartilham essa paixão e também colocam o esporte como balizador eventual dos roteiros de viagem. Um deles aceitou o convite de escrever um post convidado para o Mochileza sobre Dortmund, na Alemanha.

Primeiro vou apresentar o “santo” e depois, o “milagre”. O João Lazera é pernambucano, advogado e torcedor do Sport. Apesar de trabalhar no dia-a-dia com o idioma juridiquês, ele tem uma prosa muito fácil na escrita. Poderia ter o blog dele, seja sobre futebol ou sobre viagens. Apaixonado pela Alemanha, o cara já rodou por uma grande parte do país nas viagens que fez para lá.

Dortmund era o sonho de Disneylândia do João Lazera

E por que Dortmund? Por mais que não esteja na rota turística comum, a cidade com pouco menos de 600 mil habitantes tem alguns atrativos para os fanáticos por futebol. O primeiro é o clube com a maior média de público do planeta. O segundo, um completíssimo e recém-inaugurado museu sobre o futebol alemão.

A partir de agora é com o João. Espero que vocês curtam os relatos dele como eu curti!

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Não falta quem se dobre de paixões pelas mais variadas coisas. A minha é o futebol. Eu reverencio o esporte e o Sport. A atmosfera, a festa, a tensão e a linha tênue entre a agonia e alegria são elementos que tornam o jogo apaixonante. Tanto para quem vai ao estádio quanto para quem divide a TV e umas cervejas com os amigos às quartas, quintas, sábados, domingos ou segundas (com o perdão dos que são habitués da Série B).

O João e a Gabi, esposa dele, no Signal Iduna Park, em Dortmund. Foto: João Lazera

Ir à Alemanha é ter a oportunidade de ver de perto a maior média de público em campeonatos nacionais de futebol no mundo inteiro. São mais de 40 mil torcedores por jogo. Além disso, também é a chance de desmistificar parte desses chavões que o brasileiro curte repetir: “país do futebol”, “povo caloroso”, “jogo bonito” e mais um monte desses que você escuta da boca do Galvão Bueno. Esse era o roteiro da minha viagem de 2017.

A ideia era passar por Essen, Colônia, Düsseldorf, Leverkusen, Hamburgo, Hanover e Munique. Quase todas as cidades citadas têm inúmeros atrativos históricos e culturais. Nelas, o futebol é apenas um bônus. Mas que bônus! Nesses lugares, pode se conhecer clubes que vão desde o cultuado underdog St. Pauli até o supercampeão Bayern.

Mas, se você perseverou até aqui, sabe que isso não é o principal objetivo. A exceção – e a razão de existir desse post, é o orgulho da Vestfália: Dortmund.

A maior cidade do Vale do Ruhr teve sua importância histórica calcada na exploração do aço. A atividade foi determinante tanto no período de Otto von Bismarck, quanto no de Adolf Hitler. Não por acaso, Dortmund sofreu com as intervenções pós-guerra. Ressuscitou com a retomada desenvolvimentista chamada de “Wirtschaftswunder”, milagre econômico supervisionado pelo ministro das finanças Ludwig Erhard nos anos 50. Hoje a cidade vive um período de pós-industrialização, fomentado pela Universidade local e seu imponente parque de tecnologia.

Não vai faltar quem tente te convencer a fazer apenas um bate-volta nessa cidade de vocação industrial e com cara de interior. Afinal, são apenas pouco mais de cem quilômetros de Colônia ou de Düsseldorf, por exemplo. E ninguém normal trocaria uma vista da Catedral de Colônia ou da Rheinuferpromenade, o calçadão à beira do rio.

Borussia, o maior patrimônio de Dortmund

Mas, como não estamos falando de pessoas normais, Dortmund merece mais que isso. Merece um fim de semana de jogo, vestido de amarelo e negro, sendo parte da Muralha Amarela, cantando “You’ll never walk alone” a plenos pulmões, cheio de cerveja Kronen na cabeça. Esse é o espírito da cidade do Borussia Dortmund, o BVB 09 (Bê-fál-bê, para os locais).

Foto: João Lazera

Mas, antes dos “finalmentes”, tem os “entretantos”. Para você que está acostumado a ir a estádio comprando ingresso no dia ou é daqueles que não acompanha muito o futebol internacional, tenho uma novidade para você. Os ingressos para os jogos do Dortmund estão esgotados. Cem por cento dos ingressos são vendidos no início da temporada entre os sócios do clube, na forma de tíquete de temporada (season ticket). Como se não fosse suficiente, há uma fila de espera – também formada por sócios, brutal.

 

Como conseguir ingressos para os jogos do Borussia Dortmund?

Como tudo na vida tem um jeito, existem três maneiras de você consegui-los:

1) O site oficial do clube costuma vender os últimos assentos disponíveis para cada jogo duas ou três semanas antes. Ainda assim, é quase impossível.

2) Pelo site de venda de ingressos Viagogo. O site e o app para celular são em português, oferecem a entrega do ingresso em domicílio e pagamento no cartão de crédito. Ao menos pelas avaliações na internet, o sistema é confiável. O lado ruim é que a cobrança é feita em dólares e o preço é sempre salgado, muito salgado. Outro ponto negativo (esse experimentado por mim) é que caso você venha a comprar perto da data do evento, a chance de eles cancelarem por ser inviável o envio/entrega é grande. Ou seja: programe-se com antecedência.

3) A última opção talvez seja a mais conhecida dos brasileiros e, não por coincidência, a menos segura: cambistas. No entanto, é o meio mais fácil de se atingir o objetivo. Se seu inglês for bom, se você não tiver medo de cara feia e souber barganhar, pode comprar bons lugares pagando menos que no Viagogo. O segredo é chegar umas duas horas antes do jogo e ficar perto da loja oficial do clube (Strobelallee 50, 44139 Dortmund). Vai ser fácil identificar quem está ali para esse fim. Deu certo comigo.

Seja qual for o caminho adotado, dificilmente o tíquete sairá mais barato do que setenta euros.

Signal Iduna Park em seu estado natural: lotado. Foto: João Lazera

O Signal Iduna Park

A experiência no Signal Iduna Park, no entanto, vale cada centavo. O estádio contempla todos os tipos de torcedores, desde os amantes das gerais aos chamados “torcedores cappuccinos”. É moderno, confortável e seguro como as novas arenas padrão FIFA, mas sem ser asséptico como tal.

Apesar da elitização que assola o futebol europeu, a Bundesliga e o Borussia Dortmund conservam um tíquete médio com um preço acessível. Assim, garantem espaço para torcedores menos abastados. É a consciência de que, sem a südtribune, onde fica a Muralha Amarela, estaria extinta a maior riqueza cultural do clube e da cidade. Basta o primeiro acorde de “You’ll never walk alone” para se ter certeza disso. A reverência contida na saudação dos jogadores ao fim do jogo é outro exemplo.

Aliado ao jogo e à atmosfera do estádio, está o bratwurst (linguiça com pão) ou currywurst mit pommes (linguiça fatiada, com molho curry apimentado e batatas) e, para acompanhar, dê uma chance à cerveja Kronen. Vai te deixar pensando melhor, eu garanto.

Foto: João Lazera

Estádio à parte, o Borussia Dortmund não para aí. A loja oficial é incrível e te deixa convencido de que o mote Echte Liebe (amor verdadeiro) não é à toa. A quantidade de produtos é suficiente para te deixar vestido de preto e amarelo durante todo o ano, sem parecer membro de uma seita ou mais um integrante da Turma da Mônica. Qualidade, amigos. Apenas qualidade.

Museu do Futebol Alemão

Foto: João Lazera

Se sobrar fôlego para mais um dia dedicado ao futebol, uma visita ao Deutsches Fussballmuseum, o Museu do Futebol Alemão, é imperdível. Apesar do preço relativamente salgado (cerca de 30 euros), o museu entrega uma imersão na história dos tetracampeões mundiais repleta de interatividade e de relíquias valiosas.

Dois capítulos são especialmente destacados. O primeiro é o Milagre de Berna, como ficou conhecida a vitória em 1954 sobre a seleção da Hungria, o então melhor time do mundo. A imersão tem direito a imagens em tamanho real dos jogadores e a história de cada um deles, bem como as anotações pessoais do técnico Sepp Herberger.

Flâmula da final da Copa de 1954, Alemanha 3×2 Hungria. Foto: João Lazera

O segundo capítulo é a máquina que humilhou o Brasil em 2014, com atuação holográfica dos protagonistas da conquista. Além disso, há vários depoimentos e mais um pouco daquela alegria demonstrada nas praias da Bahia e do Rio de Janeiro.

Essas anotações trazem memórias pra você? Foto: João Lazera

A final da Copa de 2014 contada lance a lance em imagens. Foto: João Lazera

O lado negativo é que boa parte do material e os filmes com os jogadores não tem tradução sequer para o inglês. Isso pode deixá-lo com cara de paisagem em grande parte das piadas se o seu alemão for tão ruim quanto o meu, claro. Nada que deixe o programa menos divertido.

Camisa usada por Franz Beckenbauer, o Kaiser. Foto: João Lazera

Outra jóia do acervo é a parte dedicada ao campeonato alemão no período da separação do país, com matérias de jornal, flâmulas e revistas sobre o tema. O contraste entre as Alemanhas Ocidental e Oriental impressiona, sobretudo o contexto político e social.

A extinta Alemanha Oriental jogava com esta camisa azul. Foto: João Lazera

 

Porque nem só de futebol vive o homem…

Se sobrar tempo, duas indicações. A primeira é o café completo na Bäckermeister GROBE (Baroper Kirchweg 32-34, 44227 Dortmund), para poder aproveitar frios, queijos e a arte alemã de fazer pães e doces maravilhosos. A outra é o jantar no La Gazzeta (An der Palmweide 56, 44227 Dortmund), para comer aquela massa que você respeita. Para acompanhar, um Spätburgunder (como é conhecido o vinho pinot noir) da Renânia. É sem erro.

Dortmund é contagiante pelo espírito, pelas pessoas e pelo modo como abraçou o esporte que amo. Vale demais sua visita.

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Vistas panorâmicas inesquecíveis em cinco grandes cidades

Quem resiste à ideia de tirar por conta própria uma foto digna de cartão postal? Daquelas que conseguem enquadrar grande parte de uma região? Ver alguns pontos turísticos lá do…

Quem resiste à ideia de tirar por conta própria uma foto digna de cartão postal? Daquelas que conseguem enquadrar grande parte de uma região? Ver alguns pontos turísticos lá do alto também é sedutor, assim como simplesmente admirar as luzes noturnas de uma cidade. Tudo isso só é possível graças aos lugares que proporcionam vistas panorâmicas.

Podem ser gigantes de concreto ou monumentos lendários. Se a intenção é estar algumas dezenas (ou centenas) de metros a cima do chão, ambos podem contemplar e cada um tem suas vantagens. Os monumentos são cheios de história e significados. Os arranhas-céus compensam com tecnologia e conforto para proporcionar a melhor experiência possível.

Nas viagens que fiz nos últimos anos, sempre procurei pontos com vistas panorâmicas. E encontrei exemplares que correspondem a esses dois perfis. Listo aqui os cinco mais interessantes que conheci, seja pela imponência de seus edifícios ou pela simbologia que eles carregam. Quando você for aos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha ou Itália, anote essas dicas!

 

Top Of The Rock (Nova York) – 260 metros de altura

Empire State Building visto a partir do Top Of The Rock. Foto: Leonardo Aquino

Quem vai a Nova York procurando um arranha-céu para subir tem pelo menos duas opções icônicas. O Empire State Building é um clássico, eternizado por imagens como a cena do gorila escalando o prédio no filme “King Kong”. O Rockefeller Center foi imortalizado na foto “Lunch Atop A Skyscraper” (creditada a Charles C. Ebbets), que entrou no imaginário pop e em peças de decoração que vão de quadros a ímãs de geladeira.

Quem não conhece essa imagem? Foto: Charlie C. Ebbets

Quando estive por lá, em setembro de 2013, escolhi visitar o Rockefeller Center e seu deck de observação chamado Top Of The Rock. Para mim, o critério de desempate foi a loja oficial da NBC, situada no térreo do edifício. Lá pode se comprar merchandising de vários programas da emissora, de “Saturday Night Live” a “The Voice”, passando por seriados como “The Office” e “Friends”.

Mas voltemos ao arranha-céu. As atrações do Top Of The Rock começam antes mesmo da subida. A obra “Joie Chandelier” foi criada pela grife Swarovski para o edifício e tem 14 mil cristais. O mezanino tem uma exposição permanente dedicada à construção do Rockefeller Center e ao magnata John D. Rockefeller. E uma trucagem de chroma-key faz com que você possa reproduzir a clássica foto dos operários, estando na pele deles.

Foto: Leonardo Aquino

A subida é em elevadores ultrarrápidos, chamados de Sky Shuttle. Os 260 metros de altura são alcançados em menos de um minuto. O deck de observação tem três andares. No 67º e no 69º andar, a vista é cercada por vidros temperados. No 70º andar, não há obstrução nenhuma. É o melhor lugar para fotos. Entre os cliques preferidos dos visitantes, está o que emoldura o topo do Empire State, situado a pouco mais de 1 km de distância.

Foto: Leonardo Aquino

Dicas práticas

Assim como a maioria dos arranha-céus com vista panorâmica, o Top Of The Rock oferece a opção de ingresso com hora marcada. É uma forma de zerar o risco de pegar filas. Basta comprar online e escolher o horário certo. Há também o ingresso VIP, que tem elevador privativo e horários flexíveis, e o “Sun And Stars”, que permite duas entradas com o intervalo de 24 horas.

Top Of The Rock Observation Deck

Aberto todos os dias, das 8h à meia-noite
Última subida às 23h15
Ingressos: US$ 34 (adulto), US$ 32 (idosos a partir de 62 anos) e US$ 28 (crianças de 6 a 12 anos). Para o acesso VIP, o preço é US$ 65. Para o “Sun And Stars”, o preço é de US$ 15 adicionados ao valor do ingresso escolhido.
Para chegar de metrô: estação 47-50 Streets / Rockefeller Center (linhas B, D, F e M)
Site: https://www.topoftherocknyc.com/

 

The Skydeck (Chicago) – 443 metros de altura

Foto: Leonardo Aquino

O Skydeck fica no 103º andar da Willis Tower (que já foi chamada de Sears Tower), o segundo edifício mais alto do hemisfério ocidental. Assim como os arranha-céus de Nova York, já teve seu grande momento na cultura pop. No filme “Curtindo a Vida Adoidado”, Ferris Bueller e seus amigos fazem um grande tour por Chicago e, em determinado momento, chegam ao Skydeck e observam a cidade lá do alto. Reviver a cena do filme foi um dos motivos que me levou a ir até lá em setembro de 2013.

Nenhum outro deck de observação nos Estados Unidos é tão alto quando o Skydeck. Além disso, a visibilidade é impressionante. Ela chega a 80 quilômetros e, num dia claro, permite que o visitante consiga enxergar quatro estados americanos: Illinois, Indiana, Wisconsin e Michigan.

A incrível visibilidade do Skydeck. Foto: Leonardo Aquino

O mais legal da visita ao Skydeck são as caixas de vidro que deixam Chicago inteira aos pés do visitante. Não indico essa parte do deck de observação a quem tem labirintite. A visão é realmente impressionante.

Cuidado com a vertigem! Foto: Leonardo Aquino

Dicas práticas

Uma dica imperdível: programe sua visita para o horário do pôr do sol. Você vai ver a cidade com três luminosidades diferentes: dia, anoitecer e noite. Se o tempo favorecer, você vai tirar algumas das fotos mais incríveis da sua viagem a Chicago. O próprio site do Skydeck aconselha o visitante a averiguar o calendário do pôr do sol antes de ir. Dá pra checar neste site: http://www.sunrisesunset.com/USA/Illinois.asp

O Skydeck fica na famosa Willis Tower. Foto: Leonardo Aquino

O Skydeck não trabalha com ingressos com horários fechados. Mas tem a modalidade Day/Night, que permite duas entradas no mesmo dia. Há também os bilhetes VIP que dão acesso direto aos elevadores, sem filas.

A Willis Tower soberana no céu de Chicago. Foto: Leonardo Aquino

The Skydeck

Aberto todos os dias do ano. De março a setembro, das 9 às 22h. De outubro a fevereiro, das 10 às 20h.
Última subida 30 minutos antes do horário de fechamento.
Ingressos: US$ 23 (adultos) e US$ 15 (crianças até 12 anos). O ingresso Day/Night custa US$ 33. O Fastpass (acesso VIP) custa US$ 49
Para chegar de metrô: estação Quincy (linhas Pink, Brown, Orange e Purple)
Site: http://theskydeck.com

 

The View From The Shard (Londres) – 244 metros de altura

Tower Bridge vista do alto do Shard. De tirar o fôlego! Foto: Leonardo Aquino

Quem vai a Londres costuma escolher a London Eye como o programa para ter uma vista panorâmica da cidade. No entanto, as grandes filas e o tempo limitado do passeio acabam fazendo com que a experiência não seja a ideal. Por isso, o melhor a se fazer para uma contemplação sem pressa do skyline da capital inglesa é o View From The Shard, um mirante no 72º andar do edifício mais alto entre os países da União Europeia. Estive lá em junho de 2015.

Além de proporcionar uma visibilidade espetacular (de 64 km em 360 graus), o View From The Shard tem sido palco de vários eventos: de aulas de ioga a festas privê, sempre com uma vista panorâmica inigualável. Já imaginou? Além disso, o local tem sido um habituê para pedidos de casamento. Não estranhe se você testemunhar um quando visitar o mirante.

Foto: Leonardo Aquino

É possível ver alguns dos principais pontos de Londres a partir do View From The Shard. O Big Ben, a London Eye, os estádios Olímpico e de Wembley e a Tower Bridge, da qual costumam sair algumas das fotos mais bonitas tiradas lá do alto. Num dia bom, tudo está ao alcance dos olhos, seja com a ajuda do zoom da câmera ou dos telescópios digitais que identificam e dão informação sobre os prédios enquadrados.

Foto: Leonardo Aquino

Nos três andares do mirante, há um bar e uma lojinha de souvenirs onde você pode comprar fotos oficiais e lembranças como um Banco Imobiliário temático do Shard. Além disso, uma modalidade de ingresso (mais cara, obviamente) inclui uma taça de champagne para brindar com Londres inteira sob a vista de quem bebe.

Foto: Leonardo Aquino

Dicas práticas

Assim como nos outros arranha-céus, o ideal é você programar sua visita para pouco antes do pôr do sol. No View From The Shard, é preciso marcar o horário no momento da compra do ingresso. O mirante também oferece o ingresso “Day And Night” para duas entradas no mesmo dia. Dica importante: comprando antecipadamente pela internet, você economiza 5 libras por ingresso.

The View From The Shard

Aberto todos os dias. No verão (do final de março até o final de outubro), funciona de 10 às 22h, com a última entrada às 21h. No inverno, de 10 às 19h (de domingo a quarta) e de 10 às 22h (de quinta a sábado).
Ingressos: £25,95 (inteira a partir de 16 anos), £20,95 (estudantes identificados), £19,95 (crianças de 4 a 15 anos). Preços válidos para compra antecipada pela internet.
Para chegar de metrô: estação London Bridge (linhas Jubilee e Northern)
Site: https://www.theviewfromtheshard.com

 

Siegessäule (Berlim) – 67 metros de altura

Foto: Leonardo Aquino

Vistas panorâmicas não se limitam aos arranhas-céus e gigantes de concreto. Podem estar também em monumentos emblemáticos de algumas cidades. É o exemplo da Siegessäule, a Coluna da Vitória em Berlim.

Foto: Leonardo Aquino

Conhecer a Siegessäule sempre foi um sonho para mim. Quando visitei Berlim em junho de 2015, este monumento foi minha primeira parada. Sempre o achei lindo e impressionante desde quando o vi nos filmes “Asas do Desejo” e “Tão Longe, Tão Perto” e no clipe de “Stay”, do U2. Quando você desce do metrô e caminha em direção ao centro do Tiergarten, vai vendo aquele anjo dourado no topo da coluna crescer aos poucos. É de tirar o fôlego.

A Siegessäule foi construída entre 1864 e 1873 e celebra vitórias da Prússia e da Alemanha em guerras no período. Além disso, sobreviveu incólume à Segunda Guerra Mundial. No topo da coluna, a escultura de bronze com 8,3 metros de altura representa a deusa da vitória (Victoria na mitologia romana e Nike na mitologia grega).

Foto: Leonardo Aquino

Para subir até o mirante, é preciso estar disposto e não ter limitações nos movimentos. A subida é feita numa escada caracol, com 285 degraus. Se você não perdeu o fôlego com a beleza do monumento, perderá nesse exercício vertical. Ou ainda com a visão panorâmica de Berlim lá do alto.

Foto: Leonardo Aquino

Uma coisa que me surpreendeu na vista da Siegessäule foi a quantidade de verde que há em Berlim. Ainda que o monumento esteja no meio de um parque, a arborização da cidade é impressionante. Pena que a contemplação lá do alto não é muito confortável. O espaço é bem pequeno e apertado.

Berlim vista do mirante da Siegessäule. Foto: Leonardo Aquino

Siegessäule

Aberta todos os dias do ano. De abril a outubro, das 9h30 às 18h30 (segunda a sexta) e das 9h30 às 19h (sábados e domingos). De novembro a março, das 10 às 17h (segunda a sexta) e das 10 às 17h30 (sábados e domingos).
Ingressos: € 3
Como chegar de metrô: estações Tiergarten ou Bellevue (S-Bahn, linhas S5 e S7) e estação Hansaplatz (U-Bahn, linha U9)
Site: http://www.visitberlin.de/en/spot/siegessaeule

 

Mole Antonelliana (Turim) – 85 metros de altura

Foto: Leonardo Aquino

A Mole Antonelliana é um dos símbolos arquitetônicos da cidade de Turim. Você vai encontrá-la em camisetas, ímãs de geladeira, canecas e todos os tipos de souvenir que imaginar. Ela vale a visita tanto pela história que carrega quanto pela visão panorâmica da cidade italiana.

A construção da Mole começou em 1863 e tinha o objetivo de abrigar uma sinagoga. Mas o prédio foi comprado pela Municipalidade de Turim em 1878. A ideia era transformar a torre num monumento à unidade nacional. Depois da mudança de planos, o prédio foi inaugurado em 1889. Nos mais de 100 anos de história, a Mole sobreviveu a terremotos e tornados. Hoje está retratada na moeda de dois centavos de euro.

O elevador panorâmico é uma das atrações da torre. Ele leva os visitantes até a cúpula que fica a 85 metros do chão. Lá do alto, é possível ver grande parte da cidade de Turim, inclusive a colina onde fica a Basílica de Superga, um pouco afastada do centro.

Vista noturna de Turim do alto da Mole Antonelliana. Foto: Leonardo Aquino

Dicas práticas

Quando visitamos a Mole, em fevereiro de 2017, fizemos a subida à noite. Assim, não deu pra ter a experiência das luminosidades diferentes. Enfrentamos uma fila um pouco demorada para subir. A torre tem apenas um elevador com capacidade para 11 pessoas. Além disso, o espaço no mirante não é muito grande. Portanto, num dia movimentado, a espera pode ser ainda maior.

Além da cúpula e do elevador panorâmico, a Mole Antonelliana também abriga o Museo Nazionale del Cinema, do qual já falamos neste post.

Mole Antonelliana

Domingos, segundas, quartas quintas e sextas, das 9 às 20h. Sábados, das 9 às 23h. Fechada às terças. Última entrada uma hora antes do horário de encerramento.
Ingresso: € 7 (adultos) e € 5 (crianças e adolescentes de 6 a 18 anos). Grátis para crianças de até 5 anos e portadores de necessidades especiais.
Para chegar de bonde: parada Mole Antonelliana (linha 16 CS) ou parada Palazzo Nuovo (linhas 16 CS e 16 CD)
Site: http://www.museocinema.it/mole.php?l=en

2 comentários em Vistas panorâmicas inesquecíveis em cinco grandes cidades

Berlim: 6 segredinhos para descobrir na capital alemã

Uma metrópole pode oferecer a seus visitantes infinitos tipos de experiência. Quanto maior a cidade, mais facetas ela tem. Vida noturna ou passeios ao ar livre. Museus de renome internacional…

Uma metrópole pode oferecer a seus visitantes infinitos tipos de experiência. Quanto maior a cidade, mais facetas ela tem. Vida noturna ou passeios ao ar livre. Museus de renome internacional ou galerias conhecidas apenas pelos artistas locais. Restaurantes de franquia ou bistrôs familiares. Berlim é uma dessas cidades e cada ida até lá pode ter roteiros completamente distintos uns dos outros.

Estive na capital alemã em junho de 2015 e fiz um roteiro mesclado. Primeiro, listei locais nos quais já tinha interesse, como a Siegessaule, o Museu da Alemanha Oriental e a rota temática de David Bowie (sobre a qual escrevi neste post). Segundo, deixei um espaço para indicações de amigos e para descobertas aleatórias (que quase sempre são as melhores de uma viagem).

Resolvi compartilhar com vocês alguns desses achados que fiz. Assim, você que está planejando uma viagem a Berlim pode incluir essas dicas no seu roteiro. Pode confiar como se fosse um velho amigo!

 

Shiso Burger

Foto: awesomeberlin.net

Foto: awesomeberlin.net

É um lugar que mistura gloriosamente a culinária asiática e a cultura do hambúrguer. As receitas são todas autorais e contém algum detalhe oriental. Seja pelas folhas de shiso (uma planta parente da hortelã muito popular no Japão), pelo molho teriyaki ou pelo chili coreano.

Foi o lugar onde fiz minha primeira refeição em Berlim e garanto a vocês que a viagem não poderia ter um começo melhor. Escolhi o Chili Lemon Burger. Além dos ingredientes padrão de um sanduba (queijo cheddar, alface, tomate, picles, cebolas) e da maionese de limão e do chili que o batizam, ele tinha COENTRO. Sim, folhas de coentro no hambúrguer! Nunca imaginei que sairia do Recife para comer um sanduíche com coentro na Alemanha. Mas o resultado foi delicioso.

A emoção de ver um sanduba com COENTRO em Berlim foi tão grande que até tremi a foto

A emoção de ver um sanduba com COENTRO em Berlim foi tão grande que até tremi a foto

O menu completo do Shiso Burger pode ser conferido no site do restaurante. Todos os sandubas de carne são feitos com bife Angus, podendo-se fazer um upgrade para Wagyu (raça que produz o Kobe Beef) por 2,90 euros. Há opções vegetarianas como o Toad Burger (com cogumelos Portobello) e o Veggie Burger (com tofu e berinjela grelhada).

Um detalhe muito importante: leve dinheiro em espécie porque o Shiso não aceita cartões!

 

Endereço: Auguststr. 29c. 10119 Berlin Mitte
Site: http://en.shisoburger.de/
Facebook: https://www.facebook.com/ShisoBurger/

 

MacLaren’s Pub

It´s gonna be legen... wait for it... DARY!

It´s gonna be legen… wait for it… DARY!

Quem assistiu (ou ainda assiste) à série How I Met Your Mother, sabe que o epicentro de quase todos os episódios é o pub favorito dos protagonistas, o MacLaren´s. Quando fui a Nova York, em setembro de 2013, conheci o McGee´s, pub que inspirou a série e que tem várias fotos alusivas a ela nas paredes. Mas foi em Berlim que descobri uma réplica absolutamente fiel e com cinco estrelas na categoria “local temático”.

O MacLaren´s alemão não tem apenas o nome idêntico ao do pub da série. A fachada e o letreiro principal são iguais. No interior do bar, há vários itens que os fãs de HIMYM reconhecerão num piscar de olhos. A trombeta azul, a faixa com a palavra “Intervention” e o guarda-chuva amarelo estão lá (e alguns deles estão à venda).

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O cardápio também tem itens inspirados nas histórias da série. Os drinks e shots têm nomes como “Sex In Ted´s Room”, “Robin Sparkles” e “The Naked Man”. E os cinco tipos de hambúrgueres levam os nomes dos personagens principais. Awesome!

 

Endereço: Boxhagener Strasse 16. 10245 Berlin
Site: http://www.maclarens.de/
Facebook: https://www.facebook.com/maclarenspubberlin/

 

Tarantino’s Bar

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Foto: Divulgação

Já que falamos em bar temático, este aqui é uma parada obrigatória para os fãs de cinema. O legado de Quentin Tarantino está em toda parte. Pôsteres nas paredes, filmes sendo exibidos num telão (não tão “ão” assim, afinal não é um cinema) e uma iluminação avermelhada à la Pulp Fiction. Apesar de ter happy hours com drinks a 5 euros de terça a quinta-feira (das 19h à meia-noite), é uma ótima pedida para um fim de noite. Sexta-feira é dia de DJs na casa, tornando o Tarantino´s uma das grandes indicações para a noite de Berlim. Dizem que o Tarantino em pessoa já esteve no bar que o homenageia, assim como atores habitués dos filmes dele, como Brad Pitt.

 

Endereço: Brunnenstr, 163. 10119 Berlin
Site: http://tarantinos-bar.de/

 

Museu de Instrumentos Musicais (Musikinstrumenten-Museum)

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Esta foi uma descoberta completamente aleatória. Andando por perto do Sony Center, na Potsdamer Platz, o letreiro deste museu me chamou a atenção, ainda que fosse discreto. Paguei os 6 euros da entrada e não me arrependi. O acervo de instrumentos musicais é impressionante. Há peças originárias do século 16 em diante. Muitos deles são restaurados pelo próprio museu. O acervo tem 3300 itens, mas apenas 800 estão em exibição. Imagine as relíquias que ainda estão sem condições de expor!

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Há instrumentos barrocos, precursores dos sintetizadores e um gigantesco órgão Wurlitzer. Ele foi construído em 1929 para fazer a trilha sonora ao vivo de filmes mudos no cinema. Tem mais de 1200 canos e ainda funciona perfeitamente. Uma performance ao vivo no órgão é feita ao final dos passeios guiados, realizados às quintas-feiras (18h) e sábados (11h).

O órgão Wurlitzer gigantesco

O órgão Wurlitzer gigantesco

Se você quiser explorar um pouco mais, há também uma biblioteca especializada em música. O museu faz parte do Fórum Cultural de Berlim, que fica localizado atrás do prédio da famosa Orquestra Filarmônica da cidade.

Endereço: Tiergartenstr, 1. 10785 Berlin
Site: http://www.mim-berlin.de/

 

Mustafa’s Gemüse Kebab

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Outra descoberta quase aleatória que fiz em Berlim. Estava andando com um casal de amigos em Kreuzberg, um bairro que é conhecido por abrigar a enorme colônia turca na cidade. Fizemos a associação imediata e tivemos a ideia de comer kebab. Procurando pelo Foursquare, encontrei a dica deste aqui e fomos andando atrás. Chegando perto, já vimos uma fila deste tamanho em frente a um quiosque na calçada.

A fila do kebab. Imagina se fosse de graça...

A fila do kebab. Imagina se fosse de graça…

Era um meio de tarde de uma sexta-feira. Ou seja: não deveria ser horário de pico. Então a fila deveria ser sinal de comida boa, e não de atendimento ruim. Banquei a escolha, apesar da enorme fome que sentíamos. Foram cerca de 45 minutos na fila e digo a vocês: a espera valeu cada volta dos ponteiros do relógio.

Quase uma hora depois, um kebab que nunca esqueci

Quase uma hora depois, um kebab que nunca esqueci

Pense num kebab delicioso! O pão tostadinho na medida e o recheio absurdamente bem temperado. E o melhor de tudo: super barato. De 2,90 a 3,90 euros, dependendo do tipo (döner ou durum). E, apesar da fila gigantesca, os kebabs saem bem rápido. Coisa de você esperar menos de 2 minutos quando chega a sua vez. Para nós, ficou a lição: tente saber muito bem a fila que você vai enfrentar.

 

Endereço: Mehringdamm 32, 10961 Berlin
Site: www.mustafas.de
Facebook: https://www.facebook.com/mustafasgemuesekebab/

 

Ständige Vertretung

Lá onde a coruja bebe

Lá onde a coruja bebe

Outro bar que descobrimos por acaso nesta viagem em junho de 2015. Éramos eu e mais quatro amigos que estávamos frustrados por não ter conseguido ingressos para a final da Champions League. Procuramos um bom lugar para assistir ao jogo e rodamos várias partes da cidade. Todos lotados. Até que encontramos este aqui que tinha uma mesinha disponível e suficiente para nós.

Por causa do nome difícil de pronunciar (para quem não fala alemão como eu) e da logomarca, informalmente batizei o local de “Bar da Coruja”. Aos poucos fui entendendo do que se tratava. É um bar regional, dedicado às tradições da Renânia, a região ocidental da Alemanha que fica junto ao rio Reno. Além das cervejas e das comidas típicas de lá (da cidade de Colônia, por exemplo), o bar oferece um bom mergulho na história política recente da Alemanha.

Antes de ser a premiê da Alemanha, Angela Merkel tomou umas por aqui. Foto: Divulgação

Antes de ser a premiê da Alemanha, Angela Merkel tomou umas por aqui. Foto: Divulgação

A tradução do nome do bar para o português é algo como “representação temporária”. Na época da Alemanha dividida, as repúblicas Oriental e Ocidental não tinham embaixadas do outro lado do muro. E sim as representações temporárias. A capital do lado comunista era Bonn, que fica na Renânia e fez com que essa região tivesse uma importância histórica muito grande no país. Fotos de políticos em visita ao bar decoram algumas paredes. E os donos sempre estão por lá. Um deles, Friedel Drautzburg, assistiu à final da Champions quase ao nosso lado.

Seu Fulano, impressionado com o Neymar

Seu Friedel, impressionado com o Neymar

Endereço: Schiffbauerdamm 8, 10117 Berlin
Site: http://www.staev.de/
Facebook: https://www.facebook.com/staevberlin

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Um passeio pela Berlim de David Bowie

Por mais que David Bowie tenha nascido no bairro de Brixton e ter sido conhecido no começo da carreira como o “London Boy”, o legado dele não teria o mesmo…

Por mais que David Bowie tenha nascido no bairro de Brixton e ter sido conhecido no começo da carreira como o “London Boy”, o legado dele não teria o mesmo tamanho se não fosse Berlim. Foi na capital alemã, ainda dividida pelo famigerado Muro, que Bowie se refugiou dos próprios demônios, fugiu da fama e do abuso de drogas, mergulhou em novas subculturas e concebeu três de seus mais importantes discos.

Mesmo antes da morte de Bowie, em janeiro de 2016, fãs que visitam Berlim já faziam peregrinações por locais icônicos na biografia do cantor. O prédio onde morou, o estúdio que funcionou como epicentro criativo e locais citados em letras de músicas são alguns dos pontos de parada desses passeios-tributo. É uma forma de imergir numa relação rara entre uma cidade e um artista. Bowie renasceu em Berlim e Berlim adotou David Bowie como cidadão e principal voz de uma transição histórica: a reunificação entre Ocidente e Oriente.

Como fã de Bowie que sou, não poderia deixar de fazer o mesmo na minha primeira ida a Berlim, em junho de 2015. Na época, ninguém imaginava que o ídolo de várias gerações estivesse lutando contra o câncer. Pensávamos que era uma reclusão compreensível para alguém que havia passado por uma cirurgia cardíaca em 2004 e parecia simplesmente querer viver longe dos holofotes.

Não costumo aderir facilmente a passeios guiados. Mas, para este caso, encontrei um que fiz e recomendo muitíssimo. Existe uma empresa chamada Berlin Music Tours que promove, entre outras excursões, a Bowie Berlin Walk Tour. É um passeio a pé com duração de três horas pelos locais mais marcantes da vida de Bowie na cidade. Os guias Thilo e Phillip são extremamente bem informados e tão fãs de Bowie quanto os clientes que os procuram. É claro que você pode ir a alguns desses locais por conta própria. Mas só com os guias você pode entrar em alguns deles (como o Hansa Studios, por exemplo) e ouvir as deliciosas anedotas do Bowie berlinense.

Eis as principais paradas para mergulhar na Berlim vivida por David Bowie:

Potsdamer Platz

Uma das entradas da estação de trem da Potsdamer Platz

Uma das entradas da estação de trem da Potsdamer Platz

 Hoje é um dos pontos mais movimentados do centro de Berlim. Nos anos 70, quando David Bowie morou na cidade, era cortada pelo Muro que dividia os lados ocidental e oriental da capital alemã. Muro que foi citado em sua canção “berlinense” mais famosa: “Heroes”. “I can remember / standing by the Wall / the guns shot above our heads / and we kissed as though nothing could fall”. Volto a “Heroes” mais adiante…

Na Potsdamer Platz, ainda há pedaços do Muro de Berlim para lembrar de tempos bem diferentes da cidade

Na Potsdamer Platz, ainda há pedaços do Muro de Berlim para lembrar de tempos bem diferentes da cidade

Já na fase pós-Muro de Berlim, a Potsdamer Platz foi citada em “Where Are We Now?”, faixa que marcou a quebra de um silêncio de dez anos sem nenhum trabalho inédito de Bowie em 2013. “Had to get the train / from Potsdamer Platz / you never knew that / that I could do that”. Segundo o guia Phillip, ouvir o nome de um lugar de Berlim logo no segundo verso desta canção teve uma emoção especial para os berlinenses.

Como chegar:

Os trens U-Bahn e S-Bahn têm estações na Potsdamer Platz, de onde se pode fazer combinação para várias outras regiões da cidade.

Hansa Studios

No meio das placas de outros estabelecimentos que funcionam no mesmo prédio, a do Hansa se destaca

No meio das placas de outros estabelecimentos no mesmo prédio, a do Hansa se destaca

Descendo na Potsdamer Platz, uma caminhada de apenas 450 metros leva ao lendário Hansa, o estúdio onde Bowie trabalhou nos anos em que viveu em Berlim. Do lado de fora, não dá para reconhecer. Na fachada, está escrito “Meistersaal”, que é um tradicional salão de concertos e eventos encravado entre os distritos de Mitte e Kreuzberg. Mas o Hansa ainda funciona ali.

Robert Fripp, Brian Eno e David Bowie trabalhando no Hansa Studios na década de 70

Robert Fripp, Brian Eno e David Bowie trabalhando no Hansa Studios na década de 70

Nesse estúdio, Bowie gravou dois dos discos da chamada Trilogia de Berlim: “Low” e “Heroes”, ambos lançados em 1977. O álbum que fecha a trilogia, “Lodger”, apesar de ter sido concebido em Berlim e durante a turnê mundial de 1978, foi gravado na Suíça e nos Estados Unidos.

Dois locais dentro do estúdio chamam muito a atenção. A tal Meistersaal (cuja tradução em português é “sala mestra”), que tinha uma acústica que Bowie amava. Os guias inclusive nos instigam a fazer o teste: cantar ou gritar na sala para termos noção da clareza da ressonância da voz. Além disso, há uns detalhes lindíssimos, como um luxuoso lustre no teto.

Perdão pela foto tremida que tirei na Meistersaal. Deve ter sido a emoção

Perdão pela foto tremida que tirei na Meistersaal. Deve ter sido a emoção

A patota da foto anterior na Meistersaal

A patota da foto anterior na Meistersaal

O nascimento de “Heroes”

O outro local que particularmente me deixou emocionado foi uma sala menor onde ficava o console de gravação. Já sem equipamento nenhum, a sala hoje funciona como uma pequena cafeteria. Foi lá que nasceu “Heroes”, dizem os guias. Num momento de bloqueio criativo, Bowie pediu a toda a equipe que fosse embora do estúdio e o deixasse sozinho. Da janela desta sala, Bowie viu um casal namorando junto ao Muro de Berlim. Era o produtor Tony Visconti e uma das backing vocals que cantava nas gravações, Antonia Maass. Eles eram o casal que “se beijava como se nada pudesse derrubá-los”, como diz a letra.

Foi desta janela que Bowie viu a cena que inspirou uma estrofe de "Heroes"

Foi desta janela que Bowie viu a cena que inspirou uma estrofe de “Heroes”

A lista de artistas que também gravaram no Hansa é interminável: Iggy Pop, Nick Cave, Brian Eno, U2, Depeche Mode, Manic Street Preachers, Killing Joke, Marillion… Alguma das suas bandas favoritas certamente passou por aqui.

Essa clássica foto de divulgação do Depeche Mode foi feita numa escadaria no Hansa

Essa clássica foto de divulgação do Depeche Mode foi feita numa escadaria no Hansa

Como chegar

Köthener Str. 38, 10963. Pegar o trem S-Bahn ou U-Bahn até a Potsdamer Platz e caminhar por 450 metros.

Schöneberg

Uma linda fachada residencial saúda quem chega ao distrito de Schöneberg

Uma linda fachada residencial saúda quem chega ao distrito de Schöneberg

Desde os anos 1920, o distrito de Schöneberg é conhecido por ser um dos redutos gay-friendly de Berlim. Inclusive é lá que fica um memorial às vítimas homossexuais do holocausto. Nos anos 70, a efervescência de bares e clubes LGBT fez com que Bowie escolhesse este bairro para viver. O endereço é bastante conhecido pelos berlinenses: Hauptstraße 155. Os atuais moradores do prédio certamente devem estar habituados aos curiosos que sempre param lá para tirar fotos e deixar alguma homenagem ao antigo condômino ilustre. E o apartamento onde Bowie viveu é hoje o consultório de um dentista.

A porta do prédio onde Bowie morou, em Schöneberg

A porta do prédio onde Bowie morou, em Schöneberg

Algum fã ~vandalizou~ e os atuais moradores não se incomodaram

Algum fã ~vandalizou~ e os atuais moradores não se incomodaram

A poucos metros do edifício, está o bar Neues Ufer. Mas na época do exílio alemão de David Bowie, o lugar se chamava Anderes Ufer. Foi o primeiro bar gay com janelas visíveis da rua na Berlim pós-Guerra. Foi muito representativo para a revolução da liberdade sexual na cidade. Bowie e Iggy Pop (que também viveu em Berlim na mesma época) eram assíduos frequentadores. O bar é o ponto final do passeio guiado. Hoje, há várias fotos de Bowie em pôsteres nas paredes.

Como era antes...

Como era antes…

... e como é hoje

… e como é hoje

Forçando a amizade no Neues Ufer

Forçando a amizade no Neues Ufer

Em Schöneberg também fica a KaDeWe, a maior loja de departamentos da Europa continental. São 60 mil metros quadrados. Ela também é citada na música “Where Are We Now?”: “a man lost in time in KaDeWe / just walking the dead”. A KaDeWe foi quase destruída por bombardeios na Segunda Guerra. Reconstruída nos anos 1950, ela foi um dos ícones do renascimento econômico alemão.

Ó o tamanho da KaDeWe...

Ó o tamanho da KaDeWe…

Como chegar

Hauptstraße 155 (prédio onde David Bowie morava) e 157 (Neues Ufer). Pegue o trem U-Bahn até a estação Kleistpark. Os dois locais ficam a 100 metros de lá. O endereço da KaDeWe é Tauentzienstraße 21-24. O melhor jeito de chegar também é o metrô U-Bahn. A estação Wittenbergplatz fica quase em frente à loja.

 

Reichstag

A fachada do Reichstag, o parlamento alemão

A fachada do Reichstag, o parlamento alemão

A área externa do prédio onde funciona o parlamento alemão recebeu um dos shows mais importantes da carreira de David Bowie, em 6 de junho de 1987. Era a época da Glass Spider Tour, uma das mais grandiosas da década, e também do acirramento do sentimento da reunificação de Berlim e da Alemanha.

O Muro de Berlim passava a poucas centenas de metros do Reichstag. E, obviamente, os cidadãos do lado oriental não poderiam passar livremente para o lado ocidental, onde o show acontecia. Milhares de pessoas se aglomeraram junto ao Muro. A princípio, para ouvir o que fosse possível do concerto e celebrar a música. Acabou se tornando um protesto contra a separação da cidade e foi duramente reprimido pela polícia.

A multidão que acompanhava a apresentação (inclusive o próprio Bowie) podia ouvir que havia algo de errado acontecendo do lado oriental do Muro. Tiros, explosões, gritos. Antes de cantar “Heroes”, Bowie fez uma dedicatória. “Essa próxima canção é dedicada a vocês do outro lado do Muro”. Talvez tenha sido um dos momentos mais emocionantes de toda a trajetória de Bowie nos palcos. E há quem diga que o Muro começou a ser derrubado ali. Afinal de contas, o verso “and the shame was on the other side” nunca tinha feito tanto sentido.

A visita interna ao Reichstag, independente da história relacionada a Bowie, também é um dos programas imperdíveis em Berlim. Não apenas pela arquitetura (e sua bela cúpula), mas também pela história e pelas preciosas informações sobre o funcionamento do parlamento alemão. Qualquer diferença entre o Reichstag e o Congresso Brasileiro não é mera coincidência.

A cúpula do Reichstag vista de dentro. Vale demais a visita

A cúpula do Reichstag vista de dentro. Vale demais a visita

Como chegar

Pelo trem U-Bahn, a estação mais próxima é a Bundestag. Pelo S-Bahn, é a Brandenburger Tor (aí você aproveita e conhece o Portão de Brandenburgo, que fica bem pertinho). As visitas guiadas ao Reichstag são gratuitas e feitas em alemão em inglês. Mas é preciso reservar pelo site, com data e hora marcada. O link é este aqui.

 

Berlin Music Tours

Thilo em uma foto de divulgação da Berlin Musictours

Thilo em uma foto de divulgação da Berlin Musictours

É a empresa à qual me referi no começo do post. Fazer o passeio com Phillip e Thilo como guias foi uma experiência riquíssima. Além da Bowie Berlin Walk Tour, eles promovem outras excursões temáticas de outros artistas que têm relação com a capital alemã, como U2 e Depeche Mode. O passeio de Bowie custou 14 euros (em junho de 2015). Eles também vendem merchandising do Hansa Studios, como camisetas, bolsas e canecas. É preciso reservar antecipadamente pelo site.

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