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Cinco coisas para fazer na Estação das Docas em Belém

Quem vai a Belém costuma receber duas dicas de passeios. Os moradores da cidade sempre sugerem um fim de tarde na “Estação”, com beira de rio e pôr do sol….

Como ler os guias Lonely Planet de graça (ou quase)

Não é preciso ter o passaporte mais carimbado da paróquia para saber o tamanho da grife Lonely Planet para os viajantes. Já são mais de 40 anos ajudando gente como…

7 erros que cometi em viagens (e espero que você não repita)

Cada viagem é um novo capítulo na grade curricular de aprendizados possíveis da sua vida. Assim como na escola, existem aquelas matérias em que a gente sente mais dificuldade. Você…

Cinco coisas para fazer na Estação das Docas em Belém

Quem vai a Belém costuma receber duas dicas de passeios. Os moradores da cidade sempre sugerem um fim de tarde na “Estação”, com beira de rio e pôr do sol….

Quem vai a Belém costuma receber duas dicas de passeios. Os moradores da cidade sempre sugerem um fim de tarde na “Estação”, com beira de rio e pôr do sol. Os turistas que já andaram por lá indicam um happy hour nas “Docas”, com chopinho de qualidade e petiscos regionais. O melhor de tudo é que as duas dicas apontam para o mesmo destino: a Estação das Docas.

Costumo desconfiar de dicas “obrigatórias”, mas esta compensa. Na Estação das Docas, é possível ter uma espécie de “menu degustação do Pará” ao longo de 32 mil metros quadrados. Gastronomia, natureza, cultura… tem tudo lá. E o local está acessível a todos os bolsos. Há desde shows gratuitos até restaurantes refinados.

Inaugurada em 2000, a Estação das Docas teve o projeto inspirado no Puerto Madero de Buenos Aires. Ela fica numa região portuária de Belém que estava desativada no final do século passado. Três galpões foram revitalizados e transformados em uma janela para a Baía do Guajará. Além disso, foram instalados restaurantes, bares, lojas, palcos para as mais diversas manifestações artísticas e um auditório que também funciona como cinema e teatro.

Foto: OS Pará 2000

A ideia foi tão bem sucedida que se transformou na principal atração turística de Belém. A circulação de pessoas ultrapassa a marca de 1 milhão por ano, entre turistas e moradores da cidade. O projeto também ajudou a inspirar iniciativas semelhantes em outras cidades brasileiras, como os Armazéns do Porto, no Recife.

Mas, afinal, o que é tão imperdível assim na Estação das Docas? Resolvi criar essa lista com cinco coisas que sempre faço quando vou a Belém. Espero que as dicas sejam inspiradoras!

 

1) Tomar cerveja na Amazon Beer

Foto: Divulgação

Bem antes das cervejas artesanais virarem uma moda hypada, a Amazon Beer foi uma visionária. É um dos poucos estabelecimentos que está na Estação das Docas desde a inauguração. E trouxe para Belém a cultura de tomar um chope diferente daqueles que você encontra em todo canto.

A Amazon Beer produz oito tipos de cerveja, sendo seis delas com algum ingrediente regional na sua composição. A stout, por exemplo, é feita com açaí. A witbier, com taperebá (fruta que você talvez conheça como cajá na sua região). A red ale, com priprioca, uma raiz amazônica costumeiramente usada na indústria de cosméticos. Todas elas estão disponíveis em torneira e em garrafa (para tomar no bar ou levar para casa).

Unha de caranguejo for the win. Foto: Leonardo Aquino

Para acompanhar seu chopinho regional, a Amazon Beer tem um vasto cardápio de petiscos. Os campeões são a linguiça de metro e os pastéis de tacacá. Mas anote aí a dica esperta do Mochileza: unha de caranguejo. É um misto de bolinho e coxinha, recheado com carne desfiada e temperada de caranguejo. A da Amazon Beer é uma das melhores de Belém. Pode ir sem erro.

 

2) Fechar o cardápio de sorvetes da Cairu

Foto: Facebook/Cairu

A Cairu é outro top of mind entre as dicas de quem já conheceu Belém. É a sorveteria mais tradicional da cidade e tem como carro-chefe os sorvetes de frutas regionais. Algumas delas você já deve ter experimentado por aí, como açaí e cupuaçu. De outras você dificilmente ouviu falar, como uxi, sapotilha e muruci.

Há alguns sabores autorais com os ingredientes regionais que valem muito a pena. O carimbó, por exemplo, é um sorvete de castanha do pará com doce de cupuaçi. O paraense é açaí com farinha de tapioca.

Para quem quer fazer apostas seguras, a Cairu tem os clássicos. Chocolate, creme, frutas vermelhas e muitos outros. Mas vá por mim. Faça uma roleta russa do sorvete, escolha algum sabor pelo nome e faça uma experiência inédita para o seu paladar.

 

3) Fazer compras descoladas na Ná Figueredo

Foto: Facebook/Ná Figueredo

Ná Figueredo não é apenas um estabelecimento comercial. É uma marca que se confunde com a cena musical de Belém, com a realização de eventos e o lançamento de discos há quase 30 anos. O carro-chefe são as roupas e calçados, seja as criações próprias da loja ou peças de marcas como AMP, Blunt, Converse e Vans. Também há acessórios como brincos, anéis e pulseiras.

A música é outro ponto forte das prateleiras da Ná Figueredo. São centenas de discos e DVDs de artistas nacionais e internacionais, mas com destaque para músicos paraenses. Alguns deles foram lançados pelo selo da loja, o Ná Music.

Para conferir um pouco sobre o estilo da loja, confira a página da Ná Figueredo no Facebook.

 

4) Conhecer a orla de Belém num passeio de barco

Foto: Divulgação/Valeverde Turismo

Uma famosa canção de Paulo André Barata, compositor paraense, diz: “esse rio é minha rua”. A gente só se dá conta do sentido que ela faz quando conhece Belém e seus rios tão largos a ponto de não se ver a outra margem. Passear por esses caminhos fluviais é um grande programa para se fazer na cidade. E a Estação das Docas é um ponto de partida para vários roteiros desse tipo.

Na Estação, está localizado o trapiche da empresa Valeverde Turismo, que opera os passeios fluviais mais conhecidos de Belém. Numa embarcação tipicamente amazônica, os passageiros contemplam a natureza, a orla da cidade e ainda se entretêm com apresentações de música e danças regionais a bordo.

A Valeverde oferece sete tipos de passeios fluviais. Eles duram de 1h30 a 7h e alguns deles incluem refeições a bordo. Dá para ver as luzes da cidade no entardecer ou conhecer algumas das ilhas próximas a Belém. Nos passeios mais longos, é possível ter um contato bem próximo com a vida da população ribeirinha.

Confira no site da Valeverde os perfis de cada um dos passeios realizados pela empresa.

 

5) Pegar um cinema

Um dos espaços internos da Estação das Docas é o teatro Maria Sylvia Nunes. Nele, são realizados eventos públicos e privados. Mas a sala também recebe o projeto Cine Estação. A programação de cinema foge do circuito comercial e traz títulos alternativos ou clássicos de várias épocas. É comum ver na programação mostras temáticas e filmes que emplacaram em festivais internacionais.

Para acompanhar a programação do Cine Estação, confira a página da Estação das Docas no Facebook.

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Como ler os guias Lonely Planet de graça (ou quase)

Não é preciso ter o passaporte mais carimbado da paróquia para saber o tamanho da grife Lonely Planet para os viajantes. Já são mais de 40 anos ajudando gente como…

Não é preciso ter o passaporte mais carimbado da paróquia para saber o tamanho da grife Lonely Planet para os viajantes. Já são mais de 40 anos ajudando gente como você e eu a planejar viagens e a montar roteiros de férias. Seja com livros, guias de conversação, mapas, aplicativos, revistas e uma penca de produtos repletos de informação.

E como você reagiria se eu dissesse que é possível ter acesso a uma infinidade de livros da Lonely Planet de graça na internet? Alguns deles estão disponíveis absolutamente sem custos. Outros estão acessíveis por um pequeno valor em um serviço de assinatura mensal. Com um terço do preço de um guia, você pode ter acesso a centenas deles.

O mapa da mina está na loja brasileira da Amazon. Ela oferece um serviço chamado Kindle Unlimited, que é uma espécie de Netflix de livros. Você paga R$ 19,90 por mês e tem acesso livre a centenas de milhares de livros. Para fazer a assinatura, não é preciso ter um Kindle, o leitor de e-books fabricado pela própria Amazon. O Kindle tem aplicativos para tablets e smartphones. E também dá para ler os livros no seu desktop, caso isso seja cômodo para você.

Não são tooooodos os livros à venda na Amazon que estão disponíveis para os assinantes do serviço. E os títulos em português estão longe de ser a maioria. Mas para os leitores compulsivos, há material para anos e anos de leitura. E para os viajantes como nós, há uma fonte quase inesgotável de informação para planejar viagens rumo a centenas de destinos.

A Lonely Planet, por exemplo, coloca à disposição no Kindle Unlimited uma penca dos guias clássicos, aqueles completinhos sobre um destino específico. Tem volumes dedicados a países inteiros (do Peru ao Butão), regiões turísticas (Provence, Côte d’Azur, Toscana, Costa Amalfitana) e cidades (Madrid e Berlim, por exemplo).

Além destes, há séries de guias mais específicos ou temáticos da Lonely Planet. O “Road Trips” destaca destinos para pisar fundo pelas estradas. O “Pocket” e o “Discover” reúnem de forma compacta as melhores dicas sobre algumas grandes cidades.  As séries “Classic Trips” e “Best Trips” listam sugestões de roteiros para otimizar a sua viagem. “On a Shoestring” foca em dicas para viajantes econômicos. E por aí vai: sempre vai haver um produto com o seu perfil.

Há também alguns volumes que são gratuitos até mesmo para quem não tem a assinatura Kindle Unlimited. Entre eles, alguns golaços da Lonely Planet como a série “Accessible”, que dá dicas de grandes cidades para os viajantes que possuem necessidades especiais.  Também custam zero reais alguns exemplares como o “Secret Europe” e “Um Mundo de Novidades”, que listam destinos de forma mais genérica.

Com tanto material em mãos, você não precisa comprar os guias só depois de decidir o seu roteiro. É possível fazer uma boa pesquisa de destinos lendo todos os livros que você conseguir. O grande porém: a maioria dos títulos gratuitos (ou quase gratuitos) da Lonely Planet é em inglês. Há poucas exceções. Mas, em geral, você vai precisar de uma afinidade ainda que pequena com o idioma para poder absorver as informações dos guias.

 

Abaixo a gente lista alguns dos guias mais instigantes da Lonely Planet à disposição na Amazon brasileira:

 

Tibete

Foto: gaoxuyu/Pixabay

O território autônomo aos pés dos Himalaias é o sonho de muitos viajantes. Chegar até lá é difícil. Exige muito planejamento, algum dinheiro e um bocado de paciência com burocracias. Talvez por isso, seja difícil encontrar material de qualidade sobre este destino. O guia do Tibete da Lonely Planet (em inglês) tem 352 páginas e já ajuda a começar essa viagem dos sonhos. É gratuito para assinantes Kindle Unlimited.

 

 

Best Trips e Road Trips

Sugestões de escapadas de dois dias a aventuras de duas semanas. Mapas rodoviários, sugestões de itinerários e planejamento, além das famosas “insider tips” para agir como um local e evitar roubadas pela estrada afora. Entre os volumes dessas séries que estão disponíveis de graça para assinantes Kindle Unlimited, estão: França, Califórnia, San Francisco Bay, Costa Amalfitana e Rota 66. Tudo em inglês.

 

 

Antártida

Foto: MemoryCatcher/Pixabay

Que tal fazer turismo no continente gelado? A Lonely Planet foi lá e publicou um guia sobre o que fazer por lá. Ver pinguins, fazer cruzeiros por canais, se embrenhar rumo ao Polo Sul e avistar gigantescos icebergs. O guia da Antártida da Lonely Planet tem 224 páginas, está em inglês e é gratuito para assinantes Kindle Unlimited.

 

Transiberiana

Foto: 797329/Pixabay

Outra viagem fascinante, pois se trata de uma das ferrovias mais extensas do mundo. São quase 10 mil quilômetros entre a Rússia europeia e o extremo oriente do país, com conexões para a Mongólia, a China e o Mar do Japão. A viagem percorre oito fusos horários e leva vários dias para ser concluída. Essa é para os fortes! O guia da Ferrovia Transiberiana em inglês está disponível de graça para os assinantes Kindle Unlimited.

 

Rio Acessível

Este guia foi lançado para os Jogos Paralímpicos de 2016, mas continua merecendo atenção. São 64 páginas com dicas de acessibilidade no Rio de Janeiro. Portadores de necessidades especiais vão poder aproveitar a vida noturna, os pontos turísticos e as praias sem barreiras. O livro está em português e é grátis até mesmo para quem não é assinante Kindle Unlimited.

 

Viagens gastronômicas

Levanta a mão quem se acaba de comer quando sai de férias! A gastronomia é uma maravilhosa forma de viajar pelo mundo. E quanto mais você está aberto para novos sabores, mais descobertas você vai ter. A Lonely Planet tem uma subeditora dedicada a livros com roteiros gastronômicos. Entre eles, um guia para “as melhores comidas de rua do mundo”, outro para “as melhores comidas apimentadas” e uma série chamada “From The Source”, com cozinheiros locais dando receitas das cozinhas do Japão, Espanha, Itália e Tailândia.

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Dortmund: um passeio pela capital alemã do futebol

Sou fã de futebol e nem minhas viagens me deixam mentir. Aqui no blog, já falei sobre a visita ao estádio mais antigo em atividade em Londres. Também já entrevistei…

Sou fã de futebol e nem minhas viagens me deixam mentir. Aqui no blog, já falei sobre a visita ao estádio mais antigo em atividade em Londres. Também já entrevistei o craque Juninho Pernambucano para falar sobre Lyon. Como se não fosse suficiente, tenho amigos que compartilham essa paixão e também colocam o esporte como balizador eventual dos roteiros de viagem. Um deles aceitou o convite de escrever um post convidado para o Mochileza sobre Dortmund, na Alemanha.

Primeiro vou apresentar o “santo” e depois, o “milagre”. O João Lazera é pernambucano, advogado e torcedor do Sport. Apesar de trabalhar no dia-a-dia com o idioma juridiquês, ele tem uma prosa muito fácil na escrita. Poderia ter o blog dele, seja sobre futebol ou sobre viagens. Apaixonado pela Alemanha, o cara já rodou por uma grande parte do país nas viagens que fez para lá.

Dortmund era o sonho de Disneylândia do João Lazera

E por que Dortmund? Por mais que não esteja na rota turística comum, a cidade com pouco menos de 600 mil habitantes tem alguns atrativos para os fanáticos por futebol. O primeiro é o clube com a maior média de público do planeta. O segundo, um completíssimo e recém-inaugurado museu sobre o futebol alemão.

A partir de agora é com o João. Espero que vocês curtam os relatos dele como eu curti!

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Não falta quem se dobre de paixões pelas mais variadas coisas. A minha é o futebol. Eu reverencio o esporte e o Sport. A atmosfera, a festa, a tensão e a linha tênue entre a agonia e alegria são elementos que tornam o jogo apaixonante. Tanto para quem vai ao estádio quanto para quem divide a TV e umas cervejas com os amigos às quartas, quintas, sábados, domingos ou segundas (com o perdão dos que são habitués da Série B).

O João e a Gabi, esposa dele, no Signal Iduna Park, em Dortmund. Foto: João Lazera

Ir à Alemanha é ter a oportunidade de ver de perto a maior média de público em campeonatos nacionais de futebol no mundo inteiro. São mais de 40 mil torcedores por jogo. Além disso, também é a chance de desmistificar parte desses chavões que o brasileiro curte repetir: “país do futebol”, “povo caloroso”, “jogo bonito” e mais um monte desses que você escuta da boca do Galvão Bueno. Esse era o roteiro da minha viagem de 2017.

A ideia era passar por Essen, Colônia, Düsseldorf, Leverkusen, Hamburgo, Hanover e Munique. Quase todas as cidades citadas têm inúmeros atrativos históricos e culturais. Nelas, o futebol é apenas um bônus. Mas que bônus! Nesses lugares, pode se conhecer clubes que vão desde o cultuado underdog St. Pauli até o supercampeão Bayern.

Mas, se você perseverou até aqui, sabe que isso não é o principal objetivo. A exceção – e a razão de existir desse post, é o orgulho da Vestfália: Dortmund.

A maior cidade do Vale do Ruhr teve sua importância histórica calcada na exploração do aço. A atividade foi determinante tanto no período de Otto von Bismarck, quanto no de Adolf Hitler. Não por acaso, Dortmund sofreu com as intervenções pós-guerra. Ressuscitou com a retomada desenvolvimentista chamada de “Wirtschaftswunder”, milagre econômico supervisionado pelo ministro das finanças Ludwig Erhard nos anos 50. Hoje a cidade vive um período de pós-industrialização, fomentado pela Universidade local e seu imponente parque de tecnologia.

Não vai faltar quem tente te convencer a fazer apenas um bate-volta nessa cidade de vocação industrial e com cara de interior. Afinal, são apenas pouco mais de cem quilômetros de Colônia ou de Düsseldorf, por exemplo. E ninguém normal trocaria uma vista da Catedral de Colônia ou da Rheinuferpromenade, o calçadão à beira do rio.

Borussia, o maior patrimônio de Dortmund

Mas, como não estamos falando de pessoas normais, Dortmund merece mais que isso. Merece um fim de semana de jogo, vestido de amarelo e negro, sendo parte da Muralha Amarela, cantando “You’ll never walk alone” a plenos pulmões, cheio de cerveja Kronen na cabeça. Esse é o espírito da cidade do Borussia Dortmund, o BVB 09 (Bê-fál-bê, para os locais).

Foto: João Lazera

Mas, antes dos “finalmentes”, tem os “entretantos”. Para você que está acostumado a ir a estádio comprando ingresso no dia ou é daqueles que não acompanha muito o futebol internacional, tenho uma novidade para você. Os ingressos para os jogos do Dortmund estão esgotados. Cem por cento dos ingressos são vendidos no início da temporada entre os sócios do clube, na forma de tíquete de temporada (season ticket). Como se não fosse suficiente, há uma fila de espera – também formada por sócios, brutal.

 

Como conseguir ingressos para os jogos do Borussia Dortmund?

Como tudo na vida tem um jeito, existem três maneiras de você consegui-los:

1) O site oficial do clube costuma vender os últimos assentos disponíveis para cada jogo duas ou três semanas antes. Ainda assim, é quase impossível.

2) Pelo site de venda de ingressos Viagogo. O site e o app para celular são em português, oferecem a entrega do ingresso em domicílio e pagamento no cartão de crédito. Ao menos pelas avaliações na internet, o sistema é confiável. O lado ruim é que a cobrança é feita em dólares e o preço é sempre salgado, muito salgado. Outro ponto negativo (esse experimentado por mim) é que caso você venha a comprar perto da data do evento, a chance de eles cancelarem por ser inviável o envio/entrega é grande. Ou seja: programe-se com antecedência.

3) A última opção talvez seja a mais conhecida dos brasileiros e, não por coincidência, a menos segura: cambistas. No entanto, é o meio mais fácil de se atingir o objetivo. Se seu inglês for bom, se você não tiver medo de cara feia e souber barganhar, pode comprar bons lugares pagando menos que no Viagogo. O segredo é chegar umas duas horas antes do jogo e ficar perto da loja oficial do clube (Strobelallee 50, 44139 Dortmund). Vai ser fácil identificar quem está ali para esse fim. Deu certo comigo.

Seja qual for o caminho adotado, dificilmente o tíquete sairá mais barato do que setenta euros.

Signal Iduna Park em seu estado natural: lotado. Foto: João Lazera

O Signal Iduna Park

A experiência no Signal Iduna Park, no entanto, vale cada centavo. O estádio contempla todos os tipos de torcedores, desde os amantes das gerais aos chamados “torcedores cappuccinos”. É moderno, confortável e seguro como as novas arenas padrão FIFA, mas sem ser asséptico como tal.

Apesar da elitização que assola o futebol europeu, a Bundesliga e o Borussia Dortmund conservam um tíquete médio com um preço acessível. Assim, garantem espaço para torcedores menos abastados. É a consciência de que, sem a südtribune, onde fica a Muralha Amarela, estaria extinta a maior riqueza cultural do clube e da cidade. Basta o primeiro acorde de “You’ll never walk alone” para se ter certeza disso. A reverência contida na saudação dos jogadores ao fim do jogo é outro exemplo.

Aliado ao jogo e à atmosfera do estádio, está o bratwurst (linguiça com pão) ou currywurst mit pommes (linguiça fatiada, com molho curry apimentado e batatas) e, para acompanhar, dê uma chance à cerveja Kronen. Vai te deixar pensando melhor, eu garanto.

Foto: João Lazera

Estádio à parte, o Borussia Dortmund não para aí. A loja oficial é incrível e te deixa convencido de que o mote Echte Liebe (amor verdadeiro) não é à toa. A quantidade de produtos é suficiente para te deixar vestido de preto e amarelo durante todo o ano, sem parecer membro de uma seita ou mais um integrante da Turma da Mônica. Qualidade, amigos. Apenas qualidade.

Museu do Futebol Alemão

Foto: João Lazera

Se sobrar fôlego para mais um dia dedicado ao futebol, uma visita ao Deutsches Fussballmuseum, o Museu do Futebol Alemão, é imperdível. Apesar do preço relativamente salgado (cerca de 30 euros), o museu entrega uma imersão na história dos tetracampeões mundiais repleta de interatividade e de relíquias valiosas.

Dois capítulos são especialmente destacados. O primeiro é o Milagre de Berna, como ficou conhecida a vitória em 1954 sobre a seleção da Hungria, o então melhor time do mundo. A imersão tem direito a imagens em tamanho real dos jogadores e a história de cada um deles, bem como as anotações pessoais do técnico Sepp Herberger.

Flâmula da final da Copa de 1954, Alemanha 3×2 Hungria. Foto: João Lazera

O segundo capítulo é a máquina que humilhou o Brasil em 2014, com atuação holográfica dos protagonistas da conquista. Além disso, há vários depoimentos e mais um pouco daquela alegria demonstrada nas praias da Bahia e do Rio de Janeiro.

Essas anotações trazem memórias pra você? Foto: João Lazera

A final da Copa de 2014 contada lance a lance em imagens. Foto: João Lazera

O lado negativo é que boa parte do material e os filmes com os jogadores não tem tradução sequer para o inglês. Isso pode deixá-lo com cara de paisagem em grande parte das piadas se o seu alemão for tão ruim quanto o meu, claro. Nada que deixe o programa menos divertido.

Camisa usada por Franz Beckenbauer, o Kaiser. Foto: João Lazera

Outra jóia do acervo é a parte dedicada ao campeonato alemão no período da separação do país, com matérias de jornal, flâmulas e revistas sobre o tema. O contraste entre as Alemanhas Ocidental e Oriental impressiona, sobretudo o contexto político e social.

A extinta Alemanha Oriental jogava com esta camisa azul. Foto: João Lazera

 

Porque nem só de futebol vive o homem…

Se sobrar tempo, duas indicações. A primeira é o café completo na Bäckermeister GROBE (Baroper Kirchweg 32-34, 44227 Dortmund), para poder aproveitar frios, queijos e a arte alemã de fazer pães e doces maravilhosos. A outra é o jantar no La Gazzeta (An der Palmweide 56, 44227 Dortmund), para comer aquela massa que você respeita. Para acompanhar, um Spätburgunder (como é conhecido o vinho pinot noir) da Renânia. É sem erro.

Dortmund é contagiante pelo espírito, pelas pessoas e pelo modo como abraçou o esporte que amo. Vale demais sua visita.

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7 erros que cometi em viagens (e espero que você não repita)

Cada viagem é um novo capítulo na grade curricular de aprendizados possíveis da sua vida. Assim como na escola, existem aquelas matérias em que a gente sente mais dificuldade. Você…

Cada viagem é um novo capítulo na grade curricular de aprendizados possíveis da sua vida. Assim como na escola, existem aquelas matérias em que a gente sente mais dificuldade. Você não precisa ser um aluno brilhante, e sim apenas passar. Nem que seja depois de ficar de recuperação ou de reprovar uma ou outra vez. Com uma diferença crucial: os erros que você comete quando viaja não vão para um boletim.

É natural que a gente cometa erros nas nossas viagens. O planejamento da logística pode dar errado. O dinheiro pode acabar antes das férias. Ou aquela atração que parecia imperdível pode se revelar uma grande roubada. Logo que a gente erra, tem vontade de se submeter ao tribunal mais cruel que existe: o da nossa culpa. Mas, depois que o sangue esfria, tudo vira lição e até anedota.

Faço pelo menos uma viagem internacional por ano desde 2007 e confesso a vocês: já passei muitos perrengues nessas andanças por aí. Alguns não foram culpa minha, como o buraco em que caí até o joelho numa calçada de Assunção em 2009. Outros foram bem evitáveis, como o voo com quatro paradas entre Miami e o Recife na volta das férias de 2013. Todos esses erros me ajudaram a planejar melhor as viagens seguintes. Pode ser que ajudem nas suas também.

Compartilho com vocês, então, as minhas piores notas vermelhas em mais de uma década como viajante:

Erro #1 – Marcar voos para o início da manhã

Foto: Pixabay

Esse erro eu cometi na viagem para a Europa em 2017. Nosso voo de volta para o Brasil começava em Turim às 6h45 da manhã. O transporte público para o aeroporto não funciona 24h na cidade. Portanto, para chegar ao aeroporto na antecedência padrão do check-in, pedimos um táxi para as 3h30 da madrugada. Noite mal dormida e uma longa espera para voar foram apenas o início de uma péssima jornada de retorno pra casa.

Por mais que sejam trechos domésticos e o check-in não demande tanta antecedência, pegar um voo no início da manhã exige acordar muito cedo. Isso porque a maioria dos aeroportos das grandes cidades fica em regiões afastadas. Ou seja, contando com o deslocamento e dependendo da cidade onde você está, um voo às 8h pode demandar que você saia do hotel (ou apartamento) às 5h.

Tem quem já tenha o costume de acordar a esta hora normalmente. Mas sempre é bom lembrar: estamos falando de pessoas de férias. Prezar por mais horas de sono não é crime.

Outro problema relacionado a este erro é o horário de entrada nos hotéis e apartamentos. A regra universal é que o check-in seja no meio do dia, entre 12h e 14h. Chegar pela manhã no destino significa que existe uma grande chance de você precisar fazer hora na rua antes de ocupar sua hospedagem. Se a noite anterior foi de pouco sono, a combinação é terrível.

O que fazer?

Quando tiver voos curtos (de até 2 horas) para fazer na sua viagem, verifique a possibilidade de fazê-los o mais perto possível do meio-dia. Você tem tempo suficiente para tomar café da manhã, ir sem pressa para o aeroporto e não precisar matar hora antes de fazer o check-in no hotel. E o melhor: sem madrugar.

 

Erro # 2 –  Voos chegando de madrugada

Foto: Danilo Bueno – Pixabay

Vacilo cometido na chegada ao Marrocos em abril de 2016. Depois de 3h30 de espera pela conexão no aeroporto de Casablanca, pegamos um voo rumo a Fez e desembarcamos pouco depois de 1 da manhã. Tínhamos um transfer reservado, mas nossa hospedagem ficava na medina. Quem já foi ao Marrocos sabe que qualquer medina é um lugar dificílimo de se localizar, ainda mais de madrugada.

Imagine a combinação: viagem cansativa + destino onde a comunicação não é das mais fáceis. Não recomendo…

A não ser que você esteja no último voo de volta para casa, chegar de madrugada bagunça o relógio biológico. O dia seguinte fatalmente terá uma dose extra de cansaço. Além disso, existe o fator deslocamento. Nem todas as cidades têm transporte 24 horas saindo ou chegando ao aeroporto. Você vai depender de táxi, que nunca é exatamente econômico e ainda pode lhe deixar na mão de um motorista desorientado ou mal intencionado.

O que fazer?

Se um voo chegando de madrugada for inevitável no seu roteiro, estude bem o transporte na sua cidade de destino. Há trens, metrôs ou ônibus saindo do aeroporto? Se não houver, pesquise a distância até a sua hospedagem e use sites como o Rome 2 Rio para calcular o preço de uma corrida de táxi. Outra opção é verificar se o aeroporto oferece o serviço de transfers regulares, como vans compartilhadas. Seja qual for a solução, não marque nenhuma programação para muito cedo no dia seguinte.

 

Erro # 3 – Mala muito grande

Foto: BeKuFu – Morguefile

Na época da viagem que fiz para os Estados Unidos em 2013, eu tinha malas que eram ou pequenas demais ou grandes demais para 19 dias. Imaginando que ia fazer algumas compras, acabei levando a mala grande. Ela acabou se enchendo de presentes, lembranças e cacarecos. Naturalmente, ficou pesada demais e difícil para ser levada numa viagem solitária e econômica. Ainda teve uma alça e uma rodinha quebradas nos voos no meio do roteiro.

Malas grandes são armadilhas. Por mais que você saia de viagem levando pouca bagagem, elas sempre vão fazer você acreditar que uma nova compra não vai fazer tanta diferença no peso. De repente, o que era um objeto carregável se transforma numa bigorna impossível de transportar.

Particularmente, só recomendo malas grandes para quem está mudando de cidade ou fazendo viagens de compras. Neste segundo caso, é bom planejar a logística de transporte em função de bagagem muito volumosa. Alugar um carro, por exemplo, é fundamental.

O que fazer?

O melhor é se reeducar para levar o mínimo possível de bagagem. Já tratamos do assunto neste post sobre viajar leve. As vantagens são muitas: desde economizar usando transporte público até dificultar a cilada de fazer compras desnecessárias.

 

Erro # 4 – Compras no meio da viagem

Foto: Goodward – Pixabay

Mais um erro que cometi na viagem para os Estados Unidos. Eu havia levado todo o dinheiro das férias num cartão pré-pago. Encontrava lojas de discos e eletrônicos legais a cada parada e ia pagando no Travel Money sem nem sentir. Quando fui ver o saldo na metade da viagem, só me restavam cerca de 20% dos dólares que havia comprado no Brasil. A reta final acabou sendo de cintos apertados e gastos não planejados no cartão de crédito.

Ter vontade de comprar não deve ser motivo para se sentir o maior consumista do planeta. Afinal de contas, quando a gente viaja, sempre vê prateleiras repletas de coisas que a gente acha que nunca mais vai encontrar na vida. Mas, a não ser que você viaje com recursos ilimitados, três dígitos numa compra significam abrir mão de algumas ótimas refeições ou de belos passeios.

O que fazer?

Se você viaja com um objetivo de compra em mente (uma câmera, um celular, um perfume), embarque com o dinheiro dessa compra separado. Finja que esse valor não existe até encontrar o seu objeto de desejo. Caso você não tenha nenhum sonho de consumo desse tipo, não se esbalde nas lembrancinhas nos primeiros dias. Deixe as compras para o final.

 

Erro # 5 – Não ler a política de cancelamento e remarcação das passagens

Foto: Torsten Dettlaf – Pexels

Quando viajamos para a Europa em fevereiro de 2017, a Janaína estava grávida de três meses da nossa filha Olívia. No dia da viagem, ela acordou com um sangramento que nos deixou apavorados. Pensamos em adiar o voo e cortar uma parte dos dias da viagem. Entramos em contato com a Condor, a companhia aérea, e tivemos péssimas notícias. Nossa tarifa não permitia remarcação nem reembolso. E para qualquer consulta neste sentido, teríamos que entrar em contato com o escritório da empresa na Alemanha, com 72 horas de prazo de resposta.

Na cara e na coragem, acabamos viajando. Por sorte, tudo correu bem. Mas foi um risco que poderíamos ter evitado. Pela lei do mercado, as tarifas mais flexíveis em relação a remarcação e reembolso são mais caras. Mas, dependendo das circunstâncias, vale a pena pagar um pouco mais para evitar as possibilidades de aperreio.

O que fazer?

Não deixar de ler as letras miúdas na hora de comprar uma passagem, ainda mais se ela for cara e para o exterior. Analisar a diferença de preço entre as tarifas levando em consideração a possibilidade de cancelamento, remarcação e reembolso. Se a gente pudesse antecipar os problemas que levam a uma mudança de planos numa viagem, eles não se chamariam imprevistos.

 

Erro # 6 – Ignorar o perfil da hospedagem

Foto: quanghieu_st1 – Pixabay

Na viagem para a Colômbia, em julho de 2011, cometi um 2-hit combo de erros. Na ida de Bogotá para Cartagena, cheguei de madrugada e ainda caí numa armadilha que só piorou as coisas. Viajava sozinho e me hospedei num hostel. Mas fiz a reserva sem saber que era um hostel muito festeiro, daqueles que têm programação quase diária num espaço no terraço. Os quartos não eram muito arejados. Portanto, ou eu passava calor ou eu ouvia todo o barulho da festança. Não preciso dizer que foi uma primeira noite tenebrosa, preciso?

Todos os viajantes são diferentes entre si – e isso é ótimo. Assim como achei ruim ficar num albergue festeiro, outra pessoa poderia se sentir entediada num local silencioso. Há perfis de hospedagens tão variados quanto os perfis de turistas. E hoje em dia há informação demais na internet para evitar que se cometa o mesmo erro que eu.

O que fazer?

Em primeiro lugar, delimitar o que você espera da sua hospedagem. Quer privacidade? Conforto? Diversão sem precisar sair do lugar? Sempre vai haver uma opção para lhe contemplar. Quando souber bem o que quer, é a hora de pesquisar. E não faltam ferramentas para isso: redes sociais, Trip Advisor, Booking, blogs, etc.

 

Erro # 7 – Chegar a um lugar sem plano algum

Foto: Fxq19910504 – Pixabay

Nas férias de 2009, tomei uma decisão pela primeira, única e última vez: faria uma viagem meio sem lenço, sem documento. Ficaria numa cidade pelo tempo que me desse na telha e decidiria lá qual seria o próximo destino. Estava em Foz do Iguaçu e resolvi ir mais dentro da fronteira para conhecer Assunção. Pela internet, reservei um albergue cujo nome nunca esqueci: Black Cat Hostel. Ao chegar na capital paraguaia, peguei um táxi e, pasmem: o endereço do albergue não existia. Acabei me hospedando num hotel indicado pelo taxista e pagando tarifa balcão.

Não foi a única roubada dessa viagem. Na época, o Museu do Futebol Sul-Americano (que fica na sede da Conmebol) tinha acabado de ser inaugurado. Peguei dois ônibus num dia chuvoso até Luque, na região metropolitana de Assunção. Ao chegar lá, recebi a notícia: o museu estava fechado, pois era segunda-feira. No dia seguinte, ele também não abriria. Era feriado nacional.

Resumindo: a vontade de me libertar dos planos e roteiros bem fechados me fez perder praticamente três dias de viagem. Viajar ao léu é um talento que nem todo mundo tem. Descobri que eu não tinha. E percebi que até para a ausência de planos é preciso ter um plano. Nem que seja para colocar em prática no caso de nada dar certo.

O que fazer?

Tenha pelo menos uma lista de coisas para fazer no seu próximo destino. Não deixe para descobrir seus programas depois que chegar. Você não precisa ter uma agenda detalhada se achar que esse tipo de planejamento aprisiona. Mas tenha em mente pelo menos uma quantidade de atividades proporcional ao número de dias que você vai passar no destino.

2 comentários em 7 erros que cometi em viagens (e espero que você não repita)

Voos alternativos para a sua viagem saindo do Norte e do Nordeste

Este é um post que vai falar de voos, mas começa com um exercício de imaginação. Tente visualizar a seguinte situação: em um prédio de trinta andares, você mora no…

Este é um post que vai falar de voos, mas começa com um exercício de imaginação. Tente visualizar a seguinte situação: em um prédio de trinta andares, você mora no décimo. Num dia de sol, você decide pegar uma piscina no terraço. Só que ao entrar no elevador, em vez de ir direto para o topo, você precisa descer ao térreo antes de subir todos os trinta andares. O deslocamento, que deveria ser de vinte andares, acaba sendo de quarenta. Leva pelo menos o dobro do tempo. Isso se o elevador não parar outras vezes no meio do caminho.

A metáfora ilustra bem o que passam os moradores do Norte e do Nordeste do Brasil quando saem de férias para o exterior. Como a oferta de voos internacionais é restrita nessas regiões, quase sempre é preciso descer no mapa até Guarulhos ou Galeão e então embarcar rumo ao destino final. O resultado: mais tempo de deslocamento, mais tempo coalhando num aeroporto ou mais risco de uma viagem melar com uma conexão perdida. Isso se não acontecer tudo isso no mesmo pacote.

Felizmente, algumas companhias aéreas têm descoberto a demanda reprimida nessas regiões e têm criado rotas fora do eixo Rio-São Paulo. Já há voos saindo de capitais do Norte e do Nordeste para vários dos principais destinos turísticos dos brasileiros pelo mundão afora. De Orlando a Cabo Verde. De Milão a Bogotá. De Frankfurt ao Caribe venezuelano. Dá para chegar a todos esses lugares sem a necessidade de descer até o sudeste.

Esses voos alternativos ajudam não apenas quem mora no Norte e no Nordeste, mas também aumentam as possibilidades de combinação de roteiros para qualquer brasileiro. Não seria nada mau, por exemplo, pegar uma praia no Ceará e um inverno na Itália nas mesmas férias.  Quanto mais flexibilidade você tiver para programar sua viagem, maior a possibilidade de pegar promoções em mais de um trecho.

Resolvi reunir neste post as principais rotas internacionais saindo de capitais das duas regiões. Algumas delas são consagradas, outras mais recentes. Todas podem otimizar, oxigenar ou turbinar suas férias. Anote a dica e pegue seus voos preferidos!

 

Milão via Fortaleza e Recife (Meridiana)

Foto: igorsaveliev – Pixabay

A Meridiana é a segunda maior companhia aérea italiana (atrás apenas da Alitalia) e opera voos regulares para o Brasil desde 2015. Hoje a rota tem como destino o aeroporto de Milão – Malpensa. Os voos saem sempre às quintas-feiras. Na ida, a rota é Fortaleza – Recife – Milão. Na volta, Milão – Recife – Fortaleza. O trecho intercontinental dura cerca de 9 horas. Dependendo do mês da viagem, é possível encontrar passagens por pouco menos de 300 dólares o trecho.

Site da companhiahttps://www.meridiana.it

 

Frankfurt via Fortaleza e Recife (Condor)

Foto: tpsdave – Pixabay

A cidade alemã não é exatamente um destino turístico. Mas é um dos maiores hubs da Europa. Localizada no centro da Europa continental, Frankfurt tem voos para centenas de aeroportos não apenas no velho continente. Portanto, a rota pode servir para inúmeros destinos. A Condor opera no Brasil desde 2011 e hoje tem dois voos no Nordeste: saindo de Recife às terças (a partir de outubro de 2017, muda para as quartas) e de Fortaleza aos domingos. Os voos duram em torno de 9 horas. Dependendo do mês da sua viagem, é possível encontrar passagens a partir de 329 dólares o trecho.

Já voei de Condor duas vezes: uma em junho de 2015 e outra em fevereiro de 2017, sempre tendo Recife como origem ou destino. A diferença que notei entre essas duas experiências foi que passaram a utilizar aeronaves sem a classe executiva e sem sistema de entretenimento individual. O serviço de bordo e o conforto são OK.

Site da companhiahttps://www.condor.com

 

Madri via Salvador (Air Europa)

Foto: falco – Pixabay

A rota entre a capital baiana e a capital espanhola não é muito recente: tem voos regulares pelo menos desde 2009. Hoje são duas saídas semanais, sempre às terças e sábados, com duração em torno de 9 horas. Voei nesta rota em abril de 2016, na viagem de férias para as Ilhas Canárias. As aeronaves são confortáveis e o serviço é bom. Além disso, as promoções são sempre convidativas. Na Black Friday, por exemplo, sempre há descontos de 25 a 30%. Numa pesquisa fora de promoção, é possível encontrar passagens por pouco mais de R$ 2 mil, ida e volta.

Site da companhiahttps://www.aireuropa.com/

 

Lisboa via Belém (TAP)

Foto: SofiLayla – Pixabay

A companhia aérea portuguesa tem voos para dez cidades brasileiras. Porém, apenas um fica na região Norte: Belém. São duas saídas semanais entre a capital paraense e a portuguesa, às terças e sábados. O voo dura em torno de 8 horas. Para os nortistas, esta é a opção mais conveniente para uma viagem de férias rumo à Europa. A má notícia é que a TAP anda bem careira. Tá meio difícil de encontrar passagens abaixo de R$ 3 mil, ida e volta. Para quem mora no Nordeste, a TAP tem saídas de Recife, Fortaleza, Salvador e Natal.

Site da companhiahttps://www.flytap.com/pt-br/

 

Orlando via Recife (Azul)

Foto: eduneri – Pixabay

Essa dica é para quem tem a Disney nos planos de férias. Em dezembro de 2016, a Azul começou a operar voos diretos para Orlando saindo do Recife. Além de evitar um voo até a região Sudeste, a nova rota evita a necessidade de deslocamento para Orlando a partir de Miami (destino da maioria dos voos rumo à Flórida saindo do Brasil). São quatro saídas semanais: domingos, segundas, quintas e sextas. Em época de férias escolares, a frequência é aumentada. Os voos duram cerca de 8 horas. Fora de promoções, é possível encontrar bilhetes a partir de R$ 2,4 mil, ida e volta. Quem tem conta no programa de fidelidade Tudo Azul pode encontrar trechos a partir de 31 mil pontos.

Site da companhiawww.voeazul.com.br

 

Miami via Manaus, Belém, Fortaleza e Recife (American Airlines e Latam)

Foto: pixexid – Pixabay

Eis uma rota que já teve várias alterações ao longo dos últimos anos. Companhias, frequências, destinos… Parece que a cada ano tem uma novidade na conexão entre o Brasil e Miami. Hoje, entre as capitais do Norte e Nordeste, a mais bem servida é Manaus. De lá, há um voo diário para Miami pela American Airlines e um semanal aos sábados pela Latam. Belém tem dois voos semanais pela Latam, às quartas e sábados. Fortaleza tem um voo semanal às terças pela American Airlines. E Recife tem um voo semanal às quartas pela Latam.

Sites das companhias – American Airlines (https://www.aa.com.br) e Latam (https://www.latam.com)

 

Cabo Verde via Recife e Fortaleza (TACV)

Foto: Divulgação TACV

Um destino exótico com voos curtos e passagens baratas. Nada mau para descobrir a África, hein? A companhia cabo-verdiana TACV opera voos diretos entre o Brasil e a cidade de Praia, capital do arquipélago. São apenas quatro horas de voo. Dependendo do mês da sua viagem, dá para encontrar passagens em torno de 300 dólares ida e volta! Além disso, o aeroporto de Praia tem voos diretos para destinos na Europa (Lisboa, Paris e Amsterdam) a partir de 115 euros o trecho. A rota entre o Brasil e Cabo Verde é feita uma vez por semana. Às quintas, os voos saem de Recife para Praia. A volta é de Praia a Fortaleza às quartas.

Site da companhiahttps://flytacv.com/

 

Cidade do Panamá via Manaus e Recife (Copa)

Foto: julianza – Pixabay

Se a Europa é distante para quem mora na região Norte, o Caribe é logo ali! A Copa Airlines tem quatro voos semanais entre Manaus e a Cidade do Panamá, o maior hub da América Central. De lá, é possível pegar conexões para dezenas de destinos ali por perto (Cuba, Costa Rica, Porto Rico, etc) e também para México e Estados Unidos. O voo entre a capital amazonense e o Panamá é razoavelmente curto: 3h46. As saídas são sempre aos domingos, segundas, quartas e sextas. A média de preço que encontrei foi de 755 dólares, ida e volta.

Para quem mora no Nordeste, a Copa tem dois voos semanais para o Panamá saindo do Recife às terças e sextas. Os voos duram pouco mais de 7 horas e consegui encontrar passagens por cerca de 700 dólares, ida e volta.

Site da companhiahttps://www.copaair.com/pt/web/us

 

Barcelona/Venezuela via Manaus (Avior)

Foto: Wikimedia Commons

Se você ouve falar em Barcelona e só pensa em Gaudí e Camp Nou, não se sinta estranho. Eu também não sabia que existia uma Barcelona na Venezuela e muito menos que havia voos diretos do Brasil até lá. Pesquisando um pouco, descobri que o aeroporto de Barcelona é o mais próximo de Puerto la Cruz, cidade de onde partem ferry boats para a Ilha de Margarita.

A ilha fica no Mar do Caribe e é o principal destino turístico da Venezuela. O balneário também sofre com as crises econômicas e políticas do país. Por isso, é bom fazer uma pesquisa antes de escolher esta viagem. A Avior, companhia venezuelana, tem três voos semanais saindo de Manaus (domingos, terças e quintas). Eles duram 2h25 e custam em torno de 250 dólares, ida e volta.

Site da companhiahttps://www.aviorair.com/

 

Buenos Aires via várias cidades (Gol, Tam e Aerolineas Argentinas)

Foto: GRAPHICALBRAIN – Pixabay

A capital argentina virou o símbolo de primeira viagem internacional para algumas gerações de brasileiros desde a flexibilização dos preços das passagens. Além disso, o turismo dos argentinos por aqui tem se expandido além das praias do sul do país. Portanto, nada mais natural que os voos entre o Brasil e Buenos Aires se dissipassem por várias cidades. Já há rotas disponíveis saindo de Manaus (única cidade do Norte), Fortaleza, Natal, Recife, Maceió, Salvador e Porto Seguro (!!!). Os voos duram de 3h55 a 5h30 e são operados por três companhias: Gol, Latam e Aerolineas Argentinas.

Site das companhias – Gol (https://www.voegol.com.br), Latam (https://www.latam.com) e Aerolineas Argentinas (http://www.aerolineas.com.ar/pt-br)

 

Montevidéu via Recife (Gol)

Foto: Leonardo Aquino

Se Buenos Aires já tem voos diretos pulverizados pelo Brasil, o mesmo não se pode dizer de Montevidéu. A capital uruguaia tem apenas uma rota sem conexão rumo ao Norte/Nordeste: Recife, de onde há uma saída semanal operada pela Gol, sempre no fim da noite de sexta-feira. Os preços costumam ser muito bons: pouco mais de R$ 1 mil, ida e volta.

Site da companhiahttps://www.voegol.com.br

 

Bogotá via Fortaleza e Salvador (Avianca)

Foto: Leonardo Aquino

A Colômbia virou a nova queridinha entre os visitantes brasileiros, seja pela multiculturalidade de Bogotá ou pelas caribenhas Cartagena e San Andrés. Agora a rota até lá ficou mais fácil para quem mora no Nordeste. Já há voos diretos de Fortaleza até Bogotá (5h50 de duração, uma saída semanal aos sábados). E, a partir de setembro de 2017, haverá a rota a partir de Salvador (6h15 de duração, uma saída semanal às sextas). O preço médio está em torno de R$ 1,6 mil, ida e volta.

Site da companhiahttps://www.avianca.com.br/

 

Córdoba via Salvador (Gol e Aerolineas Argentinas)

Foto: Pablo D. Flores – Wikimedia Commons

Eis uma rota inusitada mas que pode ser muito bem aproveitada pelos viajantes brasileiros. Córdoba é uma cidade massivamente povoada por estudantes. Tem uma das universidades mais tradicionais da Argentina e recebe jovens de toda a Argentina. Mas a poucos quilômetros de Córdoba capital, estão os destinos turísticos mais interessantes. As serras de Córdoba, onde ficam as pequenas cidades de Villa General Belgrano e Villa Carlos Paz, têm um circuito de inverno ainda pouco conhecido pelos brasileiros. A rota entre Salvador e Córdoba é feita uma vez por semana, sempre aos sábados, pela Gol e pela Aerolineas Argentinas. O voo dura entre 4 e 5 horas.

Site das companhias – Gol (https://www.voegol.com.br) e Aerolineas Argentinas (http://www.aerolineas.com.ar/pt-br)

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Lyon: uma cidade que vai te ganhar pelo estômago

Direto ao ponto: come-se MUITO bem em Lyon. A cidade é uma referência internacional na gastronomia, graças aos seus chefs renomados e restaurantes repletos de estrelas Michelin. Não é preciso…

Direto ao ponto: come-se MUITO bem em Lyon. A cidade é uma referência internacional na gastronomia, graças aos seus chefs renomados e restaurantes repletos de estrelas Michelin. Não é preciso muito esforço para encontrar uma boa refeição na cidade. Em Vieux Lyon e na região da Presqu’Île, dá para você escolher o lugar onde vai almoçar/jantar na base do uni-duni-tê. E com pouquíssimas chances de errar.

A tradição da cozinha vem do século 19, com a origem das Mères Lyonnaises. Eram mulheres que trabalhavam como cozinheiras nas casas de famílias burguesas. Elas se propunham a preparar pratos com ingredientes baratos e típicos da região. No período entre guerras, que coincidiu com a Grande Depressão de 1929, as Mères Lyonnaises viraram empreendedoras. Abriram seus restaurantes e começaram a construir a reputação da gastronomia da cidade.

Com a simplicidades das Mères, nasceu outra tradição: a dos bouchons. Este nome é dado aos restaurantes típicos de Lyon, que precisam atender a algumas características. Toalhas de mesa xadrez, decoração pitoresca, ambiente quase residencial, bom atendimento e pratos típicos. Apenas 22 restaurantes são reconhecidos como autênticos bouchons lyonnais por uma associação ligada ao ente turístico da cidade. A lista completa está aqui: http://lesbouchonslyonnais.org/

A logomarca que você vai encontrar nos bouchons legítimos


Mas há muitos bons restaurantes em Lyon, ainda que não tenham o selo oficial dos bouchons. Vou listar alguns onde comemos na nossa viagem em fevereiro de 2016.

Bouchon des Cordeliers

Obedece às tradições dos bouchons, mas não tem o selo oficial. Sofisticado e acolhedor, tem um cardápio repleto de especialidades lyonnaises. O restaurante oferece dois menus com entrada + prato principal + queijo ou sobremesa. O menu des canuts custa € 26,50 e dá direito a escolher qualquer item do cardápio. O menu des gones custa € 19,50 e tem opções mais limitadas.

Foto: Divulgação

De entrada, a Janaína escolheu o Saumon Gravelax, que é uma espécie de carpaccio de salmão curado com creme de cebolinha e presunto de parma. Eu fui na Salade Lyonnaise, que além das folhas, tinha cubos de carne de porco frita! Se você procura uma salada fitness, pule esse prato!

A salada lyonnaise do Bouchon des Cordeliers

Saumon Gravelax do Bouchon des Cordeliers. Foto: Leonardo Aquino

Pratos principais: a Janaína foi de salmão outra vez. Um salmão assado com risoto de lula feito de arroz negro. Espetacular! Foi a melhor refeição da viagem. Minha escolha foi mais sem graça: uma carne grelhada com molho de vinho do Porto. Muito boa, mas não tão deliciosa quanto o salmão.

O salmão com risoto de arroz negro, o prato campeão! Foto: Leonardo Aquino

Foto: Leonardo Aquino

De sobremesa, a Janaína foi de uma torta de pralinê com sorvete de creme. E eu, de crème brûlée. Nenhum dos dois foi inesquecível. Mas já estávamos bem satisfeitos com boa comida.

É bom fazer reserva para ir ao Bouchon des Cordeliers. Além de todos os contatos, o site do restaurante também tem o cardápio completo: http://www.bouchondescordeliers.com/

 

Les Halles de Lyon Paul Bocuse

É o mercado gastronômico da cidade. É batizado em homenagem a Paul Bocuse, o chef mais renomado de Lyon, que também é dono de várias brasseries na cidade. Pelos corredores de Les Halles, você vai encontrar um pouco de tudo. Queijos, vinhos, chocolates, carnes, peixes, frutos do mar… Tudo fresquinho e arrumado como se fossem vitrines de boutiques de shopping. Dá vontade de ter dois estômagos e recursos ilimitados para experimentar o máximo de coisas.

Foto: Leonardo Aquino

Há também vários restaurantes típicos. Para almoçar ou jantar, sempre há boas opções. Mas é bom consultar antes porque nem todos os locais têm o mesmo horário de funcionamento. O site do mercado é http://www.halles-de-lyon-paulbocuse.com/

Paul Bocuse homenageado num dos “murs paintés” de Lyon. Foto: Leonardo Aquino

Chez Les Gones

É um dos bouchons localizados em Les Halles de Lyon. Ele tem um balcão no piso térreo e um salão bem mais espaçoso no terraço. Também não possui o selo oficial dos bouchons, mas tem ótimos pratos típicos. Possui três tipos de menu. O Menu Bistrot (€ 19) tem entrada + prato principal ou queijo ou sobremesa. O Menu Des Gones (€ 23) tem entrada + prato principal + queijo ou sobremesa. O mais completo é o Menu Des Halles (€ 26,50), com entrada + prato principal + queijo + sobremesa.

Foto: Divulgação – Les Halles de Lyon

Só fiz o registro dos nossos pratos principais. A Janaína escolheu um tartare de carne. Muito bem servido e bem temperado! Eu fui numa das especialidades lyonnaises: a quenelle, uma espécie de bolinho de carne ou peixe. A carne ou peixe é processada e ligada com clara de ovo, nata, ovos ou manteiga e farinha. O sabor é o de uma massa recheada, como um ravióli. Mas com temperos bem típicos da França.

À direita, a famosa quennelle. Foto: Leonardo Aquino

O tartare de carne do Chez Les Gones. Foto: Leonardo Aquino

L’Un de Sens

Esse está mais para bistrô do que para bouchon. Ambiente sofisticado e atenção simples. Apenas dois funcionários (um na cozinha e outro no salão) e um menu bem enxuto. A opção de menu do dia é trazida num quadro escrito a giz pelo funcionário do salão. E há um ambiente bem interessante: a adega subterrânea, com jeito de caverna, onde você também pode sentar.

A cave do L’Un de Sens. Foto: Divulgação

Escolhi um prato que talvez seja mais nacional que regional: o magret de canard (peito de pato) assado, com uma redução de framboesa. Estava delicioso! A Janaína escolheu o prato do dia: um atum com molho de mariscos e legumes ao vapor. Disse que não estava tão bom assim. Não teve a mesma sorte…

O magret de canard do L’Un de Sens. Foto: Leonardo Aquino

Foto: Leonardo Aquino

Para ver o cardápio e outras informações sobre o L’Un De Sens, veja a página do restaurante no Facebook: https://www.facebook.com/Lundessens69/

 

Nord Sud Brasseries

Não chegamos a ir em nenhuma deles, mas vale o registro da dica. São os restaurantes mais “populares” do chef Paul Bocuse em Lyon. “Brasserie” é o nome dado a restaurantes com ambiente mais descontraídos (para os padrões franceses, claro). Os principais de Bocuse levam os nomes dos pontos cardeais, dependendo de onde ficam no mapa da cidade: Nord, Sud, Est e Ouest. Além disso, há outras quatro unidades, uma delas dentro do estádio do Olympique Lyonnais!

Brasserie des Lumières, dentro do estádio do Olympique Lyonnais! Foto: Divulgação


Cada uma das Brasseries Nord Sud tem seu cardápio específico dedicado a uma região da França. E todos têm cardápios de inverno e de verão. Então ir em épocas diferentes pode significar experiências completamente distintas. Todos os restaurantes oferecem menus fechados: € 23,10 para dois pratos e € 26,50 para três. O Juninho Pernambucano, quando deu suas dicas sobre Lyon, indicou a Brasserie L’Ouest, onde costumava ir quando morava na cidade.

Brasserie L’Ouest, a favorita de Juninho Pernambucano. Foto: Divulgação

Os endereços, cardápios e contatos para reservas de todas as brasseries do grupo estão no site: http://www.nordsudbrasseries.com/

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Istambul: Dicas para curtir uma metrópole única

Já falei aqui em outras oportunidades que o Mochileza também é feito por seus leitores e amigos. E sou sortudo por conhecer gente que curte viajar tanto quanto eu. Foi…

Já falei aqui em outras oportunidades que o Mochileza também é feito por seus leitores e amigos. E sou sortudo por conhecer gente que curte viajar tanto quanto eu. Foi o caso da Gabi (que escreveu sobre Malta) e do Marcus (que fez um post sobre o arquipélago de San Blas), que publicaram textos convidados aqui no site. Agora chega mais uma colaboração: a da Estela Takahachi, do Itinerário de Viagem.  Assim como o Mochileza, o blog dela também faz parte da Rede Brasileira de Blogs de Viagem. Ela escreveu um post muito bom e informativo sobre Istambul, uma cidade que tá na minha lista de desejos há alguns anos. É uma metrópole que tem um pé na Europa e outro na Ásia (literalmente), com referências islâmicas e ocidentais, além de muita história!

Feitas as apresentações, fique com os relatos da Estela e viaje junto com a gente! 😀

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Tive a oportunidade de visitar Istambul duas vezes na minha vida e em dois anos consecutivos. A primeira vez que fui, tudo me pareceu meio caótico e confuso. A segunda vez que fui já estava mais relaxada e habituada.

Adoro ter a possibilidade de voltar a um lugar que gostei muito e com certeza, voltar a Istambul foi uma maravilhosa experiência. Algumas pessoas não fazem isso jamais. Mas eu tinha tantas pendências da primeira viagem para conhecer, que tudo justificou voltar à cidade no ano seguinte.

Para quem tem dúvidas em relação a hospedagem, sugiro o bairro de Sultanahmet como o melhor. É um bairro com boa estrutura turística e perto de muitas atrações imperdíveis. Dá pra fazer boa parte dos passeios a pé! Vale saber que é o bairro do lado “europeu” da cidade, já que o Estreiro de Bósforo divide a cidade em lado “europeu” e lado “asiático”.

Dividindo as atrações turísticas imperdíveis da cidade em europeu e asiático, começo falando do lado europeu:

Grand Bazar de Istambul. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

Lado europeu de Istambul

Ninguém jamais poderá ir a Istambul e não andar no Grand Bazar, ou Kapalι Çarșι. Ele foi construído em 1453 e lá você pode encontrar quase tudo: mercadorias “made in China“, produtos tradicionais turcos, ouro e prata, lamparinas, pashiminas, tapetes, souvernirs, instrumentos musicais, etc… Ele é um mercado coberto, com muitas ruelas formando quase um labirinto. Quando você entra no Grand Bazar, tem um momento que você acha que será impossível sair de dentro dele, mas fique tranquilo porque o local possui umas nove portas de saída e, além disso, há placas indicando onde as saídas ficam. Por isso que é importante você se atentar ao nome da porta por qual entrou! Cheguei a ir umas quatro vezes no total e chega uma hora que você vai caminhando pelas ruelas e até decora a localização de tudo!

A Mesquita Azul. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

A Mesquita Azul

Passagem obrigatória é ir até a Mesquita Azul, conhecida por lá como Sultan Ahmet Camii. Erguida entre 1609 e 1616, recebeu este apelido de Mesquita Azul dos estrangeiros que a visitavam, porque ela é quase que inteiramente revestida com azulejos iznik azuis e possui ricos vitrais também do mesmo tom. Bom… isso foi há muito tempo. Hoje, se você entrar em outras mesquitas, perceberá que quase todas seguem este modelo. Dica: se você for à cidade no verão, aproveite o show de luzes e música no exterior desta mesquita quando o sol se põe.

Detalhe do interior da Mesquita Azul. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

Basílica de Santa Sofia

A Basílica de Santa Sofia é um marco da arquitetura e foi, por mil anos a maior igreja do mundo e hoje figura como a quarta maior. Porém, ela perde o ranking de toda forma porque hoje ela não é mais uma igreja, mas sim um museu. Chamada desde 1935 como Hagia Sophia Museum, foi construída entre 532 e 537 para ser a catedral cristã de Constantinopla, porém entre 1204 e 1261, foi “convertida” para uma catedral catótlica romana e a partir do século 15 os otomanos a transformaram em mesquita, incluindo minaretes na arquitetura, além de túmulos e fontes.

Basílica de Santa Sofia. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

Como museu muito antigo, está há anos em reforma e é possível que esteja eternamente em reforma, já que sua construção e decoração são muito antigas e complexas, dito isso, não fique chateado se encontrar andaimes de reforma dentro do salão principal.

Interior da Basílica de Santa Sofia. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

Hoje podemos ver muitos dos mosaicos originais que foram resgatados da época em que o local era uma igreja bizantina (porque haviam sido cobertos com cimento pelos muçulmanos).

Entrada do Castelo de Topikaki. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

Castelo de Topkaki

Outra atração importante é o Castelo de Topkapı ou Topkapı Sarayı. Construído em1453, residiu por lá sultões durante três séculos e hoje podemos ver os aposentos além de móveis, tesouros e objetos de valor nas diversas salas disponíveis para visitação. Para realizar a visita no castelo, tenha em mente duas coisas: primeiro você levará praticamente o dia inteiro em filas imensas e, segundo, não poderá tirar fotos no interior do palácio. Porém, dentro do antigo harém as fotos são permitidas e a fila é curta.

 

Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dizem que o harém era habitado por até mil concubinas, mas estando lá, não consigo imaginar como elas fisicamente conseguiam! Só se ficavam todas amontoadas. Além das concubinas e até eunucos (sim…. para cuidar das moças), as mulheres e a mãe do sultão também ficavam lá…. imaginem só as confusões que rolavam por lá! Não só confusões, lógico, algumas histórias bonitas também aconteciam, como eunucos e concubinas que eventualmente acabavam se apaixonando e fugiam de lá. As últimas mulheres deixaram o harém em 1909, quando o sultanato terminou no país.

O jardim do Topkapı é lindo e dizem que no começo da primavera ele é repleto de tulipas (a flor originaria da Turquia), mas, mesmo estando no começo da primavera por lá, não vi tulipa alguma rsrsrs

Lado asiático de Istambul

Do lado de lá do Bósforo, a parte asiática. Antes mesmo de passar pro lado asiático observei algo bem interessante! Na extremidade europeia da ponte que liga o lado asiático, há vários restaurantes que provavelmente servem muitos peixes, e em cima dos restaurantes há vários turcos que pescam os tais peixes. Bom, não sei se são exatamente peixes para os restaurantes, mas a imagem é um mínimo curiosa!

Os pescadores à beira do Bósforo. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

Do lado de lá, eu destaco como obrigatório subir na Torre Galata, ou Galata Saray. Ela já foi um ponto muito importante de defesa da cidade, na época em que Istambul era Constantinopla. Modificada fisicamente pelos otomanos, hoje oferece uma linda vista de 360 graus da cidade. É muito devagar chegar lá no topo porque sempre há grandes filas, mas com paciência você consegue e a vista compensa!

A Torre Galata vista do lado europeu…

… e a cidade vista do alto da torre. Fotos: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma pequena Paris em Istambul

Pontos interessantes de comércio como a famosa Istklal Cadesi que é um calçadão por onde o icônico bonde passa, as vielas recheadas de restaurantes como na Nevizade Sokak e a tentadora Cezayir Sokağı que eu não deixei de fazer uma boa refeição por lá. Esta última em especial é um cantinho “parisiense” em Istambul. Pelo menos é a inspiração usada na concepção do local, com decorações mais descontraídas e um ar mais boêmio.

O bonde na Istkal Cadesi. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

E o charme da Nevizade Sokak. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

Luxo e riqueza no palácio

E por fim, ainda no lado asiático, destaco o Dolmabahçe Sarayı que é um palácio em estilo eclético europeu construído a mando dos sultões otomanos. Ele funcionou como centro administrativo do governo entre 1853 e 1922. O palácio é ricamente ornado e infelizmente não são permitidas fotos no interior do prédio. Uma parte que visitamos lá dentro e que enche os olhos é a famosa escadaria de cristal com a forma de uma dupla ferradura, construída de cristal Baccarat, bronze e mogno. Vira e mexe eu revejo algumas fotos oficiais do interior do prédio para relembrar este passeio lindo!

A fachada do Dolmabahçe Sarayi. Foto: Estela Takahachi (Itinerário de Viagem)

Eu super recomendo uma visita a Istambul. Mesmo com os últimos ataques terroristas que ocorreram em 2016, o turismo não foi afetado. Lógico que todo cuidado é pouco. Então procure evitar aglomerações de turistas, não andar sozinho em locais não turísticos (sim…. há cantos obscuros em Istambul) e não aceite convites para festas ou bares de desconhecidos. Tirando isso, não tem como não se apaixonar pela cidade. É por isso que já fui duas vezes e voltaria todas as vezes que pudesse!

Sobre Estela

A Estela no Grand Bazar de Istambul

Meu nome é Estela, sou sócia fundadora do blog Itinerário de Viagem que existe desde 2012, mas ele só virou um “.com” em abril de 2014. Quando escolho um destino de viagem, geralmente sou atraída por aqueles que inclui muita história, arte e arquitetura. Sempre que eu posso, tento adicionar locais que que fogem do turismo comum. Para isso, converso com os habitantes dos destinos que visito em busca de experiências inusitadas! Gosto de tentar viver minhas viagens do ponto de vista do habitante local. Então sempre procuro ir a mercados, restaurantes locais e, enfim… vou me enfiando em qualquer lugar!

Estamos em várias redes sociais, mas destaco estas:

Blog: www.itinerariodeviagem.com
Facebook: https://www.facebook.com/itinerariodeviagem/
Instagram: @itinerariodeviagem

2 comentários em Istambul: Dicas para curtir uma metrópole única

Museu do Automóvel de Turim: a história sobre quatro rodas

A semana de 19 a 25 de junho de 2017 é dedicada a festejar os museus pelo mundo afora. É a Museum Week, um evento que tem o objetivo de…

A semana de 19 a 25 de junho de 2017 é dedicada a festejar os museus pelo mundo afora. É a Museum Week, um evento que tem o objetivo de celebrar os acervos das instituições culturais e promover diálogos com a sociedade. A iniciativa é construída nas redes sociais por meio de hashtags específicas que, em 2016, estiveram em 664 mil tweets com 294 milhões de visualizações.

No Brasil, a Museum Week tem a participação massiva dos blogueiros de turismo. Os membros da RBBV (Rede Brasileira de Blogs de Viagem) estão promovendo uma blogagem coletiva sobre museus: os favoritos de cada um, os mais legais visitados recentemente, etc. São dicas que podem ajudar você a incluir mais um item ao seu roteiro de viagem ou, quem sabe, descobrir uma atração na sua cidade.

O carro como obra de arte

Escolhi escrever sobre um museu fascinante que conheci na viagem de férias de fevereiro de 2017: o Museu do Automóvel de Turim, na Itália. Nem todo mundo vê semelhanças entre automóveis e obras de arte, mas uma coisa é fato: um carro pode ser o espelho de uma sociedade. Ele é um indicativo do grau de tecnologia da indústria, de demandas de consumo, da importância dada a preocupações ambientais e muito mais. Portanto, nada mais natural que exista um museu dedicado a ele.

Turim não costuma estar na rota turística da Europa, mas tem uma razão especial para abrigar este museu. A cidade é o berço da Fiat, tanto que o T da sigla da montadora significa Turim (Fabbrica Italiana Automobili Torino). Um dos fundadores da Fiat, Roberto Biscaretti di Ruffia, também é um dos idealizadores do museu. A criação data de 1932 e, nesses mais de 80 anos de história, o acervo foi crescendo e se tornando único no mundo. Hoje, a coleção tem mais de 200 modelos do mais alto valor histórico e de diversas origens: França, Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos e muito mais.

Foto: Leonardo Aquino

A atual sede do Museu do Automóvel de Turim é moderníssima e foi inaugurada em 2011. Projetada pelo arquiteto Cino Zucchi, ela tem três níveis principais. O térreo, também chamado de Piazza, é uma espécie de salão charmoso e futurista. Ele costuma receber eventos como premiações, exposições temporárias, concertos e desfiles de moda, entre outros. Os outros dois andares recebem o acervo permanente do museu.

Segundo andar

A visita começa no segundo andar, onde está a coleção “O Carro e o Século 20”. São 21 salas em uma área de 3600 metros quadrados. Elas contam as origens do automóvel desde seus precursores, como as carruagens puxadas por cavalos. A partir daí, é possível acompanhar a linha evolutiva dos carros. As mudanças no desenvolvimento dos motores, na aerodinâmica e os toques dados pelas grandes potências da indústria (Itália, França e Estados Unidos).

Foto: Leonardo Aquino

Foto: Leonardo Aquino

Entre as relíquias da coleção está o 4HP, o primeiro modelo desenvolvido pela Fiat em 1899. Com um motor de 657 cilindradas, ele tinha velocidade máxima de 35 km/h. O modelo exposto no Museu do Automóvel de Turim é um dos dois únicos sobreviventes depois de mais de 100 anos.

O 4HP, relíquia da Fiat no Museu do Automóvel. Foto: Leonardo Aquino

Há também salas repletas de curiosidades, como a dedicada à produção automobilística da extinta Alemanha Oriental. Do lado oeste do Muro de Berlim, as inovações do mundo capitalista não rodavam. Carros com design antiquado, como os utilitários Trabant e Syrena, eram os mais populares.

Primeiro andar

Descendo para o primeiro andar do museu, o visitante chega à área “O Homem e o Carro”. Ela possui oito salas em 3800 metros quadrados e começa contando a relação íntima entre Turim e a indústria automobilística. Uma obra chamada “Autorino” consiste em um mapa da cidade impresso no chão com a localização das mais de 70 montadoras que surgiram ali no início do século 20. O número é impressionante! Até hoje, Turim é considerada uma das capitais do automóvel, com a presença de centros de excelência em projetos e design.

A sala/obra “Autorino”. Foto: Leonardo Aquino

Há outras salas que mostram o que há por dentro do automóvel: motores, sistemas e tudo o que forma uma espécie de orquestra mecânica. Ainda neste andar, há uma ala dedicada à publicidade (imperdível!!!) e outra dedicada à magia do automobilismo. Modelos originais de carros de corrida de diversas categorias estão lá. A italianíssima Ferrari obviamente é o destaque, com vários modelos que contam diante de seus olhos a história da equipe de Fórmula 1.

Foto: Leonardo Aquino

Térreo do museu

De volta ao andar térreo, na última parte do percurso, o visitante conhece a área dedicada ao design. Uma única sala de 1200 metros quadrado mostra o trabalho dos projetistas em busca da excelência em vários aspectos: segurança, conforto, mobilidade, velocidade e estilo.

Foto: Leonardo Aquino

Para quem quer uma experiência ainda mais profunda, o Museu do Automóvel de Turim guarda um tesouro ainda mais valioso. A Garagem, que abriga os carros que não fazem parte da coleção permanente e também uma escola de formação de restauradores. As visitas à Garagem precisam ser pré-agendadas, mas valem cada minuto para colecionadores e curiosos.

Dicas para economizar

Há algumas situações em que o visitante tem direito a tarifa reduzida na entrada do museu. São as seguintes:

– idosos a partir de 65 anos
– crianças e adolescentes de 6 a 14 anos
– grupos acima de 15 pessoas
– estudantes universitários identificados com carteirinha
– passageiros de voos da Alitalia com cartão de embarque de até 10 dias antes da entrada no museu

 

Museo Dell’Automobile di Torino

Endereço: Corso Unità d’Italia 40
Para chegar de transporte público: estação Lingotto do metrô ou paradas 2256, 2258 e 2259 de ônibus.
Horários de abertura: segunda-feira das 10h às 14h. Terça das 14h às 19h. Quartas, quintas e domingos das 10h às 19h. Sextas e sábados das 10h às 21h. Última entrada uma hora antes do fechamento.
Ingressos: € 12 (adultos), € 8 (tarifa reduzida) e € 2,50 (escolas). Crianças de até 6 anos e jornalistas com carteira profissional têm direito a gratuidade.
Sitehttp://www.museoauto.it

 

 Sobre a Museum Week

A Museum Week é um evento que tem a chancela da Unesco e movimenta as redes sociais para promover os acervos e as instituições. De 19 a 25 de junho, museus de todo o planeta vão compartilhar conteúdo e histórias com a hashtag #MuseumWeek.

Além disso, a edição 2017 está propondo o engajamento de outras 7 hashtags específicas, uma para cada dia da semana:

– 19/06: #FoodMW, para conteúdo que relacione museus e gastronomia
– 20/06: #SportsMW, museus e esportes
– 21/06: #MusicMW, museus e música
– 22/06: #StoriesMW, museus e estórias
– 23/06: #BooksMW, museus e livros
– 24/06: #TravelsMW, museus e viagens
– 25/06: #HeritageMW, museus e patrimônio

Além disso, a Museum Week 2017 está comprometida com o tema da igualdade de gênero e é dedicada às mulheres ao redor do mundo. Os museus estão sendo estimulados a compartilhar conteúdo com a tag #WomenMW.

Outros museus

Tá a fim de conhecer outros museus pelos relatos dos blogueiros da RBBV? Veja aí todos os links da nossa blogagem coletiva!

Brasil

Destino Compartilhado: Museu Lasar Segall;
Sonhando em Viajar: Catetinho, em Brasília, Brasil;

América Latina

Gastando Sola Mundo Afora: Museo de Arte Precolombino de Cuzco;

Estados Unidos

Itinerário de Viagem: MET Museum em Nova Iorque;

Europa

Ásia

Vários

Vamos Por Aí: Meus Museus Favoritos;
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Vistas panorâmicas inesquecíveis em cinco grandes cidades

Quem resiste à ideia de tirar por conta própria uma foto digna de cartão postal? Daquelas que conseguem enquadrar grande parte de uma região? Ver alguns pontos turísticos lá do…

Quem resiste à ideia de tirar por conta própria uma foto digna de cartão postal? Daquelas que conseguem enquadrar grande parte de uma região? Ver alguns pontos turísticos lá do alto também é sedutor, assim como simplesmente admirar as luzes noturnas de uma cidade. Tudo isso só é possível graças aos lugares que proporcionam vistas panorâmicas.

Podem ser gigantes de concreto ou monumentos lendários. Se a intenção é estar algumas dezenas (ou centenas) de metros a cima do chão, ambos podem contemplar e cada um tem suas vantagens. Os monumentos são cheios de história e significados. Os arranhas-céus compensam com tecnologia e conforto para proporcionar a melhor experiência possível.

Nas viagens que fiz nos últimos anos, sempre procurei pontos com vistas panorâmicas. E encontrei exemplares que correspondem a esses dois perfis. Listo aqui os cinco mais interessantes que conheci, seja pela imponência de seus edifícios ou pela simbologia que eles carregam. Quando você for aos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha ou Itália, anote essas dicas!

 

Top Of The Rock (Nova York) – 260 metros de altura

Empire State Building visto a partir do Top Of The Rock. Foto: Leonardo Aquino

Quem vai a Nova York procurando um arranha-céu para subir tem pelo menos duas opções icônicas. O Empire State Building é um clássico, eternizado por imagens como a cena do gorila escalando o prédio no filme “King Kong”. O Rockefeller Center foi imortalizado na foto “Lunch Atop A Skyscraper” (creditada a Charles C. Ebbets), que entrou no imaginário pop e em peças de decoração que vão de quadros a ímãs de geladeira.

Quem não conhece essa imagem? Foto: Charlie C. Ebbets

Quando estive por lá, em setembro de 2013, escolhi visitar o Rockefeller Center e seu deck de observação chamado Top Of The Rock. Para mim, o critério de desempate foi a loja oficial da NBC, situada no térreo do edifício. Lá pode se comprar merchandising de vários programas da emissora, de “Saturday Night Live” a “The Voice”, passando por seriados como “The Office” e “Friends”.

Mas voltemos ao arranha-céu. As atrações do Top Of The Rock começam antes mesmo da subida. A obra “Joie Chandelier” foi criada pela grife Swarovski para o edifício e tem 14 mil cristais. O mezanino tem uma exposição permanente dedicada à construção do Rockefeller Center e ao magnata John D. Rockefeller. E uma trucagem de chroma-key faz com que você possa reproduzir a clássica foto dos operários, estando na pele deles.

Foto: Leonardo Aquino

A subida é em elevadores ultrarrápidos, chamados de Sky Shuttle. Os 260 metros de altura são alcançados em menos de um minuto. O deck de observação tem três andares. No 67º e no 69º andar, a vista é cercada por vidros temperados. No 70º andar, não há obstrução nenhuma. É o melhor lugar para fotos. Entre os cliques preferidos dos visitantes, está o que emoldura o topo do Empire State, situado a pouco mais de 1 km de distância.

Foto: Leonardo Aquino

Dicas práticas

Assim como a maioria dos arranha-céus com vista panorâmica, o Top Of The Rock oferece a opção de ingresso com hora marcada. É uma forma de zerar o risco de pegar filas. Basta comprar online e escolher o horário certo. Há também o ingresso VIP, que tem elevador privativo e horários flexíveis, e o “Sun And Stars”, que permite duas entradas com o intervalo de 24 horas.

Top Of The Rock Observation Deck

Aberto todos os dias, das 8h à meia-noite
Última subida às 23h15
Ingressos: US$ 34 (adulto), US$ 32 (idosos a partir de 62 anos) e US$ 28 (crianças de 6 a 12 anos). Para o acesso VIP, o preço é US$ 65. Para o “Sun And Stars”, o preço é de US$ 15 adicionados ao valor do ingresso escolhido.
Para chegar de metrô: estação 47-50 Streets / Rockefeller Center (linhas B, D, F e M)
Site: https://www.topoftherocknyc.com/

 

The Skydeck (Chicago) – 443 metros de altura

Foto: Leonardo Aquino

O Skydeck fica no 103º andar da Willis Tower (que já foi chamada de Sears Tower), o segundo edifício mais alto do hemisfério ocidental. Assim como os arranha-céus de Nova York, já teve seu grande momento na cultura pop. No filme “Curtindo a Vida Adoidado”, Ferris Bueller e seus amigos fazem um grande tour por Chicago e, em determinado momento, chegam ao Skydeck e observam a cidade lá do alto. Reviver a cena do filme foi um dos motivos que me levou a ir até lá em setembro de 2013.

Nenhum outro deck de observação nos Estados Unidos é tão alto quando o Skydeck. Além disso, a visibilidade é impressionante. Ela chega a 80 quilômetros e, num dia claro, permite que o visitante consiga enxergar quatro estados americanos: Illinois, Indiana, Wisconsin e Michigan.

A incrível visibilidade do Skydeck. Foto: Leonardo Aquino

O mais legal da visita ao Skydeck são as caixas de vidro que deixam Chicago inteira aos pés do visitante. Não indico essa parte do deck de observação a quem tem labirintite. A visão é realmente impressionante.

Cuidado com a vertigem! Foto: Leonardo Aquino

Dicas práticas

Uma dica imperdível: programe sua visita para o horário do pôr do sol. Você vai ver a cidade com três luminosidades diferentes: dia, anoitecer e noite. Se o tempo favorecer, você vai tirar algumas das fotos mais incríveis da sua viagem a Chicago. O próprio site do Skydeck aconselha o visitante a averiguar o calendário do pôr do sol antes de ir. Dá pra checar neste site: http://www.sunrisesunset.com/USA/Illinois.asp

O Skydeck fica na famosa Willis Tower. Foto: Leonardo Aquino

O Skydeck não trabalha com ingressos com horários fechados. Mas tem a modalidade Day/Night, que permite duas entradas no mesmo dia. Há também os bilhetes VIP que dão acesso direto aos elevadores, sem filas.

A Willis Tower soberana no céu de Chicago. Foto: Leonardo Aquino

The Skydeck

Aberto todos os dias do ano. De março a setembro, das 9 às 22h. De outubro a fevereiro, das 10 às 20h.
Última subida 30 minutos antes do horário de fechamento.
Ingressos: US$ 23 (adultos) e US$ 15 (crianças até 12 anos). O ingresso Day/Night custa US$ 33. O Fastpass (acesso VIP) custa US$ 49
Para chegar de metrô: estação Quincy (linhas Pink, Brown, Orange e Purple)
Site: http://theskydeck.com

 

The View From The Shard (Londres) – 244 metros de altura

Tower Bridge vista do alto do Shard. De tirar o fôlego! Foto: Leonardo Aquino

Quem vai a Londres costuma escolher a London Eye como o programa para ter uma vista panorâmica da cidade. No entanto, as grandes filas e o tempo limitado do passeio acabam fazendo com que a experiência não seja a ideal. Por isso, o melhor a se fazer para uma contemplação sem pressa do skyline da capital inglesa é o View From The Shard, um mirante no 72º andar do edifício mais alto entre os países da União Europeia. Estive lá em junho de 2015.

Além de proporcionar uma visibilidade espetacular (de 64 km em 360 graus), o View From The Shard tem sido palco de vários eventos: de aulas de ioga a festas privê, sempre com uma vista panorâmica inigualável. Já imaginou? Além disso, o local tem sido um habituê para pedidos de casamento. Não estranhe se você testemunhar um quando visitar o mirante.

Foto: Leonardo Aquino

É possível ver alguns dos principais pontos de Londres a partir do View From The Shard. O Big Ben, a London Eye, os estádios Olímpico e de Wembley e a Tower Bridge, da qual costumam sair algumas das fotos mais bonitas tiradas lá do alto. Num dia bom, tudo está ao alcance dos olhos, seja com a ajuda do zoom da câmera ou dos telescópios digitais que identificam e dão informação sobre os prédios enquadrados.

Foto: Leonardo Aquino

Nos três andares do mirante, há um bar e uma lojinha de souvenirs onde você pode comprar fotos oficiais e lembranças como um Banco Imobiliário temático do Shard. Além disso, uma modalidade de ingresso (mais cara, obviamente) inclui uma taça de champagne para brindar com Londres inteira sob a vista de quem bebe.

Foto: Leonardo Aquino

Dicas práticas

Assim como nos outros arranha-céus, o ideal é você programar sua visita para pouco antes do pôr do sol. No View From The Shard, é preciso marcar o horário no momento da compra do ingresso. O mirante também oferece o ingresso “Day And Night” para duas entradas no mesmo dia. Dica importante: comprando antecipadamente pela internet, você economiza 5 libras por ingresso.

The View From The Shard

Aberto todos os dias. No verão (do final de março até o final de outubro), funciona de 10 às 22h, com a última entrada às 21h. No inverno, de 10 às 19h (de domingo a quarta) e de 10 às 22h (de quinta a sábado).
Ingressos: £25,95 (inteira a partir de 16 anos), £20,95 (estudantes identificados), £19,95 (crianças de 4 a 15 anos). Preços válidos para compra antecipada pela internet.
Para chegar de metrô: estação London Bridge (linhas Jubilee e Northern)
Site: https://www.theviewfromtheshard.com

 

Siegessäule (Berlim) – 67 metros de altura

Foto: Leonardo Aquino

Vistas panorâmicas não se limitam aos arranhas-céus e gigantes de concreto. Podem estar também em monumentos emblemáticos de algumas cidades. É o exemplo da Siegessäule, a Coluna da Vitória em Berlim.

Foto: Leonardo Aquino

Conhecer a Siegessäule sempre foi um sonho para mim. Quando visitei Berlim em junho de 2015, este monumento foi minha primeira parada. Sempre o achei lindo e impressionante desde quando o vi nos filmes “Asas do Desejo” e “Tão Longe, Tão Perto” e no clipe de “Stay”, do U2. Quando você desce do metrô e caminha em direção ao centro do Tiergarten, vai vendo aquele anjo dourado no topo da coluna crescer aos poucos. É de tirar o fôlego.

A Siegessäule foi construída entre 1864 e 1873 e celebra vitórias da Prússia e da Alemanha em guerras no período. Além disso, sobreviveu incólume à Segunda Guerra Mundial. No topo da coluna, a escultura de bronze com 8,3 metros de altura representa a deusa da vitória (Victoria na mitologia romana e Nike na mitologia grega).

Foto: Leonardo Aquino

Para subir até o mirante, é preciso estar disposto e não ter limitações nos movimentos. A subida é feita numa escada caracol, com 285 degraus. Se você não perdeu o fôlego com a beleza do monumento, perderá nesse exercício vertical. Ou ainda com a visão panorâmica de Berlim lá do alto.

Foto: Leonardo Aquino

Uma coisa que me surpreendeu na vista da Siegessäule foi a quantidade de verde que há em Berlim. Ainda que o monumento esteja no meio de um parque, a arborização da cidade é impressionante. Pena que a contemplação lá do alto não é muito confortável. O espaço é bem pequeno e apertado.

Berlim vista do mirante da Siegessäule. Foto: Leonardo Aquino

Siegessäule

Aberta todos os dias do ano. De abril a outubro, das 9h30 às 18h30 (segunda a sexta) e das 9h30 às 19h (sábados e domingos). De novembro a março, das 10 às 17h (segunda a sexta) e das 10 às 17h30 (sábados e domingos).
Ingressos: € 3
Como chegar de metrô: estações Tiergarten ou Bellevue (S-Bahn, linhas S5 e S7) e estação Hansaplatz (U-Bahn, linha U9)
Site: http://www.visitberlin.de/en/spot/siegessaeule

 

Mole Antonelliana (Turim) – 85 metros de altura

Foto: Leonardo Aquino

A Mole Antonelliana é um dos símbolos arquitetônicos da cidade de Turim. Você vai encontrá-la em camisetas, ímãs de geladeira, canecas e todos os tipos de souvenir que imaginar. Ela vale a visita tanto pela história que carrega quanto pela visão panorâmica da cidade italiana.

A construção da Mole começou em 1863 e tinha o objetivo de abrigar uma sinagoga. Mas o prédio foi comprado pela Municipalidade de Turim em 1878. A ideia era transformar a torre num monumento à unidade nacional. Depois da mudança de planos, o prédio foi inaugurado em 1889. Nos mais de 100 anos de história, a Mole sobreviveu a terremotos e tornados. Hoje está retratada na moeda de dois centavos de euro.

O elevador panorâmico é uma das atrações da torre. Ele leva os visitantes até a cúpula que fica a 85 metros do chão. Lá do alto, é possível ver grande parte da cidade de Turim, inclusive a colina onde fica a Basílica de Superga, um pouco afastada do centro.

Vista noturna de Turim do alto da Mole Antonelliana. Foto: Leonardo Aquino

Dicas práticas

Quando visitamos a Mole, em fevereiro de 2017, fizemos a subida à noite. Assim, não deu pra ter a experiência das luminosidades diferentes. Enfrentamos uma fila um pouco demorada para subir. A torre tem apenas um elevador com capacidade para 11 pessoas. Além disso, o espaço no mirante não é muito grande. Portanto, num dia movimentado, a espera pode ser ainda maior.

Além da cúpula e do elevador panorâmico, a Mole Antonelliana também abriga o Museo Nazionale del Cinema, do qual já falamos neste post.

Mole Antonelliana

Domingos, segundas, quartas quintas e sextas, das 9 às 20h. Sábados, das 9 às 23h. Fechada às terças. Última entrada uma hora antes do horário de encerramento.
Ingresso: € 7 (adultos) e € 5 (crianças e adolescentes de 6 a 18 anos). Grátis para crianças de até 5 anos e portadores de necessidades especiais.
Para chegar de bonde: parada Mole Antonelliana (linha 16 CS) ou parada Palazzo Nuovo (linhas 16 CS e 16 CD)
Site: http://www.museocinema.it/mole.php?l=en

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O que fazer em Lyon: atrações e passeios

Lyon é daquelas cidades que fazem você se sentir em casa com poucos dias de estadia. E mesmo não sendo tão grande quanto as capitais europeias, oferece um monte de…

Lyon é daquelas cidades que fazem você se sentir em casa com poucos dias de estadia. E mesmo não sendo tão grande quanto as capitais europeias, oferece um monte de atrações de todos os tipos. Passeios gratuitos, museus impressionantes e uma vida ao ar livre. Além, é claro, de uma gastronomia de primeira que vai merecer um post à parte.

Janaína e eu ficamos apenas três dias em Lyon na nossa viagem de fevereiro de 2017. Não conseguimos ir a algumas das grandes atrações (como o Musée des Confluences ou a Fête des Lumières, realizada sempre em dezembro). Mas tivemos dias intensos, em que deu tempo de vivenciar boas amostras da cidade. Enumero aqui alguns dos melhores lugares que visitamos.

 

Place Bellecour

Foto: Leonardo Aquino

É o principal ponto de encontro da cidade. Dentro da área dela, ficam alguns ícones da cidade: as estátuas do rei Luís XIV e do escritor lyonnais Antoine de Saint-Éxupery ao lado do seu Pequeno Príncipe, além de uma roda gigante. Ao redor da praça, estão cafés, restaurantes e várias ruas de comércio, além do escritório de turismo de Lyon.

Saindo da Bellecour para as direções leste e oeste, você encontra os dois rios que cortam a cidade: o Rhône e o Saône. Perto da praça, há vários pontos com belas vistas da cidade às margens desses rios.

Vista do rio Saône a poucos metros da Place Bellecour. Foto: Leonardo Aquino

Vieux Lyon

Foto: Leonardo Aquino

É o bairro mais antigo da cidade, situado no 5º arrondissement. Ele tem um traçado medieval, com ruas estreitas e construções muito bem preservadas. Não à toa, a região é considerada Patrimônio Mundial pela Unesco. O epicentro de Vieux Lyon é a catedral de Saint-Jean Baptiste. Ao redor dela, as ruelas são labirintos. Mas se perder por lá não é tão mau negócio assim: há vários bares, restaurantes, museus e belas vistas da cidade.

Em Vieux Lyon, uma particularidade arquitetônica é a presença dos traboules. Esse nome é dado a passagens que levam de uma rua a outra cruzando imóveis por dentro. Por mais que os traboules façam parte de casas particulares, eles são abertos ao público.

Foto: Leonardo Aquino

Um dos lugares mais legais de se visitar é o Musée de Miniatures et du Cinéma. Já falamos sobre ele no post sobre os museus dedicados ao cinema na Europa. Ele tem no acervo peças que levam a uma viagem pelos efeitos especiais: maquetes, figurinos, armas e muito mais. Além disso, tem dois andares dedicados às miniaturas de cenas do cotidiano.

Musée de Miniatures et du Cinéma. Foto: Leonardo Aquino

Colina da Fourvière

Foto: Leonardo Aquino

Com 120 metros de altura, é um dos lugares mais representativos da história de Lyon, principalmente no que se refere a fé. A primeira capela no alto da colina foi construída na Idade Média e destruída durante as Guerras Religiosas da França no século 16. Ao longo dos séculos seguintes, a colina foi destino de procissões por diversos motivos. Os lyonnaises subiam a Fourvière para pedir proteção contra pestes, epidemias e guerras.

Se antes a subida era feita a pé, hoje em dia não é preciso fazer tanto esforço. Um funicular leva passageiros até o topo numa viagem de menos de 2 minutos. A estação do bondinho fica junto à estação Vieux Lyon do metrô, na parte de baixo da colina. É preciso ter um bilhete do transporte público.

O bondinho que sobe a colina. Foto: Divulgação TCL

Hoje a colina tem como principal cartão postal a Basilique de Notre Dame de Fourvière. A igreja, que tem o status de basílica desde 1897, é mais do que um espaço de peregrinação. Também recebe concertos e conferências e tem uma torre com uma vista incrível de Lyon. A entrada na igreja é grátis. Mas para uma visita completa e guiada (incluindo a subida à torre), a tarifa é € 10. Para outras informações, acesse o site: http://www.fourviere.org/basilique/visites-guidees/visites-insolites-individuels/

Foto: Leonardo Aquino

Foto: Leonardo Aquino

Mesmo sem pagar pela visita guiada, é possível ter uma vista panorâmica da cidade. Ao lado da Basílica, há um mirante com o rio Saône e Lyon inteira aos pés.

A vista incomparável de Lyon do alto da colina da Fourvière. Foto: Leonardo Aquino

Musée Gallo-Romain

Outro lugar que você deve conhecer na Fourvière é o Musée Gallo-Romain. O museu possui uma coleção arqueológica do século 16 em diante: estátuas, moedas, cerâmicas e muito mais. Mas é na área externa que fica a atração mais estonteante: o Theâtre Antique de Fourvière. É um anfiteatro romano datado dos primeiros séculos depois de Cristo. Absurdamente bem preservado, ele tem capacidade para 10 mil pessoas. No verão, recebe a temporada de shows Les Nuits de Fourvière. Entre os artistas que se apresentaram nos últimos anos, estão nomes que vão de Elton John a The XX, de Radiohead a Patti Smith, de Sigur Rós a Burt Bacharach.

Theâtre Antique de Fourvière. Foto: Leonardo Aquino

Parc de la Tête D’Or

Foto: Leonardo Aquino

É onde o povo de Lyon espairece. Pistas bem calçadas recebem corredores e ciclistas. Áreas verdes viram locais de piqueniques. Entre as outras atrações, estão o jardim botânico, orquidários, zoológico e um velódromo. Além disso, o parque recebe eventos como espetáculos culturais e exposições.

 

Institut Lumière

Foto: Leonardo Aquino

Lyon tem uma parcela fundamental de responsabilidade na gênese do cinema. É a cidade onde nasceram os irmãos Louis e Auguste Lumière, os inventores do cinematógrafo. A casa onde a família Lumière viveu hoje abriga o Instituto que conta um pouco do início dessa história: os primeiros equipamentos, os primeiros filmes e os investimentos que os irmãos fizeram para popularizar a criação deles. Falamos do Institut Lumière no post sobre os museus de cinema.

 

 

Parc Olympique Lyonnais

Foto: Leonardo Aquino

O futebol também é um motivo de orgulho da cidade graças ao Olympique Lyonnais. O clube, que até bem pouco tempo atrás era uma equipe de meio de tabela na liga francesa, ganhou sete campeonatos nacionais seguidos entre 2002 e 2008. O heptacampeonato tem uma grande participação de brasileiros: Cris, Cláudio Caçapa, Fred e Michel Bastos, por exemplo. Mas nenhum é tão ídolo quanto Juninho Pernambucano, considerado o melhor jogador da história do clube.

Juninho é um dos ex-jogadores homenageados na esplanada do estádio. Foto: Leonardo Aquino

A época de grandes conquistas do Lyon foi vivida no estádio Gerland. Mas hoje o clube tem casa nova: o Stade des Lumières, parte integrante do Parc Olympique Lyonnais. A arena foi inaugurada em 2016, coincidindo com a Eurocopa realizada na França. Com capacidade para 59.286 pessoas, ela fica situada fora da cidade, no município de Décines-Charpieu. Em dias de jogos, há um esquema de transporte público que deixa o visitante numa estação de tram a poucos metros da esplanada do estádio.

Foto: Leonardo Aquino

Para acompanhar a agenda de eventos (jogos e shows), acesse o site do clube: http://www.olweb.fr/fr/club/agenda-316.html. Há visitas guiadas ao estádio, que vão de € 9 a € 100. Outras informações aqui: http://www.parc-ol.com/visite-stade/

 

Rue de la République

Foto: Leonardo Aquino

Para quem tiver um espaço na agenda em Lyon para compras, este é o lugar. É uma rua que tem uma parte de sua extensão fechada para carros. Ela reúne algumas das principais lojas que você encontraria em vários shoppings pelo mundo afora, como Levi’s, H&M, Fnac, Sephora…

Procurando bem, você acha alguns tesouros. A Janaína recomenda a Yves Rocher, que em Lyon tem preços muito mais baixos que os praticados no Brasil. Já eu curti muito uma loja chamada Nature et Découvertes, que tem artigos para viagem e de design. Outra dica: as ruas transversais à République também têm lojas bem legais.

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