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Roteiros e viagens de mochila sem sufoco

Islândia: dicas para planejar a sua viagem ao país do fogo e do gelo

Durante grande parte da minha vida, a Islândia estava presente em alguns fragmentos do imaginário. É a terra da cultuada cantora Björk e de outros artistas musicais “tipo exportação” como…

Durante grande parte da minha vida, a Islândia estava presente em alguns fragmentos do imaginário. É a terra da cultuada cantora Björk e de outros artistas musicais “tipo exportação” como Sigur Rós e Of Monsters And Men. O cinema islandês também ficou famoso recentemente com o sensacional “Ovelha Negra”. Filme que, inclusive, me ensinou que na Islândia a população de ovelhas é maior que a de seres humanos.

Mas ultimamente a Islândia entrou com os dois pés na minha lista de desejos de viagens. É uma ilha que fica a mil quilômetros da Europa continental e, pelo menos geograficamente, não tem nada a ver com seus parceiros europeus. Tão isolada quanto pouco povoada, a Islândia é conhecida como “país do fogo e do gelo” por conta de seus vulcões e geleiras. Além disso, foi privilegiada pela natureza com suas cachoeiras e paisagens de cair o queixo.

Ainda não fui à Islândia, mas ainda bem que tenho amigos que foram. Um deles é o Maurício Penedo, jornalista pernambucano que já foi meu colega de trabalho. Em outubro de 2017, ele e a também jornalista Lorena Aquino (que tem um Instagram de viagem chamado Criando Asas) passaram quase duas semanas por lá. E, como diz aquela nova gíria das redes sociais, cada foto que eles publicaram era um tiro.

Convidei o Maurício para escrever um relato desta viagem à Islândia antes mesmo de ele embarcar. Que bom que ele aceitou! E tenho o maior prazer de apresentar este guest post. Espero que ele seja tão inspirador para você quanto foi para mim!

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Islândia - Monte Kirkjufell

Monte Kirkjufell. Foto: Maurício Penedo

A Islândia possui 103 mil quilômetros quadrados de extensão e uma população de aproximadamente 320 mil pessoas. Para se ter uma ideia do quanto isso é pouco, a área do país é pouco menor que a do estado do Amapá. E se fosse uma cidade brasileira, estaria no 79º lugar no ranking de número de habitantes, entre a catarinense Blumenau e a pernambucana Petrolina.

O país parece ter saído de um conto medieval. Fiordes, escarpas, temperaturas congelantes, neve, vulcões, chuva, sol, lagoas e cachoeiras. O local recebeu grande atenção recentemente por ter conseguido classificar-se para sua primeira Copa do Mundo, em 2018, na Rússia. Mas a Islândia não precisa disso. Após 11 dias e 2673 km percorridos de carro, circundando toda a Ilha, os islandeses mostraram que a verdadeira atenção que merecem deve recair justamente pelo fantástico local onde vivem.

Reykjavik – o ponto fora da curva

Foto: Maurício Penedo

Com aproximadamente 120 mil habitantes, Reykjavik, capital do país, aglutina quase 50% dos islandeses. Com todas as comodidades das grandes capitais europeias, a cidade investe pesado no turismo, consciente do exotismo que a Islândia exala para o resto do mundo. Diversas lojas divulgam que vendem produtos “originais islandeses”. É quase regra você ler “produzido na Islândia” na frente das várias lojas de souvenires existente no centro.  

A capital do país lembra um conto de fadas: casas pintadas em diversas cores – para contrastar com o branco dominante nos tempos de inverno – nenhum resquício de lixo nas ruas, e tudo funcionando perfeitamente. Na orla, a magnífica Harpa, casa de espetáculos musicais e conferências, comanda a paisagem. Sua construção objetivou refletir o meio ambiente circundante. O objetivo principal da Harpa era criar uma nova identidade para o porto e transformar a área em um espaço urbano atrativo para os cidadãos.

Ao mesmo tempo em que os diversos cafés, museus que contam a história do país e demais pontos turísticos remetem à grandes cidades do continente, Reykjavik vive com ares de cidade do interior. Afinal, é a capital europeia com menor número de habitantes, e localizada mais ao norte entre todas. Saindo de Reykjavik em um carro alugado numa das milhares locadoras situadas ao lado do aeroporto de Keflavik, a história é outra.

Leste, norte e oeste da Islândia – um outro país

A Islândia, fora do inverno, possui um tipo de turismo muito “faça você mesmo”. O carro alugado tinha internet WiFi, o que permitiu que fossem utilizados serviços de localização por GPS que foram nossos guias da viagem. O país possui uma grande rodovia, chamada N1, que circunda toda a extensão da ilha, quase sempre perto do mar. A estrada, em 90% do tempo, é boa. Mas, quanto mais você se afasta da capital, mais a Islândia mergulha em outro ritmo, com outras paisagens.

Golden Circle – Gulfoss, Geysir e Thingvellir

No sul do país, existe uma rota turística chamada Golden Circle, excursão mais famosa e mais procurada da Islândia. Um percurso de aproximadamente 300km feito em um dia, que cobre algumas das atrações mais interessantes do país: as cataratas de Gullfoss, o famoso gêiser Geysir e o Þingvellir National Park (Thingvellir).

Islândia Gulfoss

Cachoeira de Gulfoss. Foto: Maurício Penedo

Conhecida como “Golden Fall” ou Queda de Ouro, Gullfoss é a maior cachoeira da Europa, e sua imponência nos faz lembrar como somos pequenos nesse mundo. Assim como todos os pontos turísticos naturais, possui entrada gratuita. Há grandes estacionamentos que acomodam bem carros e ônibus de excursões.

Islândia Geysir

O Geysir em erupção. Foto: Maurício Penedo

A segunda atração do Golden Circle é o Geysir, nome da maior nascente eruptiva do país. Foi esse gêiser que deu o nome para todos os outros no mundo. Hoje em dia o Geysir está em repouso e raramente entra em erupção. A sorte é que ele tem um parente ativo, o Strokkur, menor, mas que lança jatos de água de 20 a 40 metros a cada 8 a 10 minutos, com temperaturas entre 80 e 100º C.

Islândia - Parque Thingllevir

Parque Thingllevir. Foto: Maurício Penedo

Por sua vez, o Thingvellir é famoso por ter sido o local onde foi fundado o primeiro parlamento da Islândia. A independência do país foi proclamada neste lugar em 17 de junho de 1944, e hoje o parque funciona como casa de verão do primeiro-ministro do país, além de ser proclamado como Patrimônio da Humanidade em 2004. A maioria das excursões retorna à capital no final do Golden Circle. Mas a Islândia tem muito mais a oferecer.

Cachoeiras – pérolas islandesas

Islândia - Seljalandsfoss

Cachoeira de Seljalandsfoss. Foto: Maurício Penedo

A Islândia não tem só Gullfoss. O país tem um sem número de cachoeiras dos mais variados tipos, tamanhos e visuais. Logo após o Golden Circle, você se depara com Seljalandsfoss, que possui um interior “oco”, onde os turistas podem circundar a queda d’água, claro, levando um banho; e Skógafoss, situada na antiga linha costeira da parte sul da ilha, com altura de 60m e uma largura de 25m. Belíssimas e imponentes.

Islândia - Dettifoss

Cachoeira de Dettifoss. Foto: Maurício Penedo

Dettifoss é uma cachoeira no Parque Nacional de Vatnajokull, no nordeste da Islândia, e tem a fama de ser a cachoeira mais poderosa na Europa. As quedas têm 100 metros de largura e 45 metros de altura. O problema é que nenhuma fotografia lhe faz justiça.

Subindo pela N1, temos Godafoss e Dynjandi. A primeira recebeu esse nome porque, no ano 1000, o parlamento da Islândia adotar o cristianismo. Um dos representantes do país passou pela catarata e atirou as estatuetas pagãs que tinha reverenciado até à sua recente conversão à nova religião cristã. Por isso, a queda de água recebeu o nome de Godafoss (Catarata dos Deuses).

Islândia - Bruarfoss

Bruarfoss. Foto: Maurício Penedo

Dynjandi, na verdade, é uma série de cachoeiras localizadas no Oeste. Foi o local mais difícil de chegar, com estradas de terra e desfiladeiros. Não importa o quanto você veja as cachoeiras do país. Sempre fica impressionado com a beleza singular de cada uma delas. Bruarfoss, ainda no sul, é um tesouro ainda escondido de muitos turistas. O difícil acesso reside na inexistência de rota turística para ela, como é comum da Islândia. Para chegar? Internet e perguntando aos moradores. Vale cada esforço. Como todas, aliás.

Gelo e vastidão – cadê todo mundo?

Islândia - Vik

Praia de areia negra em Vik. Foto: Maurício Penedo

O resto da Islândia é muito diferente de sua capital. É normal passar 2, 3, 4 horas no carro sem ver ninguém, nem nenhuma construção. A única presença de vida constante são as ovelhas e carneiros selvagens, que permeiam toda a ilha. O sentimento de pequenez se dá também nas cidades do interior. Cidades como Vik (que possui a famosa praia de areia negra, proveniente do basalto vulcânico), Egillstadir e Akureyri possuem possuem populações minúsculas para nossos padrões. Vik não chega a 500 pessoas. Egillstadir, beira os 3 mil. No norte, há uma cidade chamada Holmavik, incrustrada nos fiordes islandeses, que foi chamada por uma moradora de “fim do mundo”.

Islândia - Jökulsárlón

O lago glacial Jökulsárlón. Foto: Maurício Penedo

Além das ovelhas, o gelo é presente, mesmo no outono. Uma das grandes atrações do país reside no parque nacional Vatnajökull, uma gigantesca massa de gelo que cobre quase 10% do país. Ele é responsável por formar lagos e glaciares estupendos, como Fjallsárlón e, principalmente, Jökulsárlón: o maior lago glacial da Europa, onde foi filmado 007 – O Amanhã Nunca Morre. Imenso, ele vem derretendo ano após ano por conta do aquecimento global. Os icebergs se soltam do glaciar e vão, literalmente, para a praia e, depois, para o fundo do mar, promovendo uma imagem absurda a 50m de distância: a “Praia dos Diamantes”.

Aurora boreal – indescritível

Islândia - Aurora Boreal

O baile de cores da aurora boreal. Foto: Maurício Penedo

Diversas empresas de excursão realizam passeios com objetivo de presenciar a Aurora Boreal. A viagem leva aproximadamente três horas. Ela consiste no guia afirmando que, mesmo com todos os instrumentos tecnológicos, a aurora só aparece quando quer, e eles não têm efetivamente como saber. Após uma hora no meio do nada, na madrugada gélida islandesa, o bailar no céu começa. O guia, também fotógrafo, ensinou aos mais inexperientes as configurações certas para que cada câmera registrasse o momento. A melhor imagem, entretanto, fica na mente.

Dirigir na Islândia – prós e contras

Islândia - Rodovia N1

A famosa rodovia N1. Foto: Maurício Penedo

Se você quer, realmente, conhecer a Islândia, precisa alugar um carro. Contudo, algumas dicas são valiosas. Esqueça frentistas. Praticamente em todos os postos de gasolina, você abastece seu próprio carro. Para nós, é meio complicado se acostumar a usar a bomba de combustível e a pagar. No cartão de crédito, claro. Não há ninguém para receber seu dinheiro. Caso o montante que você escolheu para abastecer o carro não tenha sido utilizado totalmente, a empresa devolve o dinheiro estornado no cartão dias depois.

Na estrada, existe um mundo diferente saindo da N1. As estradas são ruins, de terra ou barro, e sempre sem acostamento. Por isso, é essencial a escolha de um carro com tração 4×4. Diversos pontos turísticos do país só são acessíveis através de estradas que passam por abismos e desfiladeiros sobre os fiordes. Por isso, dirigir na Islândia também traz momentos de muita tensão e máxima perícia sobre onde você está colocando o carro.

Mas, sem dúvida alguma, o pior inimigo é o vento. Por várias vezes, principalmente no oeste do país, o vento, literalmente, empurrou o carro para fora da estrada. Ao menos tentou. É preciso muita atenção, pois as rajadas vêm do nada, em sentidos diferentes, e o carro balança como se fosse de brinquedo. As locadoras recomendam aluguel de veículos baixos, mais presos ao chão. Dirigir na Islândia lhe permite dirigir em qualquer local do planeta que tenha estradas.

Fim da aventura

Islândia - Skógafoss

Cachoeira Skógafoss. Foto: Maurício Penedo

Após quase três mil quilômetros, a Islândia se mostra um país de absurdos contrastes. Um povo simpático, educado, e que parece feliz em receber turistas – e foram muitos ao longo de 11 dias. Quase nenhum local famoso estava vazio. A imagem de um país isolado do mundo, cada vez mais, cai por terra. O país de gelo e fogo, como se autoproclama, atrai cada vez mais pessoas. A sensação é a de que ainda havia muito mais para ser visto. Mas, após essa viagem de tantas descobertas, fica a certeza que a Islândia, que foi formada por erupções vulcânicas violentas, estará disponível para o planeta por muitos e muitos anos. Sorte a nossa.

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7 dicas para aproveitar melhor as suas milhas aéreas

Para quem viaja com frequência, as milhas aéreas funcionam como uma espécie de moeda paralela. A cada trecho voado, a cada fatura paga do cartão de crédito ou a cada…

Para quem viaja com frequência, as milhas aéreas funcionam como uma espécie de moeda paralela. A cada trecho voado, a cada fatura paga do cartão de crédito ou a cada mensalidade do clube de fidelidade, a poupança aumenta. Mas, hoje em dia, há tantas formas de acumular e gastar as milhas que é natural que a gente se sinta baratinado.

Assim, a pergunta que sempre surge é: como usar melhor as milhas aéreas?

Não há uma resposta-padrão que sirva para todos os viajantes. É preciso identificar perfis e objetivos e, a partir daí, encontrar um caminho ideal para não deixar as milhas expirarem nem gastá-las mal. Se você tiver uma viagem dos sonhos para fazer com milhas, não vai seguir a mesma receita de quem pretende aproveitá-las em promoções de voos curtos.

Este post não tem o objetivo de ser um manual imperativo de regras. A ideia é clarear algumas informações que às vezes parecem soterradas por ofertas irrecusáveis, promoções imperdíveis e letras miúdas.

Dica # 1 – tenha um objetivo muito bem definido

Você já viu o filme “Amor Sem Escalas”? Um dos protagonistas desta comédia romântica é Ryan Bingham, personagem de George Clooney. Ryan viajava muito a trabalho e tinha um sonho secreto: acumular 10 milhões de milhas aéreas. Foi a sétima pessoa no mundo a conseguir a marca, segundo a história do filme.

Não é preciso ter uma meta tão grandiosa quanto a do personagem do cinema, mas o ideal é que você tenha um objetivo. Aqui vão algumas sugestões:

– fazer uma grande viagem internacional;

– proporcionar uma viagem em família;

– fazer uma poupança de milhas para aproveitar promoções e feriados prolongados;

– comprar algum sonho de consumo (sim, milhas aéreas não servem só para voar)

Em alguns casos, você talvez possa precisar de um prazo para conseguir as milhas. Um ano? Dois? Três? Seu sonho e sua capacidade de acumular pontos vão ditar o ritmo. Mas saber o que fazer com as milhas é o primeiro grande passo.

 

Dica # 2 – conheça os programas de fidelidade para escolher o mais conveniente para você

Os principais programas de fidelidade das companhias aéreas do Brasil são:

Multiplus, da Latam

Smiles, da Gol

Amigo, da Avianca

Tudo Azul, da Azul

O primeiro ponto para ajudar na decisão é estudar a malha aérea das companhias. Por qual empresa você voa mais? Isso pode lhe ajudar a acumular mais pontos com voos. Qual empresa tem mais voos a partir da sua cidade? Isso pode aumentar a quantidade de opções na hora de escolher o seu destino.

Em termos de regras para pontos de voos, os programas são muito parecidos. Trabalham com fatores multiplicadores proporcionais ao perfil da tarifa e à categoria do cliente no programa de fidelidade. Esse fator é multiplicado pelo valor da passagem para calcular os pontos de um trecho. Ou seja, quanto mais cara é a passagem e mais alta é a sua categoria, mais milhas você acumula. A Avianca é a única que não leva o preço do bilhete em consideração.

Outro fator importante: as parcerias. Todo programa de fidelidade oferece a possibilidade de acumular ou usar milhas aéreas em companhias parceiras. A Avianca é a que tem a maior quantidade de parcerias: 27, por ser membra da aliança Star Alliance. A Gol tem 14 parcerias com companhias como KLM, Air France e Emirates. A Latam faz parte da aliança One World, que reúne 13 empresas (British Airways, Iberia e JAL estão entre elas). A Azul tem apenas duas parceiras: TAP e United.

Pesquise também o preço médio de uma passagem emitida por milhas, tanto em períodos promocionais quanto fora deles. Mas não deixe de levar em consideração os fatores anteriores. Afinal de contas, não adianta nada uma companhia oferecer bilhetes por 3 mil milhas em rotas em que você não vai voar.

 

Dica # 3 – o cartão de crédito pode ser seu melhor amigo – ou inimigo

 

Os cartões de crédito costumam ser as principais fontes de acúmulos de milhas aéreas. Por isso, muita gente acaba concentrando gastos do cotidiano no cartão para acelerar a poupança de milhas. No entanto, é preciso ter uma série de cuidados. Desde a escolha do cartão até o uso dele no dia-a-dia.

Os principais bancos e operadoras financeiras oferecem programas de fidelidade para acúmulo de pontos no cartão de crédito que podem virar milhas aéreas. O formato padrão é de um número X de milhas acumuladas para cada dólar gasto no cartão. Esse X vai de 1 a 2,2 milhas, dependendo do tipo de cartão. Quanto mais pontos ele acumula, maior é o preço que ele cobra: anuidade mais cara e renda mínima maior. Portanto, procure um cartão que ofereça um meio termo entre vantagens e adequação à sua renda.

Outro ponto que merece sua atenção: nem todos os cartões acumulam pontos direto no programa da companhia aérea, e sim num programa próprio. Exemplos: Livelo (para cartões Bradesco e BB) e Sempre Presente (Itaú). Esses pontos podem ser transferidos para as companhias aéreas, mas também para outros benefícios parceiros.

Os cartões cujos pontos se transformam diretamente em milhas aéreas oferecem alguns benefícios. Em geral, são descontos em passagens e pontuação diferenciada na compra de bilhetes. Eles costumam ter o nome do programa de milhagem estampado.

Para ajudá-lo a escolher, uma boa fonte é o ranking dos cartões de crédito feito pelo site Melhores Destinos. A lista é atualizada anualmente com as novidades do mercado.

Mas a dica mais importante relacionada a cartão e milhas é: não dê o passo maior que a perna nos gastos. Não comprometa o seu orçamento mensal na ânsia de juntar milhas nem escolha um cartão com uma anuidade que não caiba na sua renda.

 

Dica # 4 – olho nas promoções de transferência de pontos

Essa dica vale para quem não escolheu um cartão de companhia aérea. Os programas de milhagem costumam fazer promoções para transferência de pontos do cartão de crédito. Num dia normal, a transferência de pontos é no sistema 1 ponto = 1 milha. Nas promoções, são oferecidos bônus de 40 até 120%. Ou seja, 1000 pontos acumulados no cartão de crédito podem virar 2200 milhas aéreas!

Às vezes essas promoções têm letras miúdas. Por exemplo, pode ser que o maior bônus seja para quem está numa categoria superior do programa de milhagem ou é assinante dos clubes de milhas (falaremos deles logo mais). Pode ser também que as promoções exijam um número mínimo de pontos para transferências. Seja como for, é sempre muito mais vantagem transferir numa promoção do que fora dela. Portanto, se você não precisa tirar uma passagem para agora, espere as promoções para transferir os seus pontos.

Para saber de uma promoção, a melhor dica é assinar o mailing do seu programa de milhagem ou da sua companhia aérea preferida.

 

Dica # 5 – conheça as formas alternativas de acumular milhas aéreas

milhas aéreas compras

Não é só de voos ou de gastos no cartão de crédito que vive um acumulador de milhas. Todos os programas oferecem parcerias para ganhar pontos com outros serviços. Gastos relacionados a viagens (como hospedagens em hotéis e aluguel de carros) podem virar milhas. Compras em grandes lojas de varejo também, assim como assinaturas de revistas, estacionamentos, postos de combustível e muito mais. Neste caso, vale um conselho semelhante ao do cartão de crédito: não faça gastos que você não faria só para acumular milhas.

Confira as listas de empresas parceiras:

– Gol/Smiles – https://www.smiles.com.br/empresas-parceiras

– Azul/Tudo Azul – https://tudoazul.voeazul.com.br/web/azul/parcerias

– Avianca/Amigo – https://www.pontosamigo.com.br/parceiros-nao-aereos

– Latam/Multiplus – https://www.pontosmultiplus.com.br/junte/

 

Dica # 6 – entrar para um clube de milhas pode ser uma boa ideia

Se você está disposto a pagar um pouco a mais para acelerar a realização do seu plano, cogite a inscrição num clube de milhas. Os clubes funcionam da seguinte forma: você paga uma mensalidade e ganha a cada 30 dias uma certa quantidade de milhas, proporcional ao valor pago. Os planos disponíveis no mercado vão de 500 a 10 mil milhas por mês e custam de R$ 26,90 a R$ 299 por mês.

Uma coisa é fato: as milhas adquiridas nos clubes custam menos que as compradas de forma avulsa. O preço médio de uma milha aérea é R$ 0,07. Nos clubes, elas podem sair por menos de R$ 0,03.

Outro detalhe importante é a diferença no valor que se gasta para acumular um determinado número de pontos. Para juntar 1000 milhas por mês, por exemplo, os clubes cobram entre R$ 35 e R$ 42,90. Se você fosse juntar essas mesmas 1000 milhas com gastos no cartão de crédito, seria necessária uma fatura de cerca de R$ 3500. Isso se for um cartão em que 1 dólar = 1 milha.

Além das milhas todo mês, os clubes oferecem outras vantagens. Entre elas, estão descontos na emissão de passagens com pontos, maior bônus em transferências e acesso antecipado a promoções.

Entre as companhias que operam no Brasil, apenas a Avianca não tem clube de milhas. Conheça aqui os clubes do Multiplus, do Smiles e do Tudo Azul. Outro clube que você pode levar em consideração é o do Livelo, programa vinculado a cartões do Bradesco e do Banco do Brasil. Você pode acumular milhas nele e depois ganhar ainda mais nas transferências com bônus para os programas das companhias aéreas.

 

Dica # 7 – comprar milhas? Só em caso extraordinário

Além de todas as formas de acúmulos (voos, compras, gastos no cartão), você ainda tem a possibilidade de comprar as milhas diretamente. Geralmente, elas são vendidas em lotes de mil e com um limite anual para a compra.

Os programas de fidelidade que vendem milhas têm um valor “tabelado” para as milhas: R$ 0,07 a unidade. Ou seja: R$ 70 para cada lote de mil. Parece barato. Mas se você fizer as contas, vai ver que está longe de ser uma opção econômica.

Para fazer o exemplo, pesquisei uma passagem pela Gol: do Recife a Congonhas, com ida no dia 11 de abril e volta no dia 18. Para tirar o bilhete pelo Smiles, ele custa 24 mil milhas ida e volta + taxas (o que está dentro da média para esta rota). Comprar 24 mil milhas a R$ 0,07 cada dá um total de R$ 1680. No entanto, a passagem pela Gol sem pontos custa R$ 577, cerca de um terço.

Ou seja, em circunstâncias normais, comprar milhas não é bem um bom negócio. Mas há algumas situações em que ela pode ser útil e vantajosa:

– para completar as milhas que faltam para a emissão de uma passagem. Exemplo: sua viagem dos sonhos custa 100 mil milhas e você conseguiu juntar 97 mil.

– quando você tem um voucher promocional. As companhias frequentemente dão esses vouchers para os clientes de seus programas de fidelidade. Eles podem ser de bônus (você paga o valor cheio das milhas, mas ganha até 120% a mais) ou de descontos (que costumam ser de até 50%).

Na hora em que pensar na possibilidade de comprar milhas, não deixe de levar em conta o seu objetivo (do qual falamos no item 1). Também não dê um passo maior que a perna, financeiramente falando.

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E você? Tem alguma dica para acrescentar? Conte a sua experiência com as milhas aí nos comentários!

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O que os ímãs de geladeira contam sobre as suas viagens

Costumamos aprender que aproveitar uma viagem é curtir o momento. É ajustar a sintonia fina dos sentidos para absorver cores, aromas e cheiros. É criar uma associação de lembranças relacionadas…

Costumamos aprender que aproveitar uma viagem é curtir o momento. É ajustar a sintonia fina dos sentidos para absorver cores, aromas e cheiros. É criar uma associação de lembranças relacionadas a um instante. Mas, se a duração da sua viagem parece curta demais para a sua vontade de viver a experiência, as lembrancinhas sempre estarão lá para ajudar. Peças de artesanato, objetos típicos, seja o que for. São coisinhas que podem estar carregadas de memória afetiva. E, dentro deste universo, não tem nada mais prático que os ímãs de geladeira.

Arrisco dizer que os ímãs de geladeira são o souvenir ideal de uma viagem. Os principais motivos:

1) Eles ocupam pouco espaço, seja na mala despachada ou na bagagem de mão.

2) Costumam custar pouco. Ainda que sejam os mais caros que você encontre (como os ímãs oficiais dos museus), são mais baratos que uma camiseta.

3) São duráveis. As camisetas desbotam, rasgam, passam a não servir mais em você. O artesanato, dependendo do material, pode quebrar. Enquanto isso, os ímãs estão lá, firmes e fortes.

Por essas e outras, já faz um tempo que larguei a implicância que tinha com os ímãs de geladeira. No começo eu costumava comprar camisas de futebol como lembrança de viagens. Até que percebi que elas consumiam um bom pedaço do meu orçamento e comecei a achar um pouco ridículo usá-las por aí. Depois, passei para as peças de artesanato. Mas elas se tornaram menos viáveis quando troquei a mala pelo mochilão.

Os ímãs acabaram ganhando importância nas minhas memórias viajantes quando vim morar sozinho no Recife. A geladeira passou a ser só minha, um quadro em branco para preencher com as minhas recordações, sem dividi-las com ninguém. Quando casei com a Janaína, ela aceitou meu currículo pregresso de viagens na geladeira que virou nossa. Além disso, passou a compartilhar comigo a curadoria dos ímãs das viagens que começamos a fazer juntos.

Assim, toda vez que vou à cozinha, mesmo que seja apenas para pegar um copo d’água, dou de cara com este painel de histórias. E são tantas! Aventuras solitárias, férias a dois, viagens para perto, para longe… Um dia vai faltar geladeira para a quantidade de lugares que a Janaína e eu ainda pretendemos conhecer!

Fiz esse preâmbulo para introduzir as histórias de alguns dos meus ímãs de geladeira favoritos. Uns deles são pequenas obras de arte. Outros não têm um acabamento tão delicado assim. Mas todos carregam um monte de lembranças.

O mais antigo – Argentina

ímãs de geladeira, argentina

Este é o único remanescente da minha primeira viagem ao exterior: Uruguai, Argentina e Chile em 2007. Tem o que parece ser uma pintura a mão de um dos cartões postais de Buenos Aires que mais me interessavam naquele ano: La Bombonera. Esse ímã ficava na geladeira da casa dos meus pais, em Belém. Foi um dos poucos que eu trouxe de lá na mudança para o Recife. Já está com as cores um pouco desbotadas, como se estivesse me dando um recado. Será que é hora de visitar a Argentina de novo?

O mais bonito – Madrid

ímãs de geladeira, madrid

Eu nunca conheci Madrid de fato. A capital espanhola era apenas o local da nossa conexão na viagem para as Ilhas Canárias, em 2016. Mas um atraso na saída de Gran Canária fez com que perdêssemos o voo de volta para o Brasil. Acabamos ficando um dia a mais em Madrid. Só que a Janaína tinha torcido o pé no Marrocos e ainda sentia muita dor. Juntando isso com o nosso cansaço, terminamos não saindo do hotel. O ímã foi comprado no aeroporto de Barajas e acho que ele tem uma riqueza de detalhes incomparável. Pelo menos na minha geladeira.

Os segundos colocados em beleza – Montevidéu

Estes aqui ficam um focinho atrás do ímã de Madrid. Eles têm traços típicos de um artesanato que, no Uruguai, é feito em cerâmica. Mas, neste caso, são feitos em um material mais leve e que não quebra. Um deles tem o desenho de um farol. O outro parece representar o cotidiano da área portuária da cidade. Comprei na Ciudad Vieja de Montevidéu quando fui por lá em setembro de 2014.

Os ímãs da viagem mais marcante – Lanzarote

Se fosse escolher o lugar mais bonito que já conheci, responderia Lanzarote sem pensar duas vezes. A ilha, que faz parte do arquipélago das Canárias, foi um dos destinos da viagem de lua de mel que a Janaína e eu fizemos em 2016. Os ímãs que temos de lá são bem simples. Um deles é impresso no próprio adesivo magnético e mostra a paisagem das vinícolas aos pés dos vulcões. O outro tem um acabamento um pouco melhor e foi comprado na casa onde José Saramago viveu. Olhar para eles é como viver novamente nossos dias por lá.

Os mais criativos – Londres

Estes aqui não mostram paisagens, fachadas ou traços típicos do artesanato local. E sim releituras divertidas da cultura pop. Foram comprados no Camden Market, a feirinha mais descolada de Londres. Referências a Pulp Fiction e Star Wars são meio caminho andado para me ganhar.

Para relembrar a “Cortina de Ferro” – Berlim

Sou fascinado por histórias do tempo da Guerra Fria, em que o mundo tinha um bloco de países influenciado pelas ideias socialistas/comunistas. Por isso, um dos lugares que fiz questão de visitar em Berlim foi o DDR Museum. Numa tradução livre, é o museu da Alemanha Oriental. Tem um acervo riquíssimo de objetos do cotidiano, propaganda e peças audiovisuais. Um dos ímãs que comprei lá representa o Sputnik, o satélite soviético. O outro é a famosa placa do Checkpoint Charlie, um dos pontos de passagem entre a Berlim Ocidental e a Oriental nos tempos do Muro.

 

Faixa bônus – ímãs convidados

Resolvi compartilhar essa pensata com outros blogueiros de viagem. Cinco deles toparam o convite para participar e contaram as histórias dos ímãs de geladeira favoritos deles!

Grand Palace, Bangkok – Renata Andreoti – Wanderlust Memorabilia

Colecionar imãs dos lugares visitados é algo que o Bruno já fazia antes de estarmos juntos, e adotamos como hábito em nossas viagens também. Escolher um só é muito difícil, já que todos eles nos trazem boas memórias. Mas este imã da foto me traz alguns sentimentos a mais: a Tailândia sempre foi um país que queria muito conhecer. Poder ir pra lá foi a realização de um sonho e o Grand Palace é um lugar mágico! Todas as cores, a energia do lugar, os mantras sendo entoados… A gente fica hipnotizado com tanto detalhe, tanta cor e tanto brilho. Além de tudo isso, essa também foi nossa viagem de lua-de-mel.

Penitenciária de Alcatraz, São Francisco – Diana Guerra, Contramapa

Quando comecei a detalhar a minha road trip aos Estados Unidos, a prisão de Alcatraz em São Francisco entrou logo no roteiro. E, apesar das expectativas elevadas, a visita não desiludiu. Localizada numa ilha ao largo da costa, a prisão de segurança máxima tornou-se famosa por ter recebido os infames Al Capone e Robert Stroud. Hoje, Alcatraz é uma das atrações mais visitadas de São Francisco e com razão. Podemos percorrer a antiga prisão e conhecer a história daquele local que manteve alguns dos criminosos mais perigosos do mundo. Eu não podia deixar de trazer uma lembrança deste espaço, trazendo uma das regras de Alcatraz e que é, de certo modo, um dos lemas da minha vida. “Tens direito a alimentação, roupa, um local onde dormir e cuidados médicos. Tudo o que demais consigas, é um privilégio.”

Uma coleção inteira – Michela Borges Nunes, Mapa na Mão

Por que fico animada para falar sobre este assunto? Simplesmente porque eu coleciono ímãs de geladeira! Tenho quase 200 e sou apaixonada por eles. Os ímãs eternizam uma das coisas que mais amo fazer – viajar. Eles contam histórias bem ali, na parede da minha sala. Alguns ficam na geladeira, mas a maioria em quadros que eu mesma projetei e fiz para protegê-los e expô-los.

De qual mais gosto? Pergunta muito difícil. Gosto de todos. Todos me lembram momentos, lugares, viagens, experiências. Alguns me emocionam mais, outros menos, mas não deixo de sentir um grande apreço por todos os objetos da minha coleção. De cada lugar que conheci, de cada viagem que fiz até hoje, restou um pedacinho em minha casa em forma de ímã de geladeira. Queres conhecer toda esta história, leia sobre a minha coleção de ímãs!

Chiang Mai, Tailândia – Flávio Borges, Viajando na Janela

 

Sempre que a Geisi e eu viajamos, fazemos questão de trazer um ímã para nossa geladeira! Se não trazemos um, parece que ficou faltando alguma coisa. Dos ímãs que já temos o que eu mais curto é o que trouxemos de Chiang Mai, uma cidade da Tailândia! Este imã é muito especial porque ele traz uma família de elefantes na natureza. E de todas as experiências em viagens que já fizemos, a que mais nos marcou foi exatamente visitar uma ONG que cuida e resgata de elefantes e outros animais que são abandonados ou que são explorados pelo turismo inconsequente. O trabalho que esta ONG realiza é muito bonito e de extrema importância para a preservação de uma espécie que infelizmente se encontra na lista de animais ameaçados de extinção. Ver este imã com a família de elefantinhos livres me faz recordar de tudo o que vivenciamos naquele dia!

São Petersburgo, Rússia – Paula Medina, Achados pelo Mundo

Adoro comprar lembrancinhas dos lugares que visito. Já colecionei mini estátuas, quadrinhos para parede, copinhos de shot.. mas hoje a minha coleção é de ímãs de geladeira! E falando nisso, o ímã que eu mais gosto é o de São Petersburgo! Além de muito lindo, foi nessa viagem que peguei o maior frio da minha vida e a primeira vez que fui para a Rússia! E não preciso nem dizer que me apaixonei por lá?! Sempre que olho esse ímã, lembro do frio intenso, da dificuldade de entender as placas, as pessoas… Mas a melhor lembrança é da minha guerra de neve e do bonequinho de neve que fiz em plena primavera russa!!

 

6 comentários em O que os ímãs de geladeira contam sobre as suas viagens

O voo direto Fortaleza-Amsterdam + 6 dicas da capital holandesa

Amsterdam está mais perto de quem mora no Nordeste do Brasil! O que já parece óbvio no mapa múndi vai ganhar sentido também na malha aérea. A partir de 3…

Amsterdam está mais perto de quem mora no Nordeste do Brasil! O que já parece óbvio no mapa múndi vai ganhar sentido também na malha aérea. A partir de 3 de maio de 2018, a KLM inaugura um voo direto para a capital holandesa, partindo de Fortaleza. É mais uma opção para chegar à terra das tulipas e de Van Gogh. E com uma rota que pode incrementar ainda mais os seus planos de férias.

amsterdam museumplein

A foto no famoso letreiro agora está a pouco mais de 9h de voo de Fortaleza. Foto: Leonardo Aquino

O voo direto Fortaleza-Amsterdam foi anunciado em setembro de 2017 pela Air France (que controla a KLM desde 2011). A novidade chegou junto com a implantação de um hub da companhia na capital cearense (que também receberá voos para Paris a partir de maio de 2018). A notícia agrada em cheio a quem mora no Norte e no Nordeste. Com a nova rota, os passageiros têm mais uma opção para voar rumo à Europa sem descer até Guarulhos ou Galeão.

(Temos um post completinho com todos os voos diretos para o exterior partindo do Norte e do Nordeste. Já conferiu?)

Serão três saídas semanais. Sempre às segundas, quintas e sábados. O voo sai de Fortaleza sempre às 19h50 e chega às 10h locais do dia seguinte. Na volta, a saída é às 12h50 e a chegada no Ceará, às 17h20. A duração é de pouco mais de 9 horas (três a menos que os voos saindo de Rio ou São Paulo). A aeronave utilizada nesta rota será a Airbus A330, com capacidade para 268 passageiros.

As passagens já estão à venda e é possível encontrar preços bem competitivos. Tirando julho, o ápice da alta temporada, dá para encontrar bilhetes por cerca de R$ 2300, ida e volta. Isso porque ainda não pintou nenhuma grande promoção.

amsterdam klm

Outro atrativo é a parceria do grupo Air France/KLM com o programa de fidelidade Smiles. Se você voar na KLM, pode pontuar no Smiles. Ou ainda pode resgatar passagens da companhia holandesa com pontos Smiles. Eu mesmo já me beneficiei dessas parcerias entre as companhias. Na minha viagem à Europa em junho de 2015, resgatei um voo de Berlim a Amsterdam pela KLM por 7500 pontos Smiles. Uma pechincha!

Confira aqui as regras de pontuação da KLM no programa Smiles.

Para instigar você ainda mais a conhecer Amsterdam, separei algumas dicas da cidade. Tem lugares para beber, visitar e se emocionar. Anote aí!

Casa de Anne Frank

A entrada doo Anexo Secreto da Casa de Anne Frank. Foto: Photo Collection Anne Frank House

Quem acompanha o Mochileza sabe que sempre procuro fugir da mesmice na hora de dar dicas. Mas desta aqui não dá pra escapar. A visita à Casa de Anne Frank não é qualquer passeio. É uma experiência fundamental para compreender os horrores da guerra e da intolerância.

Muito provavelmente você já ouviu falar em “O Diário de Anne Frank”. É um best-seller mundial, traduzido para 70 idiomas. Conta a história de uma adolescente alemã de origem judia cuja família se escondeu da perseguição dos nazistas em Amsterdam. Os refúgios dos Frank eram cômodos secretos de uma loja. E o esconderijo virou um dos museus mais concorridos da Europa.

amsterdam anne frank house

Você sempre vai ver filas deste tamanho na Casa de Anne Frank. Foto: Photo Collection Anne Frank House

As multidões intermitentes em frente à Casa de Anne Frank se devem à preservação da casa como ela era durante a Segunda Guerra. Corredores apertados, escadas estreitas e cômodos modestos. O imóvel não suportaria receber ao mesmo tempo todos os visitantes interessados em sua história. Mas encare essa fila se for preciso. Trechos do diário estão reproduzidos em cada cômodo. O destaque é o Anexo Secreto, cujo acesso se dá através de uma prateleira móvel. Imaginar como era a vida dos Frank durante a perseguição é arrepiante.

Para poupar tempo, convém comprar o ingresso antecipadamente pela internet. Durante o período de reforma do museu (até janeiro de 2018), a venda será exclusivamente online, com hora de visita marcada. O site da Casa de Anne Frank tem uma versão em português. Ah, um detalhe importante: é proibido tirar fotos no interior da casa.

Brouwerij ‘t IJ

amsterdam brouwerij 't IJ

Foto: Leonardo Aquino

Ainda não aprendi a pronunciar o nome aparentemente impronunciável desta cervejaria. Decidi chamá-la, portanto, de “cervejaria do avestruz”, graças ao simpático mascote de sua logomarca. Esta é uma opção para quem gosta de cerveja e quer fugir do hypado passeio da Heineken Experience (sobre o qual escrevi neste post).

Em seu site, a Brouwerij ‘t IJ tem 33 rótulos autorais. Alguns são sazonais e estão esgotados. Mas a maioria pode ser encontrada no bar da cervejaria, seja em garrafas ou nas torneiras. No brew pub, você pode harmonizar as cervejas com queijos curados ou salsichas cruas. É um lugar ótimo para beber no fim da tarde. O problema é que os muitos nativos e turistas também sabem disso. Nos horários de pico, conseguir um lugarzinho pra escorar a caneca é difícil.

amsterdam brouwerie 't IJ

Foto: Leonardo Aquino

Dependendo do dia em que você estiver na cidade, dá para fazer um tour pela fábrica. Eles são realizados às sextas, sábados e domingos e custam 5,50 euros por pessoa. O ingresso dá direito a uma cerveja no bar. Outras informações no site da cervejaria.

 

Biblioteca Pública de Amsterdam

A vista do terraço da biblioteca. Foto: Leonardo Aquino

Se você imagina um ambiente empoeirado e antiquado quando se fala em biblioteca pública, Amsterdam vai fazer você mudar de ideia. A sede principal da OBA (sigla para Openbare Bibliotheek Amsterdam) parece mais uma megastore, tipo Fnac. O lugar tem uma arquitetura moderna e funcional, além de um acervo maravilhoso. Não apenas de livros, mas também de filmes e discos. Tudo está disponível para quem é sócio e paga uma taxa de 42 euros por ano.

Mas, como costumamos estar apenas de passagem por Amsterdam, a biblioteca pública tem outra recompensa para seus visitantes: o terraço, onde fica um café-restaurante. De lá, você tem uma das melhores vistas possíveis da capital holandesa. Se você estiver com o dinheiro contado, pode ficar tranquilo que ninguém vai te cobrar nada para ficar lá contemplando.

A Biblioteca Pública de Amsterdam fica no centro da cidade. É bem próxima da estação Centraal e do museu de ciências Nemo.

 

Amsterdam Arena

Foto: Leonardo Aquino

A Holanda já teve o melhor time de futebol do mundo em algumas ocasiões. O Ajax, principal equipe do país, foi campeão europeu e mundial nas décadas de 70 e 90. Além disso, o clube foi vanguardista na modernização dos estádios. Inaugurada em 1996, a Amsterdam Arena antecedeu um padrão de arquitetura, conforto e tecnologia nas arenas de nível mundial. E mesmo com mais de 20 anos de idade, segue entre as melhores do planeta.

A visita à Amsterdam Arena é daqueles tours clássicos em estádios de futebol. Passa pelos vestiários, sala de imprensa, hall da fama, galeria de troféus e a beira do campo. O final, claro, é na lojinha oficial, onde você pode comprar de uniformes oficiais a baralhos do Ajax.

amsterdam arena

Foto: Leonardo Aquino

Ainda que tenha uma estação de trem bem em frente, a Amsterdam Arena fica um pouco afastada do centro da cidade. Ou seja, é fora de mão para combinar com algum outro passeio. Portanto, se você não é tão fanático por futebol assim, é bom pensar duas vezes antes de incluir esta programação no seu roteiro.

Outras informações no site da Arena.

 

Comprar queijo para trazer para casa

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Foto: Leonardo Aquino

Na Holanda, você estará cercado de queijo por todos os lados. Maturados, envelhecidos, orgânicos, curados, de vaca ou de cabra: os caras conhecem do riscado. Em Amsterdam, você encontrará uma oferta gigantesca de queijo em supermercados e feiras de rua. Mas se quiser trazer para o Brasil, é indispensável que você compre pedaços embalados a vácuo. As principais lojas do centro de Amsterdam estão bem servidas de queijo “ready to fly”. Experimente a De Kaaskamer, a Cheese Museum ou a Reypenaer (que também oferece oficinas de degustação)

 

 

Zaanse Schans

zaanse schans

Foto: Leonardo Aquino

É uma espécie de híbrido entre parque temático e museu a céu aberto. Este bairro da cidade de Zaandam, 15 quilômetros ao norte de Amsterdam, tem um “menu degustação” da Holanda clássica. Moinhos de vento? Check. Tamancos? Check. Queijos? Check. Tudo isso num espaço bem concentrado. Os moinhos são abertos a visitação, assim como grande parte das casinhas coloridas. Algumas delas funcionam como pequenos museus que contam a história de algum desses elementos do estereótipo holandês.

Se você não tiver implicância com passeios “cenográficos”, esta é uma ótima pedida. Especialmente em dias de sol e tempo bom. Vai ser difícil tirar uma foto feia por lá.

Para chegar a Zaanse Schans, é só pegar um ônibus na estação Amsterdam Centraal. Eles saem a cada meia hora e chegam em cerca de 40 minutos.

 

Veja também:

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Ilhas gregas: seis dias em Creta, Santorini e Mykonos

A Grécia ainda está rendendo por aqui! O André Orengel, que já tinha feito o post com o roteiro de três dias por Atenas, tá de volta com outras dicas…

A Grécia ainda está rendendo por aqui! O André Orengel, que já tinha feito o post com o roteiro de três dias por Atenas, tá de volta com outras dicas sensacionais. Ele passou seis dias com a esposa em algumas das ilhas gregas mais desejadas pelos turistas: Creta, Santorini e Mykonos. Assim como na Grécia continental, tem História (com H maiúsculo) por todos os lados. Mas as ilhas também foram brindadas com a generosidade da natureza e suas paisagens inigualáveis.

Seis dias em três ilhas não é o ideal se você gosta de curtir a viagem sem pressa. Mas muitas vezes é o que cabe no cronograma dos turistas que só têm 30 dias de férias por ano. Seja para cumprir à risca ou para servir como referência para um roteiro mais longo, as dicas do André estão imperdíveis! Acompanhe!

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Ilhas gregas, Santorini, Oia, sunset

O pôr do sol cinematográfico de Santorini. Foto: André Orengel

Você já viu o tamanho da Grécia no mapa múndi? Ela tem pouco menos de 132 mil quilômetros quadrados, o que faz o território grego ser menor que o do Amapá (que tem 142 mil). No entanto, se o assunto for a extensão costeira, o jogo vira, meus amigos. Aquele pedacinho da Europa mediterrânea tem 13.676 quilômetros de costa. É quase o dobro do Brasil (que tem 7.491)!

O segredo da Grécia para ter um litoral tão extenso num território tão pequeno está nas ilhas gregas. São cerca de 6 mil!!! Delas, pelo menos 200 são habitadas e 60 têm algum interesse turístico. Haja férias para conseguir conhecer todas!

Ilhas gregas, Mykonos island, Greece

Mar é o que não falta na Grécia! Essa é a ilha de Mykonos. Foto: André Orengel

Com tantas possibilidades, fazer um roteiro pelas ilhas gregas é uma missão. Existem atrações para todos os gostos: praias paradisíacas, baladas, atividades ao ar livre, cidades bucólicas, história, entre outros.

Minha esposa e eu gostamos muito de história e escolhemos a Grécia como destino de férias para conhecer as ruínas das civilizações antigas. Por isso, nosso roteiro foi montado em cima de três ilhas gregas:

Creta: pelas ruínas minoicas de Cnossos (você encontrará também a grafia Knossos);

Santorini: pelas ruinas cicládicas/minoicas de Acrotíri;

Mykonos, pelas ruinas gregas de Delos.

Essas ilhas, no entanto, não se resumem às ruínas. Elas também nos contam a história de sua ocupação por romanos, venezianos, bizantinos e otomanos. Além disso, oferecem belas paisagens, cantos pitorescos e excelente cozinha.

Neste post, vou contar então como conheci Creta, Santorini e Mykonos em seis dias. Com isso, espero poder ajudar com as suas explorações das ilhas gregas. Vamos ao passo a passo!

Como ir e vir entre as ilhas gregas

Começamos nossa viagem pela ilha de Creta, chegando por meio do aeroporto de Heraclião (você também pode encontrar as grafias Heraklion ou Iraklio). Depois, fomos de barco para Santorini. Em seguida, também de barco para Mykonos e para Atenas no retorno à Grécia continental.

A Aegean Airlines tem vários voos diretos conectando Atenas a Heraclião, que é a capital de Creta e a quarta maior cidade da Grécia. O transporte entre as ilhas gregas é igualmente fácil, feito em balsas catamarãs modernas, bem confortáveis e rápidas. Utilizamos os ótimos serviços da Sea Jets. Compramos as passagens online e imprimimos todas elas na Paleologos Travel, localizada na 25th August St., nº 5, em Heraclião.

O embarque e desembarque são razoavelmente organizados e tudo acontece em cerca de 15 minutos. Por isso, você deve estar no porto com uns 30 minutos de antecedência. A antecipação é fundamental para se situar, não perder seu barco ou evitar de entrar no barco errado (isso aconteceu com uma família em uma das balsas que pegamos).

Primeiro Dia – Creta

Museu Arqueológico de Heraclião

Compre o ingresso combinado, que inclui a entrada no museu e no sítio arqueológico de Cnossos. Lá você verá uma ótima coleção de arte minoica, encontrados principalmente em Cnossos. Além disso, há uma enorme maquete da cidade-palácio de Cnossos e vários textos explicando a história da região e os costumes do povo minoico.

Batendo perna pelo centro histórico

Ilhas gregas, Morosini fountain

Fonte Morosini, no centro histórico de Heraclião. Foto: André Orengel

Com fome? A sugestão para o almoço é o disputado Central Park. Depois, siga até a Fonte Morosini. Ornada com leões e motivos clássicos, ela foi inaugurada no dia de São Marcos (patrono de Veneza) em 1628 para fornecer água potável aos habitantes da cidade. Observe o seu formato octogonal e imagine cerca de 40 pessoas enchendo os seus baldes com água ao mesmo tempo.

Ilhas gregas, Agios Titos

Igreja de Agios Titos, em Heraclião. Foto: André Orengel

Retorne pela mesma rua para apreciar a arquitetura, também veneziana, da Loggia, construída em 1620. Hoje, ela abriga a Prefeitura de Heraclião. Atrás deste prédio, encontra-se a igreja de Agios Titos. O templo original foi construída provavelmente em 961 D. C. pelo imperador bizantino Nicephorus Phokas, após reconquistar a ilha de Creta dos árabes.

Mais museu

Depois desse curto passeio pelo centro da cidade, aprenda muito mais sobre o passado dessa ilha no Museu Histórico de Creta. Tente chegar até as 15h, pois o espaço fecha às 17h (no verão, que vai de abril a outubro).

Ilhas gregas, Koules fortress, Castello a Mare

A Fortaleza de Koules, ou Castello a Mare. Foto: André Orengel

Para finalizar, visite o Forte Veneziano Castello a Mare (também conhecido como Fortaleza de Koules) localizado no belo porto velho da cidade. Ao sair, aprecie o pôr-do-sol do restaurante Paralia Seaside.

Segundo Dia – Creta

Ilhas gregas, Crete island

Pegando a estrada em Creta. Foto: André Orengel

No segundo dia, decidimos fazer uma road trip. Alugamos um carro e o serviço foi muito prático. O veículo nos foi entregue no próprio hotel às 08 da manhã. A devolução foi no dia seguinte, no porto de partida para a próxima ilha, às 08 da manhã também.

A controversa Cnossos

Ilhas gregas, Knossos archeological site

Sítio arqueológico de Cnossos. Foto: André Orengel

O primeiro lugar a ir é o parcialmente reconstruído sítio arqueológico de Cnossos, localizado 5 quilômetros ao sul de Heraclião. Cnossos é considerada por muitos historiadores como a primeira cidade-palácio do mundo ocidental e o centro administrativo da civilização minoica. Este foi o lugar mais lotado que visitamos na Grécia. Portanto, chegue bem cedo para se antecipar à multidão e achar um lugar no estacionamento gratuito.

Impressiona observar como a cidade era construída em vários níveis. Conta a lenda que, em sua fundação, o arquiteto Dédalo, a mando do notório rei Minos, construiu um grande labirinto para aprisionar a criatura mítica do Minotauro. Se na superfície já é difícil não se perder, devia ser impossível mesmo achar a saída desse labirinto. O sítio arqueológico é bem sinalizado e também dispõe de várias placas informativas. Há explicações sobre os traços arquitetônicos, a história, a utilidade, a redescoberta e a muito controversa reconstrução dos vários ambientes desta cidade.

O Mosteiro de Arcadi

Ilhas gregas, Arcadi Monastery

Mosteiro de Arcadi. Foto: André Orengel

A parada seguinte é o Mosteiro de Arcadi, situado 23 quilômetros a sudeste da cidade de Retimno e a 81 quilômetros de Cnossos. Aproveite a estrada que leva ao mosteiro para desfrutar da vista litorânea e da paisagem do interior desta que é maior das ilhas gregas. Diversas são as razões para conhecer este mosteiro ainda em atividade: a arquitetura da fachada e interior, a sua história medieval e moderna e a ótima coleção de arte sacra.

O Arcadi, infelizmente, tornou-se famoso internacionalmente por uma terrível tragédia, ocorrida no local durante a revolta cretense contra a ocupação turca (1866-1869). Tropas otomanas entraram em combate com 943 gregos refugiados no mosteiro. Os gregos acabaram preferindo o sacrifício à rendição e fizeram explodir o estoque de pólvora. Esta triste história é contada em detalhes no mosteiro, que indica o local da explosão.

No embalo veneziano em Retimno

Ilhas gregas, Retimno

Porto velho de Retimno. Foto: André Orengel

Em seguida, uma boa pedida é visitar a cidade de Retimno. Estacione o carro nas proximidades do porto antigo e procure um local do seu agrado para almoçar. São inúmeras as opções, mas os preços são altos. Depois do almoço, passeie por esta charmosa cidade, com tanta herança da ocupação veneziana.

Alguns dos lugares pelos quais você deve passar são:

– a Loggia que servia como principal ponto de encontro para a discussão de questões políticas e econômicas dos nobres que habitavam a cidade no século 16. Hoje ela abriga uma loja de réplicas de achados arqueológicos;

Ilhas gregas, Rimondi fountain

Fonte Rimondi. Foto: André Orengel

– a fonte Rimondi que abastecia esta parte da cidade veneziana com água potável;

Ilhas gregas, mesquita de Neratzes

Mesquita de Neratzes. Foto: André Orengel

– a mesquita de Neratzes, com seu enorme e lindo minarete construído em 1890, que já foi uma igreja e hoje é um conservatório;

– a Fortezza, o forte que servia de proteção à cidade. O curioso é que este forte jamais fora considerado um esplendor da segurança. Muito pelo contrário. Existem tantas falhas no projeto que alguns historiadores acham que ele sequer fora construído para defender a cidade de uma invasão turca. E sim para abrigar as tropas e administração veneziana. Contemple o pôr do sol do alto dos muros desta fortaleza e, ao anoitecer, retorne à Heraclião.

Terceiro Dia – Santorini

Ilhas gregas, Santorini, Thera

Vila de Fira, na ilha de Santorini. Foto: André Orengel

A balsa da Sea Jets sai do porto de Heraclião às 08h40 da manhã e chega em seu destino às 10h35. Anteriormente chamada de Strongili (a redonda) em razão de seu formato, Santorini teve a sua forma alterada para sempre por uma colossal erupção.  Foi por volta de 1613 a. C., quando o miolo da ilha foi afundado na caldeira de um gigantesco vulcão. Como resultado, foram formados enormes e lindos penhascos em sua face leste. As vistas da caldeira são realmente deslumbrantes. Principalmente, a partir das cidades de Fira e Oia.

Alugar um carro é importante para conhecer bem a ilha de Santorini. Você pode procurar uma locadora logo quando desembarcar. Dá para negociar bons preços para retirar e devolver o veículo no próprio porto. Para você ter um parâmetro de preços, alugamos um Nissan Versa por 65€ por dois dias.

Para o restante do dia, tenho duas opções de itinerários: um mais puxado e outro mais tranquilo.

Quero relaxar

Se você quiser curtir sem pressa, deixe as malas no hotel e almoce tranquilo. Minha sugestão é hospedar-se na vila de Fira e almoçar no Pelican Kipos, que tem um ambiente relaxado e uma comida ótima. Depois do almoço, uma boa opção é conhecer a cidade de Oia (falaremos dela mais adiante).

Não vim para brincar

Ilhas gregas, Santorini, ancient Thira

Ruínas da antiga Fira. Foto: André Orengel

Na opção para os fortes, dirija diretamente do porto para as ruínas da Fira antiga (a grafia Thera também será encontrada). Já na subida, você vai agradecer por estar de carro. Mas você não entra com ele no sítio arqueológico. O estacionamento é próximo à bilheteria. Compre, aqui também, um ticket combo. Passada a bilheteria, é preciso subir muitos degraus para chegar às ruinas. O trajeto é cansativo, mas a vista e o sítio arqueológico compensam o esforço.

Oia

Ilhas gregas, Santorini, Oia

Cenário de cartão postal em Oia. Foto: André Orengel

Terminado o tour, dirija até a cidade de Oia, na pontinha da ilha. Almoce e, em seguida, passeie pela vila enquanto ainda não chegaram as hordas de turistas para assistir à famosa vista do pôr do sol. Aproveite para visitar a igreja de Panagia Platsani e apreciar as lindas vistas da caldeira.

Reserve uma mesa com alguma antecedência no disputado Kastro para desfrutar da melhor vista do pôr do sol de Oia com tranquilidade e acompanhado de boa comida e bebida.

Quarto Dia – Santorini

Museu Pré-histórico de Fira

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Museu Pré-Histórico de Fira. Foto: André Orengel

Você pode começar o dia conhecendo a belíssima coleção de achados arqueológicos do Museu Pré-histórico de Fira. Ele expõe as magníficas obras originárias das escavações do sítio arqueológico de Akrotiri. Apesar de pequeno, o museu é cheio de interessantes informações sobre os usos dos artefatos exibidos, bem como sobre a constituição geológica da ilha e os costumes da civilização Cíclade que ali habitava.

Vinícola Santo Wines

Ilhas gregas, Santorini, Santo Wines

A vista da vinícola Santo Wines. Foto: André Orengel

Depois, sugiro o tour guiado pela vinícola Santo Wines para aprender sobre o cultivo de uvas e a produção de vinho de Santorini. Fizemos o pacote mais barato disponível (o Simple Tour nº 1). Por 15€, ele também incluía a degustação de três taças de vinho. Almoce no local para deleitar-se com a linda vista e ótima comida do restaurante. Na lojinha, a especialidade é o vinho branco de uvas Assyrtiko.

Akrotíri

Ilhas gregas, Santorini, Akrotiri archeological site

Sítio arqueológico de Akrotíri. Foto: André Orengel

O sítio arqueológico de Akrotíri tem duas peculiaridades: ainda está em escavação e é completamente coberto. Ah, se todas as ruinas tivessem esta sombra… Descoberto em 1867, o sítio só começou a ser escavado para valer cem anos depois, sob a coordenação de Spyridon Marinatos. Afrescos, cerâmica, móveis, avançados sistemas de drenagem e edifícios de três andares foram descobertos no sítio em ótimo estado de conservação. Isto porque, similarmente às ruínas de Pompéia, na Itália, a cidade se encontrava enterrada (e protegida) em baixo de muitas toneladas de cinza vulcânica, derivadas daquela monstruosa erupção ocorrida nos idos de 1600 a. C. que eu falei lá em cima.

Mais penhascos e vistas

Ilhas gregas, Santorini, Thira

Outra vista que você pode ter em Fira. Foto: André Orengel

Finalizada a exploração da área, retorne a Fira para passear por suas ruas, especialmente aquelas que dão vista à cratera, para lindas fotos. Na hora do pôr do sol, jante no ótimo Character (a reserva garante os melhores assentos da casa). O carpaccio e a pizza estavam deliciosos.

Quinto Dia – Mykonos

Ilhas gregas, Mykonos

Mykonos. Foto: André Orengel

A balsa que leva a Mykonos provavelmente sairá do mesmo local que você desembarcou quando chegou a Santorini, às 10h45, chegando às 13h05. Ao desembarcar, vire à esquerda e siga reto até encontrar a parada do ônibus que lhe levará à Fabrika, na vila de Hora (se você, como eu, estiver hospedado aqui). Da parada, caminhe até o seu hotel. Ficamos no ótimo Poseidon, que fica bem perto dali. Após fazer o check-in, almoce no delicioso D’Angelo. De lá, caminhe até alguns dos exemplares mais famosos dos moinhos de Mykonos.

Depois disso, perca-se pelas ruelas de Hora. Você se sentirá em um labirinto, pois é quase impossível se guiar sem um mapa. Tudo isso era proposital. Os venezianos construíram as ruas desta vila assim por dois motivos:

1) para não criar corredores de vento, e, assim, manter as casas aquecidas nos meses de inverno;

2) Para confundir eventuais piratas que buscassem saquear a cidade.

Para jantar, escolha o Katerina’s Restaurant, com linda vista do pôr do sol e dos moinhos.

Sexto Dia – Mykonos

Delos

Ilhas gregas, Delos archeological site

Sítio arqueológico de Delos. Foto: André Orengel

Para o último dia de roteiro, você pode desfrutar de uma das ótimas e mundialmente conhecidas praias da ilha. Outra opção é fazer o que fiz: um passeio guiado ao sítio arqueológico de Delos. Ele fica em uma ilha hoje inabitada (os únicos moradores são os trabalhadores das escavações e manutenção do sítio). A ilha é perto de Mykonos e acessível de barco. A saída do porto antigo de Mykonos é as 9h da manhã com duas opções de retorno: as 13h30 e as 15h.

Como o lugar é imenso, você provavelmente preferirá retornar na segunda opção de horário. Leve um lanche/almoço, pois a comida vendida na lanchonete do local é caríssima. Não deixe de visitar o museu, com artefatos e estátuas encontradas no local, dentre os quais, destacam-se os originais leões de Delos. Muito protetor solar, chapéu e óculos escuros são praticamente obrigatórios para o passeio, já que a área é totalmente descampada.

Ilhas gregas, Delos lions, Mykonos

Os leões de Delos. Foto: André Orengel

Reza a lenda que foi aqui que nasceram os deuses gêmeos Apolo e Artêmis. Isto fez do lugar um dos três principais destinos de peregrinação da Grécia antiga. Não só de religião vivia a ilha. No período helenístico e nos primeiros séculos da ocupação romana, ela era um importante entreposto comercial. Muitos de seus habitantes eram ricos transportadores, banqueiros e comerciantes, originários da Europa, Ásia e África. O mercado de escravos chegou a vender até 10 mil pessoas por dia.

Ao retornar a Mykonos, aproveitamos para passear mais pelas ruas de Hora, tomar um sorvetinho e se despedir das maravilhosas ilhas gregas.

 

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Maceió: dicas da cidade em um roteiro de quatro dias

Vou confessar um pecado: foram necessários seis anos morando no Recife para ir a Maceió pela primeira vez. É pecado sim porque não há uma desculpa que não soe esfarrapada….

Vou confessar um pecado: foram necessários seis anos morando no Recife para ir a Maceió pela primeira vez. É pecado sim porque não há uma desculpa que não soe esfarrapada. As duas cidades são próximas: em 3h30 de estrada você sai de uma e chega à outra. Amigos pernambucanos sempre elogiaram a beleza da orla da cidade e das praias do litoral alagoano. Meus pais, quando vieram me visitar, já deram pelo menos duas escapadas até Alagoas e voltaram maravilhados. Falta de aviso é que não foi…

Maceió sozinha tem 40 quilômetros de litoral. Seis deles urbanizados, com calçadão, ciclovia, barracas e bares de praia. Nenhuma capital nordestina tem piscinas naturais tão próximas: a apenas dois quilômetros da costa. Além disso, a cidade oferece esportes de aventura (caiaque e stand up paddle, por exemplo), artesanato e uma ótima gastronomia. A capital alagoana é bem servida de restaurantes de cozinha regional e internacional, sempre com frutos do mar fresquinhos.

A orla da Pajuçara é fechada aos domingos e feriados. Foto: Leonardo Aquino

Para quem quer dar uma variada na paisagem, é só pegar uma estrada para viagens curtas. Num raio de algumas dezenas de quilômetros a partir de Maceió, há um farto cardápio de praias. Umas mais desertas, outras mais movimentadas, algumas com infraestrutura de resort, outras mais rústicas. Todas com o mar naquela paleta de cores dos sonhos: entre o azul e o verde, para ninguém sentir inveja do Caribe.

A ida a Maceió acabou sendo emblemática para mim por uma razão pessoal. Foi a primeira vez que minha esposa Janaína e eu viajamos com nossa filha Olívia. Ela tinha apenas dois meses quando fomos e isso acabou sendo determinante na elaboração do roteiro. Por exemplo, deixamos de fazer os passeios nas piscinas naturais por receio de andar com uma bebê num barco. E nas praias, procuramos pontos de apoio que fossem mais amigáveis para crianças.

Fim de tarde na Pajuçara. Foto: Leonardo Aquino

Passamos quatro dias lá no feriadão de 12 de outubro de 2017 e resolvi compartilhar com vocês nosso itinerário. Não é um guia definitivo de Maceió, mas o relato da nossa experiência na cidade. As dicas podem ser aproveitadas por famílias com filhos pequenos ou turistas em busca de uma viagem mais low profile. Espero que vocês curtam!

Como chegar a Maceió

De avião

Há voos diretos para Maceió saindo de Recife, Salvador, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas e Belo Horizonte. Se você vier de avião, desembarcará no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares. Ele fica a 25 quilômetros da orla da Pajuçara, o epicentro turístico da cidade. Se é nessa região que você vai ficar hospedado, a corrida de táxi vai sair entre R$ 75 e R$ 88. Dá para fazer uma simulação da viagem no site http://www.citytaxi.com.br.

Para economizar, dá para chamar um Uber, que custa entre R$ 40 e R$ 55. Há ainda os ônibus da empresa Veleiro (http://www.viacaoveleiro.com.br), que saem da frente do aeroporto. Mas os moradores dizem que a linha Aeroporto/Ponta Verde costuma ser visada por assaltantes. Melhor evitar.

De carro

Saindo do Recife, como foi o nosso caso, há dois caminhos. Um é pela BR-101, num percurso de aproximadamente 260 quilômetros. A estrada é toda duplicada no trecho pernambucano. Quando se entra em Alagoas, há alguns trechos de uma pista só. Mas as obras de duplicação estão em andamento, o que congestiona o trânsito em alguns momentos.

O segundo caminho é a chamada rota litorânea: PE-060 no trecho pernambucano e AL-101 no trecho alagoano. A distância é mais ou menos a mesma da rota pela BR-101. Mas o trajeto quase todo é feito em estrada de pista única. Além disso, há muitos trechos em áreas urbanas. Porém, para quem quer fazer um pinga-pinga em várias praias, é a melhor opção. No caminho, estão Porto de Galinhas, Carneiros, Tamandaré, Maragogi, Japaratinga e muitas outras.

Para quem vem do outro lado do Nordeste, como Aracaju e Salvador, o caminho principal é a BR-101. Mas não sei como está a estrada neste trecho.

Onde ficar

A maioria dos hotéis de Maceió está na Pajuçara. É o principal bairro da orla urbana, com muitos restaurantes, a feirinha de artesanato e equipamentos na praia (como quadras esportivas). Mas a oferta de hospedagem é proporcional à quantidade de gente e de carros circulando. Aos domingos e feriados, a avenida litorânea é fechada num trecho que vai até Ponta Verde (o bairro imediatamente ao norte de Pajuçara). A orla acaba virando uma grande rua de lazer, o que pode ser uma delícia e um tormento, dependendo do ponto de vista.

Quanto mais para cima você anda no mapa, menos muvuca. Escolhemos nos hospedar num dos últimos bairros da orla urbana da cidade, a Jatiúca. Alugamos um Airbnb num condomínio à beira-mar, num trecho ainda movimentado do bairro. Você pode usar como referência a avenida Antônio Gomes de Barros, que é perpendicular à orla. Ela é em estilo boulevard, com um canteiro central largo (mas não muito bem cuidado). Nela, há uma quantidade enorme de restaurantes, bares e lojas de rua. É uma ótima pedida para passeios pós-praia.

 

Primeiro dia

Almoço na Bodega do Sertão

Chegamos a Maceió por volta do meio-dia e, depois de deixar a bagagem no apartamento, fomos atrás do almoço. Escolhemos um local bem próximo ao condomínio: a Bodega do Sertão. É um restaurante típico nordestino que costuma ser visitado por celebridades. Há um painel com fotos de várias delas, principalmente atores globais. O serviço é em buffet por quilo e o atendimento é muito bom. Dá para experimentar baião de dois, carne de sol, carneiro, e outras delícias regionais.

Se você estiver na cidade em um domingo, pode tomar café na Bodega do Sertão. É o único dia em que o restaurante abre de manhã. Sem pressa, dá para se empanturrar com as guloseimas nordestinas. Bolo, tapioca, cuscuz, macaxeira e muito mais!

Pontal da Barra e Feirinha de Artesanato da Pajuçara

Maceió, bordado filé

O famoso filé alagoano. Foto: Leonardo Aquino

Em seguida, fomos até um local onde se compra o artesanato alagoano mais tradicional. O Pontal da Barra, também conhecido como “bairro das rendeiras”, é o melhor lugar para comprar o filé. Não, não é o corte de carne. E sim um estilo de bordado bem característico.

Segundo o Instituto de Bordado Filé, o estilo é construído a partir de uma rede que serve de suporte para a execução do bordado. O trabalho propriamente dito tem duas etapas: a construção da rede e o preenchimento de pontos sobre a rede.

É um estilo bem colorido, que está principalmente em peças de mesa e de vestuário. No Pontal da Barra, você vai poder encontrar uma variedade tremenda de exemplares. As lojas e ateliês das rendeiras estão concentradas na rua Alípio Barbosa da Silva. Além do filé, dá para encontrar tecelagem, cerâmica e muitos outros tipos de artesanato. Muitas lojas aceitam cartões de crédito e débito, mas levar dinheiro em espécie é bom para pechinchar. Há um caixa eletrônico da rede Banco 24 Horas numa das galerias.

Maceió, Pontal da Barra

A rua das rendeiras no Pontal da Barra. Foto: Leonardo Aquino

Depois de sair do Pontal da Barra, tentamos ir à Feirinha de Artesanato da Pajuçara. Mas o movimento estava muito grande na região (era feriado) e não conseguimos nem lugar para estacionar o carro. Pelo que deu para ver de fora, não há nada muito diferente do que se encontra em outras feiras de capitais nordestinas. Cachaça, castanha, renda, tecelagem, referências a forró e cangaço, etc. Se você é do Nordeste, certamente não vai ver nenhuma grande novidade.

Daslagoas Brew Pub

A casa da cerveja alagoana. Foto: Leonardo Aquino

À noite, decidimos dar uma explorada na avenida Antônio Gomes de Barros, próxima ao apartamento. Encontramos uma cervejaria que chamou a atenção pelo nome: Daslagoas Brew Pub. É um bar que produz a própria cerveja, com cinco rótulos. Todos têm alguma referência à cultura nordestina: Quilombos, Aluá, Jangadeiros, Virgulino e Guerreiros. Às terças, quartas e quintas, no happy hour, você toma dois chopps iguais e ganha o terceiro. Experimentamos a Guerreiros, que é uma Blonde Ale bem gostosa. A Daslagoas também vende outras cervejas locais, com preços muito bons. Vale demais a visita!

Maceió, Das Lagoas Brew Pub

Foto: Leonardo Aquino

Segundo dia

Praia de Garça Torta e Milk Beach Pub

Praia de Garça Torta. Foto: Leonardo Aquino

Era nosso primeiro dia de praia, então resolvemos acordar cedo para aproveitar algum tempo de sol mais brando. Principalmente por causa da Olívia, nossa bebê de dois meses. A ideia inicial era ir ao Hibiscus, um day use que fica na praia de Ipioca, 24 quilômetros ao norte de Maceió. O local é muito bem recomendado pela infra-estrutura, com gazebos, redes, espaço infantil, piscinas e até spa.

Quando chegamos à entrada do Hibiscus, fomos informados que o day use (R$ 35 por pessoa, sem consumação incluída) só poderia ser pago em espécie. Estávamos apenas com os cartões e tivemos que voltar à estrada para tirar dinheiro. Na volta, já havia uma placa na guarita: LOTADO. E não eram nem 10 da manhã. Acabamos desistindo do Hibiscus. Além do preço alto e da grande concorrência para entrar, achamos que era diferente do perfil que procurávamos.

Maceió, Milk Beach Pub, Praia de Garça Torta

Milk Beach Pub. Foto: Leonardo Aquino

Fomos então para uma praia um pouco mais próxima de Maceió, a de Garça Torta. Ficamos em outro bar de praia bem recomendado, o Milk Beach Pub. Quando chegamos, não havia quase ninguém e nos sentimos muito mais à vontade. Guarda-sol, rede e uma trilha sonora ótima, que foi de Secos e Molhados a Rolling Stones. O nome é uma homenagem a Harvey Milk, ativista LGBT americano que foi interpretado no cinema por Sean Penn.

Maceió, Milk Beach Pub, Praia de Garça Torta

Sombra, rede, barulho do mar… Precisa de algo mais? Foto: Leonardo Aquino

O cardápio tem petiscos de praia e frutos do mar a preços bem OK. A praia de Garça Torta, que fica nos fundos do Milk, tem o mar agitado. Além das ondas que quebram em cima da beira, há algumas pedras logo em frente ao acesso do bar. Mas dá para tomar banho andando um pouco para a esquerda.

Caminhada pela Jatiúca

No fim da tarde, resolvemos dar uma caminhada pela orla da Jatiúca. Há uma ciclovia e as calçadas são bem pavimentadas. Tanto que conseguimos andar confortavelmente com a Olívia no carrinho de bebê. A região tem muitos bares de praia como a Barraca Buenos Aires e o Lagosta do Chef. Saindo da orla e indo em direção à cidade, estão alguns dos restaurantes mais badalados de Maceió, como o italiano Maria Antonieta e o peruano Wanchako.

Acabamos indo em uma opção mais econômica para jantar, a creperia Operant. A especialidade da casa são os crepes com massa crocante. Mas a casa também tem boas saladas e ótimos sucos.

 

Terceiro dia

Praia de Guaxuma

Maceió, Praia de Guaxuma

Praia de Guaxuma. Foto: Leonardo Aquino

Fomos à primeira praia ao norte de Maceió. Guaxuma fica cerca de 10 quilômetros distante da Pajuçara, mas já dá para sentir muita diferença da orla urbana. Menos gente, menos carros e mais espaço na areia. O mar é agitado como o de Garça Torta, mas sem pedras.

Maceió, Praia de Guaxuma

Barraca Bar Brasil, em Guaxuma. Foto: Leonardo Aquino

Ficamos na Barraca Bar Brasil, uma das mais conhecidas de Guaxuma. Ela tem uma infraestrutura bem simples, mas suficiente para não passar perrengue. O diferencial é uma área de lazer para crianças, com alguns brinquedos no estilo parquinho. Os preços, em geral, são mais baixos que os de Garça Torta. Experimentamos o filé de siri, servido com farofa. Custou 35 reais e foi um bom petisco pré-almoço. O ponto negativo é que, diferente do Milk Beach Pub, o Bar Brasil é todo aberto e oferece menos privacidade.

Almoço no Akuaba

Depois da praia, fomos para uma das experiências que mais esperávamos em Maceió: o almoço no Akuaba. É um dos restaurantes mais badalados da capital alagoana, com suas receitas de inspiração africanas e baianas.

O acarajé do Akuaba. Foto: Leonardo Aquino

De saída, lhes digo: lá, experimentei o melhor acarajé da minha vida. Massa sequinha e fofinha, recheios deliciosos e um tamanho generoso. Se você não estiver sozinho na mesa, melhor dividir. Comer um inteiro pode tirar um precioso espaço do seu estômago.

Maceió, restaurante Akuaba

A Moqueca Meu Príncipe do Akuaba. Foto: Leonardo Aquino

No prato principal, pedimos a Moqueca Meu Príncipe. Ela leva camarão, mexilhão e polvo e é temperada com gengibre e biri-biri, uma fruta que também é conhecida como limão de caiena. Serve duas pessoas, assim como quase todo o cardápio. Além de moquecas, o Akuaba tem muitas opções de frutos do mar, inclusive ostras frescas.

O almoço saiu a R$ 87 por pessoa, incluindo entrada, prato principal, drink e sobremesa. O preço é bem justo para o tamanho das porções e para a qualidade da comida.

 

Último dia

Japaratinga

Foto: Leonardo Aquino

Para chegar ao Recife com o dia claro, saímos de Maceió ainda de manhã. A ideia era parar em alguma praia na rota ecológica para almoçar. Ficamos na dúvida entre Maragogi e Japaratinga. Maragogi é o principal destino da região, graças às piscinas naturais e à boa gastronomia. Só que a cidade foi invadida por resorts e costuma ficar entupida de turistas. Japaratinga está ali coladinha e tem as mesmas atrações naturais. A oferta de restaurantes não é igual à da vizinha badalada, mas a quantidade é suficiente para lhe deixar na dúvida na hora do almoço.

Como queríamos tranquilidade por causa da bebê, fomos a Japaratinga. A entrada da vila tem aquela imagem típica das cidades de interior: a pracinha, a igreja e os pequenos comércios. Andando algumas centenas de metros, você chega à orla e dá de cara com o mar azul esverdeado.

Praia de Japaratinga

Foto: Leonardo Aquino

Indo para a direita na orla (ou na direção sul no mapa), você vai encontrar uma grande oferta de restaurantes pé na areia. Escolhemos o Camboa pela área externa amigável: grama bem cuidadinha, espaço para estacionar, mesas e sombrinhas na beira da praia, proximidade do mar. O banho por lá é ótimo: ondas fracas e água com temperatura bem fresquinha.

O único porém foi o custo-benefício do almoço. Pagamos 84 reais num peixe grelhado bem simplório, com arroz e purê. Mas, em se tratando de valores, não espere encontrar algo muito diferente na região. Os preços são bem inflacionados.

No quesito economia, Japaratinga leva vantagem sobre Maragogi no valor do passeio das piscinas naturais. Pela pesquisa que fiz, o preço em Maragogi é em média 50% mais caro. Outra dica importante: se você gosta de sol e sossego, vale curtir a rota ecológica sem pressa. O ideal é programar de três a quatro dias.

 

1 comentário em Maceió: dicas da cidade em um roteiro de quatro dias

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